| Livre absolvição para Nicolás Sguiglia e Javier Toret Por ESPANHA 10/01/2009 às 15:40 ATUALIZAÇAO: Hoje, 23 de janeiro, houve uma primeira tentativa de julgamento, mas devido a um dos advogados estar doente foi marcada uma nova data, para abril. A Acusação pede 2 anos de cárcere para Nicolás Sguiglia e Javier Toret por um delito de "roubo com intimidação" quando participaram como mediadores sindicais (servindo de negociadores entre os manifestantes e os funcionários) em um protesto para denunciar a contratação precária de funcionários no Supermercado Plus, em Sevilha. O protesto ocorreu no contexto do Mayday - 1° de Maio dos Precários - em 2006. Em 29 de abril de 2006, mais de uma centena de precários e precárias entraram fantasiados no Supermercado Plus, na rua Arroyo em Sevilha. Junto deles se apresentou a Nossa Senhora da Precariedade. Durante quase uma hora, os precários bloquearam de maneira festiva os caixas do supermercado, cantaram músicas, reivindicaram direitos trabalhistas e sociais e, ao final, expropriaram 3 carrinhos com produtos de consumo básico. O protesto teve um caráter evidente simbólico e transcorreu de forma pacífica e com um forte tom de ironia, sempre respeitando os trabalhadores do supermercado, bem como os seus clientes. Leia Mais: Matéria Completa | Manifesto de Precari@s em movimento |Campaña por la libre absolución de Nico Sguiglia y Javier Toret: No a la criminalización de la acción social y sindical | CMI ESTRECHO Veja o vídeo da ação do dia 1 de maio | Solidariedade
O motivo deste protesto era denunciar a empresa por haver demitido de maneira injusta Fátima Fernandez, despedida por estar grávida, e também denunciar a situação de precariedade trabalhista e a falta de direitos dos trabalhadores dos grandes hipermercados e do comércio em geral. Esta ação ocorreu no contexto da programação das atividades organizadas em torno do Mayday: 1° de Maio dos precários, que objetiva convocar e mobilizar os chamados trabalhadores precários. Por precários se entende não só as pessoas contratadas sem plenos direitos, mas também todos os que não tem um emprego formal, os imigrantes sem documentos, as donas de casa, os trabalhadores da economia informal em geral. A idéia é de que a esquerda sempre reivindicou a organização dos proletários, mas agora este é quase um privilegiado (por ter um emprego formal com um mínimo de direitos garantidos) e que há toda uma nova geração de pessoas que tem por situação permanente a inestabilidade. Nicolás Sguiglia e Javier Toret exerceram suas funções como representantes sindicais (da CGT e SOC-SAT, respectivamente) e estiveram mediando, a todo momento, a tentativa de um acordo junto à empresa, reforçando o caráter pacífico do protesto. O responsável pelo supermercado os identificou para a polícia como os responsáveis pela ação, e agora a promotoria pede 2 anos de prisão pelo delito de "roubo com intimidação" pela expropriação de 3 carrinhos com produtos básicos, realizada pelos precários manifestantes. O valor total das mercadorias não supera 287 euros. No dia 23 de janeiro de 2009 se realizará o julgamento em Sevilha e por isso fazemos um chamado de apoio e solidariedade a todas as organizações sociais, sindicais e políticas para que se somem nesta campanha e consigamos a livre absolvisão desses companheiros e assim, possamos dar uma resposta unitária e contundente à criminalização da ação social e sindical. Como colaborar? 1 - Assinando e enviando o MODELO de FAX (em anexo) para o Promotor Chefe de Sevilha: (34) 955-005114 2 - Enviando o nome de sua organização, associação ou iniciativa com suas palavras de apoio a: andalucia@cgt.es 3 - Participando da Concentração contra a Criminalização da Ação Social e Sindical e pela Absolvisão de Nico e Javi, que ocorrerá nesta sexta-feira 23 de janeiro às 11hs en Puertas de los Juzgados del Prado de San Sebastián de Sevilla. 4 - Ajudando a difundir esta informação, de forma que todo mundo saiba desta injustiça. Se puder traduzi-lo a um outro idioma nos será útil para ampliar a solidariedade. Um grande abraço e muito obrigado por sua colaboração Confederación General del Trabajo de Andalucía (CGT-A), Sindicato Andaluz de Trabajadores (SAT), Oficinas de Derechos Sociales (ODS-Málaga y Sevilla), Precarios-as en Movimiento (Málaga), Coordinadora de Imigrantes de Málaga (CIM), Centro Social y Cultural de Gestión Ciudadana La Casa Invisible (Málaga)
>>Adicione um comentário Fico aqui imaginando de qual seria a reação dos sindicalistas , se um bando de donos e gerentes de supermercado invadissem o sindicato , vestidos de palhaços , impedindo os trabalhadores sindicalizados de atenderem aos compromissos agendados , impedissem a livre circulação dos trabalhadores na sua sede , e , na saída , levassem consigo , sempre de forma muito bem humorada , pacifica , material e bens pertencentes ao sindicato .
