| Decisão histórica: Brasil concede refúgio humanitário a Cesare Battisti Por Celso Lungaretti 14/01/2009 às 03:18 Numa decisão histórica e soberana, resistindo às fortes pressões do Governo Berlusconi, o ministro da Justiça Tarso Genro concedeu na tarde de ontem (13) refúgio humanitário ao perseguido político Cesare Battisti, que será libertado nesta quarta-feira, após quase 22 meses de prisão. Cesare adquiriu o direito de residir com sua esposa e duas filhas no Brasil, onde deverá continuar exercendo o ofício de escritor. A decisão de Genro veio ao encontro da avaliação do jurista Dalmo Dallari, segundo quem Battisti foi condenado à prisão perpétua num "julgamento viciado"; e da minha conclusão, expressa em vários artigos nos últimos meses, de que se tratou de "uma verdadeira aberração jurídica", decorrente do "clima de caça às bruxas instalado da Itália a partir da comoção popular que o assassinato de Aldo Moro provocou". Foi o que Genro afirmou nas justificativas de sua decisão: desafiado pelas organizações armadas de esquerda, "o Estado italiano reagiu (...) não só aplicando normas jurídicas em vigor à época, mas também criando 'exceções' (...) que reduziram prerrogativas de defesa dos acusados de subversão e/ou ações violentas, inclusive com a instituição da delação premiada, da qual se serviu o principal denunciante" de Battisti. O ministro considera fundamental que, mesmo em situações de emergência como aquela que a Itália enfrentava, "jamais seja aceita a derrogação dos fundamentos jurídicos que socorrem os direitos humanos". Não foi o que aconteceu, segundo Genro, que citou um trecho clássico de Norberto Bobbio a respeito dos excessos ali cometidos pelo Estado: ?A magistratura italiana foi então dotada de todo um arsenal de poderes de polícia e de leis de exceção: a invenção de novos delitos como a ?associação criminal terrorista e de subversão da ordem constitucional? (...) veio se somar e redobrar as numerosas infrações já existentes ? ?associação subversiva?, ?quadrilha armada?, ?insurreição armada contra os poderes do Estado? etc. Ora, esta dilatação da qualificação penal dos fatos garantia toda uma estratégia de ?arrastão judiciário? a permitir o encarceramento com base em simples hipóteses, e isto para detenções preventivas, permitidas (...) por uma duração máxima de dez anos e oito meses". Tanto quanto o enquadramento de Battisti numa lei promulgada anos depois e que foi aplicada retroativamente contra ele, a hipótese de um cidadão permanecer preso preventivamente durante dez anos e oito meses (!) atesta, de forma eloquente, que se praticavam as mais chocantes aberrações jurídicas na Itália dos anos de chumbo! O PODER OCULTO E OS PORÕES - E as agressões aos direitos constitucionais dos réus não se limitavam ao recinto dos tribunais, ressaltou o ministro da Justiça: "É público e incontroverso, igualmente, que os mecanismos de funcionamento da exceção operaram, na Itália, também fora das regras da própria excepcionalidade prevista em lei". Segundo Genro, assim como sucedia "tragicamente" no Brasil de então, também na Itália "ocorreram aqueles momentos da História em que o 'poder oculto' aparece nas sombras e nos porões, e então supera e excede a própria exceção legal", daí resultando "flagrantes ilegitimidades em casos concretos". As arbitrariedades repercutem até a atualidade, acrescenta o ministro: "Determinadas medidas de exceção adotadas pela Itália nos 'anos de chumbo' (...) ressoam ainda hoje nas organizações internacionais que lidam com direitos humanos. A condenação a determinados procedimentos e penas motivou, de um lado, relatórios da Anistia Internacional e do Comitê europeu para a prevenção da tortura e das penas ou tratamentos desumanos ou degradantes e, de outro, a concessão de asilo político a ativistas italianos em diversos países, inclusive não europeus". Genro também rebateu a alegação italiana de que Battisti seria um criminoso comum, não podendo, portanto, beneficiar-se de um direito concedido a perseguidos políticos: "Por motivos políticos o Recorrente [Battisti] envolveu-se em organizações ilegais criminalmente perseguidas no Estado requerente [a Itália]. Por motivos políticos foi abrigado na França e também por motivos políticos, originários de decisão