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| | [CMI-SSA] Estamos fazendo mulherzinhas e machões? Por Cmi - Salvador 02/11/2009 às 20:58 Estamos fazendo mulherzinhas e machões?  Manifestação  Panfleto Fundo  Panfleto Frente ?ESTAMOS FAZENDO MULHERZINHAS E MACHÕES?? Toda última segunda feira do mês na lapa, maior estação de ônibus de salvador, ocorre uma vigília que busca chamar atenção para a violência contra as mulheres. Acontece que na vigília deste mês de novembro ocorreu a intervenção do coletivo mulheres na rua ? um coletivo feminista! - Feminista!? - Sim, feminista! Para alguns elas morreram ou desistiram entre a década de 1970 e 80, para outrxs elas caíram na repetição, chatice e descrédito que toda esquerda parece ter caído, e ainda, para outrxs, elas são problemáticas que vivem a reclamar de coisas inexistentes, que só existem na cabeça delas; mas para elas é diferente. Para elas o feminismo não é coisa do passado, não é chato e muito menos caiu em descrédito, o feminismo é uma forma de existir e pensar o mundo sem a opressão de um gênero sobre o outro, portanto, haverá feminismo enquanto os homens odiarem as mulheres. Numa intervenção, intitulada "brinquedos e a construção do gênero", que se encaixaria facilmente no dia das crianças, o coletivo ocupou parte do vão central da lapa expondo uma maquete que problematizava a questão da construção social dos gêneros (homem-mulher), que facilita a subordinação das mulheres aos homens, através da exposição de uma micro cena social, composta por brinquedos. Os brinquedos chamaram bastante atenção dxs transeuntes pois, de maneira geral, é algo eu fez e faz parte da vida delxs em algum momento, seja quando foram crianças e tiveram brinquedos, quando adultxs e presentearam crianças com brinquedos, etc. Esse é um dos motivos que pode explicar a intensa movimentação que ocorreu, e, por sua vez, a intensa movimentação demonstra o interesse dos que passavam pela problematização da ordem patriarcal. O que parecia ser óbvio e natural ? brincadeiras onde meninas assumem o lado de personagens ?boas? e meninos de ?maus? ? foi posto em crise e em lugar deste esquema opressor foi aberta a possibilidade de se pensar outro mundo, outra forma de se educar as crianças, outras formas de brincadeiras, longe do opressor esquema habitado por ?machões e menininhas?. Pra dar suporte à intervenção o coletivo distribuiu o seguinte panfleto: O coletivo promete promover mais ações nas ruas de salvador. Vamos aguardar e na medida do possível cobrirei estas ações. Links do coletivo: Blog - http://mulheresnarua.wordpress.com/ Flickr - http://www.flickr.com/photos/mulheresnarua
>>Adicione um comentário "...haverá feminismo enquanto os homens odiarem as mulheres."
Os homens não percebem a violência que gira em torno da formação do masculino. às mulheres isso também ocorre na formação de sua feminilidade, mas a elas é ensinado a serem fracas e submissas, aos homens é ensinado a força e a razão. A partir disso eles passam por cima de si mesmos, reprimindo sua dor, e depois passam por cima da dor dos outros como se isso compensasse a sua própria. Enquanto os homens continuarem a violentar as mulheres, e isso inclue a violência psicológica, a mentira, a manipulação, a negligência, as mulheres vão precisar se munir contra isso, por isso existe o feminismo: não para atacar os homens, mas para garantir alguma defesa às mulheres.  | A questão não é essa, as mulheres são amadas pelos homens e estes são possessivos com tudo que amam, mas as mulheres vão sentir saudades, pois quando o mundo for dominado pelos viados, e tá muito próximo não haverá mais espaço para mulheres, vão mata-las nas maternidades ou simplesmente criar algumas só para a perpetuação da espécie.  | A opressão racial, a opressão sexual, a destruição do meio ambiente, etc. existiram em todas as sociedades de classes, mas nunca chegaram a um nível tão sistemático e tão gigantesco como no capitalismo e, especificamente, no progresso da civilização capitalista na fase atual. Somente uma luta global pode destruir a base que produz tanto a alienação do homem quanto o conjunto de manifestações inumanas e atrocidades próprias às relações sociais capitalistas. Só uma classe social - o proletariado - contém em seu ser esse projeto e sua realização: a revolução comunista. Pelo contrário, a liquidação da luta mediante sua parcialização e a criação de movimentos específicos (feminismo, anti-racismo, ecologismo...) tendentes a diminuir ou resolver esses problemas separados (e sem poder, portanto, atacar sua causa comum e profunda) são irremediavelmente tentativas adicionais de adaptação, de melhoramento, de reparação do sistema; e, portanto, de reforço da ditadura do capital. Na prática, esses movimentos serviram e só podem servir para desviar a energia revolucionária do proletariado, para melhorar os mecanismos de dominação e de opressão e inclusive para aumentar a taxa de exploração do proletariado.
