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| | Fora o Poder,tudo é ilusão. Com o Poder,um mundo de coisas será possível Por Bob Avakian(Pres. do PCR-Maoista dos EUA) 01/05/2010 às 19:47 Os traidores da revolução dizem que não é preciso mais falar em luta de classes,violência revolucionária nem ditadura do proletariado. Este breve texto,escrito há dez anos,mostra que a primeira etapa para mudar o mundo de base é a tomada violenta do poder pelo proletariado,rumo ao socialismo e ao comunismo. Fora o poder, tudo é ilusão... Com o poder,um mundo de coisas será possível
Operário Revolucionário #1082, 10 de dezembro de 2000.
Depois da tão sonhada ?morte? e ?fracasso? do comunismo, estabeleceu-se uma questão muito candente: É verdade que a revolução comunista resolverá os problemas da sociedade capitalista? Poderá realmente mudar cabal e radicalmente a sociedade e o mundo, tal e como afirmamos? Gostaria de abordar esse complexo problema, e na oportunidade, destacar que em certos aspectos não é tão complexo. Como ponto de partida, devemos captar firmemente a verdade que Lênin estabeleceu: "Fora o poder, tudo é ilusão." Da mesma forma, com o poder nas mãos do proletariado, dirigido por seu partido de vanguarda, tudo é possível; ou seja, um mundo de coisas que eram impossíveis - devido às exigências, a dinâmica e a natureza mesma do sistema capitalista - serão possíveis.
Por isso que o mais importante- o primeiro passo decisivo ou o primeiro grande salto ? é conquistar o poder, esmagar e desmantelar o estado burguês,a ordem ditatorial da burguesia e as forças da ?ordem? sobre o povo,e estabelecer o estado proletário,a ditadura do proletariado. Em seguida haverá de socializar a propriedade dos meios de produção,ou seja,tomar medidas para converter a terra,os recursos,maquinaria e tecnologia em propriedade comum do estado,o qual representa o poder político do proletariado,dirigido por sua vanguarda,para que esses meios de produção respondam às necessidades do povo e à missão revolucionária do proletariado de transformar radicalmente toda a sociedade.
À medida que se avance pela etapa socialista rumo ao comunismo, como parte da revolução proletária mundial, haverá de transformar mais cabalmente as relações básicas da sociedade (as relações no processo de produção e as relações sociais em geral; eliminar as desigualdades, tais como a "divisão de trabalho" da sociedade (por exemplo, a divisão entre trabalho intelectual e manual); e transformar toda a superestrutura da sociedade: a política, a cultura, a ideologia e inclusive o modo de pensar. Haverá que revolucionar toda a esfera da sociedade: o trabalho e as relações das pessoas no trabalho,nas instituições políticas e na administração da sociedade em todos os níveis,na educação,na cultura,etc. Haverá que transformar todas as relações internas da sociedade,alem das relações da sociedade socialista com os povos do mundo.
No entanto, isso não será conquistado da noite para o dia, nem logo depois da conquista do poder pelo proletariado em um país dado. No entanto, uma vez que o proletariado tome o poder, sob a direção de sua vanguarda se efetuará em muito pouco tempo mudanças radicais em muitos aspectos-chave da sociedade, no modo de vida e nas relações entre as pessoas. Em alguns aspectos muito importantes, o processo de avançar através da etapa socialista até o comunismo é muito difícil e complexo, mas em certos aspectos-chave, os grandes problemas que hoje parecem que não têm solução não serão tão complexo nem tão duros...uma vez que conquistemos o poder.