Será que os valorosos sindicalistas aceitariam a contrapartida e a impunidade ?? Me engana que eu gosto.  | Caro H2O! A diferença toda é que são os patrões, donos e grandes empresários que roubam, usurpam, precarizam o trabalhador e não o contrário. O protesto é uma arma dos trabalhadores, de pressão, e por isso deve ser usado. Agora, se a mão de obra dos trabalhadores é usada para dar lucros a grandes donos do supermercado, e são os trabalhadores os responsáveis pela produção das mercadorias e são os que mantêm o funcionamento do mercado, não é de direito pegarem de volta aquilo que lhe roubam, no caso sua produção?  | Lóóóóóógico Polidor , todo patrão é um ladrão , um usurpador de pobres , um corrupto , um satanico capitalista e um escravagista . Bem intencionados só mesmo os socialistas .E como todo socialista é do bem e só pensa o bem , então ele é livre para pre julgar e tomnar as medidas corretivas necesárias ao bom andamento da sociedade , não é ??? Cara , para voce chegar a este nirvana de intelectualidade esquerdista , por acaso tua postura revolucionária demandou horas de estudo , pesquisa e reciocínio , ou é uma coisa assim natural , tipo um papagaio aboletado naturalmente no ombo do pirata ?
Saudações currupáticas compa .  | Isto é um protesto com arte! Brasileiros também eram assim, quando existiam sindicatos de verdade. Quando a capital federal era próxima, ou seja, quando o povo podia chegar perto do poder e protestar, reivindicar. Se olharmos a história , vamos ver o quanto nossos avós eram participativos. E até os anos 70, o quanto éramos criativos. Não compreendo o marasmo em que vivemos. Perdemos a característica . Obrigada. ah barbara, para de pagar pau para gringo... nós brasileiros somos muito criativos sim! E seguimos protestando de forma bastante criativa, utilizando a arte dentre outras coisas.
É uma pena que você esta tão desinformada ou pior 'desmobilizada', não participando ativamente do que acontece a sua volta, que não sabe sequer das manifestacões que vem acontecendo na tua época.  | Ah, sim! Para os VDL do CMI, um vagabundo pichador que escreve VDL no muro dos outros, é considerado "artista". Agora, muito artístico roubar um supermercado, não é? Um cara que faz isso, merece um prêmio, né? O H2O tem razão, se o sindicato da patronal fizesse o mesmo, e acontecesse dos culpados serem absolvidos, com certeza, estariam reclamando impunidade e gritando pela punição. Eu me lembro da gritaria que estes mesmos indivíduos fizeram quando invadiram a sede da Conlutas, estava no site da Conlutas e do PSTU a reação deles: eles clamavam por "justiça", pela punição aos invasores (e olha que de acordo com eles mesmos, não roubaram nada, imagine se tivessem roubado alguma coisa, a gritaria que iriam fazer) pela punição dos invasores. Agora, estão aí, defendendo a impunidade. Os esquerdistas são assim: nós podemos matar e roubar por uma causa "nobre", os outros não, pois são tudo exploradores, usurpadores, satânicos... Assim funciona a cabecinha deles.  | A questão é marcar postura reacionária, não importa que pra isso se faça um papel ridículo passando atestado de ignorancia.
Barbara, sim, todo patrão, por definição, é um usurpador. A renda dele vem justamente de trabalho realizado e não pago. Seja ele um 'bonzinho' execvutivo moderninho que adota as posturas das técnicas de empresa feliz e demais modalidades de gerência 'solidária', ou o estereótipo do capitalista frio, de qualquer forma sua posição de dono de capital o transforma em um ladrão de assalariados.
Salantino e H2O, vocês realmente não conseguem perceber a diferença de classe - e portanto de atritudes à disposição - entre patrões e assalariados??? Patrões quando rpecisam reivindicar ou pressionar por seus interesses, marcam reuniões ou jantares 'informais' com agentes do executivo e do legislativo. Se as autoridades públicas se mostram muito resistentes a seus pedidos, ainda lhes resta a organização de lock-outs e demais formas de boicote ecopnômico ao governo constituido. Aos trabalhadores resta a coragem e a criatividade para tentar fazer valer seus direitos.  | Em relação ao protesto: Coeso, necessário e benéfico. Agora se provado o roubo, independente dos fins, como prevê qualquer legislação sobre roubos, o autor - ou autores -, deverá ser punido conforme é dito a carta magna de seu país.
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