O porta-voz da montadora americana, Renee Rashid-Mereem, informou à agência de notícias France Presse que a soma corresponde a "indenizações" por seus 32 anos de General Motors".

Wagoner, 56, assumiu o cargo de executivo-chefe da montadora americana em 2000, e passou a acumular a presidência a partir de 2003. Sob seu mandato, a empresa perdeu a liderança mundial do setor automotivo, conquistada pela japonesa Toyota, e acumulou US$ 82 bilhões de perdas nos últimos três anos.

Em uma nota publicada no site da empresa, Wagoner afirmou que se reuniu em Washington na sexta-feira com funcionários do governo, que pediram sua saída para que a companhia pudesse continuar a receber ajuda estatal.

Wagoner se tornou assim a primeira baixa do plano de reestruturação para tentar salvar o setor automotivo, antes mesmo que as medidas fossem anunciadas na manhã de hoje pelo presidente americano, Barack Obama.

A GM também anunciou na manhã de hoje que Wagoner será substituído por Fritz Henderson, que desde 2006 ocupava as funções de vice-presidente e diretor financeiro.

Henderson disse hoje que vai "tomar todas as medidas" necessárias para sua reestruturação, incluindo um possível pedido de concordata --hipótese que Wagoner evitava ao máximo. Henderson disse ainda que a companhia poderia utilizar os próximos 60 dias para tratar de "questões difíceis", incluindo acordos de concessão com detentores de títulos da empresa e com o sindicato UAW (United Auto Workers).

"Nossa prioridade é completar essa reestruturação fora dos tribunais. Contudo, a GM vai tomar todas as medidas que forem necessárias para reestruturar a companhia com sucesso, o que pode incluir um processo supervisionado pela Justiça", disse.