O projeto de construção da barragem enfrenta críticas em várias questões, podendo ser citadas algumas: 1 - Energética: já que o modelo de gestão e distribuição de energia selecionado é considerado ultrapassado; 2 - Ambiental: pois a região pleiteada pela obra apresenta incrível biodiversidade de fauna e flora (segundo os pesquisadores, a bacia do Xingu apresenta significante riqueza de biodiversidade de peixes, com cerca de quatro vezes o total de espécies encontradas em toda a Europa); 3 - Questão cultural e impactos da obra sobre as populações indígenas e violação dos direitos humanos: o fato de a região do Xingu ser habitada por mais de 13 mil índios de mais de 24 grupos étnicos não tem sido considerada a contento, e suas posições quanto à obra tem sido em geral considerada irrelevante frente ao discurso do "Progresso". Muito menos têm sido respeitadas suas cosmovisões vinculadas ao rio e o fato de ali estarem assentadas suas tradições e culturas, e que estes ambientes se constituem seus territórios sagrados.

Outra questão grave defendida por vários especialistas e pelos grupos indígenas é o fato de que o Estudo de Impacto Ambiental desconsidera ou subestima os riscos de insegurança alimentar (escassez de pescado), insegurança hídrica (diminuição da qualidade da água com prováveis problemas para o deslocamento de barcos e canoas), saúde pública (aumento na incidência de diversas epidemias, como malária, leishmaniose e outras) e a intensificação do desmatamento, com a chegada de novos migrantes, que afetarão toda a bacia.

Após o Ibama ter liberado a Licença Prévia para a construção em fevereiro último, o plano do Governo Federal é realizar o leilão de concessão da Hidrelétrica até o fim de abril desse ano.