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| | Uma semana após despejo, famílias do Alto Alegre continuam na rua Por MORADIA 04/11/2009 às 14:00 As 980 famílias dos movimentos de Moradia Terra de Nossa Gente (MMTNG) e Movimento Sem-Teto pela Reforma Urbana (MSTRU), ligados à Frente de Luta por Moradia (FLM), despejadas dia 21/10 da ocupação Alto Alegre, Zona Leste da Capital, continuam a resistência acampadas na rua Bento Guelfi, em frente ao CEU (Centro Educacional Unificado) Alto Alegre, sob forte pressão policial. O acampamento, debaixo de uma rede elétrica de alta tensão, é formado por barracos de lona, sem sanitários e cercado por lama. Comida e água potável são escassas. As famílias usam água, inclusive para beber, de uma bica contaminada próxima ao local. Apesar da situação, de acordo com uma das coordenadoras do acampamento, Maria do Planalto, a resistência das famílias supera a situação calamitosa em que estão submetidas. ?Nestes quase sete meses de ocupação ganhamos força. Mesmo na rua não vamos desistir?. Maria do Planalto afirma que a coordenação da ocupação trabalhou no sentido de abrir frentes de conversação envolvendo a prefeitura, o Estado e o governo Federal, inclusive com reuniões conjuntas entre representantes dos três níveis de governo. ?Havia este diálogo e tínhamos a garantia do governo do Estado de que a reintegração não aconteceria até que uma solução fosse encontrada. Mas as famílias foram surpreendidas de madrugada com a tropa e choque?. Complementa: ?Não tivemos nenhuma garantia legal nas conversas, apenas palavras. Não há outra interpretação, fomos enganados pelo poder público?. As famílias que ocuparam o terreno, dia 13 de abril deste ano, vêm de situação de rua, de despejos de áreas de manancial ou de ocupações não regularizadas e de despejos por falta de condições de pagar aluguel. A família de Reginalda Santana Modesto, 37 anos, mãe de quatro filhos, passou por três despejos com as crianças por não conseguir pagar aluguel. ?Só quem já passou por isso sabe a humilhação que é ter de pagar aluguel, mas não ter o dinheiro no final do mês para arcar com a despesa?. Matéria Completa Reginalda lembra que o perigo da falta de moradia rondou também toda sua infância. ?Éramos em nove irmãos. Meu pai sempre pagou aluguel. Depois de 35 anos de trabalho, passando muitas privações, meu pai conseguiu comprar uma casa. A indignação é que dois anos depois ele morreu?, conta. Para ela, a ocupação, além de ser uma necessidade, é um ato político. ?Estamos aqui para mostrar que na cidade de São Paulo existem famílias que não têm onde viver e não possuem outra saída a não ser se submeter a condições subumanas?. Everton Pereira, de 22 anos, que também está acampado na rua junto com sua filha, esposa, mãe, padrasto e dois irmãos, afirma que tudo o que estão passando é um teste de sobrevivência. ?Olha para isso tudo, vivemos literalmente na lama?, aponta para as crianças que brincam no lodo. ?Deviam inventar um novo ditado: pobre que come não paga aluguel e aquele que paga aluguel não come?, afirma com indignação. Pereira, que trabalhava como porteiro e está desempregado, resume como tem sido sua vida nos últimos meses: ?Com a vida abrigada por uma lona não conseguimos ter uma noite de sono em paz?. Vulnerabilidade Sem um teto a vida humana está exposta a todo tipo de incerteza e desastre. Maria do Planalto conta que uma criança com sede, na primeira noite de acampamento, bebeu água sanitária pensando que era água. ?Ficou no hospital até ser desintoxicada?. E ainda, Geralda Graziele, de 59 anos, no dia do despejo, com toda a pressão policial e a insegurança de viver na rua, sofreu uma paralisia facial e teve que ser socorrida às pressas. ?Minha pulsação chegou a quase 200 por minuto?, conta. Agora seu rosto já não está tão deformado. ?Faço certinho os exercícios que o médico me passou?. Depois de quatro dias, ainda em recuperação, Geralda voltou para a vida na lona. ?Quem não luta está morto?, afirma. Despejo Para o coordenador da FLM, Osmar Borges, outro fator que causou indignação, até mesmo nos oficiais de Justiça que foram executar o despejo, foi o erro no processo Judicial, intencional ou não. ?Os oficiais ficaram indignados, pois no processo contava que apenas seis famílias viviam no local, mas na verdade estavam em mais de 900 famílias, das quais 240 não tiveram