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| | Vem pra luta vem !
Desde a quinta-feira dia 6/04 quando foi anunciado pela prefeitura o aumento de 7,3 % na tarifas de ônibus que elevou neste domingo as tarifas do transporte coletivo urbano para os absurdos valores de R$ 2,38 no cartão e R$ 2,95, estudantes, trabalhadores e trabalhadoras e moradores das comunidades tem manifestado sua indignação quanto o péssimo e excludente modelo de transporte coletivo de Florianópolis. Na sexta-feira dia 7/04, cerca de 500 pessoas tomaram as ruas exigindo a redução imediata do valor das tarifas, a municipalização dos transportes e a apresentação das planilhas de custo do transporte. No Sábado, dia 08/04 a reunião da Frente de Luta pelo Transporte público encaminhou o Calendário de mobilizações e protestos para esta semana 09 a 16 de Maio de 2010. Calendário de Mobilização | Relato do 1ºdia | Cartaz para quinta Chamado para o dia 07/05 | relato do ato 07/05 | fotos do ato 07/05 | relato do ato 10/05 Mais informações: Frente Única pelo Transporte Público Floripa | Rádio Tarrafa | Tarifa zero
Documentários Amanhã vai ser Maior: ( http://vimeo.com/9309659 ). Estou publicando novamente no CMI, pois o link estava quebrado. Democracia Militar?. http://vimeo.com/11639619 Release: Em 2006 a então relatora do tema ?Defensores de Direitos Humanos? na Organização das Nações Unidas (ONU), Hina Jilani, realizou uma série de audiências no Brasil para ouvir as denuncias dos Movimentos Sociais sobre casos de violações dos direitos humanos no Brasil. Este vídeo foi produzido para a ocasião de sua passagem por Santa Catarina. O filme aborda três episódios recentes da história de Santa Catarina, são eles: a manifestação de repúdio ao ?Relógio dos 500 anos? instalado pela Rede Globo nas capitais do país em 2000; a luta do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) no ano de 2005 e as manifestações de resistência ao aumento das tar¬ifas do transporte público em Florianópolis, episódio que ficou conhecido como ?Revolta da Catraca?. Nestes três casos, a violência da repressão e criminalização dos movimentos sociais, marcou o papel da Policia Militar catarinense na violação dos Direitos Humanos e dos Direitos civis básicos da livre manifestação e expressão, nos quais se sustenta o ?Estado democrático de Direito?. A partir da denuncia, ?Democracia Militar? busca fomentar o debate sobre a qualidade e, no limite, sobre a possibilidade de um regime democrático no qual a ação dos aparelhos repressivos pauta-se pelo total desrespeito aos direitos básicos dos cidadãos. Acompanhem também pelo Blog Mobilidade Urbana Floripa Acompanhem também noticias sobre mobilidade urbana, com enfoque no transporte coletivo de Florianópolis, no Blog No Trajeto. http://www.notrajeto.blogspot.com A programação das manifestações estudantis já estão no blog! Abraços! complemento Florianópolis viverá uma nova Revolta da Catraca? [*] 10 de Maio de 2010 Mais uma vez a prefeitura e os empresários do transporte coletivo de Florianópolis subestimaram a organização popular e resolveram aumentar ainda mais a tarifa do transporte público. Mas o que parece se esboçar na cidade é uma resistência de proporções muito maiores do que se viu nos anos posteriores a 2005. Por Passa Palavra fpolis_contratarifa_1A partir da 0h deste domingo, 09 de maio, as tarifas do transporte público de Florianópolis sofreram um novo reajuste, passando de R$ 2,80 para R$ 2,95 em dinheiro e de R$ 2,20 para R$ 2,38 no cartão. Os novos valores da tarifa social são de R$ 1,60 no cartão e R$ 1,95 em dinheiro. Mais uma vez a população é desafiada a se organizar e resistir, lutando pela revogação do aumento e por mudanças efetivas no sistema de transporte da cidade, que há anos tem sido alvo de protestos, debates e a elaboração de projetos pelos movimentos da cidade, em especial o Movimento Passe Livre. A reação ao anúncio do aumento não poderia ter sido melhor: na quinta-feira, poucas horas depois do prefeito anunciar o reajuste, uma reunião foi convocada às pressas pelo Diretório Central dos Estudantes da UFSC e pelo Grêmio do Colégio Aplicação. O chamado foi atendido por dezenas de pessoas que reorganizaram a Frente de Luta pelo Transporte Público. fpolis_contratarifa_3Já na sexta-feira, um ato com centenas de pessoas saiu pela manhã do campus da UFSC em caminhada até o centro, encontrando estudantes de escolas do centro e de outras regiões da cidade, reunindo cerca de 500 pessoas em frente ao Terminal do Centro (Ticen). De lá a manifestação partiu para a sede do Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Florianópolis (Setuf), rapidamente ocupado com a reivindicação de que a planilha de custos das empresas fosse entregue à população. Nenhum dos responsáveis pelo órgão se apresentou para