| Haiti: Por que a ajuda vem armada? Por HAITI 21/01/2010 às 17:32 Mais de uma semana depois do terremoto, a ajuda finalmente começa a chegar nas cidades do interior do Haiti e os/as haitianos/as perguntam: por que a ajuda vem armada? Não há uma guerra no Haiti, por que as armas? A ONU declarou que quer primeiro cuidar da segurança no país para depois darem auxílio. Notícias divulgadas pela mídia corporativa fala de caos e assaltos nas ruas do Haiti, matérias sobre presos terem conseguido escapar da cadeia depois do terremoto e relatos de saques tomam boa parte do que vem sido divulgado pela "grande mídia". Entretanto, relatos de meios de comunicação independentes e organizações sem fins lucrativos que estão no Haiti desmentem que exista um problema com "segurança" no país. A jornalista independente Amy Goodman, apresentadora do programa DemocracyNow!, dos Estados Unidos, está no Haiti desde o começo desta semana. "Eles estão recebendo quase nenhuma ajuda. Passamos de uma família para outra, e eles disseram, continuamente, que suas vidas estão nas mãos de Deus. A própria ONU fez a declaração sobre a segurança. E nós queríamos saber a que eles estavam se referindo. Andamos livremente de um lugar para outro. As pessoas estão desesperadas, mas certamente pacíficas." Ela também relata que a ajuda está centralizada no aeroporto em Porto Príncipe e que não está indo para o resto do país: "E o que fizemos ontem foi o que apenas alguns jornalistas fizeram: saímos de Porto Príncipe e fomos ao longo da costa para Carrefour e Léogâne. Este é o epicentro. Lá é onde a ONU emitiu sua declaração, dizendo que eles reconhecem que 90% dos edifícios caíram, que milhares de pessoas foram mortas. Mas, segundo eles, a menos que pudessem garantir a segurança, eles não iriam fornecer ajuda lá. Isso é tremendamente assustador." Leia a matéria completa. Links: DemocracyNow! Terça 19 de janeiro (Inglês com transcrições traduzidas para o Espanhol) | DemocracyNow! Quarta 20 de janeiro (Inglês com transcrições traduzidas para o Espanhol). O doutor Evan Lyon, que vem trabalhando no Hospital Geral (o maior hospital do Haiti) disse em entrevista para o DemocracyNow!: "Eu estou vivendo num bairro com o meu amigo. Estou ficando com alguns colegas médicos haitianos. Nós estamos circulando pelas ruas entre uma e duas da manhã, movendo pacientes, movendo suprimentos, tentando fazer o nosso trabalho. Não há segurança. A ONU não está nas ruas. Os EUA também não estão nas ruas. A policia haitiana não estão conseguindo ficar nas ruas. Mas também não há insegurança. Eu não sei se vocês estavam do lado de fora ontem a noite, mas você consegue ouvir até um pingo d'água nessa cidade. Esta cidade é um lugar pacífico. Não há uma guerra. Não há uma crise, a não ser o sofrimento que está ocorrendo." Além disso, Amy Goodman fala sobre a extrema organização da população nos acampamentos de refugiados montados por todo o país, cada um com cerca de mil pessoas: "... eu penso que nós estamos falando de anarquia do governo, a incrível força comunal da comunidade. Estes campos de refugiados, esses campos menores e maiores que o número chega na casa dos milhares, são comunidades organizadas. À noite, eles colocam pedras na rua. Se você não conhecesse essas comunidades, você diria: 'O que está acontecendo aqui? Certo? São estes, você sabe, os anarquistas? Eles são violentos? Eles estão ameaçando?' Eles estão protegendo suas comunidades e aqueles que estão dentro. E eles não querem que as pessoas de fora entrem, especialmente à noite. É extremamente organizado a nível local, entre bairros, as pessoas ajudando-se mutuamente." O jornalista Kim Ives, que está viajando junto com o DemocracyNow! responde a pergunta de Amy Goodman sobre a organização das comunidades: "Oh, e as organizações comunitárias, nós vimos na outra noite em Mateus 25 (bairro onde há um alojamento com cerca de 600 pessoas desabrigadas), a comunidade onde nós estamos ficando. Um descarregamento... um caminhão cheio de comida veio no meio da noite sem avisar. Poderia ter ocorrido uma briga. A organização da população local foi contactada. Eles mobilizaram imediatamente os seus membros. Eles vieram. Organizaram um cordão. Enfileiraram cerca de 600 pessoas que estão ficando no campo de futebol atrás da casa, que também é um hospital, e eles distribuíram a comida de forma ordenada, em porções iguais. Eles eram totalmente auto-suficientes. Eles não precisam dos "Marines". Eles não precisam da ONU. Eles não precisavam de nenhuma dessas coisas que estão nos falando que eles precisam, ditas também pela Hillary Clinton e o ministro do exterior. Essas são coisas que as pessoas podem fazer por elas mesmas e estão fazendo por elas mesmas." Na manhã da quarta-feira, 20 de Janeiro, houve outro tremor, e ainda não se sabe que prédios foram atingidos pelo tremor e quais foram as vítimas. Mas é lógico que isso traz pânico à população que teme por suas vidas. Ninguém sabe se haverão outros tremores. Por enquanto os grupos de ajuda continuam chegando e os que já estão no país estão trabalhando dia e noite construindo hospitais, atendendo as pessoas e distribuindo água e comida. Mesmo assim muita gente está morrendo por falta de cirurgia, o grupo de ajuda médica Partners in Health disse que cerca de 20.000 pessoas estão morrendo por dia que poderiam ser salvas com cirurgia.
