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| | [USP] - Fotos - PM reprime com truculência manifestação na USP Por CMI São Paulo 10/06/2009 às 00:38 Diversas pessoas ficaram feridas e algumas foram detidas. Todas já foram liberadas.  .  .  .   ataque ao caminhão de som do Sintusp  ataque ao caminhão de som do Sintusp  ataque ao caminhão de som do Sintusp  ataque ao caminhão de som do Sintusp  .  .  .  .  .  Um câmera P2 ou é safado mesmo? A PM de São Paulo deu mais um show de horrores para fazer o que melhor sabe: acabar com a democracia e reprimir manifestações.
Enviada pela reitora Suely Vilela e autorizada pelo governador Serra, o que se viu hoje na USP foi o que sempre acontece com quem quer protestar, construir democracia e diálogo. Infelizmente, vivemos tempos lastimáveis em que a PM ganha quase status de ministério, já que "resolve" ao seu modo toda a sorte de conflitos - greves, despejos de sem terra e sem teto, marchas e protestos dos mais variados tipos.
As fotos falam por si. A reitora Suely Vilela e o governador Serra, no entanto, conseguiram o que o movimento grevista não havia conseguido: unificar as mais variadas posições de estudantes, funcionári@s e docentes, anteriormente fragmentados. A cada demonstração autoritária, a reitora perde legitimitade.
Se escuta pelos corredores, salas e ônibus: "quando é que essa reitora vai renunciar ? Já é a hora!"
Não bastavam os escândalos de corrupção com licitações envolvendo a reitoria. O uso da PM na tarde/noite de hoje somente confirmou os piores receios quanto à capacidade de administração da situação.
A cada passo, a reitoria afunda mais. VAI AFUNDAR!
>>Adicione um comentário Ohhhh! mais é burra heim!!!!! Considerando a m.... que é a conexão do monopólio privado Telefônica, solicito aos companheiros que postam fotos da repressão do Ditador José Serra a manifestação na USP que reduzam o tamanho das fotos para que a página carregue mais rápido.
Programas gratuitos para mudar fotos de bmp para jpg ou png, reduzir o tamanho e a resolução podem ser o Irfan View (Windows) ou Gwenview (para quem usa Linux).
Desde já, agradeço a compreensão. O Estado impõe fome, miséria, repressão e todo tipo de violência contra o povo! Respondamos na mesma moeda!! PASSEATAS RADICALIZADAS SIM!! a reitora perde credibilidade sim , mas duvido que os (esses sim) filhinhos de papai da poli, da fea e de muitos outros lugares, não estejam felizes com os alunos manifestantes (ou bando de vagabundo que nao quer estudar, como dizem na midia manipulada por aí...) tomando bala de borracha e bomba de gás na cara....e isso não vai mudar...reaça que é reaça apoia a repressao! Não postem fotos menores, esse tamanho está ok, o que pode ser feito é criar thumbnails, fotos menores deixam a desejar. Beijos.  | Será que somos mesmo vagabundos? Não ser acomodados diante do que se quer, ou seja, nossos direitos como pagantes de impostos e por conseqüência do seu salário, necessitamos SIM de mais respeito e voz, Getúlio Vargas morreu e com ele todo o comodismo deixado tem de ir também, violência nunca levou a nada e você além de violento é burro assim como nossa "querida" reitora, que não sabem lutar e argumentar a favor de seus direitos ou cruzam os braços à espera de milagres e ainda por cima são corruptos, não duvido nem um pouco se você caro Mario não é um daqueles policiais que fazem trafico e acobertam bandidos, sua postura é bem transparente ou deve ter apanhado muito do pai na infância e agora é revoltado... OBS.: eu não sou filhinha de papai nem um pouco até esse erro você comete a generalização...Vá trabalhar você e pelo mesnos o faça com o mínimo de dignidade, você não é pago para agredir ninguém muito menos os seus chefes trouxa! A maioria de vocês estão gordinhos...Por que será? Não estão trabalhando o tanto que deveriam?  | Só não entendo o que os ALUNOS têm a ver com o salário dos funcinonários. No fim da greve, o salário dos funcionários aumenta e os alunos que participam de manifestação percebem que têm que repor aula do mesmo jeito, tendo ficado sem ônibus e refeitório. Pra variar a polícia... Depois querem que o cidadão confie nela. Daqui a pouco toda população irá contra a própria polícia. O pior de tudo é que eles sempre arrumam um jeito de prender alguém, é muito simples: tendo ou não imagens, é sempre desacato a autoridade. Autoridade de que ? São bandidos, não protegem! Atacam! Quem gera violência?  | Só lamento pelos analfabetos políticos. Amigo, também não sei pq os funcionários apoiam as pautas dos estudantes. (Isso não te diz nada) Espero que perceba que deve sim existir unidade entre as pautas de estudantes, docentes e funcionários. As pautas são legítimas e a luta deve ser conjunta, afinal a universidade não sobrevive sem os três setores. Universidade é local para formação de pensamento crítico. Informe-se sobre as reinvindicações e forme sua opinião, mas que esta não seja superficial como a que colocou. Você não vive sozinho no mundo, pare de olhar para o próprio umbigo e olhe para o resto da sociedade, a qual vc faz parte. Não seja egoísta e pense que os estudantes não ficaram do lado dos funcionários no final da manifestação, mas, mesmo assim, líderes sindicais foram presos por defenderem NOSSA CAUSA.  | Se os esquerdistas manipulados dessa universidade fossem um pouco mais inteligentes, esse tipo de idiotice não aconteceria. Infelizmente, para infortúnia de vocês, os "filhinhos de papai" da POLI, FEA, MED e SanFran são aparentemente os únicos que pensam nessa droga de universidade. Desde que entrei nessa universidade, em 2005, teve greve TODO ano. Em nenhum destes anos a Poli participou.
Uma coisa as greves todas tem em comum: TODAS culminam em aumento salarial para os funcionários, mas NENHUMA teve qualquer ganho para os alunos (exceto o bandejão e circular de fim-de-semana, que são úteis para os alunos do CRUSP). Ao contrário: hoje, o "cabide de empregos" que é a USP consome cerca de 83% do orçamento da universidade!
Todo esse dinheiro que os alunos dão para os empregados da USP TODO ANO poderia ser utilizado para melhorar as instalações e equipamentos da universidade ou serem revertidos em pesquisa, evitando o sucateamento da universidade. Pensem bem, o dinheiro que foi ganho com as greves para aumentar o salário dos 26000 funcionários da USP nestes cinco anos teria sido suficiente para renovar totalmente os sucateados prédios das pessoas que fazem greve hoje! Se bem que como eles nem ficam lá dentro mesmo, preocupados em expulsar a PM do campus porque é um "retorno à ditadura" e é "opressão" porque não deixam eles invadirem os prédios para fumar maconha e fazer orgias lá dentro, ou pedindo diretas para reitor (e eu não duvido nada que acabem elegendo o safado do Brandão, dada a forma como são manipulados com facilidade), é melhor que fique sem reforma mesmo e acabe desabando um dia. Assim quem sabe a escória da USP acaba caindo fora e fazendo suas balbúrdias em outro lugar...  | Concordo em parte de que os estudantes sempre em todas as greves ao se aliarem às causas sindicais (funcionários principalmente e depois professores)perdem sua genuina expressão e sua causas ficam em segundo plano. Nisso uma grande massa é levada a acreditar por interesses partidários de uma pequena parcela que deve se juntar a tríplice da universidade.
Depois de algum aumento salarial, o movimento se dissipa e nós estudantes ficamos a ver navios, sem conseguir nada e pior: tendo que repor aulas, correr atrás do tempo que ficou em greve.
Por outro lado, ficar quietos não é uma opção. A universidade precisa sim de melhorias no que concerne o ambiente estudantil, como melhores moradias, melhores professores, mais pesquisa - tudo que combata o tal do sucateamento.
Isso está acontecendo por que nós deixamos. Nos desarticularam em vários quesitos: desde a proibição de festas, falta de centro de vivência, os centros acadêmicos e atléticas oprimidos até repressão violenta. ISSO É ALGO QUE ACONTECE HÁ ANOS!
Por que raios nunca eclodiu uma greve estudantil que não fosse depois que eclodiu greve de funcionários? Isso não é coincidência
Temos sim que entrar em greve, paralisar, passeatas, cartazes ou até diretas contra a Suely. Só que temos que nos manter fiéis ao nosso movimento. O MOVIMENTO ESTUDANTIL TEM QUE SER PRIORIDADE DOS ESTUDANTES, NÃO OUTROS MOVIMENTOS!
