| Carta dos Guarani Kaiowá sobre a retomada de Kurussu Ambá Por INDÍGENAS 27/11/2009 às 11:44 O Cmi republica carta dos Guarani Kaiwá que fizeram a retomada de sua terra sagrada Kurussu Ambá: "Nós, povo Guarani-Kaiowá, da comunidade Kurusú Ambá, município de Amambaí, Mato Grosso do Sul, Brasil, viemos por meio de este manifesto dizer à opinião publica nacional e internacional e aos meios de comunicação em geral quanto segue: Que em 20 de janeiro de 2007 temos feito uma tentativa de retorno a nosso Tekoha Tradicional onde está localizado atualmente a Fazenda Madama, tendo como referencia a Constituição Federal, que garante os nossos direitos fundamentais no Artigo 231. Dias depois, numa violenta ação dos fazendeiros foi assassinada Xurite Lopes, rezadora e liderança histórica de nossa comunidade. Com ela mataram a memoria viva da terra indígena Kurusú Ambá. Nesse mesmo ano, 08 de julho de 2009, foi assassinado por pistoleiros a liderança Ortiz Lopes. E, ainda este ano, 30 de maio, foi assassinado também Osvaldo Lopes. Todos estes crimes ficaram na absoluta impunidade. Leia a Carta Completa Desde 2007 três crianças morreram por problemas derivados de desnutrição crônica e falta de auxílio para as famílias em questões básicas de alimentação. Temos cinco membros de nosso grupo com feridas de bala registradas durante ataques de pistoleiros contra nossa comunidade. Fazendeiros e policiais, permanentemente, realizam armações contra membros de nossa comunidade para levar as pessoas na cadeia acusados de furtos, fraudes, e outras acusações, numa clara campanha de criminalização e judicialização de nossa luta pela terra. Já faz quase 4 anos que estamos na beira da Rodovia MS 289 que liga Amambaí para Coronel Sapucaia, onde nossas famílias, nossas crianças, só estão bebendo água suja. Estamos sem condições de desenvolver nossa agricultura de subsistência; estamos sem atendimento na saúde, sem perspectiva de futuro para as famílias, e jogados em nossa sorte, violados em toda a nossa dignidade e levando uma suposta vida que é morte para nós. Nós somos merecedores também de respeito e consideração das autoridades nacionais e regionais. GRITAMOS que uma questão de fundamental importância, que a nossa comunidade aguarda com paciência, faz muito tempo, é o início dos trabalhos na área reivindicada, pelo Grupo Técnico (GT) que foi indicado para realizar estudos de identificação de nosso tekoha tradicional. O atraso excessivo fere nossa paciência, acaba devagar com a nossa vida, nos expõe ao genocídio. Desde 2007 temos encaminhando uma grande quantidade de documentos a órgãos públicos e organismos de direitos humanos do Brasil e do Mundo denunciando a situação de violência com o que empurramos a nossa existência e solicitando a urgente demarcação de nossas terras. Em vários momentos temos alertado à Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Ministério Público Federal (MPF), e políticos que dizem apoiar a nossa luta; que, por conta do atraso no início da demarcação de nosso território e pela violação permanente e sistemática de nossos direitos fundamentais íamos de novo chegar à extrema situação de retomar as nossas terras sagradas tradicionais (Tekohá Guasú) como única saída e resposta ao abandono que sofremos. Tendo em conta tudo o que acima dizemos e por mandato do Aty Guasú realizado o dia 14 a 17 de outubro de 2009 na aldeia Yvy Katú, município de Japorâ, comunicamos que NESTE MOMENTO ESTAMOS DE RETOMADA EM NOSSO ANTIGO TEKOHA, COM 400 PESSOAS DISPOSTOS A MORRER SE FOR PRECISO PELA NOSSA TERRA SAGRADA. Que perante qualquer ato de violência que fosse praticada contra o nosso povo responsabilizamos aos setores anti-indigenas que pregam a violência neste Estado e desrespeitam a Constituição Federal. EXIGIMOS AO GOVERNO FEDERAL A URGENTE ADOÇÃO DE MEDIDAS DE SEGURANÇA PARA PERMANECERMOS EM NOSSAS TERRAS, POIS O QUE ESTAMOS FAZENDO E PARA AJUDAR A AGILIZAR O PROCESO DE DEMARCAÇÃO DE NOSSO ANTIGO TEKOHÁ E DAR VIDA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL QUE PARA NÓS ATÉ AGORA E LETRA MORTA. Exigimos ao Governo Federal o cumprimento de sua obrigação constitucional perante a Lei maior do Brasil, demarcando o nosso território e o território de todos os Kaiowa-Guarani de Mato Grosso do Sul. Solicitamos neste momento de grande importância para a nossa vida e a vida dos Kaiowa-Guarani, SOLIDARIEDADE de todas as organizações indígenas que existem no Brasil, e de organismos internacionais que sempre apoiaram a nossa luta e a luta dos povos indígenas no Mato Grosso do Sul." BASTA DE VIOLENCIA!!! ESTA TERRA TEM DONO!!! RETORNAMOS HOJE A NOSSA TERRA SAGRADA!!! Comunidade Indígena Kurusú Ambá Município de Amambaí/MS Brasil 25 de novembro de 2009 CAMPAÑA PUEBLO GUARANI, GRAN PUEBLO ÑEMBOGUATÁ TETÃ GUARANI, TETÃ TUICHÁVA CAMPANHA POVO GUARANI, GRANDE POVO PARAGUAY - BRASIL - BOLIVIA - ARGENTINA