política do Estado Francês, decidiu, mais tarde, voltar a fugir. Enxergou o Recorrente, ainda, razões políticas para os reiterados pedidos de extradição Itália-França, bem como para a concessão da extradição, que, conforme o Recorrente, estariam vinculadas à situação eleitoral francesa. O elemento subjetivo do 'fundado temor de perseguição' necessário para o reconhecimento da condição de refugiado está, portanto, claramente configurado". Ironicamente, o ministro destacou que as próprias sentenças condenatórias de Battisti comprovam o caráter político dos delitos a ele atribuídos, pois nelas se afirma serem todos esses tipos penais integrantes de ?um só projeto criminoso, instigado publicamente para a prática dos crimes de associação subversiva constituída em quadrilha armada, de insurreição armada contra os poderes do Estado, de guerra civil e de qualquer maneira, por terem feito propaganda no território nacional para a subversão violenta do sistema econômico e social do próprio País?. Mais claro do que isto, impossível. Finalmente, Tarso frisou que "o contexto em que ocorreram os delitos de homicídio imputados ao recorrente, as condições nas quais se desenrolaram os seus processos, a sua potencial impossibilidade de ampla defesa face à radicalização da situação política na Itália, no mínimo, geram uma profunda dúvida sobre se o recorrente teve direito ao devido processo legal". E, como o in dubio pro reo é norma nesses casos, Tarso a seguiu fielmente: "na dúvida, a decisão de reconhecimento deverá inclinar-se a favor do solicitante do refúgio".
Email:: naufrago-da-utopia@uol.com.br URL:: http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/ >>Adicione um comentário A decisão do ministro está absolutamente correta. Como brasileiro, vejo que o país assumiu uma posição digna e não se deixou amedrontar pelas forças facistas tradicionais. É nessas horas que a verdadeira solidariedade com quem está sendo massacrado se mostra em seu estado mais puro e contundente!
Aplausos aplausos aplausos ... e vida longa a Battisti!
 | É incrível como a esquerda no Brasil (e no mundo) sempre luta pelas causas erradas. Celso Lungaretti iniciou uma verdadeira cruzada para livrar esse bandido CONDENADO na Itália - e é bom que se frise - CONDENADO a 30 anos de prisão por crimes cometidos quando integrava um grupo terrorista de extrema esquerda. Isso em um processo em que ele teve ampla defesa. É lamentável que em um caso recente no Brasil - o dos pobres boxeadores cubanos que pediram asilo no país - nenhuma personalidade de esquerda, absolutamente ninguém, iniciasse uma campanha em prol da concessão do asilo político aos dois. Resultado: foram deportados em tempo recorde para a ilha-prisão onde hoje são párias da sociedade, sendo proibidos de exercer seu ofício. Infelizmente ações como esse só servem para reafirmar a vocação do Brasil em ser um paraíso para bandidos e para a impunidade.  | Piero Fassino, do Partido dos Democratas de Esquerda da Itália declarou ontem:
"Não compartilho a decisão do governo brasileiro, é uma escolha errada porque Battisti foi condenado por crimes muito graves. Battisti foi protagonista da época do terrorismo italiano, o governo brasileiro deveria ser mais ciente das escolhas que faz. O governo brasileiro está errando na avaliação de crimes ligada a crimes políticos, como se esses últimos tivessem uma conotação diferente. Quando se mata uma pessoa o certo é pagar pelo crime". Vocês são muito desinformados em relaçao a assuntos de politica italiana. "Caça a bruxas"...???!!! Renato Curcio, fundador das Brigadas Vermelhas e um dos autores do sequestro e homicídio de Aldo Moro, na época presidente do partido politico Democracia Crista, foi justamente condenado e está livre desde 1998, coisa que não teria acontecido se na Itália vigesse um regime de persecução politica. Obviamente autor moral, porque na época do sequestro Moro Curcio já estava preso. Não adianta querer travestir a política e a 'justiça' italianas. Sabemos muito bem, não só no Brasil, como as infiltrações e o massacre contra os manifestantes pacíficos durante o G9-Genova foi tratado pela 'justiça' facista italiana! Se isso for justiça, então não precisamos de justiça! A justiça facista faz o contrário de justiça!