SEJA ALGUÉM AQUI FILHINHO DE PAPAI OU NÃO ISTO CONCERNE À TODOS! PAREM COM BABOSEIRAS DE QUE UMA OPINIÃO É MAIS CERTA QUE A OUTRA E VAMOS À LUTA! CONVERSINHAS NÃO RESOLVEM NADA... ISSO JÁ VIMOS.
 | esses estudantes sao iguais á aqueles que o Lula chamou de babacas em um discurso sobre o ProUni.
desde quando alguem da USP tem algo á reclamar? seja da FFLCH, da FEA, da San Fran, ou do caralho a 4?
todos eles sao privilegiados, 80 % vem de escola particular, mais da metade tem carro e apartamento próprio. A maioria nao trabalha, tem o dia livre pra estudar. Que diabos eles estao reclamando?
Esse greve a coisa mais fajuta que já vi, o que tem a ver reivindicaçao salarial de funcionários com greve de estudantes?
Os estudantes querem achar desculpa pra fazer greve e manifestaçao. Uma pena que por coisas tao ridículas. Há anos atrás os estudantes se manifestavam por questoes nacionais, pelo petroleo, pela educaçao para todos. Hj se manifestam por um restaurante, ou por um onibus (sendo que eles tem dinheiro pra pagar por tudo isso). Ou entao vao fazer marcha da maconha.
Quem tem que fazer manifestaçao é quem fica 2 anos fazendo cursinho, tendo que aprender física, pra entrar nessa merda de USP da elite. Sao os pobres, gente de escola pública, gente que nem sonha em entrar na usp, que nao tem o mesmo direito de estudar que os filhinos de papai da USP.
Tanto na FFLC quanto na FEA a amioria é filhinho de papai sim senhor. Sevc perguntar pra um estudante da usp o que ele acha de acabar com o vestibular e aumentar o acesso á USP, eles sempre dizem que sao contra "pq iria piorar a qualidade". Eles qualidade só pra eles.
E os que ficam criticando o Reuni ?( que tem o propósito de aumentar as vagas na universidade)
E os estudantes das novas federais que ficam criticando o Lula? mas só tao na universidade por causa dele.
E quem faz manifestaçao lá na USP, ou é porque é manipulado pelo PSTU e PCO, ou porque quer brincar de Maio de 68 francês.
assumam logo que sao burguesesinhos de olhos azuis e cabelos loiros, e parem com essa falsa oposiçao entre FEA e FFLCH que nao existe, pq no fim das contas todos vao trabalhar para as elites. Ou alguem entrou na USP pra ser peao?
 | Primeiramente, os estudantes da USP têm uma pauta específica aprovada em assembleia: no início do movimento éramos contra a repressão na universidade ? que permanecia principalmente após o não cumprimento por parte da reitora do acordo feito entre os três setores da universidade (professores, funcionários e estudantes) e a reitoria o qual dizia que nenhum participante da greve de 2007 fosse prejudicado judicial ou politicamente ?; contra a UNIVESP ? leiamos bem: não contra a educação à distância, mas contra a UNIVESP e o jeito que ela vem sendo imposta, com argumentos de que é uma forma de inclusão daqueles que não conseguem entrar na universidade. Ora, não seria mais sensato pensar num jeito de mudar esse mecanismo de entrada na universidade e inclusão ? que é o vestibular ? do que simplesmente criar mais um mecanismo que sequer possui uma discussão sobre sua implementação ou uma verba garantida? A UNIVESP faz parte de um contexto histórico de imposições do governo Serra em que se encontram falas da antiga secretária da educação de que fecharia os cursos de pedagogia, por exemplo, pois ?estes não formam direito os professores?. E, por fim, a favor de maior verba para a educação. As decisões tomadas pelas categorias sobre as condutas do movimento, bem como sobre pautas, representantes e comissões são feitas sempre num âmbito coletivo e democrático o qual garante as discussões entre opiniões divergentes para que cheguemos a um consenso, ou então para que votemos diretamente sobre as condutas a serem tomadas no movimento: a assembleia. O que vemos é uma não-participação daqueles que são contra a greve ou até mesmo contra as organizações das categorias - professores, estudantes e funcionários - e consequentes cochichos entre eles que chegam às mídias fortemente. O direito de resposta nem sempre é garantido. Se o faz é com manipulações de editores. Então, por sabermos disso, muitas vezes simplesmente decidimos por não dar entrevistas ou afins, para não sermos manipulados. Esse boicote e omissão dessas pessoas contra o movimento só nos mostra a deslegitimação de âmbitos coletivos, os quais primam o debate e defendem a decisão do coletivo. Posso tentar entender os motivos pelos quais elas não participam de assembleias e movimentos coletivos: é desgastante, exige muita energia e