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| | USP de São Carlos e Centro Acadêmico reprimem a rádio livre Alternativa Por RÁDIO LIVRE 11/05/2010 às 20:04 A rádio Alternativa, 107,3 FM livre, localizada no campus da USP de São Carlos, vinha reativando o seu coletivo quando sofreu duas agressões: primeiramente a sua antena foi furtada por ordem da Coordenadoria do Campus da USP e, a partir da semana passada, passou a ser alvo de ataques do Centro Acadêmico Armando Sales de Oliveira (CAASO): parte de seus equipamentos, incluindo seu transmissor, foram confiscados pelo Centro (equipamentos que já foram resgatados pela Rádio), e três estudantes foram aleatória e covardemente "denunciados" à USP como sendo supostos "membros da Rádio". E tudo isso mesmo sem que estivessem transmitindo. "(...) Mas o que mais choca é a agressão moral e ética sofrida, ao ver-se criminalizada não por setores que historicamente combatem e criminalizam as Rádios Livres, mas pela própria gestão que atualmente ocupa a diretoria do CAASO. A Rádio Alternativa buscou o diálogo com a gestão Amarela por repetidas vezes, em reuniões do CAASO, por meio de cartas públicas e mesmo em Assembléia Geral dos Estudantes, e sempre recebeu o silêncio ou evasivas como resposta. Ela veio agora, de maneira excusa, cercada de ações agressoras à Rádio, mostrando ignorância em relação à legislação e ao debate do direito à comunicação, além de desprovimento de postura ética e abertura ao diálogo. Por tudo isso, vimos aqui dialogar com os estudantes e cobrar, publicamente, direito de resposta à carta difundida pela diretoria do CAASO em seu Informe eletrônico. Também convidamos todos os estudantes para um debate sobre a democratização da comunicação e as rádios livres. Participe do debate aberto sobre o direito à comunicação e o movimento de rádios livres: terça-feira, 11/05, às 18h, no CAASO da USP de São Carlos". [Leia a carta completa do coletivo Alternativa clicando no título do editorial] NOTA DE APOIO: O CMI-Brasil manifesta o seu apoio à reativação do coletivo da rádio livre Alternativa por sua importante contribuição à democratização da comunicação, à democratização da universidade e em respeito ao artigo V da Constituição do Brasil. Denunciamos o caráter inconstitucional de toda e qualquer forma de repressão à liberdade de expressão e ao diálogo. LIBERDADE DE EXPRESSÃO E COMUNICAÇÃO? RÁDIO ALTERNATIVA NO CAASO! "Rádio Alternativa FM 107,3 MHz - Emissora Livre $em Fin$ Lucrativo$". No Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira (CAASO), na USP de São Carlos, sempre houve e ainda há estes dizeres impregnados seja com tinta nas paredes de seu espaço seja na memória daqueles que por ali passa(ra)m. Com atividades datando em mais de vinte anos, a Alternativa já passou por vários momentos de altos e baixos, e entrou o ano de 2009 em processo para a reativação plena de suas atividades. Justamente durante esse processo, sofreu novos e duros ataques (tanto de quem já se esperava quanto de quem menos esperávamos), sobre os quais gostaríamos de falar aqui. Mas antes disto, qual vem a ser a idéia da Rádio Alternativa, de um grupo de rádio no CAASO? Nada mais do que fazer, por nossos próprios meios, aquilo que nos é negado pelos grandes meios de comunicação. Ou, em outras palavras, compor um coletivo que abrace a proposta de democratização dos meios de comunicação através da radiodifusão ? com autonomia e isenta de ditames mercadológicos ? procurando levar as pessoas da condição de ouvintes à de agentes ativos, construindo idéias conjuntamente, buscando a cultura e o conhecimento. Trata-se de uma Rádio Livre. De abrangência mundial, o Movimento de Rádios Livres propicia meios para a comunicação popular e a disseminação