Com o poder nas mãos, logo em seguida ativaremos as alavancas da economia em benefício do povo, para dar solução às necessidades básicas, tais como moradia, roupa, alimentos, etc. Não será questão de ?frear as corporações? nem obrigá-las a serem mais justas, a preocupar-se com o povo e o meio ambiente, pois essas corporações passarão a não existir! O estado proletário será dono dos setores centrais da economia, e os colocará a serviço do povo e da revolução. Em pouco tempo acabaremos com a brutalidade e o assassinato policial, isto é, a polícia não será uma força alheia e opressora a serviço dos exploradores; esmagaremos essa força e pronto! Com firmeza e decisão pararemos a violação e os maus tratos contra as mulheres, as crianças, e avançaremos a passos de gigantes até sua eliminação definitiva. Mudaremos as prioridades dos serviços de saúde e resolveremos os angustiantes problemas de saúde das massas... Por isso que todos esses problemas serão abordados imediatamente e serão efetuadas grandes transformações nessas esferas em muito pouco tempo, a fim de responder às necessidades elementares do povo.
Assim se fez na China depois da conquista do poder nacional em fins de 1949. Além disso, é preciso considerar que os passos iniciais que acabo de mencionar se deram em meio de uma guerra de grande envergadura contra os imperialistas ianques na Coreia,que durou até 1953. Na China,imediatamente lutou o poder do novo estado e mobilizaram as massas: eliminaram as doenças que açoitavam o povo,sobretudo os camponeses,durante séculos;libertaram a mulher da escravidão feudal,dos atropelos e degradação que sofreu por milhares de anos; deram moradia e trabalhos dignos às massas nas cidades,e educação aos jovens;solucionaram rapidamente o grave problema das drogas e da prostituição,apoiaram aos ex-drogados e prostitutas para que empreendessem uma nova vida;distribuíram terras aos camponeses sem terras,e sentaram as bases para coletivizar a agricultura e desenvolvê-la; entregaram às nacionalidades minoritárias direitos que lhes foram negados durante séculos;varreram o poder dos guardas dos latifundiários,e esmagaram a resistência das velhas forças policiais e forças armadas.
No vídeo que nosso partido preparou para as comemorações de Mao em 1978,entitulado "Mao Tsetung,o maior revolucionário de nosso tempo.",numa cena depois da conquista do poder quando começam a repartir as terras,um camponês dá uma bofetada em um latifundiário numa assembleia popular. É preciso captar que esse não foi simplesmente um ato de vingança,mas sim um ato de libertação, pois durante milhares e milhares de anos um camponês nem se atreveria a pensar nisso por temor de que "os céus lhe caíssem em cima." Por isso que quando esse camponês esbofeteou o latifundiário,queria dizer que o mundo estava mudando completamente,que toda a sociedade se transformava rapidamente,porque antes nem sequer se podia sonhar que acontecesse algo parecido.
Ao dar esses primeiros passos, o estado proletário busca libertar as massas para que elas mesmas resolvam seus angustiantes problemas,para que comecem a desenvolver os meios através dos quais dominarão e transformarão toda a esfera da sociedade. Quer dizer,desde o princípio,se estabelecem meios para que as massas tomem decisões e dirijam a sociedade sob a direção de seu partido de vanguarda.
E uma vez que se consolide a ditadura do proletariado e se deem os primeiros passos para resolver os angustiantes problemas do povo e pôr as alavancas da economia nas mãos do novo estado socialista,se empreendera uma nova etapa da revolução. A revolução proletária em um país dado é e deve ser parte da revolução proletária mundial; e quando nossa classe conquiste o poder e comece a construir o socialismo sob a ditadura do proletariado,terá que efetuar a transformação radical do país como uma base de apoio da revolução mundial; isso é absolutamente imprescindível. O avanço até o comunismo é um processo histórico que durará gerações e ,até mesmo séculos,uma luta monumental que transformará radicalmente a base econômica e a superestrutura política e ideológica da sociedade,e o mundo inteiro,uma luta que se desenvolverá em espiral,com vitórias e derrotas,avanços...retrocessos...e maiores avanços,isto é, numa série de ondas; não se dará em um só momento nem avançará em "linha reta".