muitas vezes nos deparamos com concepções, ideias e encaminhamentos incabíveis no movimento, porém o lugar para que tentemos convencer as pessoas de nossas concepções e ir contra ou a favor de outras é sim nesses âmbitos coletivos e por isso devemos legitimá-los e dar a eles sua devida importância. A greve não é individual, mas sim decidida e organizada em espaços coletivos e democráticos. Se desistimos por ficarmos inconformados às vezes, nos acomodamos e não é essa a ideia. Sou estudante da Faculdade de Educação da USP e conheço muita gente que é contra a greve assim como contra algumas condutas do movimento estudantil, mas que apóia as decisões tomadas no coletivo simplesmente porque julgam ser este um espaço legítimo e de construção. Infelizmente a individualidade toma conta de muita gente de modo que só se dá conta do que está acontecendo quando ?a biblioteca da faculdade fecha?, ?o bandejão fecha?, ?o circular não funciona?, ?nem os laboratórios?, ou seja, quando a greve afeta o próprio umbigo. O argumento é que essas pessoas querem apenas estudar e que aqueles que fazem a greve são desocupados e delinqüentes. Minha intenção aqui não é sensacionalizar ? se é que essa palavra existe ?, porém, não conheço um estudante que participa da greve que não trabalha fora e que também não teme em ser prejudicado por alguns professores que insistem em dar aulas, provas e trabalhos. A entrada da PM no campus é uma afronta à comunidade e acima de tudo uma incapacidade da reitora em administrar a universidade. A partir do momento em que ela chama a PM, delega toda a autoridade a essa instância e a perde, perdendo também a possibilidade de reabrir as negociações com os três setores ? que foram unilateralmente paradas por ela. Dessa forma, perde sua credibilidade como gestora. Polícia não entra em escola. A gestão escolar deve ser capaz de resolver seus problemas internos ? mesmo que estes englobem políticas externas ? e a reitora não deu conta disso. Saibamos, antes de nos expressar, o que de fato está acontecendo na universidade, tendo a noção de que isso faz parte de condutas governamentais do Estado. É lamentável a (não ou im) posição do governador que se exime de qualquer responsabilidade sobre as atitudes da reitora e da PM. E saibamos não mediante apenas à imprensa, que coloca a reitora como vítima e diz que é uma pena os estudantes não tentarem um diálogo com ela ? lembrando que quem travou as negociações foi a própria ?, quando não defende a PM no campus, mas mediante conversas com quem participa das reivindicações, bem como por meio de blogs e sites das próprias organizações dos três setores (posso indicar os sites oficiais dos três setores: Funcionários ? www.sintusp.org ; Professores ? www.adusp.org.br e Estudantes ? www.dceusp.org.br). Mais uma vez, não busco o sensacionalismo, mas uma visão que leve em conta todos os lados de forma justa. Não fechemos os olhos, pois isso nos leva à omissão e deslegitimação dos movimentos que ainda buscam alguma melhora no ensino e nas organizações públicas. É por esses e outros motivos que agora as pautas estudantis, assim como dos funcionários e professores, levantam bandeiras como ?Fora Suely?, ?Fora PM do campus?, ?Diretas já para reitor? e ?Por uma nova Estatuinte? ? a atual da USP data da época da ditadura militar.  | É triste ver estudantes sérios sendo manipulados... Os funcionarios da USP não querem nada com nada, vivem emendando feriados. Não cumprem a reindicação dos alunos de Bandejão aos finais de semana. Se continuar uma putaria desse jeito. Ainda continuaremos expulsando nossos célebros para fora do país e Ainda continuaremos a ter a mesma quantidade de prêmios nobels - ZERO.  | "esses estudantes sao iguais á aqueles que o Lula chamou de babacas em um discurso sobre o ProUni." Muito bem, é um lulista falando. O lulismo não só continuou, mas aprofundou intensamente a entrega dos bens públicos de mão beijada para o capital privado. Essa entrega tem sido implementada, na universidade pública, através das fundações, que sugam a pesquisa para o desenvolvimento de conhecimento a serviço do mercado, o aumento de vagas precárias (sem aumento de verbas) nas universidades, a substituição de funcionários efetivos (com todos os direitos da CLT e outros garantidos) por funcionários terceirizados (regime de semi-escravidão) e por aí vai um longo rol de putaria contra a coisa pública, em defesa dos que financiam as campanhas do PT, a mesma lógica de todos os partidos burgueses (=de mercado).