Tampouco adianta vir aqui com argumentos do tipo 'a esquerda italiana disse ...', pois estamos cientes de como o último governo de 'esquerda' defendeu até o fim a manutenção da base militar ianque! Se 'imperialismo' faz parte da esquerda, então ela é a negação de si mesma!
Estamos solidários com os movimentos sociais italianos, não com os facistas! Chorem agora, carniceiros das trevas! Vagabundo faz arruaça, quebra quebra e depois vm chorar quando apanha da polícia. .50 neles. Cada um tem o direito de fazer sua avaliação e manifestar sua opinião, então eu não vou discutir o que já é fato consumado.
Só peço um pouco de respeito à verdade dos fatos: desde o primeiro instante eu me posicionei publicamente contra a deportação dos pugilistas cubanos. Antes até do Suplicy.
O Brasil só concede privilégios para foragidos de países democráticos.
Esse é o mal da petralhada e esquerda em geral: Não conseguem conviver com a opinião alheia.
 | Covardes e estapafurdias decisões e ações como estas , confirmam de modo continuo a falsidade do tal humanismo das esquerdas .Ou alguém poderia citar algum humanismo nos 90 anos de ditaduras e exterminio de milhões conterraneos nos governos socialistas .
Será que algum dos manipulados guerrilheiros de shopping center tem bons argumentos e a coragem para justificar a diferença de tratamente entre ceder asilo a um criminosos politico , julgado e sentenciado por um pais democratico , por ter participado do assassinato de 4 civis e a devolução ao inferno caribenho da ditadura castristas , dos 4 atletas de Cuba , durante o Pan Americano no Brasil ?? A extradição dos cubanos foi decidida em dois dias , sem qualqure intervenção dos tais orgãos de direitos humanos , e com um jatinho venezuelano de Chavez esperando no aeroporto para devolver os atletas ao inferno socialista . Vamos lá grandes defensores dos direitos humanos , paladinos da justiça social e do bem estar dos menos favorecidos . Apresentem a sua versão humanitária desta covardia . Tem a manha e a coragem para tal ???  | Gostaria de manifestar rapidamente minha opinião sobre a decisão do ministro da justiça. Essa decisão está em sintonia com o que muitos setores ligados aos direitos humanos do Brasil e do mundo tem defendido. Não há dúvidas de que extraditar Battisti num caso tão polêmico não seria um favor à qualquer conceito mínimo de justiça.
O fato de certos comentaristas defenderem a extradição sob forte argumentação política é mais um sinal de que se trata de uma questão meramente política, sendo, portanto, óbvia a decisão do ministro. Quando a perseguição e as decisões da justiça são politizadas, seria contraditório se o pedido de asilo fosse negado.  | Imagine se fosse um milico acusado de ter matado quatro heróis esquerdinhas pelo governo de, por exemplo, Hugo Chaves, será que a decisão do nosso Ministro-Terrorista seria o mesmo? E será que o bando de puxa-sacos acima também iria sair em defesa do milico?
Bando de filhos da puta. É por isso que eu acho que o Governo Militar foi uma merda, mataram 500 esquerdinhas só, quando tiveram tempo para matar uns 500.000 e fazer a limpa nessa corja. Aí não precisaríamos aguentar gente como o assassino Tarso Genro no Ministério da Justiça (máxima ironia)  | Caro Paolo, como foram tratados os policiais que participaram da vergonhosa operação no G8 (não G9)de Genova? Foram condenados, aqui a lista com os nomes e as condenações dos policiais:
cinco anos de prisão: Antonio Biagio Gugliotta quatro anos de prisão: Vincenzo Canterini tres três anos de prisão:Fabrizio Basili, Ciro Tucci, Carlo Lucaroni, Emiliano Zaccaria, Angelo Cenni, Fabrizio Ledoti, Pietro Stranieri, Pietro Troiani cinco anos e seis meses de prisão: Michele Burgio dois anos e quatro meses de prisão: Alessandro Perugini dois anos de prisão: Angelo Forniè  | Seu 'italiano indignado', não queira vender gato por lebre. Todo o CMI acompanhou aqueles julgamentos e aconteceu o mesmo de sempre: poniram alguns policiais, inocentaram os demais e, NAO ESQUECER, deixaram os mandantes todos livres. O material filmado é revelador, dispensando palavras. Mas os responsáveis verdadeiros pelos massacres assustadores continuam em liberdade! E o governo prega publicamente o amordaçamento de imigrantes! Não há como querer ser digno e defender ao mesmo tempo esses facistas incuráveis!