>>Adicione um comentário Toda a solidariedade ao povo Guarani e Kaiowá! Todo apoio aos povos indígenas que estão sofrendo com a violência paramilitar em MS! Puccinelli racista, criminoso, anti-ecológico, homofóbico!!! Acrissul e Famasul são "clubes" fascistas! Imprensa sul-mato-grossense vendida! Viva o povo quilombola, que também sofre nas mãos de milícias racistas! Viva os gloriosos sem-terra! Salvem o Pantanal das usinas! VIVA ÀS GUERREIRAS KADWÉU, GUATÓ, TERENA, GUARANI E KAIOWÁ!!! FORÇA ÀS MULHERES CAMPONESAS NA LUTA CONTRA O LATIFÚNDIO!  | Trabalhei n o municipio de Antonio João MS onde exite uma área invadida por indios guarani e la vi a realidade dos indios, Tinhamos cerca de 3 boletins de ocorrencia de furto de gado por semana, praticado por indios nas fazendas da região e os proprietario não tinha mais condições de trabalhar devido ao furtos praticados pelos indios, As terras que eles dizem ser deles, a mais de 100 anos ja era ocupada por homens brancos que comparam e pagaram. Vi indios invadirem uma fazenda e expulsarem os trabalhadores de lá sob ameaça e quebrado o braço de uma cozinheira a golpes de borduna, e mandado que ela fosse embora a pé pela estrada com o braço quebrado. Vi indio bêbado ser atropelado no meio da rodovia e depois os outros dizerem que o carro que atropelou era dos fazendeiros e teria invadido o acostamento para matar a vitima quando na verdade o indio estava bêbado, no meio da pista a noite e quem atropelou foi uma senhora de Jardim MS que parou para socorrer e foi ameaçada pelos outros indios e teve de sair do local correndo para não ser atacada e depois disso, em seguida entrou em contato com a DP avisando o ocorrido enquanto os indios mentiam descaradamente dizendo terem sido vitima de atentado a mando de fazendeiros. Temos de ouvir sempre os dois lados. a verdade não esta somente com os indios que não são tão puros e inocentes como dizem.  | Eu conheço os dois lados. Venho de uma família tradicional de fazendeiros, que ocupam terras indígenas a muito mais de cem anos. Sou testemunha do racismo, do descaso com o valor da vida dos indígenas. Sou testemunha do ódio, do desejo de genocídio. Sei que a motivação pela defesa das "propriedades" não é meramente econômico (como se a riqueza de um latifundiário valesse a vida de vários povos...). Se fosse meramente econômica, a Famasul não teria sabotado a proposta do MPF de indenizar os fazendeiros de "boa-fé" pela terra nua, além das benfeitorias. Sei que muitos fazendeiros que se apropriaram das terras indígenas não são ocupantes de "boa-fé", são grileiros de terras da União. O discurso anti-demarcação é de fundo ideológico, RACISTA! E conheço indígenas, de etnias diferentes. Gente digna, guerreira, resistente: sobreviventes! Gente que nasce e cresce sofrendo todos os tipos de violência. Violência do Estado, da polícia, da sociedade. Sofrem com o cinismo da Funai. Sofrem com agressões diárias da imprensa racista de MS. São negadas suas terras, para que vivam conforme suas tradições e costumes.Mas, quando desistem de viver à beira das rodovias e vão às cidades em busca de emprego, são discriminados, humilhados. São a mão-de-obra escravizada da indústria sucro-alcooleira. São os sub-assalariados dos frigoríficos. Criticam-os por viverem de cestas básicas, mas esquecem que, confinados, não têm espaço para plantar, coletar, pescar, caçar. Bebem água contaminada pelos dejetos das fazendas e dos agrotóxicos. Os que podem plantar tem suas roças infestadas pelas pragas que fogem das monoculturas do "agronegócio" altamente pulverizadas com agrotóxicos, incluindo tipos proibidos de venenos. São um povo que tem suas crianças ofendidas nas escols não-índias. Mulheres indígenas que são violentadas e têm atendimento negado. Índios que contraem doenças de branco e são maltratados nos postos de saúde. Jovens indígenas que são vítimas de ódio racista, cometido por agroboys, quando vão às cidades.  | Aliás, a mídia nunca mostra os dois lados. Todos só conhecem os argumentos dos coronéis do agronegócio. Cotidianamente, somente a voz do latufundio é veiculada. Esse outro lado, o do latifúndio, é o único que se ouve. Mentem sistematicamente, incitam o ódio, provocam histeria, alimentam o preconceito.