Porém,repito,há que captar um ponto decisivo: Uma vez que o proletariado conquiste o poder- uma vez que derrotemos por meio da guerra revolucionária as forças reacionárias que defendem este sistema,uma vez que esmaguemos e desmantelemos a maquinaria opressora da ditadura reacionária,e a substituamos com o poder político do proletariado e sua capacidade de dirigir e transformar a sociedade de acordo com sua perspectiva e interesses revolucionários - uma vez que façamos isso,toda classe de "milagres" será possível. Por quê? Precisamente porque assim sentaremos as bases para libertar as massas mais e mais,para que resolvam todo tipo de problemas,e porque o poder do estado as defenderá,em vez de limitá-las e esmagá-las impiedosamente.
Se trata de um salto qualitativo e, por complexo que seja o processo que se desprende dele, é preciso captar firmemente que se dá um grande salto qualitativo e radical quando se conquista o poder, uma vez que o estado esteja nas mãos do proletariado dirigido por sua vanguarda.
(Traduzido do espanhol. Disponível em: >, Acesso em: 23 abr 2010)
>>Adicione um comentário O ANTI-estatismo de Marx e o estatismo da burguesia
Marx em "Mensagem do Comitê Central à Liga dos Comunistas": Os democratas pequeno-burgueses acham também que é preciso opor-se ao domínio e ao rápido crescimento do capital, em parte limitando o direito de herança, em parte pondo nas mãos do Estado o maior número possível de empresas.
Marx em "CRÍTICA AO PROGRAMA DE GOTHA": Em que pese a toda sua fanfarronice democrática, o programa está todo ele infestado até a medula da fé servil da seita lassalliana no Estado; ou - o que não é muito melhor - da superstição democrática; ou é, mais propriamente, um compromisso entre estas duas superstições, nenhuma das quais nada tem a ver com o socialismo.
Na sua primeira citação Marx nos diz que estatismo é coisa de burgueses e pequeno burgueses (que compunham o "partido democrático" alemão em meados do século dezenove, conforme Marx nos diz no Mensagem do Comitê Central à Liga dos Comunistas), ou seja, é capitalismo estatal, já na segunda ele nos diz que o socialismo nada tem a ver com o Estado e com a democracia, aliás para ele democracia também é coisa de burgues.
Karl Marx anarquista? Deixo que o próprio Marx responda: "Todos os socialistas entendem por Anarquia o objectivo do movimento proletário, uma vez alcançada a abolição das classes, o poder do Estado, que serve para manter a grande maioria produtora sob o jugo de uma minoria exploradora pouco numerosa, desaparece, e as funções governamentais transformam-se em simples funções administrativas." (As Pretensas Divergências na Internacional)  | Segue abaixo o trecho do 18 de Brumário sobre a destruição do poder estatal, de seu aparelho:
"Todo interesse comum (gemeinsame) ERA IMEDIATAMENTE CORTADO DA SOCIEDADE, contraposto a ela como um interesse superior, geral (allgemeins), retirado da atividade dos próprios membros da sociedade e TRANSFORMADO EM OBJETO DA ATIVIDADE DO GOVERNO, desde a ponte, o edifício da escola e a propriedade comunal de uma aldeia, até as estradas de ferro, a riqueza nacional e as universidades da França. Finalmente, em sua luta contra a revolução, a república parlamentar viu-se forçada a consolidar, juntamente com as medidas repressivas, os recursos e a centralização do poder governamental. Todas as revoluções aperfeiçoaram essa máquina, ao invés de DESTROÇÁ-LA. Os partidos que disputavam o poder encaravam a posse dessa imensa estrutura do Estado como o principal espólio do vencedor."
Segue agora trecho de carta de Marx a Ludwig Kugelmann, de 12 de Abril de 1871:
"Se você reexaminar o último capítulo do meu '18 Brumário', vai constatar que declaro como próximo intento da Revolução na França, não mais como antes, o ato de transferir a maquinaria burocrático-militar de uma mão para outra, mas sim DESPEDAÇA-LA (no original alemão 'zerbrechen', despedaçar, quebrar, fraturar, destruir etc). E essa é a pré-condição de toda e qualquer verdadeira revolução popular no continente. É também a tentativa que nossos heróicos companheiros da Comuna de Paris estão empreendendo."