Ou você quer que a gente feche os olhos para tudo isso e repita as ficções que a mídia corporativa costuma difundir? O cara matou ou incitou à matança? É assassino. É um santo mártir? Que quiser que o canonize. Não há convicção política que me convença que matar é tudibom!!!! Nem matar de miséria ou fome nem matar com tiro ou bomba.  | Paolo, sei italiano? Conosci la realtà italiana? Non parliamo cazzate e lasciamo stare il G8 (che tu chiami G9), in confronto ai quattro omicidi i fatti di Genova sono un' inezia.
Paolo, você é italiano? Conhece a realidade italiana? Chega de falar besteiras e deixa o G8 (que você chama de G9...), em comparação aos quatro homicídios os acontecimentos de Genova são uma tolice, porém, mesmo assim, os policiais foram condenados. Não sei se no Brasil teria acontecido a mesma coisa.
Aprenda uma coisa: a esquerda, repito, a esquerda italiana ficou indignada com a decisão do ministro brasileiro. Tem outros ex-terroristas italianos que a esquerda italiana defende, Battisti não faz parte deles. Adriano Sofri foi condenado por ter sido o mandante do homicídio do delegado da policia Luigi Calabresi mas mesmo assim a esquerda tomou partido dele. Cesare Battisti é diferente, ele é considerado um assassino mesmo pela esquerda. Essas as palavras de Piero Fassino, do Partido dos Democratas de Esquerda: "Não compartilho a decisão do governo brasileiro, é uma escolha errada porque Battisti foi condenado por crimes muito graves. Battisti foi protagonista da época do terrorismo italiano, o governo brasileiro deveria ser mais ciente das escolhas que faz. O governo brasileiro está errando na avaliação de crimes ligada a crimes políticos, como se esses últimos tivessem uma conotação diferente. Quando se mata uma pessoa o certo é pagar pelo crime".
Paolo, você que acha de conhecer a historia de Battisti, me conte, porque a esquerda italiana ficou indignada com o ministro brasileiro?  | Roma, 14 de janeiro ? a associação italiana das vitimas do terrorismo denuncia: ?Estamos tomando consciência da vitoria do terrorismo na Itália, a humilhação das vitimas e o desprezo em relação a elas. O terrorista condenado em via definitiva por quatro homicídios conseguiu escapar da justiça italiana?.
Sabina Rossa, senadora do Partido Democratico (esquerda) declarou: ?O Brasil é uma democracia das mil contradições. Nos continuaremos a pensar que a extradição de Battisti seja a coisa justa?. Nina , diante das tuas citações sobre direitos humanos e justiça como argumentos para defender o asilo a Battisti , gostaria de lhe pedir que nos brindasse com a sua análise sob a mesma ótica , da extradição dos atletas cubanos pelo Brasil no ano passado . No aguardo.  | Para H20: Cuba não estava "caçando" os atletas. Eles foram para o Brasil como representantes daquele país. É a mesma coisa que você cruzar a fronteira do México com os EUA, a polícia te pegar e você pedir para ficar porque no Brasil não tens condições de viver. E mesmo considerando a posição do Brasil errada um erro não justifica outro.
