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| | MILÍCIA E PM ATACAM INDÍGENAS TERENA EM MATO GROSSO DO SUL Por INDÍGENAS 24/11/2009 às 12:52 No dia 19 de novembro, por volta das 12h, uma milícia fortemente armada, composta por 30 fazendeiros e 60 homens da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, invadiram sem ordem judicial a área ocupada por indígenas Terena da Terra Indígena Buriti, no município de Dois Irmãos do Buriti, Mato Grosso do Sul. A milícia expulsou os indígenas da área fazendo uso de ameaças, agressões físicas e verbais. Dois índios Terena ficaram feridos. A ocupação feitas pelos indígenas na Fazenda ?Querência São José? foi garantida pela Justiça Federal de Campo Grande que julgou extinto o processo de reintegração de posse movida em nome do espólio do fazendeiro Munier Bacha. A Polícia Federal de Campo Grande confirma não haver nenhuma ordem da Justiça Federal para o despejo dos indígenas, o que significa que a ação da milícia é ilegal e abusiva, pois não está amparada pelo judiciário. Leia a matéria completa Ainda, segundo a Constituição Federal, em uma hipótese de reintegração de posse em área ocupada por indígenas ? o que não é o caso - somente a Polícia Federal estaria autorizada executar a operação. Os indígenas encontram-se desesperados e querem que a Justiça Federal se pronuncie sobre os responsáveis pela desocupação ilegal. A terra ocupada pelos indígenas foi identificada como Terra Tradicional do povo Terena, em 2001, e reconhecida pelo Tribunal Regional Federal da 3º região, em 2007.
>>Adicione um comentário Índios Legião Urbana
Quem me dera Ao menos uma vez Ter de volta todo o ouro Que entreguei a quem Conseguiu me convencer Que era prova de amizade Se alguém levasse embora Até o que eu não tinha
Quem me dera Ao menos uma vez Esquecer que acreditei Que era por brincadeira Que se cortava sempre Um pano-de-chão De linho nobre e pura seda
Quem me dera Ao menos uma vez Explicar o que ninguém Consegue entender Que o que aconteceu Ainda está por vir E o futuro não é mais Como era antigamente.
Quem me dera Ao menos uma vez Provar que quem tem mais Do que precisa ter Quase sempre se convence Que não tem o bastante Fala demais Por não ter nada a dizer.
Quem me dera Ao menos uma vez Que o mais simples fosse visto Como o mais importante Mas nos deram espelhos E vimos um mundo doente.
Quem me dera Ao menos uma vez Entender como um só Deus Ao mesmo tempo é três Esse mesmo Deus Foi morto por vocês Sua maldade, então Deixaram Deus tão triste.
Eu quis o perigo E até sangrei sozinho Entenda! Assim pude trazer Você de volta pra mim Quando descobri Que é sempre só você Que me entende Do início ao fim.
E é só você que tem A cura do meu vício De insistir nessa saudade Que eu sinto De tudo que eu ainda não vi.
Quem me dera Ao menos uma vez Acreditar por um instante Em tudo que existe E acreditar Que o mundo é perfeito Que todas as pessoas São felizes...
Quem me dera Ao menos uma vez Fazer com que o mundo Saiba que seu nome Está em tudo e mesmo assim Ninguém lhe diz Ao menos, obrigado.
Quem me dera Ao menos uma vez Como a mais bela tribo Dos mais belos índios Não ser atacado Por ser inocente.
Eu quis o perigo E até sangrei sozinho Entenda!
Assim pude trazer Você de volta pra mim Quando descobri Que é sempre só você Que me entende Do início ao fim.
E é só você que tem A cura pro meu vício De insistir nessa saudade Que eu sinto De tudo que eu ainda não vi.
Nos deram espelhos E vimos um mundo doente Tentei chorar e não consegui  | E TUDO ISSO QUE ACONTECE É O ESTADO QUE TE OFERECE.
