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| | Contra a violência do agronegócio e a criminalização das lutas sociais Por AS LARANJAS E AS PESSOAS 30/10/2009 às 01:01 Bloquear a reforma agrária Há um objetivo preciso nisso tudo: impedir a revisão dos índices de produtividade agrícola ? cuja versão em vigor tem como base o censo agropecuário de 1975 ? e viabilizar uma CPI sobre o MST. Com tal postura, o foco do debate agrário desloca-se dos responsáveis pela desigualdade e concentração para criminalizar os que lutam pelo direito do povo. A revisão dos índices evidenciaria que, apesar de todo o avanço técnico, boa parte das grandes propriedades não é tão produtiva quanto seus donos alegam e estaria, assim, disponível para a reforma agrária. Para mascarar tal fato, está em curso um grande oper ativo político das classes dominantes objetivando golpear o principal movimento social brasileiro, o MST. Deste modo, prepara-se o terreno para mais uma ofensiva contra os direitos sociais da maioria da população brasileira. O pesado operativo midiático-empresarial visa isolar e criminalizar o movimento social e enfraquecer suas bases de apoio. Sem resistências, as corporações agrícolas tentam bloquear, ainda mais severamente, a reforma agrária e impor um modelo agroexportador predatório em termos sociais e ambientais como única alternativa para a agropecuária brasileira. Concentração fundiária A concentração fundiária no Brasil aumentou nos últimos dez anos, conforme o Censo Agrário do IBGE. A área ocupada pelos estabelecimentos rurais maiores do que mil hectares concentra mais de 43% do espaço total, enquanto as propriedades com menos de 10 hectares ocupam menos de 2,7%. As pequenas propriedades estão definhando enquanto crescem as fronteiras agrícolas do agronegócio. Conforme a Comissão Pastoral da Terra (CPT, 2009) os conflitos agrários do primeiro semestre deste ano seguem marcando uma situação de extrema violência contra os trabalhadores rurais. Entre janeiro e julho de 2009 foram registrados 366 conflitos, que afetaram diretamente 193.174 pessoas, ocorrendo um assassinato a cada 30 conflitos no primeiro semestre de 2009. Ao todo, foram 12 assassinatos, 44 tentativas de homicídio, 22 ameaças de morte e 6 pessoas torturadas no primeiro semestre deste ano. Não violência A estratégia de luta do MST sempre se caracterizou pela não violência, ainda que em um ambiente de extrema agressividade por parte dos agentes do Estado e das milícias e jagunços a serviço das corporações e do latifúndio. As ocupações objetivam pressionar os governos a realizar a reforma agrária. É preciso uma agricultura socialmente justa , ecológica, capaz de assegurar a soberania alimentar e baseada na livre cooperação de pequenos agricultores. Isso só será conquistado com movimentos sociais fortes, apoiados pela maioria da população brasileira. Contra a criminalização das lutas sociais Convocamos todos os movimentos e setores comprometidos com as lutas a se engajarem em um amplo movimento contra a criminalização das lutas sociais, realizando atos e manifestações políticas que demarquem o repúdio à criminalização do MST e de todas as lutas no Brasil.
>>Adicione um comentário Os argumentos de uma suposta "criminalização dos movimentos sociais" é nada mais do que uma encenação midiática. O seu objetivo consiste em fazer com que o MST e suas organizações de fachada, como a Via Campesina, o MAB (Movimento dos Atingidos pelas Barragens) e o MTM (Movimento dos Trabalhadores da Mineração) possam agir impunemente. A "criminalização" em questão é aquela que o MST se dá, por suas invasões de porpriedades produtivas, pelo esbulho possessório, pela posse ilegal de arma, por seus cárceres privados...portanto, são seus próprios atos que o criminalizam.  | Num gesto único na história brasileira, a Cutrale vai devolver as terras públicas que grilou para plantar laranja. Segundo uma pessoa que ocupa cargo decisivo, "mais importante que sete mil pés de laranja derrubados, são as cem mil famílias de brasileiros que estão na beira das estradas". O único condicionante da empresa é que as terras sejam destinadas à reforma agrária, dando preferência às famílias que ocuparam o lugar dias atrás.
