CARACAS: O governo da República Bolivariana da Venezuela presencia uma vez mais, juntamente com os Povos do mundo, o horror da morte de crianças e mulheres inocentes, produto da invasão da Faixa de Gaza por tropas israelitas e do bombardeio inclemente que, do céu e da terra, descarga sistematicamente o Estado de Israel sobre o território palestiniano.

Nesta hora trágica e indignificante, o Povo da Venezuela manifesta a sua solidariedade irrestrita para com o heróico povo palestiniano, comunga a dor que assola milhares de famílias pela perda dos seus entes queridos, e estende-lhe a mão afirmando que o governo venezuelano não descansará até ver severamente castigados os responsáveis por estes crimes atrozes.

O governo da República Bolivariana de Venezuela condena taxativamente as flagrantes violações do Direito Internacional nas quais incorreu o Estado de Israel, e denuncia a sua utilização planificada do terrorismo de Estado, com o qual este país se colocou à margem do consenso das Nações.

Pelas razões anteriormente mencionadas, o governo da República Bolivariana de Venezuela decidiu expulsar o embaixador de Israel e parte do pessoal da embaixada de Israel na Venezuela, reafirmando a sua vocação de paz e a sua exigência de respeito ao Direito Internacional.

O governo da República Bolivariana da Venezuela instruiu a sua Missão perante a ONU para que, juntamente com a esmagadora maioria dos governos que assim o exigem, se pressione para que o Conselho de Segurança aplique medidas urgentes e necessárias para travar esta invasão do Estado de Israel contra o território palestiniano.

O presidente Hugo Chávez, que já se reuniu diversas vezes com altos representantes do Conselho Mundial Judeu e que sempre se opôs ao anti-semitismo como a qualquer outro tipo de discriminação e de racismo, faz um apelo fraterno ao povo judeu espalhado por todo o mundo para que se oponha a estas políticas criminosas do Estado de Israel que fazem recordar as piores páginas da História do século XX. Com o genocídio do povo palestiniano, o Estado de Israel nunca poderá oferecer ao seu próprio povo a perspectiva de uma Paz tão necessária quanto duradoura.

6 de Janeiro de 2008

Tradução: Círculo de Revolucionários Livres