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| | Atentado Contra a Ocupação Indígena no Antigo Museu do Índio (RJ)
Os ocupantes do Antigo Museu do Índio dormiam na hora do atentado. Bombeiros agiram rapidamente, o que impediu que o fogo se espalhasse por outras ocas. Às duas e meia da manhã de sábado, dia 19 de dezembro de 2009, foi ateado fogo na oca grande erguida no terreno do Antigo Museu do Índio pelos indígenas resistentes.O incêndio começou na parte de cima da oca, forrada com palhas, o que comprova ser um incêndio criminoso. A ocupação indígena no local fere uma série de interesses públicos e privados, já que o terreno é almejado pelos Governos Municipal e Estadual, com vistas na Copa do Mundo de 2014 e nas Olimpíadas de 2016. Fontes afirmam que o imóvel estaria sendo negociado pela Prefeitura do Rio por 30 milhões com uma empresa privada espanhola para demolição imediata e construção de um Shopping Center e um estacionamento para 3.000 automóveis. Leia matéria completa! | Solidariedade ao Movimento Tamoio - Carta do Santuário dos Pajés (DF) *Foto da manifestação em frente ao Maracanã em 2007 na abertura dos Jogos Panamericanos no Rio de Janeiro. O panamericano 2007 foi marcado pela maior militarização e privatização de espaços da cidade e serviu de treinamento para a política das Olimpíadas e Copa do Mundo.
mais um incêndio?! Mais um incêndio? Essa politica urbana do Rio ta se superando... aqui está um texto, que fala o por que de tantos incendios criminosos no Rio de Janeiro! [RJ] - ?Manda quem pode, obedece quem tem juízo...?, a ?revitalização? do Centro Por Rafael Nunes 21/12/2009 às 03:30 ?Manda quem pode, obedece quem tem juízo...?, a ?revitalização? do Centro para a elite carioca. texto sendo divulgado sobre a verdadeira realidade que se coloca para a população trabalhadora no Centro do Rio. ?Manda quem pode, obedece quem tem juízo...?, a ?revitalização? do Centro para a elite carioca. Tem-se divulgado e exaltado a tal ?revitalização? do Centro do Rio de janeiro como um alicerce ou ponta de lança do desenvolvimento da cidade. Inclui-se nela o projeto ?Porto Maravilha?, sendo implantado neste momento na Zona Portuária e bairros de proximidades. O ponto principal, antes de comentar se isso é verdade ou não, é sobre para quê e para quem se dá esse ?crescimento econômico? da cidade. Antes de tudo é preciso dizer que o Centro da cidade, mesmo para os empresários, não está morto a ponto de necessitar de uma ?revitalização?. O porto do Rio de Janeiro sempre transportou e recebeu muitas mercadorias a serem distribuídas na região. A importância de sua zona de exportação e importação é tão grande que muitos moradores de favela, ao estarem revoltados com a violência da policia sendo justificada pelo combate ao tráfico de drogas, eles dizem ?quer combater o tráfico? Manda a polícia ocupar a Zona Portuária, é de lá quem vêm as drogas!?. Claro que estão se referindo ao grande número de mercadorias que passam no porto do Rio de Janeiro. Da onde vêm todas as transportações as passadas pelo Estado? Claramente do maior circuito de transportes da cidade. De acordo com isso, a Zona Portuária tem um enorme potencial de lucro para as empresas interessadas. Longe de a região estar morta para ser revitalizada, ela na verdade só é um objeto de cobiça para os empresários, como um grande gerador de lucro. Diante de uma crise econômica que está se alastrando pelo mundo, mesmo que nos jornais e as medidas dos Estados insistam que está sendo superada, na verdade ela continua afetando os mercados. As soluções precisam ser tiradas da manga para garantir o lucro das empresas. O primeiro sintoma da crise econômica foi com o mercado imobiliário, onde a solução foi, por exemplo, o despejo em massa nos Estados Unidos. Isso se tornou a imagem dos reflexos mais bárbaros da crise nesse país, divulgando-se nos jornais, como os barracos que passaram a surgir em menos de um mês por conta dos despejos, formando sem-tetos. Mas nos países latinos, como o Brasil, os despejos são uma prática recorrente, assim como medidas de reformas urbanas baseada nos interesses empresariais e especulativos. Principalmente imitando cidades do ?primeiro mundo? como agora buscam se basear em Barcelona como modelo. Da mesma forma foi antes, no inicio do século 20, com a reforma de Pereira Passos baseada em Paris. De acordo com as atividades da Zona Portuária e o centro do Rio, eles são espaços que contém potencial comercial imenso. Por isso a ?revitalização? desse espaço está sendo implantada desde já como uma das soluções para o capitalismo mundial. Isto envolve interesses de uma burguesia nacional que sonha com o Brasil como potencia econômica, casando com o interesse de empresas estrangeiras e o imperialismo mundial investindo pesadamente no mercado desta cidade. Por isso não é a toa que setores poderosos da sociedade, junto com o governo Federal, estadual e municipal, estão promovendo uma série de medidas e contatos para que isso seja viabilizado. Nesse contexto, é muito conveniente as alianças e articulações feitas pelo Brasil internacionalmente, de acordo com seus atrativos comerciais, para que a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 fossem realizadas aqui. Assim de acordo com isso estão promovendo o projeto ?Porto Maravilha? assim como licitações de obras para a construção de prédios acima de vinte andares, com projetos de leis sendo aprovados. Nisso está declarado que se trata de atração comercial para o centro, onde ele será viabilizado para condomínios e zonas comerciais, tudo isso direcionado para a classe média