A divisão sexual (ou por idade) do trabalho é um elemento objetivo da divisão capitalista do proletariado que só poderá ser abolido com a liquidação do capital e a auto-supressão comunista do proletariado. Homens, mulheres, crianças, idosos, todos são proletários; reproduzem sua vida como força de trabalho do capital e para o capital. A produção direta da mais-valia nos centros de trabalho do capital (fábricas, minas, campos) não pode ser assegurada se a própria força de trabalho não é produzida. O capital, herdeiro da sociedade patriarcal, desenvolveu a mesma; e mesmo que, quando necessário, utilize diretamente ambos os sexos e todas as idades na produção direta de mais-valia, condenou particularmente a mulher proletária à função de principal agente da produção doméstica (que é parte da produção global da mercadoria força de trabalho). Ainda que o capital, ao comprar a força de trabalho, pague a totalidade do valor desta mercadoria e, portanto, todo o trabalho necessário (doméstico, educativo, repressivo etc.) para produzí-la, quem recebe o pagamento é o produtor direto de mais-valia e não quem realiza esse trabalho doméstico, o que constitui um elemento adicional decisivo para a particular submissão e opressão capitalista da mulher proletária. O feminismo é a resposta burguesa a esta situação particular. Seu ponto de partida é representar ideologicamente o que pode haver de particular na exploração que o capital faz da mulher proletária como uma condição geral da mulher em geral, transformando assim a revolta proletária da mulher e do homem num movimento interclassista, cujo credo de adesão é que o "homem em geral" exploraria "a mulher em geral". Além da sua obra contra-revolucionária em geral como força de parcialização, de desvio, de ocultação das reais contradições e soluções, o feminismo foi e é um instrumento decisivo do capital para multiplicar a exploração proletária; para, com a ideologia da igualdade de direitos, levar também a mulher proletária a assumir um papel mais ativo na produção direta de mais-valia; e inclusive na guerra imperialista. Da luta pelo trabalho feminino à luta pelo voto da mulher, até as atuais campanhas pela participação ativa da mulher na vida da nação, o feminismo tem sido uma força de afirmação do capital contra o proletariado. Sua máxima realização são as polícias femininas, a incorporação em massa de mulheres nos exércitos pátrios (conforme a necessidade do capital de fazer toda a população civil participar cada vez mais diretamente na guerra), as mulheres parlamentares, generais, presidentes ou primeiras-ministras...
A importância das ideologias parcializadoras do capitalismo mundial, como o anti-racismo ou o feminismo, cujo objetivo é combater a unificação do proletariado internacional, pode ser compreendida tendo em conta que cada um desses movimentos de mobilização estatal se dirige para atrair a maioria da população proletária do planeta e desviá-la de seus objetivos classistas e revolucionários. Os feministas mais radicais nunca esquecem de dizer que suas reivindicações concernem à maioria da população do planeta, que é de mulheres. O anti-racismo radical, por seu lado, tem as mesmas pretensões, visto que o proletariado, cuja cor de pele ou o caráter de imigrado ou filho de imigrado propiciam formas particularmente atrozes de exploração pelo capital, é de longe a maioria do proletariado mundial. Daí a importância da crítica revolucionária de tais ideologias, que serão varridas pela luta unificadora do proletariado de todas as cores, de todos os sexos, de todas as idades, migrantes em todo o mundo, contra o capital mundial. E é a partir de hoje, nesta comunidade de luta real e em seu desenvolvimento, que se destroem e se destruirão o racismo e o anti-racismo, o chamado "problema da mulher" e o feminismo, etc.
