As leis da física dizem que é impossível criar um "moto perpétuo", um aparelho que se mantém em movimento eternamente sem receber energia externa. Mais impossível ainda, segundo tais leis, é que esse moto perpétuo possa gerar uma energia excedente, maior do que a energia que lhe foi fornecida para começar o seu movimento.

Qualquer professor de Física, ao ouvir tais propostas, começaria a rir, e bradaria a existência das "leis da termodinâmica", da "conservação da energia", etc.

Porém, existem muitas pessoas ao redor do planeta que acreditam que é possível construir um "moto perpétuo", e mais, que é possível conseguir um rendimento maior do que 100%, ou seja, gerar uma energia de "output" (saída) maior do que a energia de "input" (energia fornecida). Grande parte dessas pessoas chama a sua teoria sobre a possibilidade de "criar" energia excedente de "overunity".

Invariavelmente, os seguidores da teoria da "overunity" são ridicularizados e tachados como loucos em todo o mundo. São chamados até de "seita". O que é extremamente injusto, já que a maioria dessas pessoas está longe de ter um comportamento de "seita", pelo contrário, são experimentadores que tentam através da prática, do método da observação, da tentativa e erro, chegar a atingir a tão sonhada "overunity".

Poucos se lembram, no entanto, que durante o século XIX, a maioria dos "cientistas" afirmava que era impossível o vôo de um aparelho mais pesado do que o ar. Na época, acreditava-se que apenas balões cheios de algum gás mais leve que o ar poderiam voar, e que aquilo que mais tarde recebeu o nome de "avião" jamais poderia sair do chão. Existiam até teses "científicas" para "provar" a impossibilidade. E isso mesmo diante do fato de que as aves eram mais pesadas que o ar e voavam todos os dias!

Até que um dia, Santos Dumont ergueu vôo no 14-Bis, um aparelho mais pesado do que o ar, e acabou com a graça dos "cientistas" e suas "teorias" e "leis".

Aliás, a título de curiosidade, é bom que se saiba que até hoje a ciência continua "penando" para explicar como o avião pode voar (isso me lembra Raul Seixas em sua música "Eu Também Vou Reclamar")! Isso mesmo. A famosa explicação clássica sobre "o ar passando com velocidade maior em cima do que embaixo" está errada e é uma falácia, como é explicado neste artigo da Wikipédia:

 http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_works_with_the_equal_transit-time_fallacy

E no entanto, todos os dias os aviões decolam e pousam aos milhares nos aeroportos do mundo!

Então, será que os defensores da "overunity" são loucos, ou podem ser futuros Santos Dumonts? As leis da física sobre a conservação da energia poderão vir a ser modificadas no futuro?

Por sinal, a lei da conservação da energia já foi revisada uma vez. Quando Einstein desenvolveu sua famosa equação E=mc², passou-se a entender que massa pode se transformar em energia e vice-versa. É assim que funcionam as usinas nucleares. E a lei da conservação da energia tornou-se a "lei da conservação da massa-energia" (massa e energia passaram a ser a mesma coisa para essa lei).

Como os defensores da "overunity" pretendem chegar a um moto perpétuo e "criar" energia excedente?

Muitas abordagens já foram tentadas ao longo dos anos, envolvendo várias forças naturais, como a gravidade e o magnetismo. O magnetismo, em particular, é um dos campos mais promissores para a criação de "overunity".

Desde os primórdios, os imãs permanentes sempre intrigaram a humanidade. De onde vem sua energia de repulsão e atração? Os criadores de motos perpétuos também sempre foram fascinados pelos imãs permanentes, e tentaram utilizá-los em seus dispositivos (até hoje, pelo que se sabe, sem sucesso).

Porém, alguns investigadores do campo da "overunity" começam a perceber que imãs permanentes, sozinhos, não podem gerar um moto perpétuo. Mas podem ser promissores se utilizados em combinação com algo chamado eletro-imã.

Um eletro-imã nada mais é do que um imã artificial, criado pelo homem, geralmente fazendo eletricidade fluir em uma bobina. Eletro-imãs são utilizados nos motores elétricos (como de ventiladores) e em guindastes para erguer objetos metálicos.