"desde quando alguem da USP tem algo á reclamar? seja da FFLCH, da FEA, da San Fran, ou do caralho a 4?" Desde que começou a pilhagem dos bens públicos pelos lobbies comerciais, industriais e financeiros na década de 70, com Margareth Thatcher, na Inglaterra, e daí expandiu-se para o mundo todo, chegando, ao Brasil, o tal movimento neoliberal, com toda a força, a partir do governo de Fernando Collor de Melo, tomando fôlego no governo de Fernando Henrique Cardoso, e alcançando o seu auge na mão traidora de Luís Inácio Lula da Silva, que ainda engana a maioria, mas não por muito tempo.
"todos eles sao privilegiados, 80 % vem de escola particular, mais da metade tem carro e apartamento próprio. A maioria nao trabalha, tem o dia livre pra estudar. Que diabos eles estao reclamando?" Em primeiro lugar, educação gratuita e de qualidade, como saúde gratuita e de qualidade, só é PRIVILÉGIO na cabeça do nosso Thiaguinho. Educação e saúde gratuitas e de qualidade são DIREITOS de toda e qualquer pessoa humana em um regime democrático (As pessoas desumanas, como alguns amiguinhos nossos por aí, a gente até duvida que os tenham, esses direitos. Mas, por mais injusto que possa parecer, eles os tem também. E ainda que eles não os defendem, nós os defendemos, os direitos.). Em segundo lugar, como esse direito NÃO é garantido a todos, é DEVER dos que tem acesso a ele, usarem seus "privilégios", seus "carros" e "tempos livres" para RECLAMAR a defesa do que ainda resta de público para que continue público e, mais do que isso, lutar pelo ampliação da educação pública de qualidade para toda a população. O que defende nosso "amigo" Thiaguinho é o fim da educação e da saúde pública de qualidade, que ele considera um privilégio para poucos que, afinal de contas, teriam dinheiro e poderiam pagar pelos serviços, quando nossos amigos grevistas da USP chamam a atenção para o fato de que há também essa enorme maioria despossuída que só poderia ter educação de qualidade se o dinheiro que pagam de impostos (Pagam mais do que os ricos: quem ganha até dois salários mínimos entrega ao governo, em impostos, 50% do que recebe; enquanto que os 10% mais ricos do país pagam somente 20% ao governo) voltasse a ela em benefícios sociais, ao invés de serem entregues aos banqueiros Daniéis Dantas, aos industriais e comerciantes falidos a fundo perdido. Achou pouco, ora "diabos", para reclamarem, Thiaguinho? Talvez, para você, seja mesmo. Alguns são muito avaros, muquiranas e gananciosos mesmo para chamar a atenção a fatos de tal gravidade, correndo o risco de perder o que agarraram na mão, na surdina.
"Esse greve a coisa mais fajuta que já vi, o que tem a ver reivindicaçao salarial de funcionários com greve de estudantes?" Ainda que a reivindicação dos servidores técnicos se limitasse à reposição salarial, seria uma obrigação dos estudantes apoiá-los, pois não há bem mais importante a ser preservado do que os recursos humanos que sustentam as condições técnicas para que o ensino, a pesquisa e a extensão não sejam comprometidas na sua qualidade. Mas, para infelicidade do "nosso" Thiagu"inho", a greve que uniu não somente estudantes e técnicos, mas também professores, tinha uma demanda muito superior à coisa puramente física, material, econômica: a denúncia da perseguição política - pelos interesses econômicos, representados pela reitora Suely Vilela e pelo governo do Estado de São Paulo, dirigido por José Serra - nas tentativas de impedir a livre organização e a livre expressão através da criminalização dos movimentos na USP, através de processos policiais e judiciais, demissão de diretores do sindicato dos servidores em pleno mandato, desmonte e retirada dos espaços físicos estudantis, em um processo de "higienização" urbanística dos campi, varrendo pra debaixo do tapete vermelho espaços de CAs, DCE, Canil... Mas há muito mais razões para uma movimentação conjunta com os funcionários! A principal reivindicação dos estudantes, no início do movimento, era o fim do ensino precarizado à distância, batizado de Univesp. Pois para os estudantes, a Univesp é o início do fim de uma educação de qualidade (vide as universidades de Portugal e Espanha onde foram implementados cursos à distância e as reclamações dos estudantes das universidades privadas do Rio de Janeiro, como a Estácio de Sá, que começam a implementá-la para reduzir custos e aumentar lucros) e para os servidores é o fim de seus empregos, pois o ensino precário à distância elimina, em uma cajadada só, o problema da falta de espaços, de contratação de professores e funcionários, de restaurantes universitários, de creches, de moradia estudantil, etc. Isso pra não falar no processo de verticalização do poder na universidade, que teve seus fóruns de debate e decisão, especialmente as congregações, também varridos, verdadeiramente higienizados de divergências políticas, para abrir campo aos interesses únicos do poder que toma o espaço público, que são os interesses privados, das empresas privadas que financiaram as campanhas dos políticos que implementam essa rapinagem dos bens públicos. É só entender essa simples lógica para deixar de ser mané-gostoso e joão-bobo na mão do capital concentrado.