Quando a voz é dada aos índios, pedem que tapemos nossos ouvidos... Total apoio aos Garanis Kaiowá e a todos os outros povos que se levantam, se organizam e exigem o que é seu por direito.
E estes guerreiros Guaranis nos ensinam uma lição muito importante, de que as fronteiras que dividem estes povos são artificiais e foram colocados pelos brancos ricos, os mesmos que imitam seus mestres Portugueses colonizadores e não se importam nem um pouco com a vida humana, buscando cada vez mais o lucro. Eles não aprendem que dinheiro não se come.
Viva Guerreiros e guerreiras, resistir para existir!  | O povo Guarani e Kaiowá de MS (cerca de 50 mil indivíduos) tem a situação mais alarmante de suicídios, violência interna e miséria, entre todos os povos indígenas do Brasil. A violência anti-indígena também toma proporções alarmantes. A ação de grupos paramilitares - financiados por "sindicatos" ruralistas e incentivados (publicamente) pelo governo André Puccinelli - que agem em conjunto com a PM, põe esse povo ainda mais em risco. O processo de etnocídio vem acompanhado de ostensiva propaganda racista pela imprensa sul-mato-grossense. Rádios, Tvs locais e jornais, sistematicamente, sustentam mentiras a respeito dos GTs e constróem estigmas que levam a população de MS a agredir e repelir os indígenas. São, aproximadamente, 15 comunidades Guarani e Kaiowá acampadas na beira de rodovias, em MS. Nestes acampamentos vivem com escassez de água e comida, calor excessivo (devido ao asfalto), além de serem vítimas, cotidianamente, de atropelamentos propositais e atentados a tiros promovidos por indivíduos anti-indígenas. Os Guarani e Kaiowá que vivem em reservas (espaços exíguos) - que foram compulsoriamente confinados ao longo do período do SPI em áreas alheias ao conceito de território tradicional - se encontram em uma explícita e escandalosa situação de apartheid. Tanto estas reservas, quanto as ditas "aldeias urbanas" são verdadeiros guetos étnicos. Já foram assassinadas 8 lideranças Guarani e Kaiowá em consequencia de conflito direto pela terra , entre 2003 e 2009. Incontáveis outros indígenas foram brutalmente assassinados nestes últimos anos.
 | Rosy Lee Brasil
"a verdade não esta somente com os indios que não são tão puros e inocentes como dizem."Frase de Cicero Prentice Rosy brasil diz:A verdade é que cem anos atras as terras já era abtada pelos indio ñ sei se v/c sabe na cutura indigenas são povos receptvos q/aceita troca ,concorda, balança á cabeça na inocencia q/o interessado esta lhe fazendo bem ,invadem suas areas indigenas e com tempo dizem serem donos da mesma sempre foi assim dez da invasão do Brasil do anos 500 Indio só deixa de ser inocente e puros quando percebe o mal que (HOMEM BRANCO)causa, do maior apoio aos Garanis Kaiowá aos indios que luta pelos seus direitos ;se tivesse contra partida intresse dois lados ,ñ teria conflito ,o que acontece sempre foi assim,escravizar,obra barata.fere o direitos humanos e a constituição.
O decreto do Executivo regulamenta o Estatuto do Índio (Lei 6.001/73), que, entre outros princípios, garante às comunidades indígenas a posse permanente das terras que habitam, reconhecendo-lhes o direito ao usufruto exclusivo das riquezas naturais e de todas as utilidades existentes nessas terras. A Constituição prevê que são terras tradicionalmente ocupadas pelos índios as por eles habitadas em caráter permanente; as utilizadas para suas atividades produtivas; as imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar; e as necessárias a sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições.
 | Não canso de me espantar com a crueldade egoísta dos latifundiários. É de uma maldade sub-humana o extermínio - se dependesse deles - dos povos originários. É de um barbarismo medieval a ignorância de tanto conhecimento e sabedoria ancestral desses povos, os mais integrados à Mãe Natureza. Devíamos aprender com eles. Mas, como seu comportamento, seus valores, suas importâncias são tão diversas da nossa cultura do consumo, da competição, do egoísmo, que chegam a funcionar como denúncias, ridicularizando nossos valores ridículos, a sociedade "civilizada" reage desqualificando, perseguindo, criminalizando e exterminando com requintes de crueldade e barbárie. Vergonha, omissão da sociedade, do Estado, de todos. Toda solidariedade, todo apoio ao povo originário Guarani-Kaiowá.
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