| Belo Monte: Qual o verdadeiro custo do "Desenvolvimento"? Por DESENVOLVIMENTO? 16/03/2010 às 16:29 Maior obra incluida no Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal (PAC), a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, tem gerado muito descontentamento entre as comunidades indígenas da região do Xingu, ribeirinhos, moradores de cidades afetadas, como Altamira e ambientalistas do país inteiro. Os grupos e movimentos contrários à construção da barragem, enfrentam há mais de 20 anos essa situação. Projetada para ser a terceira maior do mundo, a Usina de Belo Monte causaria danos irreparáveis ao ecossistema onde se encontra o Rio Xingu, que seria barrado e desviado do leito original em dois canais, com escavações da ordem de grandeza comparáveis ao canal do Panamá (200 milhões m3) e área de alagamento de 516 km2, o equivalente a um terço da cidade de São Paulo, segundo dados da Conservação Internacional - Brasil. Leia Mais! A Amazônia: objetivo do Império | Depois de ameaças, MPF promete seguir questionando Belo Monte | Belo Monte: "O que vai sobrar para nós será carregar cimento" | Hidrelétrica de Belo Monte: Impactos Ambientais | Veja Especial sobre Belo Monte no site do ISA | Vídeo: Povos do Xingu contra a construção de Belo Monte | [2008] Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira: não passará! O projeto de construção da barragem enfrenta críticas em várias questões, podendo ser citadas algumas: 1 - Energética: já que o modelo de gestão e distribuição de energia selecionado é considerado ultrapassado; 2 - Ambiental: pois a região pleiteada pela obra apresenta incrível biodiversidade de fauna e flora (segundo os pesquisadores, a bacia do Xingu apresenta significante riqueza de biodiversidade de peixes, com cerca de quatro vezes o total de espécies encontradas em toda a Europa); 3 - Questão cultural e impactos da obra sobre as populações indígenas e violação dos direitos humanos: o fato de a região do Xingu ser habitada por mais de 13 mil índios de mais de 24 grupos étnicos não tem sido considerada a contento, e suas posições quanto à obra tem sido em geral considerada irrelevante frente ao discurso do "Progresso". Muito menos têm sido respeitadas suas cosmovisões vinculadas ao rio e o fato de ali estarem assentadas suas tradições e culturas, e que estes ambientes se constituem seus territórios sagrados. Outra questão grave defendida por vários especialistas e pelos grupos indígenas é o fato de que o Estudo de Impacto Ambiental desconsidera ou subestima os riscos de insegurança alimentar (escassez de pescado), insegurança hídrica (diminuição da qualidade da água com prováveis problemas para o deslocamento de barcos e canoas), saúde pública (aumento na incidência de diversas epidemias, como malária, leishmaniose e outras) e a intensificação do desmatamento, com a chegada de novos migrantes, que afetarão toda a bacia. Após o Ibama ter liberado a Licença Prévia para a construção em fevereiro último, o plano do Governo Federal é realizar o leilão de concessão da Hidrelétrica até o fim de abril desse ano.
>>Adicione um comentário basta que a sociedade, aí incluídos os que são contra a construção de usinas, diminua drasticamente o seu consumo de energia, deixando de usar elevador, escada rolante, micro-ondas, televisão, computador, vídeo-game, iluminação, etc., etc., etc., que a construção de belo monte e de outras usinas será desnecessária. como duvido que isso aconteça, só resta construir mais usinas.  | É um dado preocupante a forma autoritária pela qual diversas grandes obras são executadas. è preciso que elas encontrem formas de respeitar as populações atingidas. Isto é uma coisa. Outra é o discurso demagógico contra usinas hidrelétricas. Elas são uma das fontes mais limpas e menos destrutivas de produção de energia. Não é perfeita, mas bem menos impactante que usinas nucleares, termo-elétricas e outras. Pergunto então: qual a alternativa? Vejo inúmeras ONG's ganharem muita grana com o discurso ambiental, mas se abstem de apresentar um projeto coletivo alternativo. Para muitos, é preciso criticar o sistema, mas dentro do sistema, pois não é possível secar as fontes de recurso. EU moro na amazônia e sei o quanto é importante ter ar-condicionado, geladeira, computador etc. Isso demanda energia. Qual a proposta então para atender nossa demanda? ABrir mão disso ninguém vai, inclusive os ambientalistas que circulam com suas grandes SUVs na amazônia. Ser crítico é uma coisa, demagógico é outra.
PS. Espero que o computador usado para o artigo tenha sido movido por laguma fonte limpa de energia.  | Só lembrando que o setor mais favorecido será a indústria... que está ligada ao comércio, transportes, e consumo residencial... Isso é o que chamam Crescimento... "Os consumos de energia elétrica no Brasil são maiores entre as indústrias, que são responsáveis por 39% de todo o consumo, seguido pelos Poderes Públicos e Transportes, que consomem 19%, depois vêm as residências com 16%, o próprio Setor Energético com 9%, o Comércio e os Serviços com 8% e o restante distribuído entre outros segmentos, destacando-se o meio rural." Fonte: http://www.etefmc.com.br/curiosidades-sobre-energia-eletrica/
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