>>Adicione um comentário O site de notícias Rebelion.org divulgou hoje o artigo "Un Acuerdo Secreto Préval-Obama? cedería el control de Haití a Estados Unidos, no qual afirma que o presidente Préval assinou um acordo com os Ianques, entregando a eles o "controle" do Haiti, esse é o acordo secreto divulgado pelo site de notícias Rebelion.org. O aeroporto de Puerto Principe está sendo controlado pelos gringo, há relatos que eles estejam impedindo a ajuda alimentar vinda de países "inimigos", como é o caso da Venezuela que mandou médicos e alimentos. o artigo está neste link http://www.rebelion.org/noticia.php?id=99064 Leia, fique sem resposta e apague:
Por que o exército do Lulinha Paz e Amor foi para o Haiti com armas e não carregando flores?
CMI hipócrita véio de guerra! hahaha cara, vc é um imbecil, idiota msm onde o cmi ta defendendo o exercito do lulinha???? vai estudar e ler mil vezes!!! burro!!!!  | http://www.viomundo.com.br/entrevistas/heloisa-villela-trabalhamos-e-choramos/ Heloisa Villela: "Trabalhamos e choramos" Atualizado em 20 de janeiro de 2010 às 12:39 | Publicado em 20 de janeiro de 2010 às 01:01 por Conceição Lemes Desde quarta-feira, 13 de janeiro, a jornalista Heloisa Villela, correspondente em Washington da TV Record, está no Haiti. Integram a equipe o repórter cinematográfico Joaquim Leite Neto e o produtor Sérgio Bermejo. Os três voaram da capital dos Estados Unidos para Santiago, na República Dominicana. Daí, prosseguiram a viagem de carro. Foram sete longas horas, com direito a pneu furado, estradas esburacadas e sem asfalto. Os sinais do terremoto surgiram apenas na entrada da capital Porto Príncipe. Estrada rachada, casas tombadas, prédios destruídos. Mas era apenas o começo. ?Dentro da cidade, a realidade é de embrulhar o estômago e cortar o coração. Gente andando para lá e para cá, com malas, cestas, tinas cheias de coisas. Aparentemente, levando o que sobrou, quem sabe para onde?, relata Heloisa Villela, em entrevista ao Viomundo. ? Não sei nem mais que palavras usar para descrever o que acontece, no que se transformou a capital do Haiti. Um amontoado de escombros, de gente perdida, de desesperança.? Viomundo -- Está hoje no portal do Estadão com informações do jornal O Estado de S. Paulo uma matéria com a seguinte manchete: Sem controle, saqueadores tomam conta no Haiti. É verdade? Heloisa Villela -- Isso não existe!!! Essa não é realidade no Haiti, inclusive em Porto Príncipe. Querer mostrar que aqui é perigoso, além de leviano e irresponsável, é um desserviço para o trabalho de resgate e de ajuda humanitária. Tanto que todos os jornalistas estão circulando pelas ruas. Mas por conta desse alarme louco de alguns órgaos de imprensa, a ONU não quer deixar médicos e pessoal com caminhões de comida e outras coisas saírem do aeroporto sem escolta. O que, evidentemente, atrapalha e atrasa tudo. Viomundo -- Será que é o medo que a imprensa branca tem dos pobres e pretos? Heloisa Villela -- Com certeza, parece. Não passei nenhuma situação de perigo. Só fui bem tratada pelos haitianos, apesar da situação terrível que eles estão enfrentando. Na entrada de carga do aeroporto, deparei com um monte de motoristas da República Dominicana com toneladas de mantimentos. E eles vieram perguntar como conseguir uma escolta. Eu disse a eles que podiam ir sem problema. E eles ficaram mais tranquilos. Quando passaram, fiquei impressionada. Eram cinco caminhões enormes! Imagine se eles ficassem parados... Viomundo ? Você está em Porto Príncipe há uma semana. Antes de chegar, tinha ideia do tamanho da tragédia? Heloisa Villela ? Não! Mas não mesmo! Saí de casa, em Washington, às 5 da manhã de quarta-feira, 12 horas depois do terremoto. E sabia que havia destruição. Mas tanto assim, acho que ninguém ainda imaginava... Viomundo ? No primeiro e-mail que trocamos, na sexta-feira, você disse num trecho: ?nós choramos e trabalhamos...? O que te chocou mais quando chegou? Heloisa Villela ? Os corpos? Gente apodrecendo na rua, nas calçadas. Corpos no meio do lixo. Imaginar que a vida termina assim... Quando subimos uma rua do centro da cidade, vimos uma casa funerária destruída mas ainda de pé. Quando cheguei perto, havia mais de 10 corpos lá dentro, meio cobertos com lençóis. Não sai da minha lembrança a imagem que estava ao lado, a cabeça de uma senhora de cabelos grisalhos presos num coque. Uma mulher passou em frente na mesma hora e quase vomitou. Começou a chorar desesperada. Tinha perdido todos os parentes e aquela cena certamente trouxe toda a tristeza e a dor à tona. Eu fiz uma entrevista com ela e quando terminei, também desmoronei. Mais tarde, fomos a um bairro chamado Petionville, onde mora a classe média alta. Também está no chão. Fomos até uma escola e uma voluntária que trabalha lá nos mostrou o prédio que foi de três andares. Um desabou sobre o outro. Na hora, umas 200 crianças ainda estavam em sala de aula. Essa cena foi difícil aguentar. Olhar no chão peças de quebra-cabeça, cadernos, provas, uniformes?A história da escola realmente acabou comigo... Viomundo ? Que outra imagem te marcou muito? Heloisa Villela ? Eu vi um corpo sendo queimado. Me disseram que era um ladrão. Foi pego em flagrante e a população julgou e condenou na hora. Viomundo ? Em agosto de 2005, você esteve em Nova Orleans, cobrindo o furacão Katrina, outro horror. Daria para fazer um paralelo entre essas duas tragédias? Heloisa Villela ? Andei pensando nisso. É difícil comparar, mas ao mesmo tempo não é. No Katrina, o que deu muita revolta foi ver