O que tem intrigado muitos investigadores são as grandes possibilidades oferecidas pela combinação de imãs permanentes com eletro-imãs.

Vejamos por exemplo, este vídeo publicado no YouTube:

 http://www.youtube.com/watch?v=9kCkROMSGG0

O autor do vídeo, através de uma série de testes, demonstra que, com a mesma quantidade de energia elétrica fornecida a um eletro-imã através de um capacitor, um imã permanente mais pesado, porém com campo magnético mais forte, pode ser arremessado mais longe do que um imã permanente mais leve, porém com um campo magnético mais fraco. A intensidade da força de repulsão foi proporcional exclusivamente à intensidade do campo magnético do imã permanente, sem alteração na energia de "input" fornecida à bobina (eletro-imã).

Tudo isso tem feito muitos investigadores de overunity concluírem que, utilizando-se imãs permanentes fortes, é possível causar efeitos incríveis fornecendo pouca energia a um eletro-imã que interage com o imã permanente.

E os eletro-imãs tem uma grande vantagem sobre os imãs permanentes: a questão do controle.

Como dito antes, muitos começam a perceber que imãs permanentes, sozinhos, não podem gerar um moto perpétuo. Todas as vezes que se tenta utilizar imãs permanentes para mover objetos, esses objetos sempre ficam "presos" ao chegar ao final do seu percurso, pois a força de atração do último imã não permite que o objeto volte para o começo, reiniciando o movimento. É o que os investigadores chamam de "sticky point", o ponto onde o objeto fica preso.

Porém, com o eletro-imã, o problema do "sticky point" pode ser solucionado. Eletro-imãs podem ser ligados e desligados. Mais importante, eletro-imãs podem ter sua polaridade invertida (polo norte tornando-se o polo sul, e vice-versa), transformando subitamente atração em repulsão. Isso abre inúmeras possibilidades de controle sobre o funcionamento do "moto perpétuo".

Mas, se nós fornecemos energia ao eletro-imã, não seria impossível "recuperar" uma quantidade de energia maior do que a fornecida?

Será? Lembrem-se de como um movimento pode ter a maior parte da sua energia fornecida por imãs permanentes, e apenas uma pequena parte fornecida por eletro-imã. Se o eletro-imã for utilizado apenas para questão de controle, como "interruptor", para vencer o "sticky point", e a grande maioria da energia for fornecida pelos imãs permanentes, será que não podemos aproveitar o movimento cíclico gerado para produzir eletricidade suficiente para repor a energia fornecida e ainda "sobrar" muita energia excedente?

Vejamos um exemplo de inventor que alega estar utilizando este princípio para criar um motor super-eficiente:

 http://www.gap-power.com/

O inventor afirma que 95% da energia desse motor é proveniente dos imãs permanentes, e apenas 5% provém dos eletro-imãs, que são utilizados apenas como "interruptores".

Pode ser uma fraude? Pode. Aliás, fraudes, infelizmente, já ocorreram aos montes nesse mundo da "overunity", com muitas invenções falsas. Porém, o site apresenta vídeos bem detalhados do motor em funcionamento. E o inventor desse motor não fala em overunity. Os investigadores de overunity é que pensam que o motor dele têm potencial para criar energia excedente, já que apenas 5% da energia que causa o movimento é fornecida pelas baterias, e portanto, se o movimento do dispositivo fosse aproveitado para gerar eletricidade, possivelmente poderia repor os 5% fornecido e ainda ter uma grande sobra, um grande "superávit".

Seria então tão simples assim conseguir criar um moto perpétuo que abastece a sua própria bateria e ainda fornece energia excedente, infinita, gratuita, a partir da força dos imãs permanentes? Quem sabe sim. Quem sabe superando-se as barreiras dos preconceitos "científicos", como os que existiam contra o "mais pesado que o ar" no século XIX, poderemos em breve ver o 14-Bis da energia levantando vôo!

fonte:

 http://www.artigonal.com/ciencias-artigos/energia-eletrica-gratuita-e-infinita-sonho-ou-possibilidade-real-1912147.html