"Os estudantes querem achar desculpa pra fazer greve e manifestaçao. Uma pena que por coisas tao ridículas. Há anos atrás os estudantes se manifestavam por questoes nacionais, pelo petroleo, pela educaçao para todos. Hj se manifestam por um restaurante, ou por um onibus (sendo que eles tem dinheiro pra pagar por tudo isso). Ou entao vao fazer marcha da maconha." Bom, está ficando claro e simples pra todos nós quais os valores que norteiam nosso Thiaguinho e quais os valores que norteiam qualquer movimento anti-capitalista hoje no mundo. Nosso amiguinho começa a mostrar suas garras "ridículas", chauvinistas e moralistas. "Quem tem que fazer manifestaçao é quem fica 2 anos fazendo cursinho, tendo que aprender física, pra entrar nessa merda de USP da elite. Sao os pobres, gente de escola pública, gente que nem sonha em entrar na usp, que nao tem o mesmo direito de estudar que os filhinos de papai da USP. " A sabedoria popular, e milenar, tem muito a ensinar ao nosso amiguinho. E ela diz que a cavalo dado não se olha os dentes. Se o Thiaguinho fosse a favor da universidade pública e gratuita, ele se colocaria de imediato a favor de qualquer um que a defendesse. Mas ele quer escolher os que podem defendê-la e os que não podem! Assim fica feio pra ele. Porque fica mais claro ainda que na verdade, ele não a defende. Ele é contra ela. Ele defende que só tenha direito a quaisquer direitos quem tenha dinheiro para comprá-los.
"Tanto na FFLC quanto na FEA a amioria é filhinho de papai sim senhor. Sevc perguntar pra um estudante da usp o que ele acha de acabar com o vestibular e aumentar o acesso á USP, eles sempre dizem que sao contra "pq iria piorar a qualidade". Eles qualidade só pra eles." Mas e se o Thiaguinho for mesmo pobre e a sua raiva for justificada porque ele reivindique para si o direito que os estudantes da USP defendem para todos? Bom, se for isso, o Thiaguinho vai, no mínimo, parar um pouco para pensar e refletir sobre as asneiras que andou falando e escrevendo contra si próprio!
"E os que ficam criticando o Reuni ?( que tem o propósito de aumentar as vagas na universidade)" Lembram do rei Salomão e de sua saberia? Lembram do caso das duas mulheres que apareceram em sua frente reivindicando a maternidade de um bebê e quando todos achavam que o problema não se resolveria, o rei mandou que partissem ao meio a criança e cada mulher ficasse com a metade. À essa ordem, uma das mulheres recuou, abrindo mão da criança em benefício da outra. Era a mãe. As vagas que o Reuni abre são como metades de um corpo orgânico vivo e que não sobrevive sem um fígado, sem os rins, sem a cabeça, sem o coração. Fique com as suas muletas, Thiaguinho, "a gente não quer só comida".
"E os estudantes das novas federais que ficam criticando o Lula? mas só tao na universidade por causa dele." Dá-lhe, Salomão!
"E quem faz manifestaçao lá na USP, ou é porque é manipulado pelo PSTU e PCO, ou porque quer brincar de Maio de 68 francês." Esses devem ser alguns dos fetiches da cabeça do nosso amiguinho. Vamos respeitá-los.
"assumam logo que sao burguesesinhos de olhos azuis e cabelos loiros, e parem com essa falsa oposiçao entre FEA e FFLCH que nao existe, pq no fim das contas todos vao trabalhar para as elites. Ou alguem entrou na USP pra ser peao?" A vida é uma caixinha de surpresas, Thiaguinho. Aproveite-a enquanto é tempo.
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