que as pessoas que morreram no Ninth Ward, uma área bem pobre da cidade, poderiam ter sido salvas. O governo sabia que ia enfrentar um furacão sem precedentes. Mas não disponibilizou ônibus para retirar os moradores que não tinham carro ou saúde para se locomover a pé. Aqui em Porto Príncipe, dá revolta também, mas fica um pouco mais difícil focar essa raiva. A cidade é um amontoado de gente. A grande maioria, pessoas que vêm em busca de trabalho já que a agricultura foi destroçada e o projeto econômico passou a ser construir fábricas para fazer roupas para os estrangeiros. Todas as griffes famosas, que vendem caríssimo na Quinta Avenida, em Nova York, usam a mão-de-obra barata do Haiti e de outros países. Há a construção precária, barata, a ausência de um código de obras que obrigue as construtoras a fazer casas que resistam a tremores... Como você vê, são várias coisas. É um conjunto de problemas. Viomundo ? O que acha que os haitianos vão pensar depois de tudo isso? Heloisa Villela ? Não sei... Mas tivemos a sorte grande de conhecer um pastor haitiano no caminho, que trouxemos de carro da fronteira para cá. Ele nos apresentou o Pierre, um rapaz que trabalha em vários orfanatos da igreja deles. São 17 orfanatos, com mais de 2.500 crianças no país. Nenhuma morreu!!! O Pierre conversou muito comigo. Lamentava, dizendo: ?meu país esta quebrado. Partido?. Mas, em seguida, foi para a política, reclamando que não existe nenhum representante que faça algo pelo povo. Nunca houve. A conclusão dele é de que o Haiti precisa de um outro tipo de político, que atenda às necessidades da população. Viomundo ? Neste momento, o que dói mais? Heloisa Villela ? São os acampamentos gigantescos. As pessoas dormindo em qualquer calçada. Muita gente! É a total desesperança e falta de perspectiva... Viomundo ? Você conseguiu presenciar algum final feliz? Heloisa Villela ? Infelizmente, por enquanto, não. Acompanhamos a tentativa de resgate em uma outra escola. A equipe da República Dominicana, que trabalhava no local, batia nos escombros e ouvia as batidas de volta. Eles estavam entusiasmados e desesperados porque estava muito difícil chegar ao interior do prédio. Não pude ficar para ver o resto da operação porque estava na hora de mandar as imagens do dia para o Brasil, por satélite. Mas assim que ficamos livres novamente, voltei lá e vi dez bolsas plásticas com corpos dentro diante dos escombros? Viomundo ? Desde 2004, o Brasil está no Haiti, integrando a missão de paz das Nações Unidas. O que a população haitiana está achando das tropas brasileiras lá nesta catástrofe? Heloisa Villela ? Por enquanto não tenho nenhuma informação ou observação a este respeito. Tentei dar um pulo na base brasileira para sair com eles [militares brasileiros] pelas ruas, mas encontrei tantas coisas no caminho que acabei não chegando lá. Amanhã, vou tentar novamente. Achei melhor relatar o que está acontecendo com os haitianos em vez de fazer matérias sobre os brasileiros no terremoto do Haiti... Viomundo ? Há informações de que os estadunidenses apoderaram-se do aeroporto de Porto Príncipe e estariam boicotando a aterrissagem de aviões brasileiros e até franceses. É real? Heloisa Villela ? Infelizmente, acho que isso que gera muito ciúme. Mas o fato é que os americanos chegaram em peso, com mais de cinco mil homens e mulheres da marinha, do exército e da aeronáutica. Imediatamente, começaram a arrumar o aeroporto. Ocuparam a torre de controle, com os haitianos, e trouxeram equipamento de rádio, instalado em barracas, próximas da pista, para controlar a chegada e a saída dos vôos. No domingo, por exemplo, dois vôos da FAB estavam listados. Um para chegar pela manhã e outro à tarde. Não sei se pousaram, mas estavam na lista do americano, que respondia pela torre de controle. Então, realmente não sei se existe boicote. O que eu vi foram vários helicópteros americanos sendo carregados com água e comida enquanto havia sol. Sem parar. Isso, nós temos de admitir, eles sabem e podem fazer muito bem. Têm os equipamentos, o pessoal e o dinheiro. O exército brasileiro, que trabalha duro aqui, até onde eu vi, não havia se mobilizado para restaurar o funcionamento do aeroporto. Os americanos vieram e fizeram o trabalho. E ainda vão fazer muito mais aqui no Haiti, porque eles têm uma população grande de refugiados haitianos em Miami e não querem perder terreno nas Américas. É como disse o sábio Pierre, em uma das longas manhãs, dirigindo para cima e para baixo: ?O Chávez [Hugo Chávez, presidente da Venezuela] nos ajudou muito instalando energia elétrica, construindo parques. Os americanos não gostam?. E é isto mesmo. Os Estados Unidos não querem dar espaço ao Chávez. Por isso vão investir bastante aqui. Se eu fosse haitiana, iria achar ótima a chegada dos americanos e continuaria cultivando a amizade e simpatia dos brasileiros. Usaria toda a ajuda que aparecesse. Então, do ponto de vista deles, que são as vítimas dessa tragédia, ainda bem que os americanos chegaram e o resto do mundo também. Viomundo ? Os Estados Unidos poderiam estar atuando no Haiti desde o início, inclusive com equipes médicas, e não o fizeram. Seria para deixar o caos se estabelecer, depois aparecerem como os salvadores da pátria? Heloisa Villela ? No primeiro momento, acho que ninguém conseguiu ajudar. Era muito caos. Aeroporto fechado, porto danificado? Não sei se dá para dizer que eles podiam ter feito mais e não fizeram. Ninguém fez. Mas acho que essa ajuda é estratégica e humanitária. Dá vontade de vomitar ao