Martes 25 de Agosto de 2009
Israel está por trás do tráfico global de rins?
IAR Noticias) 25-Agosto-09
O rabino Levy Itzhak Rosenhaum, do Brooklyn, Nova York, ...foi conduzido ao Tribunal Federal de Newark, Nova Jersey.
Há mais de uma década já se sabia nos informados círculos médicos e penais sobre o financiamento por israel de transplantes de órgãos em outros países de forma clandestina mediante uma extensa rede criminosa, como confessou Geldaya Tauber Gady, alto oficial retirado do exército israelense, diante de um tribunal do Brasil: ?o governo israelense tem conhecimento do tráfico de órgãos para os pacientes de seu país e paga por todas as transações (sic) através do plano 4 de saúde? (BNET, Transplant News, 30/01/04).
Por Alfredo Jalife-Rahme - La Jornada, México
Segundo Larry Rohter, do The New York Times (23/5/04), o israelense Ilan Peri é o cérebro tratante do mercado negro do transplante global de rins conduzida pela empresa TechCom, com sede em Tel Aviv. Depois de expulsos da África do Sul e Brasil, os traficantes israelenses de órgãos transferiram para a China grande parte de suas operações.
Rohter argumenta que a ?emergência de israel como foco do sindicato (criminoso de rins) não causa surpresa? devido a que, por considerações religiosas ?a taxa de doação em israel (Nota: 8 por cento) se encontra entre as mais baixas do mundo ocidental (Nota: 35 por cento).
Há dois aos, Zaki Shapiro, cirurgião israelense e anterior diretor de transplantes no Rabin Medical Center de israel, foi detido em meio de uma investigação na Turquia por estar implicado em uma rede clandestina de venda de rins em um hospital privado de Istambul, segundo The British Medical Jornal (12/05/07).
O informativo israelense Haaretz (12/12/01) tinha informado há quase oito anos que as ?autoridades da România buscam possíveis vínculos entre as agências de adoção (sic) israelenses e a ilegal conspiração (supersic!) global na venda de órgãos para transplantes?. A Romênia investiga ?se as crianças romenas chegaram a israel com todos os órgãos em seus corpos?. Os casais israelenses pagam 20 mil dólares por cada criança romena adotada. Teme-se que vários papéis de adoção tenham sido falsificados, relata delicadamente o Haaretz, que já tinha afirmado que ?alguns médicos israelenses estavam implicados em transplantes ilegais de rins? na Turquia, Romênia e outros países da Europa oriental.
Fatos:
Em 23 de julho passado, em uma operação espetacular em Nova Jersey, a polícia judiciária dos Estados Unidos deteve 44 pessoas, incluídos cinco rabinos do Brooklin, por lavagem de dinheiro, tráfico de rins e fabricação de bolsas falsas de desenho.
A lavagem de dinheiro do eixo Nova York-Tel Aviv (incluirá o México neoliberal?) já é conhecido há muito, pelo que nos deteremos no menos conhecido tráfico de rins pelos mesmos operadores criminais, entre os quais se destaca o rabino Levy Izhak Rosenbaum, para o qual resultou um ótimo lucro financeiro ao comprar rins de ?doadores? no mercado negro por 10 mil dólares para vendê-los a 160 mil aos urgidos ?receptores? (MSNBC, 24/07/09). Que bom negócio!
Nancy Scheper-Hughes, professor de antropologia da Universidade da Califórnia em Berkeley, tinha alertado o FBI há sete anos sobre a rede de tráfico de rins no mercado negro dos Estados Unidos pelo rabino Levy Izhak Rosenbaum, o qual chegou a colocar seu revólver na cabeça dos ?doadores? arrependidos, em sua maioria oriundos de aldeias pobres de vários países da Europa oriental, em particular da Moldávia (Haaretz, 26/-7/09).
Na índia, a compra de rins dos miseráveis é mais barata: 2 mil dólares (Daily News, 27/7/09). O rabino criminoso Rosembaum comprou rins indígenas para acrescentar a suas finanças?
Dos quase 70 mil transplantes de rins que se realizam no mundo, 10 por cento provêem do mercado negro. Nos Estados Unidos morreram no ano passado 4 mil 540 pessoas à espera de um transplante de rins, o que tem feito florescer seu lucrativo mercado negro em todo o mundo. Terá ramificações nos hospitais ?privados? do México?
Scheper-Hughes alega que no hospital Monte Sinai de Nova York se realizavam os transplantes de rins comprados pelo rabino financista Rosenbaum.
Outras fontes mais ferozes ? que invocam ?a cumplicidade do governo israelense? -, como as de Joseph Cannon (Os carniceiros: a verdade oculta sobre o circuito de roubo de rins por israel, 31/07/09), incluem o Albert Einstein Medical Center.
Não pode existir tanta maldade ultra-concentrada no planeta, tampouco seria improvável que o rabino criminoso Rosenbaum tenha abusado de seus dotes religiosos para enganar a seus correligionários médicos de Nova York e Tel Aviv.
Cannon expõe os vínculos entre Ilan Peri, suposto negociante do governo israelense (na gíria do Mossad: o Cavalo, quem opera a cobertura de proteção das imundices governamentais) e o rabino financista Rosenbaum.
Jane?s (05/03/08), centro do pensamento militar britânico, expõe o ?mercado negro expansionista do tráfico de órgãos? dominado por ?negociantes sem escrúpulos e facilitado pelas legislações nacionais inadequadas, amplas práticas corruptas e a ausência geral de alerta cidadã sobre a extensão de seu comércio?. Comenta que ?o comércio ilegal de partes do corpo é amplamente dominado pelos rins devido a sua grande demanda e por constituir os únicos órgãos maiores que podem ser transplantados inteiramente com poucos riscos relativos para o doador sobrevivente?.
Neste contexto barbaresco, Aftonbladet, o jornal sueco de maior circulação, relatou que os ?soldados israelenses raptam os palestinos para roubar seus órgãos?, o que provocou uma irada reação do governo israelense (Haaretz, 18/8/09). O autor, Donald Boström, vincula o roubo de rins palestinos ao circuito criminoso do rabino Rosenbaum.
Na tardia e surpreendente exibição dos rabinos lavadores de dinheiro e traficantes de rins do Brooklyn, ?terá algo a ver por pertencerem ao ultra-religiosos e ortodoxo Chabad-Lubavitch e sua aliança com o partido governante Shas, aliado ao fundamentalista primeiro ministro do partido Likud, Bibi Netanyahu, que tem declarado guerra ao plano de paz de Obama?
Não se pode esquecer a recente e indecente declaração de Manis Friedman: ?o melhor dos rabinos de Chabad-lubavitch? (segundo Nathaniel Popper do portal hebreu The Forward), o qual incitou os judeus a matar homens, mulheres, (sic) e crianças (supersic!) árabes durante a guerra: ?a única maneira de combater uma guerra moral (supersic!) é ao estilo (sic) judeu: destruam seus lugares sagrados. Matem homens, mulheres e crianças (à vontade)?. Adicionou sem pudor: ?não acredito na moralidade ocidental? (Haaretz, 9/06/09).
Melhor aqui nos determos.
Trad. Vera Vassouras
