Pressionada, a prefeitura viabilizou atendimento emergencial para os dois primeiros meses e deu às famílias a garantia do atendimento até que a moradia definitiva seja concretizada. As negociações entre movimento e poder público continuam.

As famílias sabem que há muito luta ainda a ser feita. Por isso, criaram a Associação Olga Benário, e fincaram sede em um galpão localizado na rua Alfredo Lourenz, número 37, próximo ao terreno reintegrado.

Mais Luta

No sábado (12/12), as famílias farão no Capão Redondo um ato político com o objetivo de comemorar a primeira vitória da desapropriação e reforçar a luta que continua sendo feita. Às 12h haverá concentração em frente à sede da Associação e uma caminhada até a rua Ana Aslan, onde acontece o ato, exposição de fotografias, projeção de filmes sobre o despejo.

Ana Aslan

O terreno, de 14 mil metros quadrados localizado na rua Ana Aslan, era de propriedade da Viação Campo Limpo, vazio há 20 anos. Possuía dívidas junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e ao Banco América do Sul, que ultrapassavam R$ 7 milhões. Como o projeto habitacional previsto para a área desapropriada não comporta o atendimento de todas as famílias do Olga Benário, outra área, ao lado do antigo acampamento, também foi desapropriada, com publicação no Diário Oficial.