ver o Obama chamar o Bush e o Clinton para liderar o fundo de ajuda ao Haiti. Ou seja, todas as políticas erradas adotadas pelos dois terão continuidade na nova administração. Uma pena, mas nenhuma surpresa. Viomundo ? Tem quem diga que o Brasil teria sido escanteado com a chegada dos estadunidenses. Que papel o Brasil desempenha lá agora? Heloisa Villella ? As tropas brasileiras fazem a segurança, como já vinham fazendo. E só poderiam fazer mais se houvesse um incremento de pessoal e equipamentos. Mas diante da imensidão dessa tragédia, não tem o menor sentido essa discussão. Quem faz mais, quem coordena, não me interessa. É como disse uma americana que tem orfanatos aqui: ?Entrevista? Não estou interessada. A não ser que vocês tenham comida para as minhas crianças!? Viomundo ? No socorro à população, o que importa é a solidariedade. Heloisa Villela ? Com certeza. Tanto que não vi aqui ainda qualquer discussão sobre a origem de quem está ajudando... Mas parece haver algum tipo de coordenação, que divide as áreas da cidade e entrega para as diferentes equipes. Quem tem uma presença muito marcante, aqui, nas ruas, limpando escombros e trabalhando pesado, são as equipes da República Dominicana, país vizinho do Haiti. Viomundo ? Como está o atendimento dos feridos? Heloisa Villela ? Um caos. Uma tristeza. Tem gente ferida nos acampamentos. Mas os pacientes graves são levados para o hospital, que não tem condição de atender à todo mundo. Várias camas foram improvisadas do lado de fora, onde o sol inclemente não ajuda nada? Viomundo ? Países estão mandando água e alimentos, que não chegam à população como deveriam. Por quê? Heloisa Villela ? Ontem, ouvi na rádio que um depósito de comida da ONU foi invadido pela população e que os americanos, agora, vão fazer a segurança dele. Ainda não vi distribuição de comida nas ruas. Mas vi muita água sendo entregue na rua e jogada do ar, ou entregue em mãos, quando os helicópteros pousam, como foi o caso do voo que eu acompanhei, que também levou caixas com aquela comida do exército. Uma pasta rica em proteína. Mas sei que várias áreas de Porto Príncipe estão intransitáveis. Não se pode passar de carro. Não vi até agora uma organização no sentido de juntar os sobreviventes e desabrigados para facilitar a entrega de água e comida, descobrir quem está vivo e quem está perdido, juntar parentes... Viomundo ? O que vai ser do já tão miserável Haiti? Heloisa Villela ? Impossível de responder. Pobreza e miséria, agora, agravados pela tragédia.No momento, não vejo como essa cidade vai voltar a funcionar, a existir. O país precisa de um mínimo de organização política que nasça de baixo, que realmente represente esse povo. Enquanto a minoria que ganha dinheiro à custa da miséria continuar no poder, o mundo pode ajudar à vontade, mandar muito dinheiro, que a realidade não vai mudar.  | não odeie a mídia. seja a midia! ((i))  Banksy, mais atual que nunca  | A desgraça que se abateu sobre o povo do Haiti desperta o sentimento de solidariedade na maioria das pessoas. Por empatia ao sofrimento alheio, estas pessoas se mexem para tentar ajudar no que for possível as vítimas da calamidade. As ajudas humanitárias nesses casos sempre são gigantescas. Mas alguns enxergam somente as oportunidades políticas diante da desgraça alheia. Aproveitam o momento delicado para tentar conquistar seus objetivos políticos de forma extremamente fria. O governo Lula já havia selecionado o Haiti antes como seu palco experimental para ações imperialistas, com o assento permanente no Conselho de Segurança da ONU em vista. Trata-se de uma verdadeira obsessão desse governo megalomaníaco, que já custou muito caro aos contribuintes brasileiros. O Haiti virou uma espécie de Iraque brasileiro. Após o terremoto, com o envio maciço de ajuda do governo americano, o governo Lula parece disputar a liderança de quem faz mais pelo Haiti. O ministro Celso Amorim chegou a acusar o governo americano de prejudicar os trabalhos humanitários. Agora, o presidente Lula editará medida provisória liberando mais R$ 375 milhões ao Haiti. Alguém acredita na solidariedade sincera dessa gente? É fácil mostrar ?compaixão? quando quem paga por isso são os outros. É fácil ser ?solidário? com o esforço alheio. Os recursos são escassos, e o governo não produz riqueza; ele apenas transfere de uns para outros. Quando indivíduos resolvem doar seus bens para as vítimas do Haiti, isso é solidariedade, e acontece aos montes. Mas quando políticos assinam decretos transferindo compulsoriamente recursos escassos de um povo pobre e sofrido para outro país, isso é politicagem. A ?ajuda? desse tipo acaba sendo a transferência de recursos dos pobres brasileiros para os governantes corruptos do Haiti, tudo em nome dos interesses políticos do governo. O uso político das desgraças alheias não é novidade, tampouco monopólio do governo Lula. Seu camarada e aliado, o fanfarrão Hugo Chávez, foi mais longe e, ignorando a dor de milhares de haitianos, preferiu usar o ocorrido para atacar de forma insana o governo americano, acusando os EUA de ter causado o terremoto, através de uma inovadora arma criada para atacar o Irã, cujo líder louco é aliado do próprio Chávez e também de Lula. Repito a pergunta: alguém ainda acredita na solidariedade sincera dessa turma?  Lula e seu aliado  | Em uma situação de calamidade pública, a segurança pode ser uma necessidade ainda mais básica do que alimento e remédio. A falta de comida e remédio podem matar, mas demora alguns dias. Um tiro mata na hora.