No capitalismo, tudo que é humano e vital deve ser sacrificado. A vida humana nada mais é do que um contínuo sacrifício. O ser humano foi separado de seu corpo, seu prazer, seu sexo, de sua energia vital. Séculos e séculos da chamada civilização estão gravados sobre sua carne e seu corpo. O trabalho, a polícia, a família, a religião, a escola, a televisão, as prisões, os hospitais psiquiátricos... enfim, o Estado, são muito mais do que o contexto em que se reproduzem. Eles deformam, desumanizam todo aquele que se pretende um ser humano; fragmentam e conformam esses corpos reprimidos, separados, enfrentados. Sob o capital, o ser humano é incapaz de amar o ser humano. O homem, transformado em inimigo do homem, reprime sua própria humanidade, sua própria pulsão, sua própria energia. A sociedade mercantil faz com que os homens só se relacionem por meio das coisas e como proprietários privados de coisas. A sexualidade universalmente alienada, a impotência orgástica generalizada é a concreção palpável da ausência da relação verdadeiramente humana enquanto corpos, totalidade. Os seres humanos não vivem sua sexualidade diretamente, por sua vida e sua energia, mas através de todas essas mediações tornadas corpos e das imagens espetaculares impostas pela sociedade. Em outras palavras, dessas mediações feitas armas e couraças desses corpos, pelos quais o homem não é mais do que o lobo do homem. A própria sociedade burguesa desenvolveu sua resposta a esta castração inerente ao cidadão, a essa repressão feita carne que destrói permanentemente a energia da vida. A resposta consiste na mercantilização de todo o sexual: vendem-se mulheres, vendem-se homens, vendem-se crianças, vendem-se imagens de "felicidade", vendem-se pênis, vaginas, mulheres e homens de plástico... A cada emergência revolucionária, o proletariado questiona e faz balançar todo o Estado burguês. Então, todas as relações humanas são revolucionadas e começa uma verdadeira crítica prática do antiprazer generalizado necessário para o funcionamento desta sociedade. Inversamente, cada contra-revolução triunfante ou fase declinante da revolução, faz com que o individualismo e o anti-prazer se tornem onipresentes. Como em todos os outros aspectos centrais da revolução comunista, e contra eles, o inimigo central da revolução é o reformismo, o conjunto de pequenas reparações para que o essencial seja perpetuado. Assim, as ideologias do amor livre, da liberdade de troca no sexual, da realização do prazer em plena sociedade capitalista, inclusive quando são algo mais do que mera propaganda mercantil, têm por objetivo central canalizar, desviar, destruir a energia revolucionária do proletariado. O gozo realmente humano não tem nada a ver com essas caricaturas mercantis. O comunismo, na sua afirmação histórica, libertará todo o potencial de gozo da espécie humana. E, deste modo, destruindo todas as servidões, constituir-se-á numa sociedade na qual o prazer físico e sexual, o gozo corporal e orgástico, desenvolverá até níveis hoje inimagináveis as relações humanas, a humanidade do Homem, a espécie humana.  | ô pessoal do GCI cadê esse famoso proletariado? cadê essa revolução que sempre acaba em centralismo "democrático"?cadê a libertação das mulheres na revolução russa? estou vendo a democracia verticalista dos sindicalistas e do lulismo.... bela porcaria. não dá vergonha ver o que o PCC fez do proletariado chinês? massa de escravos para o imperialismo explorar e acabar com os direitos trabalhistas globalmente. essa cartilha sebenta que vocês copiam há século e meio precisa ser atualizada. chamar o feminismo de burguês ainda??? vão ler a história das lutas das mulheres negras, indígenas, das camponesas! vão ver o machismo dos caras nos assentamentos do MST! vão olhar para quem varre a sala das reuniões do GCI! e não esqueçam de lavar suas cuecas!  | Hahaha. Dá até nojo de ver esses "comunistas". tô tão cansada desse bla bla bla de vocês. Onde vocês estão? O que fazem? Realmente acreditam que superando as classes, superaremos os machismos? os racismos? as homofobias? Ouço essa piada, desde que me tornei feminista. Vocês precisam LER, PERCEBER e reformular todos as suas leituras de séculos. Feminismo burguês? Vão leer, ai que saco.
