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Comunicado dos ocupantes da FUNAI em defesa do Santuário dos Pajés
Por Direitos Humanos 27/11/2009 às 17:23

Nós, cidadãos, ambientalistas, artistas, estudantes e outros setores da sociedade, identificados como defensores dos direitos humanos, amparados no decreto 6044 de 2007, nos encaminhamos hoje, no dia 26 de novembro à Praça do Compromisso, do índio Galdino, e depois à FUNAI, afim de entregar uma lista de assinaturase em prol da demarcação do Santuário dos Pajés, na reserva do bananal e receber algum posicionamento oficial da FUNAI (Presidencia e diretoria de assuntos fundiários) a respeito da recomendação número 5/ 2009, de março, baseado em laudos antropológicos da FUNAI e do próprio MTF, de que se firmasse o seu grupo técnico, único responsável competemte para pronunciar sobre a demarcação da terra indígena.

Fizemos isso por nossa conta enquanto sociedade civil em apoio a única comunidade de índios do "noroeste" que jamais cogitou receber dinheiro ou outro terreno para deixar o local, à comunidade FULNIÔ-TAPUYA do Santuário dos Pajés por tratarem a terra como espaço sagrado à décadas, preservam aquele cerrado e pedem a demarcação que torna a terra inalienável. Entendemos que isto, além de ser uma retratação importante de Brasília com os indígenas, é uma retratação imprescindível do Brasil com os mesmos.

Em nome de uma maior qualidade de vida para todos, em defesa dos direitos humanos fundamentais e de uma postura de respeito democrático do GDF com a população que sofre os efeitos de suas decisões, independentemente da posição das comunidades indígenas, decidimos aguardar o posicionamento da FUNAI quanto a esta questão que nos afeta diretamente como cidadãos e cidadãs brasilienses, permanecendo no gabinete até lá.

Assinado
Coletivo de defensores dos direitos humanos ocupantes do gabinete da presidência da FUNAI.

Íntegra da Ação Civil Pública e do Despacho da Justiça Federal que Impediram as obras na terra indígena Santuário dos Pajés | Panfletos Santuário dos Pajes | Terracap não pode realizar obras na área ocupada pelos índios do Noroeste | PM dando cobertura à empresa que faz o desmatamento do noroeste

Saiba Mais: Leia o Texto com o entendimento de alguns juristas sobre o que são terras tradicionalmente ocupadas por indígenas. | Envie email para o Presidente da FUNAI exigindo Demarcação do Santuário dos Pajés | Veja os Vídeos | Assine a petição em defesa do santuário | Ensaio Fotográfico Trilha Cerrado Vivo Santuário dos Pajés | Ensaio Fotografico - Primeiro Bairro Ecológico Baseado na Destruição do Cerrado | Guerreiro Kaxaipina Korubu, do Santuário dos Pajés está desaparecido | MPF/DF recomenda suspensão da licença prévia para construção do Noroeste | SOS - Santuário dos Pajés | Incêndio Criminoso destroi casa na Terra Indígena do Bananal | Mais fotos do incendio criminoso na Terra Indígena Bananal | Encontro histórico milenar da religiosidade indígena e afrobrasilera/afro-indígena | Funai deve se manifestar sobre comunidade indígena no Setor Noroeste | A construção do Setor Noroeste feita pelo Correio Brasiliense (monografia sobre a cobertura do Correio Brasiliense) | Imagens do ato em frente à Terracap - DF | Brasília ameaçada pela especulação imobiliária | A Luta dos Indígenas do DF acende debate sobre especulação imobiliária | A falaciosa Ecovila Noroeste, o Maior Bairro Verde Cifrão do País | Editoriais Anteriores

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Comentários


Solidariedade aos indígenas de MS URGENTE
Pessoa Humana 27/11/2009 23:28

Aproveiando a iniciativa dos ocupantes da Funai, gostaria de sugerir que acrescentassem, entre as reivindicações, o apressamento do GTs antropológicos em Mato Grosso do Sul.
A Funai alega que não tem recursos para enviar os 6 GTs e fará o levantamento antropológico por partes. Aparentemente, a pressão política dos setores do agronegócio surtem efeito na cúpula da Funai...
No entanto, o povo guarani e Kaiowá já não pode esperar.

Nosso apelo é o para que todos os GTs venham a campo IMEDIATAMENTE!!!


O povo Guarani e Kaiowá de MS (cerca de 50 mil indivíduos) tem a situação mais alarmante de suicídios, violência interna e miséria, entre todos os povos indígenas do Brasil. A violência anti-indígena também toma proporções alarmantes.
A ação de grupos paramilitares - financiados por "sindicatos" ruralistas e incentivados (publicamente) pelo governo André Puccinelli - que agem em conjunto com a PM, põe esse povo ainda mais em risco. O processo de etnocídio vem acompanhado de ostensiva propaganda racista pela imprensa sul-mato-grossense. Rádios, Tvs locais e jornais, sistematicamente, sustentam mentiras a respeito dos GTs e constróem estigmas que levam a população de MS a agredir e repelir os indígenas.
São, aproximadamente, 15 comunidades Guarani e Kaiowá acampadas na beira de rodovias, em MS. Nestes acampamentos vivem com escassez de água e comida, calor excessivo (devido ao asfalto), além de serem vítimas, cotidianamente, de atropelamentos propositais e atentados a tiros promovidos por indivíduos anti-indígenas.
Os Guarani e Kaiowá que vivem em reservas (espaços exíguos) - que foram compulsoriamente confinados ao longo do período do SPI em áreas alheias ao conceito de território tradicional - se encontram em uma explícita e escandalosa situação de apartheid. Tanto estas reservas, quanto as ditas "aldeias urbanas" são verdadeiros guetos étnicos.
Já foram assassinadas 8 lideranças Guarani e Kaiowá em consequencia de conflito direto pela terra , entre 2003 e 2009. Incontáveis outros indígenas foram brutalmente assassinados nestes últimos anos.
Tenda em vista este cenário terrível, solicitamos vosso apoio.