Nessas horas sempre surgem gangues de saqueadores que aproveitam o caos para roubar e perpetrar todo tipo de barbaridade e abuso contra a população indefesa. Detê-los é imprescendível. Responda bem rápido: como você se sentiria se estivesse perdido em meio aos escombros de sua casa, seus parcos pertences espalhados pelo chão, à mercê de bandos armados que podem fazer o que quiser? É claro, você pode fantasiar que os bandidos haitianos são revolucionários defensores do povo, e que os soldados da ONU estão lá para transformar o Haiti em uma colônia estadunidense. Mas tem hora que não dá para fantasiar. Por exemplo, quando os bandidos estão vindo, e você está sozinho. Vai fazer o que? Um discurso explicando a eles o que é comunismo, mais-valia, acumulação primitiva, imperialismo, gestão coletiva?  | Parem de alucinar. Os soldados estão lá armados por questão de segurança. Simples assim.  | Mundim, eu já estive no Haiti, e embora ser o país mais pobre da América Latina, é um país tão pacato que é possível dormir até de janela aberta, pois não há medo da violência...as tais gangues quase não existem... Os relatos das pessoas que estão no Haiti dizem que não há insegurança, o clima é tão pacífico que se "consegue ouvir até um pingo d'água" na cidade. Os "delinquentes" e "saqueadores" são pessoas desesperadas, com fome, que escavam os escombros em procura de alimentos. A resposta foi a pressão a este criminosos saqueadores. Como você já disse, a fome máta em alguns dias. A morte por fome é lenta e dolorosa. Experimente ficar quatro dias sem se alimentar. Como a ajuda demora e ninguém quer morrer de fome, a luta é pela sobrevivência...não é por maldade, mas por desespero que as pessoas vão saquear supermercados...as tropas da ONU estão lá para isso: para defender a propriedade privada, ou seja, a propriedade privada vale mais que a vida de milhões...aí, ao invés de alimentos, mandam BÁLA...  | Há menos de um mês, o Mundim disse isso: "A morte por fome é lenta e dolorosa, mil vezes preferível é morrer diante de um pelotão de fuzilamento." http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/12/461519.shtml "A falta de comida e remédio podem matar, mas demora alguns dias. Um tiro mata na hora." Ou seja, há um mês ele achava preferível morrer com um tiro do que de fome, agora ele prefere que os haitianos morram de fome... Agora, deixa eu fazer uma pergunta, Mundim: digamos que você seja pobre, muito pobre...ocorre um furacão na aldeia onde você mora e devasta tudo...você não tem condições de se mudar de lugar...fica sem nada...como você e sua comunidade se sentiria se a ajuda demora dias para aparecer e como alternativa resta pegar alimentos em um supermercado e a "ajuda" deles fosse a cassetete...aliás, pior, reprimissem você pelo simples fato de escavar escombros em busca e alimento? É muito fácil falar escondido atrás da tela de um computador, mas queria ver se vivesse a realidade...você com certeza teria condições de sair, mas e aquelas pessoas que não têm???  | Então os saqueadores são famintos desesperados que só querem se alimentar? Santa ingenuidade! O alimento se deteriora em poucas horas, ainda mais no calor do Haiti e na ausência de refrigeração. Mas o dinheiro não. Está lá na caixa-registradora...
Em todas as catástrofes aparecem gangues de saqueadores. Pode ser terremoto, black-out, enchente ou bombardeio de guerra. É assim em toda parte, foi assim em todas as épocas. As tropas da ONU estão lá para defender a propriedade privada? E acha isso pouco? Você se esquece que tanto o rico quanto o pobre têm propriedades, as gangues roubam de todos (e também matam) e com certeza o prejuízo é maior para quem já tem pouco.
Ah, sim, não há gangues no Haiti. Aquele pessoal que atira contra as tropas da ONU em Cité Soleil são patriotas defendendo seu país da invasão imperialista, né? Então tá...
Em tempo: continuo acreditando que é melhor morrer de um tiro do que morrer de fome, lenta e dolorosamente. Mas se a questão é evitar a morte, reprimir o atirador é mais urgente do que enviar alimentos.  | "Ah, sim, não há gangues no Haiti. Aquele pessoal que atira contra as tropas da ONU em Cité Soleil são patriotas defendendo seu país da invasão imperialista, né?"
Exato.  | Se existem ganguês ou não, para onde vão exatamente todos os alimentos ? As tais "ganguês" também fazem parte do povo haitiano, e provavelmente foi o único jeito que acharam para conseguir comida Imagine, é um caos total, acho que qualquer um seria capaz de fazer loucuras em uma situação dessas, mas meter bala não seria a solução Talvez a ajuda não está sendo disponível a todos, e o único modo que eles encontraram é ir até ela E é mesmo, qual o mal de ir a procura de comida no descombros? São atos de desespero, é a pura realidade E se for disputas entre governos isso por um lado se torna até bom, por o Haiti sai ganhando de uma forma ou de outra A ONU tem razão de manter pessoas armadas independente de a ver pessoas saqueando as doações , é um meio de manter a segurança , o que já é um sinal de conforto para todos, desde os que estão ali para ajudar e para os próprios haitianos. Esse é o momento certo para os corruptos do nosso brasil darem uma de que são bons , a final o mundo está totalmente virado para essa questão do Haiti, e automaticamente a mídia E horrível ligar o computador e se deparar com uma notícia : são mais de 120 mil mortos no Haiti por causa desses terremotos, é como levar um soco bem no estômago e não poder fazer muita coisa , e sentir uma culpa duvidosa, será que a causa dos terremotos não são fruto do que esta acontecendo com o mundo, como aquecimento global, entre outras catástrofes ( que é culpa nossa ) ?  | Tá certo, então, Mundim...as tais "gangues", os tais "saqueadores" são pessoas que escavam escombros. Mas onde estão estas "gangues" de saqueadores armados, Mundim? Nem os próprios haitianos vê...Os únicos homens armados que aparecem são os soldados da ONU...a não ser que saqueador é quem escava escombro em procura de alimento... Do jeito que as coisas estão, os haitianos morrerão tanto de tiro (não pelas tais "gangues" de "saqueadores", mas pelas forças repressoras) como de fome...  |  | Vamos fazer o seguinte então: Que joguem os alimentos e remédios do avião e pronto. Se quando chegar ao chão vai ser distribuido para todo mundo de forma ordenada isso é problema dos haitianos. Se vão surgir gangues e facções que vão usar da força para competirem com alimentos é problema deles. Quanto aos remédios joguem também de aviões, os médicos locais se viram.
