Após dias seguidos de um calor insuportável, cai a chuva sobre a grande capital. O indivíduo está no ônibus coletivo, desconfortável, apóia-se de forma incomoda sobre as grades diante da catraca, imediatamente ao lado do cobrador. Mais um dia. A temperatura dentro da lata de "sardinhas-humanos" vai aumentando: são mais de sessenta a uma temperatura de 36,5 °C. Ali, dentro, "humanos sardinhas" pagando um ALTO preço para circular por vias esburacadas, cheias de água, sendo obrigados a permanecer de pé, escorados, desconfortáveis, respirando um ar quente, pesado e opressor.
A *Mostra* "A Ilusão Paga Passagem" organizado pelo Coletivo FELCO Brasil enfoca as questões de transporte público e do acesso a cidade em Sete Sessões composta por filmes de origens distintas: produzidos por coletivos, movimentos sociais, até analistas e antropólogos, passando por órgãos públicos e de mídia. São postos para dialogar. O resultado é uma investigação sobre políticas públicas para o setor, das lutas populares (as "revoltas dos centavos"). Das formas de organizações, que são capazes de influenciar seus processos e do impacto do transporte para a vida nas cidades.
Procurando dar vazão a uma produção específica relacionada às questões de transporte público e direito à cidade, a fim de amadurecer e potencializar o debate sobre o tema será realizado esta mostra. A sua importância é acentuada neste momento, início de 2010, um momento de mobilização contra o aumento da PASSAGEM de ônibus na cidade de São Paulo, que traz reciprocidades muito frutíferas: a formação proporcionada na sala de cinema e nos seus debates e a ampliação do acesso a produções audiovisuais populares-militantes.
A partir das diferentes visões de cidade, a "A Ilusão Paga Passagem" pretende gerar discussões sobre um transporte totalmente gratuito, a atuação de movimentos sociais por direito ao transporte e à moradia e apresentar detalhes e as vivências dos cidadãos em meio às tumultuadas metrópoles.
Programação completa | Felco Brasil
Gostaríamos de convidá-los para uma mostra de cinema 'de outra classe' que montamos sobre transporte público e direito à cidade e que foi a nossa forma de colaborar com a luta contra o aumento da passagem dos ônibus em São Paulo. Ela será exibida nos próximos dias 1, 2 e 3 no Cine Olido e contará com um debate entre Estér Fér, co-realizadora de "Variante", e um representante do Movimento Passe-Livre de São Paulo.
São sete sessões bem bonitas que mostram a nova safra dos vídeos sobre cidade e transporte. Damos destaque para "O que se pode ver", do artista plástico Harun Farocki, que versa de um maneira surrealista sobre o nascimento das cidades e sua relação com o capital industrial e para "Municipalização dos Transportes em São Paulo", produção da extinta CMTC que fala sobre o processo da Prefeitura assumir o controle de várias linhas de ônibus na capital, além das "pílulas de catracaço civil" (pequenas aulas de desobediência nos transportes) com curtas do PlankaNu, movimento social que reivindica transporte gratuito na Suécia.
Mostra "A Ilusão Paga Passagem"
Sala Cine Olido ? São Paulo
De 01 a 03 de Abril de 2010 - Avenida São João, 473 - Centro
Sessão 1 - Fantasmas da liberdade - dia 1/4, às 15h
Sessão 2 - Trânsito e fortificações - dia 1/4, às 17h
Sessão 3 - O Homem-Catraca - dia 1/4, às 19h30
Sessão 4 - À combustão - dia 2/4, às 15h
Sessão 5 - Pontes e muralhas - dia 2/4, às 17h
Sessão 6 - Peregrinações - dia 2/4, às 19h30
Sessão 7 - Silêncios e revoltas - dia 3/4, às 15h Com debate Estér Fér + MPL
Também haverá exibições no cursinho popular Acepusp e no grupo de teatro Dolores, em São Paulo e em Campinas, São Carlos, Ribeirão Pires e Rio Claro.
Em breve você poderá ver a programação completa em www.felcobrasil.org
Na luta por um transporte verdadeiramente público,
coletivo do Festival Latinoamericano de Cine de la Clase Obrera de São Paulo
| um festival de outra classe |
Não quer pagar passagem cara ou ficar andando a pé? Solução! Boicotar a tarifa entrando pela porta trazeira do buzão. Uma forma muito eficaz de resistência individual e pacífica que vem sendo praticada por uma multidão que necessita do transporte público por não ter condições de comprar carros para se locomover, seja lá para estudar, trabalhar ou para o lazer. Enquanto as obrigações sociais que constam na cartilha de sobrevivência do lumpenzinato, abastados ou proletários, é óbvio que a opção desejada é cumpri-las! Então, já que precisamos chegar ao local de produção do bem estar do patrão na hora pré-determinada pelos mesmos, pois eles cobram pressa, que a oligarquia do transporte público pague pelo menos a locomoção e se responsabilize pelas passagens não pagas por quem entra por trás. Precisamos disso. Afinal de contas temos que ser rápidos na locomoção pela cidade, é cedo que se aprende que tempo é dinheiro e amamo$ muito tudo i$$o! Então, Maião já! Hoje a maioria das coisas que são vitais para os seres humanos estão localizadas em espaços distantes de nossas moradas, o relógio faz TIC TAC sem parar e se locomover a pé é cansativo e não dá pra chegar a tempo. esta é a geração da tecnologia e do comodismo, não somos como nômades que andavam distâncias inimagináveis na luta pela sobrevivência, hoje as necessidades humanas são obviamente bastante diferentes, meios ágeis de transportes são necessários. Fomos incubados, condicionados /e educados na estufa em que é parte da cultura global pegar buzão. Solução, maião! Se Paga um preço muito caro para andar em ônibus que não oferecem descanso ou conforto, e no meio tempo entre embarque e desembarque o que a cidade tem para oferecer a visão? Coisas agradáveis? NÃO! Apenas Lixo! Desprazer! Coisas que causam tédio e asco... Dar mais e mais dinheiro a empresários ricos é a única explicação pra esses aumentos rotineiros na tarifa de ônibus e enriquecer empresários de ônibus que já são ricos não é justificativa para quem assim encara a situação e não aceita gastar dinheiro excessivamente com passagens de ônibus. Permitido Embarque pela Porta Traseira! Faça você mesmo. Passe livre já, AGORA! Também Precisamos Comprar Drogas E Comê Putas Amigos Empresários.
(Maião¹ - Ato de entrar pela trazeira do ônibus.)

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