DEMARCAÇÃO DAS TERRAS INDIGINAS JÁ! Coração Civil Milton Nascimento
Quero a utopia, quero tudo e mais Quero a felicidade nos olhos de um pai Quero a alegria, muita gente feliz Quero que a justiça reine em meu país
Quero a liberdade, quero o vinho e o pão Quero ser amizade, quero amor, prazer Quero nossa cidade sempre ensolarada Os meninos e o povo no poder, eu quero ver
São José da Costa Rica, coração civil Me inspire no meu sonho de amor Brasil Se o poeta é o que sonha o que vai ser real Bom sonhar coisas boas que o homem faz E esperar pelos frutos no quintal
Sem polícia, nem a milícia, nem feitiço, cadê poder? Viva a preguiça, viva a malícia que só a gente é que sabe ter Assim, dizendo a minha utopia eu vou levando a vida Eu viverei bem melhor
Doido pra ver o meu sonho teimoso, um dia se realizar Na matéria não consta a data da invasão miliciana. Foi na quinta-feira passada, dia 19 de novembro de 2009, pela manhã. Até o momento, os terena não puderam voltar para a area. Seguirão mais informações, em breve.  | Na manhã do dia 19 de novembro, um conflito entre indígenas e fazendeiros, ocorrido na fazenda Querência São José (localizada na divisa dos municípios Dois Irmãos do Buriti e Sidrolândia, em MS) que integra a da terra indígena Buriti, do povo Terena, sugeriu indícios de que milícias contrárias às demarcações de terras indígenas estejam agindo com o suporte da Polícia Militar (PM).
Os indígenas alegam que foram expulsos da área pelos fazendeiros, que teriam contado com o apoio da PM. No entanto, não existe ordem de reintegração de posse. Ainda, somente à Polícia Federal cabe executar ordens de despejo de comunidades indígenas, conforme o artigo 109, inciso XI, da Constituição Federal brasileira.
Para a assessoria jurídica do Conselho Indigenista Missionário de Mato Grosso do Sul (Cimi/MS), a ação da Polícia Militar e dos fazendeiros foi análoga à de grupos paramilitares. O procurador da República, Emerson Kalif, diz que a expulsão dos indígenas pela PM, se comprovada, configura-se como ?usurpação de função pública e abuso de autoridade?. Os indígenas garantem que podem provar a atuação ilegal da PM, dado que teriam gravado parte da ação.
Expulsão violenta Quando alguns indígenas saiam da aldeia com o caminhão da comunidade, foram impedidos por fazendeiros que estavam em cerca de 30 automóveis, conta o professor da comunidade Terena, Kopenoti (*). Em seguida, a PM teria se juntado aos fazendeiros, com três viaturas, motocicletas, uma van com cães e um ônibus com a tropa de choque. ?Antes deles (policiais) chegarem, os fazendeiros estavam quietos. Depois que eles chegaram, os fazendeiros se sentiram fortalecidos?, relata outro membro da comunidade, Hanaiti (*).
Os indígenas, rapidamente, teriam formado uma comissão para dialogar. Em vão. Segundo Kopenoti, os fazendeiros exigiam a imediata saída da comunidade da área correspondente à fazenda Querência São José. A comunidade se recusou. Os fazendeiros prometeram embate, afirma Kopenoti.
Os fazendeiros e seus ?funcionários? estavam armados, garante Kopenoti. Punham as mãos na cintura, sobre as armas, para intimidar os indígenas. Também gritavam palavrões e ofensas. ?Um jagunço gritou ?vamos resolver logo esse caralho, seu bugre??, narra Kopenoti, constrangido.
A determinação da PM foi a de que todos entrassem novamente na fazenda a fim de ?conversarem?. Os policiais marchavam, empurrando os indígenas que estavam à frente, em direção à sede da fazenda. Hanaiti conta que três indígenas idosos não conseguiam caminhar com velocidade. Mas os policiais os apressavam, batendo em suas costas com cassetetes.
Na sede da fazenda, os policiais ordenaram que a comunidade deixasse a área. O terena Hahauti (*) denuncia que os policiais ?deixaram bem claro, claríssimo, que foram lá para expulsar?. Uma das lideranças Terena chegou a perguntar para um oficial da PM se tinham mandado judicial. O oficial respondeu que não, ?mas que a comunidade tinha que sair mesmo assim?, relata Hanaiti.