Eu aposto que se fosse isso que os EUAS fizessem (o exato contrário) esses miseráveis aqui iriam reclamar do mesmo jeito! Iriam dizer que tratam os haitianos como porcos, jogando comida em um grande chiqueiro e sem dar o menor cuidado.
Essa corja só nasceu pra reclamar, e reclamar de um FAVOR! ISSO É UM FAVOR QUE O MUNDO ESTÁ FAZENDO A ELES! NINGUEM É RESPONSAVEL PELO DESASTRE QUE ACONTECEU LÁ! NÃO FOI CULPA DA BURGUESIA, NEM DOS RICOS, FOI UM ACONTECIMENTO NATURAL! TERREMOTOS SEMPRE ACONTECEM.. só que quando os países tentam ajudar da melhor forma possível, tentando distribuir de forma igualitária os alimentos pra não haver uns que repetiram mais de uma vez deixando os outros famintos esses filhos da puta reclamam, reclamam de algo doado, de algo dado de graça! VOCÊS SEUS FILHOS DA PUTA NÃO ACREDITAM NA SOLIDARIEDADE DE NINGUÉM. VOCÊS SÓ QUEREM ENCHER O CU DE PRIVILÉGIOS E ACHA QUE TODO MUNDO TEM QUE LAMBER O SACO DE VOCÊS SEUS COMUNISTAS DE MERDA. COMPARA A AJUDA DOS EUA COM AJUDA CUBANA E DE QUALQUER OUTRO PAIS COMUNISTA DE MERDA? COMPARA O QUE A URSS FIZERAM COM A UCRANIA MATANDO 7 MILHÕES DE PESSOAS EM 1 ANO DE FOME E A FORÇA.
VÃO TODOS TOMAR NO CU E VÃO TRABALHAR QUE NADA É DE GRAÇA. MUITO MENOS A MERDA DA SUAS IDEOLOGIAS QUE MATA MAIS DO QUE QUALQUER PATRÃO E EMPRESÁRIO.
O remédio dos socialistas e comunistas é pior que o mal que combatem!  | Aposto que o filho da puta que postou este editorial deve ser do Viva Rio: aqueles comunistinhas-caviar com uma pombinha tatuada na bunda que mandam todos desarmarem-se (exceto eles próprios, claro) e tentar repelir um bandido com flores.
Não gostam que as tropas vão armadas? Então por que VOCÊS COMUNISTINHAS DE BOSTA não vão lá tomar tiros das gangues de saqueadores armados? Qual seria o suposto interesse americano em invadir aquela merda de ilha onde não há nada que se aproveite, nem petróleo, nem minérios, nem florestas, nada?
Esses comunistinhas filhos da puta não servem para ABSOLUTAMENTE NADA QUE PRESTE. Só servem para reclamar e inventar teorias conspiratórias malucas, enquanto comem um Big Mac na frente de seus computadores importados. Vão trabalhar, CAMBADA DE VAGABUNDOS, em vez de ficar criticando a ajuda dos EUA, seus filhos da puta assassinos miseráveis!  | O que os americanos poderiam ter ao se estabelecer no Haiti? Presencia. Bases militares. Troca de governo. Subordinacao de mais um pais no mundo. Assim como tiveram presencia em Panama e tem em Colombia, Iraq, Israel, etc... Que pergunta tola. Obvio que nao quero que eles joguem a comida e os remedios de avioes como se fosse um chiqueiro, assim como nao quero que entrem com armas fazendo com que o mundo inteiro ache que eles se sacrificam ao entrar em um pais super perigoso. Meus deuses gregos é o Capitao America!... Ja ouviram essa historia antes? Eu ja. É a midia.
Nao sejam tao extremistas : "Se voces nao querem armas entao jogamos a comida do aviao". Que tal entrar sem armas e sem burocracia simplesmente destribuindo doacoes? Simplesmente fazendo o bem porque o povo precisa, sem pensar em algum efeito secundario que vai fazer bem ao seu pais.
Realmente espero que o pais se recomponha para ser melhor do que antes, com o povo no poder e nao o dinheiro no poder.
Forca Haitianos!  | Alias, a imagem do Banksy foi muito bem utilizada. Qualquer ajuda que chegar no Haiti se não tiver escolta armada, poderá não chegar a quem realmente merece. Se o Brasil não mandar as forças armadas, quem irá enviar? As comissões de direitos humanos, As ONGs de direitos humanos? Os estudantes? Deixem de hipocrisia. Se não fosse esses soldados enfrentado doenças e a própria morte, esse povo já tinha sido destruido.  | Pronunciamento da União Socialista Libertária sobre o Haiti A União Socialista Libertária do Peru saúda os povos do mundo e aos companheiros que a nível mundial lutam incansavelmente contra o Imperialismo, o Capitalismo, a burguesia e os Estados, como cabeças da opressão a nível mundial, e alem disso manifesta sua solidariedade libertária e classista para com os setores oprimidos de ditos povos, que sofrem duplamente, os efeitos de um recente terremoto, e agora, a invasão norte-americana. A tomada por parte do exército yanque do Aeroporto de Porto Príncipe (capital do Haiti), o toque de recolher desde as oito da noite, e as medidas limitativas ao trabalho de jornalistas estrangeiros a cujos governos se lhes adverte que não se responsabilizarão do que lhes ocorra e que inclusive poderiam ser presos; são uma mostra do caráter cada vez mais reacionário que evidencia esta ocupação militar. Além disso, esta situação extrema tem demonstrado também que os cascos azuis da Organização das Nações Unidas (ONU), são um simples destacamento avançado do exército imperialista de invasão internacional das nações oprimidas. Como tem sido possível apreciar, a ampla cobertura jornalista que foi feita a chegada das forças navais norte-americanas carregadas, não só de suposta ajuda, se não de armamento de todo tipo, não agradou muito ao governo de Barak Obama, pelo qual se tem tomado conta de novas previsões mais estritas enquanto ao controle e manejo da suposta ?ajuda e reconstrução? do Haiti. Por outro lado, depois do último tremor sísmico, o porta voz do Departamento de Estado norte-americano para as Américas, Gregory Adams, tem manifestado que isto gerou ?a necessidade de estender as operações dos militares estadonidenses?. Não se trata desta vez de uma invasão ao típico estilo do garrote yanque, se não uma invasão encoberta, a qual parece ser a característica do regime encabeçado por Obama. Honduras, Afeganistão, e agora Haiti assim o demonstram. O