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| | Para o CMI Tefé não póde! Para a Natura póde!: Quando o público vira privado
O título desse texto expressa uma realidade bastante comum no Brasil, com raízes bastante antigas da época do Coronelismo essa triste realidade vem se remodelando as novas formas de organização social. Atualmente mesmo com a democracia essa realidade é bastante vista pelas pessoas e grupos que necessitam utilizar do bem publico, mas acabam sempre por esbarrar em burocracias sem sentido e finalidade. Na cidade de Tefé a história também é a mesma, recentemente necessitamos de um espaço (auditório) para a realização de um Curso de Comunicação Popular desenvolvido em parceira entre a Universidade do Estado do Amazonas, o Diretório Regional do Estudante e o coletivo do Centro de Mídia Independente de Tefé. Entramos em contato com a direção da Escola Estadual Gilberto Mestrinho que cedeu o auditório da escola, no entanto proibiu a utilização dos equipamentos do espaço (Data show, equipamento de som completo) com a alegação de que os mesmo são de uso exclusivo dos alunos da escola, até aí chega a ser compreensível a posição da diretora da escola. Ao chegarmos no dia de realização do curso observamos que o auditório e seus respectivos equipamentos de uso "exclusivo dos alunos" estavam sendo usados mais cedo em um evento de divulgação de produtos da empresa de cosméticos Natura. A diretora Ruth Cortezão da escola faz do patrimônio publico o que julga melhor, provavelmente beneficiando - se socialmente em relação aos representantes da empresa na cidade de Tefé. Essa é a nossa realidade e a população fica a margem dos equipamentos da escola. Como vimos "para movimento social não pode! Para empresa capitalista pode!" Segundo a organização do Mini-Curso o fato será denunciado na representação no município da secretária de educação do Estado do Amazonas.
erros de português Acho massa a matéria, mas tá foda os erros de português. Sei que é meio idiota corrigir, mas "sedo", e "póde" fica difícil.. (corrigindo seria melhor "cedo" e "pode") Que barbaridade! Esse relato deveria ser notícia nacional e, escândoso que é, resultar numa varredura na direção da referida escola. O autor está certo: se trata da reprodução de velhos costumes no Brasil, onde uma minoria se aproveita dos bens coletivos em benefício próprio. A exclusão social é a consequência automática desse comportamento egoísta dos que se consideram acima dos interesses coletivos. Quanto à questão dos 'erros de Português', não precisamos nos envergonhar, se não obedecemos todas as regras arcaicas desse língua, que foi imposta pela metrópole colonial (Marquês de Pombal) por volta de 1750, pribindo o uso a língua geral (baseada no Tupi-Guarani). Hoje é tarde para voltar atrás, mas a inujustiça imperial não pode ser esquecida! Se levarmos em conta o custo de ensinar os alunos a memorizar tolices como cedo/sedo, à troco de nada, se justificaria inclusive criar um movimento social para racionalizar a normatização do português. Tantas matérias importantes não são ensinadas na escola por falta de tempo, mas essas regras capengas são impostas aos alunos década pos decada. Se vê que se trata de uma língua herdada de uma forma punitiva, intocável até hoje! O interessante é ver volta e meio um burgues querendo desprestigiar a argumentação de textos brilhantes, somente porque há 'erros' ortográficos! Me lembro de como a mídia conservadora criticava Lula, por ele falar uma variedade de portugues diferente da falada pela casta dos abastados. A língua, portanto, continua sendo usada (como na época colonial do Marquês de Pombal) para controle e discriminação social. Os professores modernos (de linguística) dizem: o mais importante é conseguir transmitir a mensagem pretendida de forma clara (sem ambiguidades indesejadas). Se alguém diz: 'Oh, veja só, você escreveu errado! Deveria ter escrito assim e não assado!', está claro que a mensagem foi transmitida com êxito. Nâo fosse assim, não teria sido possível dizer que deveria ter sido escrito dessa outra forma. Mas para a casta abastada é conveniente manter os alunos presos à decoração dessa regras improdutivas. Cada minuto gasto com esse arcabouço obsoleto distrai os alunos, que não estarão pensando e discutindo sobre os temas realmente importantes da sociedade. Assim a casta privilegiada pode ficar tranquila, enquanto que os alunos se ferram nas provas ao tentarem aprender a variedade linguística da classe dominante, a única aceita como 'correta'. 'Lula não pode ser presidente do Brasil, porque não sabe falar direito português ... e não sabe inglês!' Grandes merdas saber a língua do império atual! E sobre o português, bem que a casta abastada poderia ser submetida ao ensino da língua popular brasileira, variedade que ela não domina, reclusa que está em seus jardins e palácios cercados! Há várias variedades de Português: a variedade falada, a variedade escrita, a variedade dos palácios e jardins, a variedade popular, as variedades regionais ... Por quê é novamente a casta abastada quem se dá o direito de decidir que variedade é 'correta'! Mas voltando ao conteúdo do artigo acima. Conviria remeter a descrição desse flagrante com assinatura coletiva a todas as instâncias que tratam do ensino, bem como às mais variadas revistas de cunho social. Esse fato poderia chegar não somente á secretaria de educação municipal e estadual, mas inclusive ao Ministério da Educação! É preciso divulgar massivamente para que costumes como esse não continuem castigando o povo! Ironia? Desculpe, mas estou em dúvidas se o Moisés tá sendo irônico ou não. Texto muito bom! É graças a autores como o do artigo acima que a gente fica sabendo da história verdadeira desse país! Obrigado pelo artigo e continuemos a luta, sem nos deixarmos amedrontar pelos pretextos da oligarquia medieval! Voluntários Pró-Império Pelo jeito os voluntários do CMI são pró-colonizadores: "alexzapa em riseup.net alexzapa em riseup.net Sábado Abril 10 13:40:02 PDT 2010 Mensagem anterior: [Cmi-brasil-editorial] okRe: OK Re: Rud@ proposta editorial Próxima mensagem: [Cmi-brasil-editorial] CORRIGIR - erro no editorial cmi tefe Mensagens classificadas por: [ date ] [ thread ] [ subject ] [ author ] -------------------------------------------------------------------------------- glra to sem poder entrar na admin agora. tem um erro mei grotesco de portugues - um detalhe,mas... No terceiro parágrafo tem cedo escrito com S. Na verdade é com c. "...mais sedo em um evento de divulgação de produtos da empresa de cosméticos Natura." quem puder corrigir. alex " O passado da oligarquia estúpida Esses que estão endeusando as regras gramaticais portuguesas são os mesmos que passaram 500 anos explorando o povo brasileiro. Me digam aí de uma única tecnologia que vocês, oligarquia atrasada, conseguiram produzir gastando tempo em decorar as infinitas exceções introduzidas na velha gramática portuguesa!
Nada! Além de roubar o dinheiro do povo (entregando parte dele aos amos do norte), vocês não produziram nada de tecnologia! Por isso vocês, oligarquia retrógrada, vão até hoje comprar os 'espelhinhos' tecnológicos nos States, já que foram incapazes de produzir os mesmos durante todo esse tempo! Então vocês realmente só tem sua velha gramática para defender, mais nada! E com essa gramática do apartheid social vocês podem ir ao inferno! Oligarcas medievais, fodam-se!
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