Há essas e muitas outras citações que não deixam duvidas do anti-estatismo de Marx.  | O anti-hierarquismo e anti-vanguardismo de Marx
A ação Internacional das classes trabalhadoras não depende, DE MODO ALGUM, da existência da Associação Internacional dos Trabalhadores (Marx em Critica ao Programa de Gotha)
Sobre a AIT não ter o propósito de dirigir os trabalhadores (entrevista de Karl Marx a R. Landor - The World, 18 de julho de 1871):
Que associação formada até então levou adiante seu trabalho sem atividades públicas e particulares? Mas falar em instruções secretas de Londres, bem como de decretos relativos à fé e à moral de algum centro de conspiração e dominação papal, só serve para a formação de um conceito errôneo da natureza da Internacional. Isso implicaria uma forma centralizada de governo da Internacional, quando a forma real é intencionalmente aquela que deixa a ação a cargo da independência e da energia locais. Na verdade, a Internacional NÃO É propriamente UM GOVERNO para as classes trabalhadoras. Ela é um elo de união, NÃO UMA FORÇA CONTROLADORA.
E que propósitos tem essa união?
A emancipação econômica da classe trabalhadora pela conquista do poder político. O uso desse poder político para fins sociais. Assim, é necessário que nossas metas sejam abrangentes para que incluam todas as formas de atividades exercidas pela classe trabalhadora. Restringi-las seria adaptá-las às necessidades de apenas um grupo - apenas uma nação de trabalhadores. Mas como pedir que todos os homens se unam para atingir os objetivos de uns poucos? Se assim o fizesse, a Associação perderia seu título de Internacional. A Associação não determina a forma dos movimentos políticos; só exige uma garantia no que diz respeito aos objetivos desses movimentos. Ela é uma rede de sociedades afiliadas, espalhadas por todo o mundo trabalhista. Em cada parte do mundo, surge um aspecto particular do problema, e os trabalhadores locais tratam desse aspecto à maneira deles. As associações de trabalhadores não podem ser idênticas em Newcastle e em Barcelona, em Londres e em Berlim. Na Inglaterra, por exemplo, a maneira de demonstrar poder político é óbvia para a classe trabalhadora. A rebelião seria uma loucura enquanto a agitação pacífica seria uma solução rápida e certa para o problema. Na França, uma centena de leis de repressão e um antagonismo moral entre as classes parece precisar de uma solução violenta para a luta social. A escolha dessa solução é um assunto das classes trabalhadoras daquele país. A Internacional NÃO PRETENDE ACONSELHAR OU TOMAR DECISÕES a respeito do assunto. Mas, para cada movimento, ela concede auxílio e solidariedade dentro dos limites designados por suas próprias leis.
Segue trecho do 'As pretensas divergências na internacional', onde Marx nos demonstra seu desprezo pela hierarquia e o autoritarismo:
"É certo que esses homens que fazem tanto barulho com poucas nozes obtiveram um sucesso incontestável. Toda a imprensa liberal e policial tomou abertamente o partido deles; foram secundados nas suas calúnias pessoais contra o Conselho Geral e nos seus ataques ineficazes contra a Internacional pelos pretensos reformadores de todos os países ? na Inglaterra, pelos republicanos burgueses, cujas intrigas o Conselho Geral desmanchou; em Itália, pelos livre-pensadores dogmáticos que, sob a bandeira de Stefanoni, acabam de fundar uma 'sociedade universal de racionalistas', tendo sede obrigatória esta em Roma (organização 'AUTORITÁRIA' e 'HIERARQUICA', de conventos de frades e de freiras ateus, e cujos estatutos concedem um busto em mármore, colocado na sala do Congresso, a todo o burguês doador de dez mil francos; por fim, na Alemanha, pelos socialistas bismarckianos que, fora do seu jornal policial, o Neuer Social-Demokrat, fazem de camisas brancas do império prusso-alemão."  | adoraria esbofetear meus chefes... as humilhacoes q passei... é foda
o poder tem q ser dos oprimidos mesmo pra que haja uma nova democracia...
demorow
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