que não muda, como em outras operações encobertas, é que novamente aqui intervêm com muito ênfase a imprensa internacional ao serviço do imperialismo, maquiando a ocupação militar sob a máscara de ?luta contra o terrorismo? ou ?ajuda humanitária?. Como libertários não podemos ficar silenciosos ante este avanço do Imperialismo que pretende retornar aos piores tempos da colonização. Se as forças socialistas e revolucionárias a nível latino americano e mundial deixem passar esta nova agressão, seremos não só cúmplices dela, se não cometeremos um erro irreversível. A solidariedade ativa deve fazer-se presente. Por isto chamamos a outras forças revolucionárias a formar um bloco de resistência solidaria contra esta nova invasão do Império. Por isto devemos impulsionar a conformação de uma Coordenadoria Internacional de Solidariedade com o Haiti, que exija não só a expulsão da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH) se não de todo o exército yanqui de ocupação. Esta e outras propostas que possam surgir no calor do apoio aos ?hermanos? haitianos devem ser levadas em conta, discutidas e postas em prática de acordo com a realidade de cada país. Hoje nós devemos convocar e colocar em marcha a Solidariedade como arma carregada de humanidade e esperança. Hoje não nos devem separar bandeiras, fronteiras, cores, distâncias nem diferenças de nenhum tipo que nos impeçam de unir forças por um povo esquecido que serve como terreno de prática para as ocupações armadas que pretende impor o Imperialismo. Faz três anos foi o povo Ica no Perú, que sofreu com os estragos da natureza e a indolência de um sistema que se desnudava como impotente frente a dor humana e que só deixava notar mais ainda as enormes distâncias existentes entre ricos e pobres em nosso país. O governo peruano até agora não cumpriu as promessas de reconstrução da cidade devastada. Até hoje nossos irmãos seguem dormindo nas ruas. Sabemos que quando se empreendem ditos ?chamados de ajuda para os mais pobres? por parte dos governos e setores empresariais que acabam em corrupção, apropriação dos recursos e malversação de fundos. Estes mesmos vêm ocorrendo com o Haiti, onde se pode observar que a população segue em caos e desespero ao não chegar a comida, medicinas, roupa ?enviadas solidariamente?. Ao menos em nosso país não se pode esquecer pontos de coleta para o envio de ajuda, já existem diversas contas bancárias prontas para a ?colaboração?. Chegará esse dinheiro e a suposta ajuda até o Haiti? Agora, acreditamos que todos os setores com intenção revolucionária, de avanços, socialistas e libertários devem gerar mecanismos de denuncia da estratégia voraz do Imperialismo e seus aliados capitalistas e de apoio para a reconstrução do povo do Haiti. Por ele, exortamos ao proletariado e ao povo haitiano, a brecar tenazmente esta conjuntura adversa, e construir por cima das ruínas que hoje os rodeiam, sua liberação, como trabalho heróico próprio, desde abaixo por sua emancipação social e resistir a invasão militar capitalista. Contem com a solidariedade ativa de todos os que lutam a nível internacional pela construção e a instauração do Socialismo e da Liberdade dos povos. ¡Fora tropas de ocupação do Haiti! ¡Contra a farsa humanitária do Imperialismo! ¡Fora yanques de Haiti! ¡Solidariedade ativa e militante com o povo haitiano! ¡Contra o aproveitamento político e econômico da crise no Haiti! ¡Arriba los que luchan! 21 de janeiro de 2010 Livre tradução para a Rede Libertária/BR: Juvei URL:: http://uslperu.blogspot.com/  | Algum de vocês esquerdistas tem alguma noção do que é uma situação de calamidade? Sabem o que é uma horda de pessoas sem nada? Imaginem um bando de pessoas totalmente desesperadas sabendo que um carregamento de comida vai chegar. Sabe o que vai acontecer? Caos, brigas, mortes. Segurança é um bem de primeira necessidade sim, ou então a ajuda ainda vai causar mais mortes.
Em tempo: será que esses que falam que o Haiti é um poço de tranquilidade são os mesmos que acham que as favelas do Rio de Janeiro são tranquilíssimas? Enquanto centenas de pessoas morrem todos os dias em função da fome de dos graves ferimentos, a corja comunista, mostra do que é capaz, quando alguém precisa de sua ajuda, limita-se a lançar um manifesto de protesto de conteúdo político, com a mesma merdologia de sempre. Ajudar que é bom nada, nem se oferecem, e ainda se atrevem a criticar que está lá acompanhando e tentando fazer alguma coisa por aquele povo, no meio daquela tragédia.
É a BRIGA PELO OSSO minha gente! O que esperar desta humanidade, que desde os primórdios do que chamamos civilização, finge que confraterniza nos seguintes eventos: esportivos, festivos e em concertos de música erudita. Mas briga e mata de verdade, deixando com inveja qualquer outro selvagem menor? Deus está morto; sua piedade pelos homens matou-o! (Nietzsche) Não se esqueçam!... Nós ainda existimos... Esta civilização herdeira do Império Romano, ainda, não aceitou Spartacus! O que de fato mais impressiona no que se refere ao grau de ignorancia e alienação da militancia esquerdista , é que estes mesmos paladinos da justiça social , que ficam aí arrotando suas infantis teorias sobre o uso de armanentos para tentar manter um mínimo de ordem e organização no caos haitiano atual , teorias estas que chegam a ser hilarias , de tão desconexas que são da realidade , estes militantes não se envergonham em com a outra mão de apoiar o que ha de mais nefasto e violento em termos de ditaduras e populismos esquerdistas , como Cuba e Venezuela , na quais cabe ao exército e as milicias governamentasi reprimir a população .
