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| | [São Paulo] Luto pela morte de ciclista (Parte 2)
Fotos do ato/luto de hoje na Av. Paulista pela morte de Márcia Regina Prado, uma cicloativista bastante envolvida na bicicletada ( http://www.bicicletada.org) que foi atropelada por um ônibus no final da manhã, pouco antes do meio dia. Seu corpo permaneceu estendido por mais de quatro horas a espera do carro do IML.
Os/as ativistas protestaram contra a falta de respeito aos ciclistas na cidade. Eles bloquearam duas pistas na avenida e estão prestando homenagens à ciclista morta.
Marcia Ela chegava com sorriso meigo e tímido, mas logo ouvíamos a risada. Ela entrava delicadamente, mas sentíamos a sua presença. Ela tinha aquele brilho do otimismo e da felicidade, mas não de uma forma afetada e sim, verdadeira. Ela tinha um coração de mãe, aceitando todos como somos, mas sem julgamentos. Ela escutava. E escutava. Ela tinha uma visão de um mundo bom, e espero que ela tenha o encontrado. Sentirei muito a sua falta, querida Marcia. Você se foi, mas viverá eternamente em nossos corações. Desde a adolescência Ontem, fiquei sabendo do acidente da Márcia devido às notícias no jornal, e de repente, aquilo que era notícia, se tornou pessoal. No começo tentando duvidar, deveria ser outra Márcia, afinal existem homônimos de monte não é? Era só a esperança de um coração. Conheci-a na adolescência, e fomos nesta época muito amigas. Me lembro dela sobre a bicicleta para fazer tudo: ir a escola, andar pelo bairro, me visitar em casa onde passávamos horas no portão conversando... Fiquei muito triste, como devem ter ficado seus amigos, mas quero acreditar que tudo tem um objetivo. Que a morte da Márcia seja um marco de conscientização. É muito fácil ver estatísticas da violência no trânsito, é impessoal. É muito difícil quando alguém que vc conhece se torna parte da estatística. Temos que pensar na vida, no respeito às pessoas. Que a Márcia seja para nós um exemplo, pois ela era uma amiga e não uma estatística. Motoristas de Onibus sao os piores Pedalo pelo menos 3x por semana nas ruas de sao paulo com um grupo de amigos, a noite, onde o transito esta mais calmo. SEMPRE SOMOS SURPREENDIDOS POR MOTORISTAS DE ONIBUS RECALCADOS QUE SEMPRE NOS FECHAM, DA MESMA FORMA QUE FIZERAM COM ELA. BASTA Barbaridade na Paulista Somos heróis sem recompensa, usamos nossa forma de locomoção com expressão de vida, desafiamos a morte a todo o momento num transito caótico, mas somos extremamente felizes pelo simples ato de pedalar. Sou antes da mais nada motorista, mas motorista que sou, absolutamente atento e respeitador da legislação de transito. O nome Márcia Regina de Andrade Prado não pode ter aparecido na mídia em vão, essa barbaridade ocorrida tem que servir no mínimo para alertar os motoristas que não respeitam ou que se utilizam de seus carros como arma no transito. Basta!!! Precisamos apenas de um metro e meio, o que inclusive consta na legislação vigente. É LAMENTÁVEL É o que sempre digo, se fosse uma caçamba de entulho ou uma porcaria qualquer de automóvel parado alí, ou seja obstáculos que medem duas vezes e meia ou até tres vezes mais que um ciclista, o motorista não teria ralado o onibus ou até mesmo batido em cheio no meio da caçamba, me perdoem os motoristas pois este individuo covarde que não se deu o trabalho de desviar desta cicloativista não merece ser chamado de motorista e sim de assassino. Sem falar que aquela lei de trânsito que obriga aquelas máquinas de poluir a passarem com distância de um metro e meio dos ciclistas, ninguém exceto nós ciclistas sabe de sua existência, nem mesmo os policiais de trânsito ou fiscais da CET parecem conhece-la, falo pois ja presenciei barbáries dos sedentários motoristas pelas ruas e o que se nota é que nossa vida não vale nada ou então fica claro que as autoridades do trânsito definitivamente não a conhecem. É lamentável. MARCIA REGINA (a ciclista atropelada) Márcia Regina de Andrade Prado
(A ciclista atropelada) OS INOCENTES PAGAM PELOS PECADORES Acidentes acontecem com pessoas de bem, trabalhadoras, esforçadas, para que as autoridades incompetentes deste país que está cada vez mais às traças, tomem atitudes mais drásticas com referência às leis. Como mãe de ciclistas, quando vejo meus filhos saírem para o trabalho,lazer ou aventura, me preocupo. Nunca sei se voltam com vida. É tal o desrespeito dos motoristas, que eles relatam que me arrepio. Creio que muitos destes motoristas devem ter filhos adeptos das bicicletas. È com pesar que vejo e ouço estas tristes noticias. Infelizmente tem que acontecer algo tão terrível assim para que se mobilizem em movimentos em prol da segurança e do direito de se andar de bicicleta na cidade.Em países civilizados usar bicicleta como meio de transporte é normal e seguro. Nosso povo gosta de aprender línguas, citar frases e palavras em língua estrangeira, usar roupas importadas, carros importados, mas não se preocupam em aprender os bons modos destes povos. Resta apenas pedir que lá de cima nosso Pai olhe pelos familiares desta moça e lhes dê consolo. Se é que existe consolo para tão triste perda. Aos pais e familiares de Márcia Regina deixo o meu abraço de solidariedade. E que uma Força Maior proteja nossos filhos.
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