alta, que ganha mais de dez salários mínimos. Isso mostra para qual interesse social está sendo movida a revitalização do centro. O padrão de consumo alto mostra quem irá substituir a população pobre, com zero a três salários mínimos, vivendo ali atualmente. Para promover essa reforma os governos lançam uma série de medidas para que os espaços urbanos sejam viáveis, incentivando a compra e a retomada deles. Por isso, junto com as políticas de ?choque de ordem? do Prefeito Eduardo Paes, atuando como lacaio dos empresários, promove uma expulsão da população mais pobre do centro, tirando as suas condições de moradia e trabalho. Da mesma forma que o Governador Sérgio Cabral é encarregado de cercar favelas e promover um controle populacional matando e massacrando pobres mantendo-os presos em suas casas, aceitando passivamente a opressão, o prefeito faz igual no Centro mandando a guarda municipal usurpar e aterrorizar camelôs e promovendo despejos contra comunidades pobres. Ao mesmo tempo, nos espaços com dividas de IPTU, o governo se dispôs a pagá-las, ou seja, anistiar os empresários para que ficassem sem dificuldades. Enquanto isso, ele continua a exigir impostos dos trabalhadores informais e mais pobres. Com a imagem de uma perfeita ?democracia? o governo fica como inocente na história. Por isso o próprio Eduardo Paes tem declarado a importância de expulsar a população mais pobre do centro, dizendo que estão vivendo de forma ilegal, morando em cortiços, ocupações e trabalhando como camelôs. O ?choque de ordem? se trata, segundo as autoridades, de uma legalização da cidade, acabando com qualquer modo de vida que não seja de acordo com isso, tratando pobres como sonegadores de impostos, logo, violadores da lei. Mas o que o governo não quer que as pessoas vejam é que somos todos ilegais, pois a ?justiça da lei? age sempre de acordo com quem tem mais dinheiro, como todo ?bom Estado? funciona. Se os camelôs e sem tetos estão trabalhando, morando e vivendo nessas condições não é por serem ilegais, pois os impostos e atribuições ao Estado e às empresas já são fornecidos pelas mercadorias que circulam ou consomem, assim como os seus direitos sociais usurpados, como a educação, moradia, trabalho, saúde, tudo isso ampliou a sua exploração e jogou milhões na miséria, garantindo a acumulação de riquezas nas mãos da elite empresarial. O governo trata essa população como lixo, jogando-a nas piores condições de vida e no limite da legalidade. Então, se os pobres são ilegais é por que as elites são criminosas na exploração. Sabe-se que para garantir os privilégios só os direitos dos ricos são garantidos e os pobres devem obedecer, segundo as autoridades. Por isso que dos mais de 500 despejos promovidos contra populações desde o começo deste ano, a maioria foi sem ordem judicial, assim como os mais de 50 incêndios criminosos feitos no Centro do Rio permanecem sem esclarecimento. Claro que destes imóveis incendiados, a maioria eram depósitos de camelôs, ocupações de moradia e espaços tombados por patrimônio cultural. Pode-se dizer que o governo está sendo cúmplice de um verdadeiro incêndio em massa na cidade, assim como foi no governo de Carlos Lacerda, durante a Ditadura Militar, contra comunidades em vista de expulsão. Todo o dinheiro da revitalização é fruto da exploração em cima desta população mais pobre, então qual o retorno social se a única medida é expulsá-la do centro? É exatamente essa população que gera o lucro de tais empresas, financiado pela sua miséria, enquanto é ela mesma que pode promover problemas para a imposição de suas políticas, já que seu grande número e importância como força de trabalho (faxineiros, terceirizados, informais e outros serviços na oferta de desempregados querendo emprego) obriga as elites a terem respaldo popular. Onde atuam iludindo os mais pobres com programas assistencialistas de pouquíssimo resultado, mas no final sempre contam a mais brutal repressão calculada para ter o maior sucesso de coação contra eles. Por isso que mais criminosas são as elites e suas formas repressão. Onde promovem todo o tipo de terror, utilizando as forças paramilitares, policiais ou narcotraficantes. Ou então colocam para os pobres que não possuem a menor legitimidade para morar no Centro ou viver nesses espaços urbanos, como se estivessem cometendo um delito. Mas com a super-exploração e os direitos usurpados que pagam, são motivos mais do que suficientes para ocupar espaços neste lugar e resistir até as ultimas conseqüências pelo cumprimento de seus direitos, estando garantidos na Constituição ou não. A dignidade de tais pessoas, que promovem a vida de toda a cidade do Rio de janeiro, depende da garantia de seus direitos, que só pode ser promovida se a sua legitimidade de resistir estiver sendo reconhecida e praticada. Portanto é correto que essa população, sob a ameaça de ser expulsa do Centro, lute pelos meios necessários para permanecer ali e conquistar todos os seus meios de qualidade de vida! resistencia o sufoco pelo qual passa negros e trabalhadores sendo expulsos das areas valorizadas do Rio, desde o centro até a tijuca, nos maracanã, exatamente por serem pobres, cuja miséria financia os lucros destas empresas envolvidas com a especulaçao imobiliaria... o mesmo vale para a populacao indigena, secularmente usurpada, explorada, oprimida, que se não lutar para reparar o roubo que foi feito contra seu povo, será cada vez mais massacrada. http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/12/461364.shtml . Os judeus recuperaram suas terras
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