Geyse ganhara fama nacional graças ao registro da confusão em vídeo. Pendurada na web, a peça tornara-se um hit.
Corpo recoberto por um minivestido vermelho, pernas à mostra, a aluna tivera de deixar a universidade, sob xingamentos, escoltada por policiais.
A explusão foi decidida em reunião realizada na madrugada deste sábado (7). Concluiu-se que Geyse ?procovou? os colegas.
Alegou-se que era usual que ela comparecesse às aulas com roupas curtas e decotes generosos.
Ouça-se o assistente jurídico da Uniban, Décio Leonci Machado: A aluna ?sempre gostou de provocar os meninos?.
Como assim? ?O problema não era a roupa, mas a forma de se portar, de falar, de cruzar a perna, de caminhar?.
No dia da algaravia, disse o advogado da universidade, Geyse teria subido deliberadamente seu microvestido com as mãos.
Segundo o assessor jurídico, o gesto possibilitou ?a quem vinha atrás? enxergar as ?partes íntimas? da moça.
De resto, disse Décio Machado, Geyse teria entrado numa sala que não era a dela, interrompendo a aula pelo meio. Tudo porque um rapaz desejava conhecê-la.
Ao tomar conhecimento da decisão, Geyse reagiu com espanto:
?Como me expulsaram? Que absurdo! Eu fui a vítima, quase fui estuprada, como puderam fazer isso?? Ela rebateu as acusações:
?Eu estava segurando uma bolsa enorme na mão e um fichário na outra, como conseguiria levantar o vestido? Entrei na outra sala porque fui chamada?.
Afora a expulsão de Geyse, nenhuma outra providência foi adotada. Os colegas que a hostilizaram saíram incólumes da sindicância.
A universidade só teve olhos para o par de pernas. No mais, fez ouvidos moucos para os uivos e impropérios da legião de bocas desabridas.
Aluna com vestido curto não pode. Estudantes com comportamento de talibãs são admitidos. A decisão ainda vai dar muito pano para a barra.
Escrito por Josias de Souza às 19h18