atender os manifestantes, que tentaram adentrar pacificamente nas salas administrativas do prédio e foram violentamente atacados por funcionários e seguranças do Setuf, que usaram de cadeiras e pedaços de ferro, além de socos e pontapés, para agredir os manifestantes. A violência dos funcionários do órgão gerou um princípio de confusão que acabou por causar pequenos ferimentos em ambos os lados. Depois do incidente a manifestação caminhou até o prédio de atendimento da Secretaria Municipal de Transportes, mas o encontrou com as portas fechadas para a população. Os manifestantes resolveram então voltar para frente do Ticen e bloquearam por alguns minutos a entrada dos ônibus no terminal, sofrendo com a repressão da polícia, que usou armas de choque (tasers) nos manifestantes. O protesto terminou por volta das 14h em frente a prefeitura, que também estava de portas fechadas e recebeu a manifestação com a Guarda Municipal usando spray de pimenta. No sábado, 08 de maio, mais uma grande reunião da Frente foi realizada e um calendário com diversas mobilizações para esta semana foi aprovado (veja aqui a agenda completa das mobilizações). Além de diversos atos descentralizados em todas as regiões da cidade, duas grandes manifestações ocorrerão no centro: uma na segunda (10/05) e outra na quinta (13/05), ambas com concentração às 17h em frente ao Ticen; na quarta-feira, uma grande assembléia convocatória para o grande ato de quinta será realizada a partir das 11h30, também na frente do Ticen. O que parece se esboçar na cidade é uma resistência de proporções muito maiores do que se viu nos anos posteriores a 2005 - ano em que a cidade viveu a segunda Revolta da Catraca. A presença massiva de novos militantes, com destaque especial para os estudantes secundaristas, a disposição e revolta evidentes e a apropriação do movimento pelas diferentes pessoas e organizações que o compõem, dando voz a todos e garantindo pluralidade e autonomia nas diferentes ações, são apenas os primeiros indícios do que pode estourar nos próximos dias em Florianópolis. As grandes assembléias de rua, inseridas num modelo de organização baseado na ação direta e no protagonismo popular, com uma estrutura horizontal que consegue ao mesmo tempo criar diversidade e unidade na ação, indicam as possibilidades de que novas formas de resistência e de organização podem ser gestadas durante o processo, ampliando a criatividade e massificando as intervenções do movimento. Certamente, ainda é muito cedo para saber se nos próximos dias as manifestações irão ganhar corpo e uma ampla adesão popular, que ultrapasse o meio estudantil e possa criar chances efetivas de vitória. As dificuldades de superar a dispersão e fragmentação das diferentes lutas, bem como de enfrentar a dura repressão policial e a criminalização da resistência, são enormes. Mas o quadro apresentado, se ainda não nos permite sonhar alto, exige que sejamos otimistas. A vitória desta luta depende de toda população de Florianópolis, da união prática em torno desta bandeira e da radicalidade que o movimento em gestação puder adquirir. Passa Palavra [*] Revolta da Catraca foi uma revolta popular vitoriosa contra aumentos nas tarifas de ônibus de Florianópolis em 2004 e 2005. Em 2004, por conta de um reajuste de 15,6% concedido pela Prefeitura e pelas empresas de ônibus, através do Conselho Municipal dos Transportes, milhares de pessoas saíram às ruas entre os dias 28 de junho e 8 de julho. Já no ano de 2005, os protestos duraram de 30 de maio à 21 de junho, quando a Prefeitura revogou aumento de 8,8%. A radicalidade das manifestações foi fruto do desgaste do modelo de transporte perante a população, que sofria com aumentos intensos (quase 200% desde 1996) e a complexidade do novo Sistema Integrado de Transportes. A agressiva reação policial contribuiu significativamente para o acirramento da rebeldia popular, acabando por fazer com que mais e mais pessoas participassem das manifestações como forma de repudiar a violência contra os e as manifestantes. Iniciados pela então Campanha pelo Passe Livre (futuro Movimento Passe Livre), os protestos logo foram abraçados por diversos setores da sociedade. Terminais de ônibus e principais vias da cidade foram ocupados; manifestantes abriam as portas traseiras para usuários entrarem sem pagar a tarifa ou simplesmente pulavam catracas; estudantes e associações de bairro organizavam passeatas e debates. Tudo isso num clima de democracia direta, sem o tradicional protagonismo partidário de mobilizações populares. (Retirado de: http://tarifazero.org/2009/07/22/revolta-da-catraca/) Pronunciamento do Sargento Soares Pronunciamento do Sargento Soares na assembléia legislativa:
http://www.youtube.com/watch?v=94vCgU7mWSI
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