outra alternativa senão a rua?, afirma o coordenador. Histórico As 980 famílias que viviam na ocupação Alto Alegre, distrito de São Mateus, sofreram reintegração de posse durante toda a quarta-feira (21/10). A data inicial determinada pela Justiça para o despejo havia sido 14/10. Em reunião com as famílias, a CDHU havia garantido a prorrogação do prazo até que, pelo menos, saísse o atendimento emergencial. Isso não ocorreu e as famílias foram surpreendidas pela Tropa de Choque na madrugada da quarta-feira. O terreno de 280 mil metros quadrados, que fica na rua Bento Guelf, foi ocupado pelas famílias do Movimento de Moradia Terra de Nossa Gente (MMTNG) e Movimento Sem-Teto pela Reforma Urbana (MSTRU), ligados à Frente de Luta por Moradia (FLM), no dia 13 de abril deste ano. A área é de propriedade particular e possui histórico de ocupações irregulares e grilagem de terra. O proprietário responde processo por crime ambiental já que desmatou, sem autorização, toda a área. Apesar do crime cometido, ele não sofreu ainda nenhuma condenação. Além disso, possui dívida de pelo menos R$ 2 milhões junto ao BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social). A FLM, desde a ocupação, vem fazendo tentativas de negociação com a prefeitura e o governo do Estado para que haja a expropriação ou desapropriação da área. O governo municipal havia agendado na semana passada o cadastro de todas as famílias para o atendimento emergencial. Mas foi adiado por várias vezes e não foi efetivado. A Frente abriu diálogo ainda com o governo Federal, por meio do Ministério das Cidades. A instância Federal se comprometeu em disponibilizar recursos para a construção das unidades, via o Programa Minha Casa, Minha Vida Entidade ou pelo Fundo de Promoção Social à Moradia. Mas para isso, precisa do compromisso da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo) para que viabilize o terreno. O acampamento ficava ao lado do CEU Alto Alegre, cuja terra, 34 mil metros quadrados, foi desapropriada do mesmo dono em benefício da Secretaria Municipal e Educação. Isso mostra que áreas vazias devem sofrer intervenção para que ganhem função social. A FLM luta para que a destinação da área seja para moradia de interesse social.
>>Adicione um comentário Bom é mto facil eles quererm si posicionar como vitimas, sim alguns deles realmente necessitam mas outors estão ali por puro olho grande, eles que se dizem necessitados brincam de fazer acampamento , pois qm passa fome e qm não tem dinheiro pra pagar um aluguel num fica andando de carro pra cima e pra baixo, é mto facil invadir um terreno e querer fik ali sem pagar nada, vej as familias cada uma com pelo menos uns 4 filhos, agora pergunto si não tem dinheiro pra que fazer tanto filho??? Agora são os filhos que pagam pela falta de conciencia dos pais, porque esses que se julgam vitimas fazem do lugar que eles invadiram o pior dos lixões iatentes, não ter dinheiro não é defeito agora ser porco é um defeito ridiculo pura falta de higiene, sinceramente não tenho dó de nenhum deles, trabalhar ninguem quer, pois si eles fossem tão vitimas estariam ai batalhando por um emprego digno e lutando por algo seu não por um terreno que é de outar pessoa. essessm teto querem tudo de mão beijada  | a claro concerteza Regina você é a dona da razão, é maior que o ser humano capaz de julgar quem tá certo em que tá errado, você não sabe nem o que fala pois se soubesse não sairia por ai falando besteiras, deve ser uma patricinha alienada que só assisti novela, tenta se por no lugar dos outros garota, que culpa as crianças tem de estarem lá, se estão lá e porque estão lutando por algo! se estão lá é porque claramente algo está errado, se estão lá é porque tem uma grande massa de latifundios e patricinhas como você que tem tudo na mão, enquanto outros tem que lutar, lutar e lutar... se uns já nasce em berços de ouro e outros tem que lutar pra ter o a bosta do berço de ouro é porque alguma coisa ai tem né querida! somos todos ser humanos, não a nada mais racional que nós, então todos deviam estar do mesmo estado! e pare de falar besteiras meninas incrível como não se dói em saber que enquanto estamos aqui numa boa tem crianças lá bebendo agua sanitária, temos que acabar com o egoísmo antes de tudo! e depois implantar o respeito coletivo!!
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