Um fazendeiro, que Hahauti identificou como Ricardo Bacha, repetia reiteradamente que a os policiais estavam agindo sob seu comando. Hahauti, Hanaiti e Kopenoti afirmam que gravaram as declarações do fazendeiro com um celular escondido no bolso de um dos indígenas. ?A polícia está do lado deles. A polícia, que deveria proteger o Estado, está favorecendo eles, uma minoria que tem o poder econômico?, denuncia Hanaiti.
Durante o conflito, ?dois jovens guerreiros? terena ficaram feridos, conta Hanaiti. ?Um foi atingido na testa por um pedaço de pau arremessado por um fazendeiro. O outro não sei se foi pedaço de pau ou se foi pedra. Levou seis pontos?.
?Em pleno século XXI, a gente sofrendo esse tipo de agressão. Já não bastam os 500 anos de massacre??, questiona Kopenoti, indignado. Ele relembra que as mulheres estavam desesperadas, as crianças choravam muito, assustadas. Meninas e meninos da comunidade ?ficaram sem se alimentarem e com pouca água?, das nove horas da manhã, até o anoitecer.
Versão da PM No final da tarde do dia da operação o comandante da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Carlos Alberto David dos Santos, justificou que PM foi para a área com o objetivo de ?evitar que houvesse qualquer agressão contra os indígenas?, conforme matéria publicada no site da Secretaria do Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) de MS.
O comandante tentou justificar a presença dos policiais na área dizendo que a corporação foi acionada ao receber denúncia, pelo 190, de que pecuaristas pretendiam desalojar a comunidade. ?Não houve despejo, não houve desalojamento. Nenhum dispositivo foi acionado e nem chegou a haver contato da PM com os indígenas. Eles deixaram a área, provavelmente assustados?.
Incêndio O comandante também acusou os indígenas de incendiarem pastos e parte da reserva legal da propriedade. ?Na verdade, não fomos nós. Foram eles!?, desmentiu Kopenoti. ?Os capangas dos fazendeiros fizeram isso?. Kopenoti diz que, ?quando começou o fogo, a comunidade estava fora da área?. Por volta das 15hs, no momento em que os indígenas se dirigiam de volta para a aldeia, na altura do córrego Buriti, puderam avistar o incêndio, além de explosões de fogos de artifício lançados pelos fazendeiros, relata o professor.
Explosões de fogos de artifício também puderam ser vistas e ouvidas durante a noite. Kopenoti conta que um dos membros da comunidade Terena foi até a sede da fazenda, à noite, e testemunhou os ?fazendeiros e jagunços fazendo festa. Celebrando mesmo?. A testemunha também relatou para o professor que os fazendeiros e funcionários bebiam e jogavam baralho.
(*) As fontes pediram para serem identificadas com seus nomes indígenas.
Assessoria de Comunicação do Cimi/MS  | A notícia está assinada apenas por "Indígenas". Como leitora, não há como saber se corresponde à realidade ouo não.(*) Se o fato aconteceu como realmente narrado, é inaceitável. Todavia, a quem reclamar? Estamos há muito adentrando em terreno perigosamente lúgubre. O Brasil é o país que contém o maior número de leis. A maioria, todavia, não é obedecida. Ocorre, inclusive,em muitos casos, desrespeito frontal à própria Constituição:não só pelos cidadãos, como mesmo por certos membros dos próprios Poderes Legalmente constituídos.
Há que despertar a consciência coletiva de que algo, dentro da paz e obedecendo as leis justas, deve unir os brasileiros no sentido de acabarmos com todas as barbaridades que têm ocorrido - não só neste governo, como em quase todos os outros que lhe antecederam. E quase nenhum dos presidentes(chefes de governo e de Estado)escapam: FHC, o-infelizmente- ainda presidente do senado, José Ribamar Sarney e, por óbvio, Collor .
