Os camponeses denunciam crimes ambientais como a destruição de áreas de preservação do Nativo e a contaminação da águal com produtos químicos utilizados na extração do óleo. A atuação da Petrobrás também tem causado outros impactos como a falta de água nas comunidades locais e a danificação das estradas em função do tráfego de carretas e caminhões que prestam serviço à empresa. Por isso, o movimento reivindica também o asfaltamento da rodovia que liga Barra Nova a São Mateus, principal via de escoamento da produção agrícola e pesqueira.

A agricultura e a pesca são duas importantes atividades econômicas das comunidades locais, e com as péssimas condições da estrada, os moradores sofrem cotidianamente para garantir o transporte da produção de alimentos.

Representantes da Petrobras já se reuniram com o governo do estado e com a gerência regional da empresa, mas ainda não apresentaram nenhuma resposta ao movimento. A perspectiva é de que a paralização seja intensificada enquanto permanecer o silêncio e o "jogo de empurra" de responsabilidades entre governo estadual e empresa.