cultural, alheio aos modelos convencionais, sejam os legalizados de caráter comercial, sejam os clandestinos. Vale lembrar que Rádio Livre não é crime; é, sim, criminalizada por setores do Estado a partir de pressões dos meios comerciais de massa. No que toca o CAASO, a Rádio Alternativa figura como uma iniciativa das mais abrangentes e importantes. O coletivo possui Estatuto e Código de Ética, que definem o papel da rádio, seus objetivos e as regras internas que os membros devem seguir. Eles foram aprovados em Assembléia. A Alternativa cumpre um papel fundamental de aproximar pessoas, tanto estudantes do Campus quanto moradores da cidade e estudantes das outras universidades, contribuindo na prática para a tão falada integração da universidade com a sociedade, e com o próprio papel cultural definido no Estatuto do CAASO. No recente processo de reativação, o Coletivo da Rádio Alternativa sofreu, como dissemos, alguns duros golpes. Teve sua antena e sua torre de transmissão furtadas por ordem da Coordenadoria do Campus da USP (algo que de maneira alguma cabe a ela e que foi feito à margem de qualquer formalidade exigida para todos os seus atos) e, semana passada, parte de seus equipamentos, incluindo seu transmissor, confiscada pela Gestão Amarela do CAASO (equipamentos que já foram resgatados pela Rádio). Além disso, três estudantes foram aleatória e covardemente denunciados à USP como sendo supostos membros da Rádio. E tudo isso mesmo sem estarmos transmitindo. Mas o que mais choca é a agressão moral e ética sofrida, ao ver-se criminalizada não por setores que historicamente combatem e criminalizam as Rádios Livres, mas pela própria gestão que atualmente ocupa a diretoria do CAASO. A Rádio Alternativa buscou o diálogo com a gestão Amarela por repetidas vezes, em reuniões do CAASO, por meio de cartas públicas e mesmo em Assembléia Geral dos Estudantes, e sempre recebeu o silêncio ou evasivas como resposta. Ela veio agora, de maneira excusa, cercada de ações agressoras à Rádio, mostrando ignorância em relação à legislação e ao debate do direito à comunicação, além de desprovimento de postura ética e abertura ao diálogo. Por tudo isso, vimos aqui dialogar com os estudantes e cobrar, publicamente, direito de resposta à carta difundida pela diretoria do CAASO em seu Informe eletrônico. Também convidamos todos os estudantes para um debate sobre a democratização da comunicação e as rádios livres. DEBATE ABERTO SOBRE O DIREITO À COMUNICAÇÃO E O MOVIMENTO DE RÁDIOS LIVRES: TERÇA-FEIRA, 11/05, ÀS 18H, NO CAASO.
>>Adicione um comentário Repliquei o editorial na página do Stoa. Fale mais sobre esta "gestão amarela". Quem compõe a direção do CA, se é que este se estrutura desta maneira. Pelo que me pareceu, está na mão da burocracia de esquerda reformista. Certo?  | então, as informações q tenho é q pelo menos parte do pessoal q forma essa gestão pertence a um grupo chamado GAP - Grupo de Apoio à Putaria. É uma galera q organiza festas q em sua maioria tem um caráter machista/humilhante a mulher, mas acredito q vcs saibam o qnt essas festas fazem sucesso. Da minha parte eu reclamo tb da opção musical, já q geralmente só tocam axé, pagode, funk e sertanejo universitário - mas isso é minha opinião pessoal, antes q alguém venha reclamar por eu ter criticado isso. Bom, hoje, quarta 12/04, pessoas do macaco (movimento de arte e cultura do caaso), da rádio UFSCar e das rádios livres Alternativa e Capivara foram à reunião da diretoria do CAASO pedindo esclarecimenos pessoalmente, já q eles não responderam às nossas tentativas de diálogo (faço parte da Capivara). Foi exigido q eles recuperassem a antena com a coordenadoria do campus, liberar a chave do espaço onde a sala da rádio fica e dar