(*)Tenho reiteradamente escrito da importância de os que escrevem artigos ou comentários, usarem seus nomes, pois assim, daria credibilidade. Apelidos(nicks),não infundem confiança em ninguém.  | Conheço a nota publicada. É de autoria do Cimi/MS e foi publicada no dia do ocorrido.
Você também pode encontrar mai uma outra reportagem, desta vez assinada pela Assessoria de Comunicação do Cimi nacional, está na página da entidade e também na página do Brasil de Fato.
Também foi posta aqui, como comentário, mais uma matéria "A terra é da Terra" - desta vez um relato com as vítimas - e está assinada. E, seguindo a "tradição jornalística", dá a versão "do outro lado". As fontes não se identificaram com nicks. Usaram o nome delas. Se a política nazi-integracionista do SPI fez com que os indígenas fossem deixando de usar seus nomes tradicionais, não significa que sejam menos legítimos. Quiçá, nem sejam reconhecidos pela própria comunidade com seus nomes "civís", vai saber... Bem, também existem outras fontes devidamente identificadas à maneira eurocêntrica e oficial. (rs) Desejo sorte na sua apuração!!!  | Dhaigô,obrigada. Para teu conhecimento,corre em minhas veias sangue indígena, pois a mãe de meu pai era uma índia e muitas vezes ouvi meu pai falar em tupi-guarani. Infelizmente não o aprendi então,pos meu pai faleceu quando eu era muito jovem. É atávico meu sentimento ao povo do qual descendo. Se, de alguma forma eu puder ajudar, é só escrever-me. Sou contra toda e qualquer violência. Minhas 'armas' são as palavras.
Por outro lado, estamos vendo a Força do Poder, com não tão escondidos objetivos a atuar. Há uma sensação de impotência que entristece. Força, Saúde e Paz. Mirna Cavalcanti de Albuquerque  | Estado violência Biquini Cavadão
Sinto no meu corpo A dor que angustia A lei ao meu redor A lei que eu não queria
Estado violência Estado hipocrisia A lei que não é minha A lei que eu não queria
Meu corpo não é meu Meu coração é teu Atrás de portas frias O homem está só
Homem em silêncio Homem na prisão Homem no escuro Futuro da nação
Estado violência Deixem-me querer Estado violência Deixem-me pensar
Estado violência Deixem-me sentir Estado violência Deixem-me em paz Estado violência Biquini Cavadão
Sinto no meu corpo A dor que angustia A lei ao meu redor A lei que eu não queria
Estado violência Estado hipocrisia A lei que não é minha A lei que eu não queria
Meu corpo não é meu Meu coração é teu Atrás de portas frias O homem está só
Homem em silêncio Homem na prisão Homem no escuro Futuro da nação
Estado violência Deixem-me querer Estado violência Deixem-me pensar
Estado violência Deixem-me sentir Estado violência Deixem-me em paz PM do MS, como sempre neste estado a PM pensa estar acima das Leis. Vergonha nacional e infelizmente uma amostra de o quanto estamos precisando de uma reforma do sistema de "insegurança pública"!
Não se vê a PM defendendo os índios, mesmo quando a Justiça assim determina.
Mais uma vez vamos assistir a estes atos de violência passarem impunemente...VERGONHA!
Aonde está o Juiz Federal que considerou a reintegração ILEGAL?
MArcelo. Ola Dahigô, muito obrigada estou colocando a data no editorial,
querida mirna, a materia nao esta assinada por indigenas, isso é um identificação sobre o que se trata a matéria, assim como quando fala de moradia, vem escrito moradia, e assim por diante,
quanto a pessoa colocar seu proprio nome, acho q as pessoas estão se identificando devidamente nesta matéria, e temos q pensar também q tem certas situações que a identificação com nome e rg pode colocar a pessoa em risco, dependendo do tipo de denuncia q esta fazendo.
abços
voluntaris
O mesmo relato que foi postado como comentário foi enviada para voluntarios@midiaindependente.org. Por favor, incluam na coluna do meio, pra gente poder continuar dando uma cobertura mais ampla. Eu me comprometo a enviar o que eu for encontrando para vcs, ok?
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