Comentário Geral:
Todos que comentaram a favor da extradição do Battisti partiram do princípio ele é um assassino descartando as irregularidades do processo. Um processo baseado em depoimentos(com bonificações), em torturas e em deduções. Outra coisa: Honrem o vosso País. A Constituição é para ser cumprida. Agora qualquer um de fora pede para passarem por cima da Constituição e assim o fazem? Perguntem aos italianos se fariam. Mais uma: se a justiça no Brasil é ruim ou não isso é um problema do Brasil e não da Itália. Cada um no seu quadrado.  | Eu sou nascido na Argentina e fui implacavelmente perseguido no Governo de Menem durante uma década. Fui sequestrado, torturado e encarcerado por denunciar e comprovar publicamente que Menem somente foi releito Presidente mediante uso de softwares que viabilizaram uma maciça fraude eleitoral. Salvei a vida e recuperei minha liberdade apenas porque não me curvei e porque os corajosos amigos NUNCA me abandonaram. Fui preso para extradição no Brasil e pedi refégio. Porém, defendendo a lisura na atuação do Governo Menem, o CONARE - então e agora controlado por alguns burócratas de mente estreita e inoperante nomeados no governo FHC - negou o pedido de refúgio, em decisão depois ANULADA por absoluta falta de fundamentação pela Justiça Federal em Brasília. Os ventos cambiarám: o delinquente Menem e seus carrascos foram presos e a Argentina desistiu do pedido de extradição. Entretando, se passaram quase 10 anos e nesse interim vivi um calvário bastante parecido ao de Cessare Battisti. EU QUERIA QUE Á ÉPOCA HOUVESSE UM MINISTRO DOS QUILATES DE TARSO GENRO, QUE ENFRENTOU O CONARE E LUCIDAMENTE FEZ UM ATO DE JUSTIÇA QUE ELEVA O BRASIL COMO NAÇÃO SOBERANA. A Itália tem atualmente o governo de extrema direita que se merece, como já teve o BENITO MUSSOLINI que quiz, ou como os EEUU já tiveram o Busch que desejavam, e dái os resultados para a humanidade, com guerras e com milhares de inocentes vítimas. Isso porque aqueles jovens idealistas e progressistas que hoje poderiam ter oferecido à sociedade italiana uma alternativa certamente mais progressista, foram exterminados ou encarcerados. O discurso mediatico do presidente Berlusconi e seus colaboadores é apenas isso, discurso mediático. Não conheço o Senhor Battisti, mais o caso parece não deixar a mais mínima dúvida que se trata de uma mera empreitada da extrema direita. Esses obscuros filhos da teoria hitleriana que, por uma parte, abarrotam as igrejas para orar e, de outro lado, na calada da noite, pelas costas e em situação impar, saem a tramar a forma de destruir ou eliminar aos mais progressistas pensadores e aos que idealistamente entregaram sua juventude - e até sua vida - por um mundo com dias melhores para a humanidade. DE SE ESPERAR, AGORA, QUE HONRANDO A MAGISTRATURA BRASILEIRA, A SUPREMA CORTE APLIQUE DE LOGO O DISPOSITIVO CONTIDO NO ART. 33 DA LEI 9.474/97 PARA SOLTAR IMEDIATAMENTE O ESTRANGEIRO BARBARAMENTE PERSEGUIDO PELO GOVERNO DA ITÁLIA. Obrigado. Leonardo Sinópoli  | se é verdade o que foi publicado na Revista Piauí - umas boas páginas acerca do perfil do fulano morredor em questão, baseado em entrevistas que denotam um esforço investigativo real - acredito que o taura, este do governo brasileiro, mostrou que tem culhão. ou seja, não tem essa história de gringo vir aqui falar grosso e levar, achando que tem três culhão. outro texto que destoa completamente do tratamento dado ao fulano morredor, consta da página do Observatório da Imprensa. noves fora o que me veio da mídia italiana: que o Brasil se excede no futebol e torra demais o café; que o fulano morredor este não é Che Guevara; e não sei quanta merda mais, um tom este encontrável em grande parte da cobertura da imprensa brasileira. o ponto é um apenas, não há uma lógica que permita validar um dos argumentos, posto que é uma questão política: não existiu anistia na Itália, e nunca vai existir. outro coisa: vingança é coisa intransferível, tu não pode pedir a outro que tire sangue por ti, tem gente aí que quer carne, e eufemiza bonito falando em "justiça". aposto e, se perco, ganho: vão tremer, vão abrir a perna no final, e os gringos vão levar.
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