O feminismo continuará enquanto houverem homens-comunistas/capitalistas-heterossexuais odiando as mulheres que não lavam as suas cuecas!
Guerra!  | Enquanto relacão social sem sujeito o capital é, entre outras coisas, relação alienada e alienante. Nesse sentido sob a regulação do capital somos retiradas/os e incapazes de assumir controle sobre o "processo social de vida". Mesmo a contradição antogônica fundamental sendo capital x trabalho, as personificações do capital e do trabalho não vivenciam as contradições e opressões diárias na abstração, mas concretamente no dia a dia. Ou seja, independente da capacidade de produção "intelectual" que nós comunistas que recebemos as "cuecas lavadas" alcancemos o combate a relação alienada dá-se no dia a dia com a luta dos movimentos feministas, negros, de diversidade sexual, nos movimentos que lutam pela terra, pelo controle do processo produtivo, por moradia travam. Ou seja, a incontrolabilidade e a insubmissão à reificação se dá de diversas formas diferenciadas, mas nunca na idéia. Ao comunista cabe inserir o debate e apontar a incapacidade estrutural de emancipar os homens e mulheres sob o capital, e portanto sobre qualquer relação alienada, seja com o capitalista ou com o burorata estatal! Cada questionamento a ordem, cada repúdio a atual forma de relações estabelecidas coloca fundamentos desestruturantes ao capital, que nós insistimos em colocar de novo sob a ordem, negando o que é de fato seu potencial revolucionário, o que só nos colocará em outra regulação sócio-metabólica do capital pós-capitalista. Isso fica expresso ao olhar a história a capacidade revolucionária do próprio movimento feminista, como elas em vários momentos estiveram a frente das próprias organizações da classe trabalhadora, inclusive jogando um papel fundamental em 1917.
No mais você parece desconhecer que a fragmentação dos movimentos da classe trabalhadora corresponde a fragmentação real do trabalho (causada pelo estrondoso crescimento da mais valia relativa), que obviamente continua sendo o único sujeito capaz de alterar o modo de produção, mas é hoje estruturalmente incapaz de contemplar todas as pautas e todas as lutas.
Por fim, o próprio Marx vai trabalhar a questão da incontrolabilidade e da insubmissão no livro que re-edita com comentários de um monarquista, feudalista e chefe de polícia, Peuchet, o "Sobre o suícido", onde ele aponta a necessidade de uma revolução total no processo de vida social baseado por exemplo no suicídio de uma burguesa.
É pena que nós gostemos tanto de nos reinvidicar comunistas mas pouco de ler e entender Marx, e que gostemos tanto de falar sobre a necessária unidade, mas propaguemos rasos discursos sectários que inviabilizam que as lutas cotidianas desemboquem no processo global de questionamento a regulação socio-metabólica do capital.  | Ok, ok. Eu resolvi falar. Não acredito mais nessa política de superação de classes, já que o trabalho não agrega como antes. Não acredito nos comunistas revolucionários. O grupo comunista internacional deveria começar a entender o Marx, como disse Davi. Deveriam tomar vergonha na cara e tentarem ler o que escrevem. O nosso feminismo leva em consideração a luta de classes. Agora me pergunto como ainda tem meninas metidas nesses grupos reacionários. "Desconfia de quem pretende que só se pode melhorar a totalidade, ou coisa nenhuma. Essa é a mentira permanente dos que, na realidade, não querem se engajar e que se desculpam diante de cada obrigação concreta remetendo à grande teoria. Eles racionalizam sua desumanidade." Max Horkheimer
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