Se incoerencia e ignorancia pagassem impostos no Brasil , estes caras estavam endividados pro resto da vida . Quanto absurdo.  | Enquanto isso Hugo Chavez proibiu mais algumas emissoras de TV (essas internacionais) por (pasmem) se recusarem a colocar propaganda política favorecendo a ele mesmo. Ele alega que essas emissoras trazem reportagem sobre a Venezuela e portanto, simplesmente por isso, elas são obrigadas a colocar propaganda política e discursos do Hugo Chavez. Ou seja, na Venezuela pode até haver emissoras de TV que não sejam do Estado mas elas tem que colocar propaganda política de modo obrigatório, mesmo quando não é em época de eleição.
Os estudantes venezuelanos sairam na rua e foram reprimidos pela polícia.
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CARA EU QUERIA MUITO QUE ISSO ACONTECESSE NOS ESTADOS UNIDOS OU QUALQUER OUTRO PAÍS CAPITALISTA. QUERIA MUITO VER UM PRESIDENTE CAPITALISTA DE DIREITA FAZENDO O MESMO E OBRIGANDO TODAS AS TVS A FALAREM BEM DO GOVERNO. QUERIA VER ISSO PQ EU SEI QUE IRIA SAIR AQUI! IA SER BEM RÁPIDO, MUITA GENTE IA MOSTRAR INDIGNAÇÃO: O LATUFF (O DEUS CARTUNISTA DA ESQUERDA) IRIA FAZER UMA CHARGE NA MESMA HORA, TALVEZ ATÉ OUTROS CARTUNISTAS TAMBÉM COMPETIRIAM ENTRE SI PARA MOSTRAR A SUA INDIGNÇÃO ARTISTICA COM OS GOVERNOS AUTORITÁRIOS DAS DEMOCRACIAS BURGUESAS LIBERAIS... ISSO É MAIS DO QUE OBVIO, VERIAMOS UM TEXTO CARREGADO DE EMOÇÃO E MORALISMO "IGUALITÁRIO" E ANTICAPITALISTA.
AGORA, É A OPORTUNIDADE DESSE SITE (QUE ATÉ HOJE SE MOSTROU FRACO) DE SE REDIMIR E MOSTRAR QUE É UMA ESQUERDA DE VERDADE, MOSTRAR QUE ANTES SE APEGAM A LIBERDADE DO QUE A SIMPLES OBEDIENCIA PARTIDARIA, MOSTRAR QUE NÃO SE ENQUADRA NO CRONOGRAMA. MOSTRAR QUE SABE QUE ERROU, MOSTRAR QUE CONDENA O ATO AUTORITARIO(COM GANAS DE SER TOTALITÁRIO!)
MAS NÃO, ISSO NÃO VAI ACONTECER. MESMO EU DANDO UMA CHANCE DESSAS ISSO NÃO VAI ACONTECER. NENHUM DELES SE PREOCUPA COM OS POBRES, NENHUM DELES SE PREOCUPA COM O SER HUMANO. ELES (FINGEM) AMAR A HUMANIDADE NO GERAL, MAS ODEIAM DE FATO OS HOMENS PARTICULARES. NÃO EXISTE HUMANIDADE SEM HOMENS, ASSIM COMO NÃO EXISTE VIRTUDE SEM CORAGEM E ISSO ELES NUNCA VÃO TER. ELES JAMAIS VÃO IR CONTRA UM ESQUERDISTA PARA PROTEGER UM POBRE DA TIRANIA DESTE, PQ AO CONTRARIO DO QUE ELES DIZEM, NÃO EXISTE IGUALDADE, E ELES DE FATO SÓ FAZEM ACENTUAR CADA VEZ MAIS ISSO. PARABÉNS CMI, VCS CONSEGUIRAM ABRIR OS OLHOS DE MUITA GENTE PARA ELAS DEIXAREM A BOSTA DA ESQUERDA. PARABÉNS POR SEREM IDEPENDENTES! PARABÉNS POR SEMPRE MOSTRAREM OS PODRES DE TODOS OS POLÍTICOS, INCLUSIVE DOS QUE VCS LAMBEM O SACO... VCS SÃO D+!  | Eu nao dou a razao para o Chavez de estar fechando tantos canais de televisao, mesmo que ele esteja abrindo canais comunitarios independentes.
Mas so para voce saber um pouco mais em vez de ser estufado com a midia americana ve esse filme: A revolucao nao será televisionada.
Tavlez ae voce entenda porque ele esta fazendo isso e qual é o medo dele.
divitase aprendendo Vem armada primeiramente para garantir a segurança do socorrista e depois das vítimas! Conhece algum gueto urbano? Já andou pelas favelas do Rio de janeiro? Se sim ,saberá porque vem armada. O país encontra-se em guerra sim, Guerra civil.. Lamentável.  | Quer dizer que um terremoto causa uma guerra civil?
Os haitianos sabem, assim como qualquer ser humano, por mais insensato que seja, que se agredirem os "socorristas" ou fizerem balbúrdia a ponto de tornar a ajuda impossível, vão cessá-la. Mesmo o instinto básico (o animal mesmo) direciona o comportamento nessa direção (mal-comportamento = fome).
Logo, o que é divulgado pela grande mídia (que são todos uns 'animais', que se matariam por uma banana), a atitude do exército (agindo como se todos os haitianos necessitassem de tratamento dispensado à bandidos) e o ponto de vista de alguns govenantes/corporações internacionais, sejam somente para montar uma imagem péssima do Haiti. O que "justificaria" uma ocupação por tempo imdeterminável e uma "administração" estadunidense.
Por mais que já houvesse algum estado lamentável e desordem social, isso, junto com os recentes acontecimentos, vão ser usados para algum tipo de "dominação" do país. Eu não tenho dúvida disso.
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