só assim
brasiliense indignado 28/11/2009 18:58

Só assim mesmo para acontecer alguma coisa em relação aos indígenas que sofrem com esta situação que já poderia ter sido resolvida pela FUNAI agora com as novas falcratuas do Arruda devemos investigar também o Setor Noroeste e salvar o cerrado, os indígenas e a qualidade de vida dos moradores de Brasília que terão mais ar puro para respirar...


José Roberto Arrruda e Paulo Octávio corruptos!
plantonista 29/11/2009 10:03

Chamar José Roberto Arruda e Paulo Octávio de corruptos pode ser óbvio para alguns e perseguição pra outros.

Mas agora tem vídeo e áudio:

 http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u659078.shtml
 http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/11/459514.shtml

Já era.


nota de desocupação
ocup@ 30/11/2009 08:38

Nota de desocupação



Desocupamos o gabinete da presidência da FUNAI depois de 28h de ocupação com a pauta
de demarcar uma audiência pública para que a FUNAI esclarecesse sobre a demora de 7
meses para atendar a recomendação do MPF para instalar o GT de demarcação da Terra
Indígena Bananal Santuário dos Pajés.

A FUNAI se negou ao diálogo público e adotou como estratégia a repressão, violência
e violação dos direitos humanos.

Fomos proibidos de receber alimentos, água, ter acesso ao banheiro e sofremos corte
de energia.

A luta só termina com a vitória!

Saímos em respeito ao pedido do Santuário dos Pajés, que mesmo sabendo que não os
estavamos representando, pediram para evitar o agravamento do quadro de violência
contra os Defensores dos Direitos Humanos.

CONTRA A CONSTRUÇÃO DO SETOR NOROESTE
CONTRA A ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA NO DISTRITO FEDERAL
PELA DEMARCAÇÃO DA TERRA INDÍGENA BANANAL SANTUÁRIO DOS PAJÉS

O SANTUÁRIO NÃO SE MOVE!
Postado por Ocupação FUNAI às 09:57 0 comentários
Ocupantes sofrem agressão da FUNAI



 http://www.ocupacaofunai.blogspot.com/





Esclarecimentos: Antes da ultima assembéia, companheros indigenas nos entregaram uma
mala com agasalho e assesórios para higiene. os seguranças ficaram lokos e quizeram
retirar a mala de nós. 2 companheras ocupantes foram agredidas enquanto os
segurançar tentaram retirar a mala de nós. Muito empurra empurra aconteceu. ...na
última assembléia tirarmos em assembleia fechada que iriamos acabar com a ocupação
da presidencia da Funai seguindo recomendação séria do Santuário dos Pajés. Assim,
pedimos aos sindicos que fizessem a vistoria e comprovassem que nada havia sido
quebrado ou iria ser roubado. Estes nos comunicaram que só com a presença da PF isso
poderia ser feito e que era o que realmente deveria ser feito. Decidimos esperar.
depois de alguns minutos vinharam com a proposta de que poderiamos dar-lhes 4 nomes
com rgs para sairmos. decidimos nao entrar no jogo deles, só queriam nomes para,
talves, quebrar coisas e nos processar... sei lah. então subiram 3 PMs que passaram
10 minutos justificando o porquê eles também poderiam acompanhar a vistoria e nossa
retirada com segunrança. concluida as explicações um sindico perguntou quem havia
deixado eles entrarem. de imediato o policial se virou falanto ´´a, ta...´´e foi
embora sem dar explicação e exaltando os ânimos dos ocupantes. nenhum conflito
ocorreu. Estavamos sem acesso à água, luz e comida. isso durou cerca de 3 horas e
durante esse periodo tentamos algumas vezes sair e fomos impedidos à fortes empurões
e chingamentos. alguns companheros estão fazendo corpo delito na delegacia(as duas
mulheres agredidas) e outros Boletim de Ocurrencia alegando cárcere privado cometido
pela Fundação Nacional do Indio. Peço desculpa a tod@s por nao ter acompanhados os
ex-ocupantes na delegacia.



Pelo Santuário sempre! a luta continua! vamos ocupar o Brasil!



Recado para Pessoa Humana e indigenas do Brasil
ayaya 02/12/2009 22:19

Pessoa Humana: Seu recado foi repassado aos apoiadores do Santuário.

uma sugestão pessoal:

Agora é muito importante prestarmos atenção a esta situação e unificar os esforços na luta pela questão indígena no Brasil. É preciso fazer um levantamento melhor detalhado dessa situação, com todas as informações necessárias para poder apurar essa denúncia e fazer uma campanha informativa que chame a atenção da situação indígena não só no Mato Grosso, mas no Brasil. Brasília é um local estratégico para essa mobilização e acredito que o Santuário poderá se solidarizar com a causa indígena de outras localidades. Temos que descrever a situação dos indígenas no Brasil, quantas terras aguardam demarcação? quantos indigenas em busca de terras para se desenvolver? quantos indigenas mortxs nesta luta?

AYAYA!!!