direito de resposta no msm veículo em q a diretoria do CAASO difamou a rádio. Depois de fechar a rádio, denunciar alunos por motivos pessoais e comprar briga com um movimento internacional, eles respondem dizendo q não foram convidados para o diálogo, dando respostas evasivasou ignorando na cara dura, alegando ñ terem capacidade e posicionamento polítcos a altura das nossas exigências e, como se isso não fosse o suficiente, eis o mais absurdo: d isseram q foram eleitos com a condição de REPRESENTAR A COODENADORIA DO CAMPUS!!! Ou seja, ñ importa quais forem as reinvidicações do estudantes (q seja mais festa, por exemplo), eles ñ teram apoio da atual gestão; mas, se a coordenadoria quiser incriminar a atividade q for, o estudante q for, ali estará a gestão amarela para representá-los. Essa é a situação de boa parte do meio estudantil universitário hoje. A fim de esclarecimento: a rádio livre Alternativa é formada por ex-integrantes da diretoria do CAASO e por pessoas q participam do macaco e participaram da chapa opositora à q venceu as eleições. A gestão amarela conta com a repúdia de integrantes de gestões anteriores (ñ só uma) e de pessoas q estão presente na "cena" estudantil há mais de 10 anos, tanto na USP de São Carlos e da capital quanto na UFSCar que se manifestaram nos emails e estiveram presentes no debate de ontem. Mais (sim, ainda tem mais) informações - http://radiocapivara.blogspot.com/ vamos agitar o máx. d grupos e coletivos possível para defender a Alternatva  | Nesta sexta acontecerá o Forró do Aloja, oferecido pelos moradores do alojamento estudantil. Ele aconteceria no Salão Social, onde é maior que o CAASO, podendo receber mais pessoas. Mas derepente (ontem) a diretoria do CAASO passou a exigir um alvará que permite legalmente a festa ocorrer naquele salão, documento que exige 40 dias pra se obter. Documento que nunca é/ foi exigido.
A chapa amarela é um desastre! propaganda do pt? cara, INFORME-SE! sim, delegacia é inviável, mas existem delegados apoiando o movimento de rádios LIVRES - e só para completar, o movimento de rádios livres é apartidário, até pq um partido como o pt tem capacidade de ter uma rádio nos moldes requisitados pela anatel mais uma vez, INFORME-SE! e pensar um pouco tb ñ faz mal  | salve salve!
rádio várzea comunica!
espalhem pelas ondas radifônicas e cibernéticas!
tamo junto!
*Comunicado de Solidariedade à Rádio Alternativa*
O Coletivo Rádio Várzea Livre do Rio Pinheiros, o Centro de Estudos de Geografia Caspistrano de Abreu e o Centro Acadêmico de História da USP vêm a público expressar o seu apoio à Rádio Alternativa e ao movimento de rádios livres.
Acreditamos que a luta contra o latifúndio das ondas eletromagnéticas é fundamental para a destruição do capital. Nesse sentido, a repressão que a Rádio Alternativa sofreu do CAASO apenas demonstra de que lado a Universidade se encontra na luta pela transformação do mundo. Da direção da USP, já esperávamos isso. Dos próprios estudantes, atitudes como essa são cada vez menos surpreendentes.
Fazer a própria comunicação, possuir meios para se comunicar entre si, expressar formas e conteúdos que rompam com a homogeneização que a grande mídia dita para todos; acabar com a lógica formal comunicador/espectador são experiências que as rádios livres trazem ao longo de seus rolês e sua história. Por isso, enfatizamos nosso apoio ao movimento de rádios livres e, por que não, nosso repúdio às atitudes unilaterais que se dizem tomadas dentro de uma esfera supostamente democrática legalista, mas que, na verdade, só reproduzem a defesa do mercado e da propriedade privada na terra, água e ar!
Livre sempre lutaremos!!!!
RV 107,1 fm
CEGE - USP
CAHIS - USP
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