Dele participam mulheres e homens, bissexuais, heterossexuais, homossexuais e Transexuais preocupados em defender medidas históricas contempladas no 3º Plano de Direitos Humanos, apresentado pela Secretária nacional de Direitos Humanos do Governo Federal. Dentre estes direitos estão: a união civil entre pessoas do mesmo sexo, a criminalização da homofobia, a legalização do aborto e a adoção homoparental. Estas propostas foram duramente atacadas, sobretudo pela imprensa conservadora e por lideranças religiosas católicas (CNBB).
Em defesa do PNDH3, destas propostas, os participantes querem por meio de sua afetividade vir a público expressar seu comprometimento e apoio a implementação destas políticas públicas, e ainda expressar seu repúdio confusa e cheia de má fé que o plano foi atacado. Pensamos que o caráter laico da sociedade brasileira deve ser fortemente respeitado.
O 3º Plano Nacional de Direitos Humanos foi amplamente discutido com a sociedade na Conferência Nacional de Direitos Humanos em 2008. Ao ser divulgado, entretanto, em dezembro do ano passado passou a ser criticado e distorcido por setores da sociedade brasileira que fazem dos seus interesses privados, interesses públicos. Entre estes setores está a direita partidária, a imprensa conservadora e setores reacionários religiosos.
O PNDH3 toca em questões fundamentais para a sociedade brasileira, e busca corrigir distorções graves relativas aos direitos do cidadão brasileiro. É por isso que visando justiça, liberdade e igualdade ele recomenda: a descriminalização e a legalização do aborto, o apoio a uma legislação que garante igualdade jurídica para lésbicas, gays, travestis e outros, como a lei que reconhece a união civil entre pessoas do mesmo sexo, recomenda que se assegure um marco jurídico na questão dos conflitos agrários e, por fim, recomenda a instituição de uma comissão para investigar os crimes de tortura perpetrados pelo exército durante a ditadura militar.
O plano também prevê o cumprimento da Constituição quanto ao caráter laico do Estado brasileiro e pede a retirada de ícones religiosos de instituições públicas, para preservar os valores da igualdade na diversidade, alteridade e a valorização da pluralidade.
Setores da sociedade brasileira que habitualmente escondem seu conservadorismo em uma retórica politicamente correta foram finalmente evidenciados por seu caráter retrógrado, anti-libertário e preconceituoso. Com nossos beijos queremos contribuir para tornar o Brasil mais humano, mais digno e mais igualitário.
