| Camponeses intensificam a luta no Norte do ES e fecham mais 3 pontos de acesso à área da Petrobrás Por MEIO AMBIENTE 17/12/2009 às 14:15 Depois de 7 dias de protesto e fechamento dos terminais de Petróleo no norte do estado, sem nenhuma resposta da Petrobrás ou do governo estadual quanto às suas reivindicações, os integrantes do Movimento dos Pequenos Agricultores fecharam na manhã de hoje, 16, mais três pontos de acesso às unidades da Petrobrás. Desde a madrugada de quarta-feira, dia 09, o Terminal Norte Capixaba (TNC) e as Unidades SM-8 e FAL se encontram interditados pelo movimento. Hoje foram fechadas também a antiga estrada do "gualter", o "posto paulista" e as "3 pistas", que ligam a BR 101 à região do Nativo. Com essa ação, vários pontos de extração, e todos os pontos de armazenamento e embarque de petróleo no Norte estão paralizados. Segundo alguns trabalhadores da própria Petrobrás, cerca de 800 funcionários da empresa estão parados em função da mobilização. Há uma semana os camponeses e moradores locais reivindicam soluções para os problemas causados pela atividade de extração de Petróleo no Norte do Estado, e cobram do Governo Estadual e da empresa ações para dar fim aos impactos ambientais e socias vivenciados pela população da região. Leia a matéria completa. Os camponeses denunciam crimes ambientais como a destruição de áreas de preservação do Nativo e a contaminação da águal com produtos químicos utilizados na extração do óleo. A atuação da Petrobrás também tem causado outros impactos como a falta de água nas comunidades locais e a danificação das estradas em função do tráfego de carretas e caminhões que prestam serviço à empresa. Por isso, o movimento reivindica também o asfaltamento da rodovia que liga Barra Nova a São Mateus, principal via de escoamento da produção agrícola e pesqueira. A agricultura e a pesca são duas importantes atividades econômicas das comunidades locais, e com as péssimas condições da estrada, os moradores sofrem cotidianamente para garantir o transporte da produção de alimentos. Representantes da Petrobras já se reuniram com o governo do estado e com a gerência regional da empresa, mas ainda não apresentaram nenhuma resposta ao movimento. A perspectiva é de que a paralização seja intensificada enquanto permanecer o silêncio e o "jogo de empurra" de responsabilidades entre governo estadual e empresa.
>>Adicione um comentário Um povo preocupado com o próprio umbigo fecha uma empresa e argumentam usando a jogada ambiental do momento. Ok. A feia Petrobrás, braço do capitalismo estadunidense e assassina da bondade alheia, se reúne com o governo para verificar alguma possibilidade de resolução do assunto (claro, essa reunião é 'comentada' em 1 linha em todo o texto) e, como ainda os dirigentes não fizeram estudos, não verificaram a melhor resolução a curto e médio prazo, não verificaram a verba, empresas que serão contactadas para fazer a obra, licitação, trâmites legais e 'etcs', então é "jogo de empurra" e ela é a cobra q comeu a Eva, e por isso... tem q ir lá mesmo, botar fogo em empresa do governo, tacar pedra, pegar diretor, atravessar seu corpo com um pau e levar pelas ruas como se fosse o estandarte do comunismo.
Texto pouco tendencioso é bobagem. =)  | Vc acredita em "reuniões" entre população pobre atingida pelos investimentos de uma grande empresa e a própria? Acha que a Petrobras é de fato uma empresa estatal que só quer o bem comum ? Ou deliberadamente vc esquece essa enorme dissimetria de poder em nome do liberalismo de mercado ? Esse tipo de ação direta é a única forma que a população encontra de amplificar suas reivindicações e tentar mostrar a grande diferença entre o discurso deste tipo de empresa e suas práticas nefastas às populações atingidas! Você podiam colocar na parte central do CMI, uma matéria sobre os ataques a LCP.
Os camponeses estão sendo mortos, torturados, e parece que vocês simplismente fingem que nada está acontecendo!
Viva a luta dos camponeses pobres em aliança com toda a classe oprimida! Pantoja, essa não é uma forma de reinvindicação, é uma forma de pressionar uma ação que deveria ser planejada. Sei como a Petrobrás age e tenho plena certeza de que, uma vez confirmada sua culpa, a empresa teria feito algo para resolver este problema. Mas isso toma tempo e estudos. Não é só sair gritando com placas na mão que o Financeiro da Petrobrás vai liberar a verba e fazer uma estrada nova bonitinha pro povo passear com seus caminhões de exterco - e esburaca-la depois, dizendo que foi mal construída. O estudo precisa ser feito e eles têm q esperar. Não querem esperar? Então que fiquem no sol atrapalhando a própria vida mas não a vida de quem trabalha na Petrobrás, oras.
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