Para maior surpresa, admitiu que é inconcebível que, "num país de 8,5 milhões de km², haja tantas pessoas sem um lugar para trabalhar e até mesmo para morar". Com esse gesto, continuou, "contribuiremos para fazer uma justiça histórica nesse país, já que desde a chegada dos portugueses, a terra tornou-se um pesadelo para nossos índios, negros e pequenos camponeses. Queremos, de uma vez por todas, superar essa injustiça histórica, criar a paz no campo e que essa paz se estenda também por nossas cidades".
Para concluir, afirmou que "espero que todas as pessoas e empresas que grilaram terras públicas, como aquelas do Pontal do Paranapanema, ou na Amazônia, ou em qualquer outro canto do Brasil, repliquem o nosso gesto, devolvendo ao país o que é do país.
Afinal, todos os brasileiros têm direito a um lugar digno para viver, sem precisar de favores governamentais. Além do mais, uma vez feita a justiça no campo, não vamos mais precisar de ocupações de terras".
O gesto da Cutrale, sem dúvida, é histórico e pegou de surpresa todos aqueles que querem criar uma CPI para investigar o MST. Afinal, ao reconhecer que o primeiro crime cometido foi a grilagem das terras, não há mais por que buscar culpados onde eles não existem.
Roberto Malvezzi (Gogó), ex-coordenador da CPT, é agente pastoral.
 | O MST, a Cutrale, e a Mídia. Causa-me revolta quando vejo o PIG (Partido da Imprensa Golpista, segundo Paulo Henrique Amorim) noticiar sobre o MST. São matérias tendenciosas, ridículas, preconceituosas. Todo jornalista sabe que as duas partes devem ser ouvidas. E quem aqui viu a Globo ouvir o MST sobre o episódio da Cutrale? Hoje, a mídia, no Brasil, funciona como um "quarto poder" (como sabemos, existe os outros três, executivo, legislativo e judiciário). Em muitos momentos, a mídia chega a ter mais poder do que os três juntos! O que ela fala é sempre "a verdade", e se a imprensa não falar, "não existe"! Ela sabe disso, e não fala que a Cutrale é uma transnacional que usa terras da União para monocultura de laranja. São terras griladas (terras da União que uma empresa ou pessoa física diz que é o dono). Uma informação essencial, no entanto, foi omitida: a de que a titularidade das terras da empresa é contestada pelo Incra e pela Justiça. E porque a Globo não disse? E como a Globo obteve as imagens de um suposto sem terra derrubando os pés de laranjas? É preciso se perguntar isso. Digo um suposto porque há a possibilidade de os próprios fazendeiros pagam a alguém para se infiltrar no MST justamente para cometer crimes. E tem mais, a Cutrale é alvo de cinco processos no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), por liderar um cartel formado por quatro empresas que dominam o setor. Trata-se das maiores produtoras de suco do país e respondem por 90% da produção nacional. Entretanto, a Cutrale, sozinha, responde por mais de 60%. A mídia trata o movimento como "terrorista". A mesma mídia que usa o termo "ditabranda" para se referir à ditadura sanguinária que assolou o Brasil entre 1964 e 1985! E por que não chama de terrorismo a chacina de Eldorado dos Carajás, que matou 19 trabalhadores do MST? A Globo entrevistou um funcionário da fazenda e este disse que o MST roubou uma grande quantidade de veneno, e que era um "veneno muito forte", e que nas mãos dos Sem Terras poderiam ser uma arma. Acha que o MST vai criar uma arma de destruição em massa com esse veneno "forte"? É, mas não falou que esse mesmo veneno é usado nas laranjas, falou? E falou que nós consumimos esse mesmo veneno "forte" através do suco da laranja vindo da Cutrale? Agora vem os Deputados e Senadores Ruralistas querendo a CPI contra o MST. E por que não faz uma CPI contra a grilagem de terras? E por que não faz uma CPI para investigar os latifundiários, já que a concentração fundiária no Brasil aumentou nos últimos dez anos, conforme o Censo Agrário do IBGE? E por que não fazem uma CPI para saber a origem das terras desses magnatas? É criminoso para o MST ocupar uma fazenda que as terras são da União, para tentar a reforma agrária, mas não é crime para as empresas invadir as terras do governo e dizer que são donas? Sabe qual a diferença? É que essas mesmas empresas dão rios de dinheiro para esses candidatos se elegerem... É preciso que busquemos mais informações fora da Globo, Record, Band, Veja, IstoÉ, Folha de S.Paulo, Estadão... Erivagno Oliveira Avelino Conceição do Coité, Ba. erivagno@hotmail.com  | Ocorre, caro Erivagno, que o MST invade e destrói terras não griladas, fazendas produtivas, matam e comem bois e na saida ainda aproveitam para destruir maquinas agricolas deixando tudo arrasado para alegar que é uma terra improdutiva...Portanto, são seus próprios atos que tornam o MST uma organização criminosa. O MST criminaliza a si próprio. Imagine, você máta e rouba e depois se faz de vítima dizendo que está sendo "criminalizado".  | Primeiramente, gostaria de dizer ao cidadão que postou alguns comentários sobre esse assunto, chamado de "fábio": de onde é que o senhor retira os brilhantes argumentos e críticas ao MST e outros, que foram desferidos aqui? Mencionar fontes e embasar colocações, publicamente, é o que se espera para ser levado a sério, de forma crítica e construtiva. Se não consegue fazê-lo, mande seus comentários toscos ao "quarto poder" midiático, que se deleita com essas leviandades. Segundo, fui à área em questão, na região de Agudos e Iaras. Pude ver o deserto verde, as famílias assentadas sem nenhuma infraestrutura, a presença das polícias, torrando dinheiro público enquanto serviam de segurança à propriedade privada. Também os acampados, a verem todos os dias suas demandas (legítimas e constituicionais!) serem frustradas, enquanto empresas e particulares da região, de forma ilegal e/ou imoral, são o real impedimento de eles passarem anos de suas vidas de forma precária embaixo de lonas. Se a Cutrale foi prejudicada (mesmo que, no limite, tivesse o direito legal e moral de ter zilhões de quilômetros quadrados) não foi nada perto da tragédia que milhares de famílias Brasil afora têm que passar todos os dias de sua vida para que uns poucos capitalistas lucrem, enquanto espoliam a classe trabalhadora com o auxílio da mídia burguesa, do aparato jurídico retrógrado e da ideologia tortuosa do capitalismo a fazer das desgraças da maioria a glória de poucos.  | Caro Juliano Carlos, não preciso apresentar fonte nenhuma. Eu não faço simples visitas, eu vejo, eu estou presente quando o MST comete seus atos horrendos. Aqui onde eu moro, os sem-terra sempre invadem propriedades muito bem plantadas. Algumas vezes queimaram maquinários, em outras destruiram materiais de pesquisas de anos, em outras mataram e comeram bois que não fizeram nada para cria-los, em outras chegaram a amarrar os proprietários e agredir os mesmos, em outras adquiriram notas frias de sementes e ferramentas para receberem o dinheiro e comprarem carros velhos, e por ai afora. Vou lhe falar uma coisa: Invasão de propriedade produtiva constitui crime. Roubo de objetos e outros, constitui um Crime ainda maior. Manter sob mira de revólver moradores de propiedade, sem deixá-los sair significa sequestro e constitui CRIME HORRENDO. São ações bárbaras e selvagens.  | A lógica dos movimentos sociais que supostamente reivindicam terras é:
Eu sou sem terra, ganho a terra do governo (bancada com dinheiro do povo trabalhador e pagador de impostos), mas meu filho continua sem terra, reivindicando novas terras.
Na maioria das vezes, por suposta falta de recursos e de apoio do governo, estas terras são vendidas e o ciclo se inicia novamente.
a lógica do povo trabalhador é:
Trabalhar (dando uma grande parcela para o Estado) para poder dar uma oportunidade de vida melhor para seus filhos.
Assim, esses falaciosos movimentos pseudo sociais não estão preocupados em reformar ou melhorar as condiçoes sociais. Eles apenas usam o nome da sociedade para conseguir adeptos e apoio em suas lutas, que são tão capitalistas quanto aquelas que eles supostamente condenam.
A maioria dos integrantes está nesses movimentos tentando se dar bem...de forma fácil.  | Tem mais gente aqui que tem olhos abertos de verdade... O MST (Movimento dos Só Tramóia) me dá nojo, raiva e vergonha. Nojo por serem em enorme maioria vagabundos que querem a vida fácil roubando a terra dos outros, raiva por terem apoio dos não informados (e dos semi informados e pseudo anarquistas) e vergonha por alguns políticos (que também entram no grupo dos mal informados) por compactuarem com essa palhaçada.
Quer terra? COMPRE! Não tem dinheiro? TRABALHE! É assim que a comunidade sobrevive, é assim que o país cresce, é assim que deve ser e é ASSIM que EU faço.
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