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| | Desalojo do Camelódromo da Central do Brasil Por RIO DE JANEIRO 13/05/2010 às 11:42 Na manha desta segunda feira, 10 de maio, não foi somente o céu da cidade que amanheceu carregado de nuvens. Eram muitas as dúvidas que pairavam sobre a cabeça dos mais de 600 lojista do camelódromo da Central do Brasil, que naquele dia, viram suas expectativas de permanência no local serem frustradas com o vencimento do prazo de despejo, realizado pela CODERTE. O incêndio do dia 26 de abril, que destruiu parte do camelódromo, serviu como pretexto para desalojar todo o complexo de boxes, que contava com uma grande diversidade de mercadorias a preços populares, eram roupas, guloseimas, artigos para o lar, ferramentas para construção civil, que estavam acessíveis as 24h do dia, tanto para as pessoas que moram próximas ao local, quanto para a enorme quantidade de pessoas que moram nos subúrbios e na baixada fluminense e são obrigadas a passar pelo local todo dia, quando chegam ao Centro da cidade e quando vão a noite para suas casas distantes, recuperar forças para a jornada do dia seguinte. Quando chegamos ao local, aproximadamente as 6 horas da manha, o mesmo já se encontrava isolado pela Polícia Militar e era grande a quantidade de homens e carros do Batalhão de Choque, com suas enormes metralhadoras. Havia também pessoas que pediam aos funcionários públicos engravatados, que não pudemos levantar a qual orgão público pertence, para poderem tirar o que ainda restava de mercadoria. Nos chamou a atenção a grande insensibilidade dos funcionários do CODERTE , que negavam isto aos trabalhadores, alegando que o prazo havia vencido as sete horas da manha. Entre lágrimas e súplicas as pessoas insistiam e se mostravam indignadas e ao mesmo tempo impotentes em meio a homens engravatados e soldados fortemente armados. MATÉRIA COMPLETA | FOTOS Era visível que o sentimento que mais pairava no local, depois da revolta era o medo de represália de algumas das ?autoridades? ali presentes, a presença da policia de choque durante a semana deve ter servido para causar esta sensação. Pudemos presenciar naquela manha a chacota e o sarcasmo com o qual a PM lidava com a situação desesperadora dos trabalhadores despropriado de seus meios de produção. A teria majoritária ali, tanto dos camelôs quanto dos transeuntes era a de um incêndio criminoso. Fatos como a demora do corpo de bombeiros, que tem o seu quartel localizado a menos de 500 metros do local, mas que no dia do incêndio tardou 2 horas e ainda quando chegou, não havia água para apagar o incêndio; e também do projeto para a construção de uma nova rodoviária que foi apresentado a imprensa e a opinião pública um dia depois do incêndio, contribuíram muito para este pensamento. Algumas horas antes, logo que se deu a nossa chegada, do outro lado do camelódromo, na parte mais próxima a estação de trem da Central do Brasil, a indignação era a mesma, as pessoas que ainda estavam no prazo para retirar suas mercadorias o faziam, mas com as nuvens carregadas de dúvidas a respeito do futuro econômico da família, da instabilidade de uma educação para os filhos, preocupação com os alugueis, comida, transporte, ou seja, com tudo que a especulação urbana encarece para a população pobre e no caso deles, ainda tomou de assalto seu meio de sustento, viram literalmente suas vidas transformadas em cinzas e escombros e a expectativa de futuro que parece dominar a maioria é seguir na profissão, correndo da guarda municipal e do choque de ordem.
>>Adicione um comentário http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2010/05/471374.shtml Mais de cinqüenta incêndios criminosos contra sobrados, ocupações, depósitos de camelôs e espaços tombados aconteceram no Centro do Rio de Janeiro em 2009, desde o inicio da ?revitalização urbana? apoiada pelo prefeito Eduardo Paes. Ele faz lembrar o antigo Carlos Lacerda, de 1960-65: despejos e incêndios criminosos de comunidades e assassinatos de moradores de rua e sem-tetos pela polícia durante seu governo. Depois de 50 incêndios criminosos no centro do Rio só em 2009, Eduardo Paes deu a benção a mais uma ação de incêndio criminoso. Depois desses incêndios, o famoso camelódromo perto do Terminal Américo Fontenelle pegou fogo também. Não por coincidência, no dia seguinte ao suposto ?acidente?, o prefeito tirou uma carta da manga: um projeto para o espaço, que consistia em transformar o camelódromo numa extensão do terminal.  Assim como Nero foi na história, Eduardo Paes incendeia a cidade  | recebi o manifesto Contra a Faxina Étnica, ontem na pça da matriarca dandara (antiga pça do patriarca, sp-sp).
No texto vai: "No Rio de Janeiro, a política racista do Choque de Ordem do Prefeito Eduardo Paes é expressão do processo de faxina étnica que tem por alvo principal os vendedores ambulantes que tem as suas mercadorias saqueadas por agentes do estado racista."
no rodapé está www.circulopalmarino.org.br
O manifesto na íntegra está no fundo, canto esquerdo.
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ao som de rzo - o mensageiro  | http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2010/05/471533.shtml Um número de camelôs realizaram passeata da Central até o piranhão, na sede da Prefeitura do Rio, para reivindicar os assentamentos necessários pare executar seu trabalho. Durante a manifestação houve intensa escolta policial. Na chegada à prefeitura já haviam mais de 5 carros de policia esperando a manifestação. Policiais rondavem em volta da manifestação, numa clara intenção de intimidar. Novamente, após a manifestação, um secretário da OAB mostrou apoio à causa dos camelôs, mesmo assim Eduardo Paes não deu nenhuma satisfação às suas exigências. Sabe-se muito bem que aquele espaço, assim como muitos do Centro já estão vendidos para empresas pelo município ou pelo governo do estado.Fez-se grilagem com a terra dos camelôs. Depois da expulsão de todos os camelôs, inclusive os que não tinham sido atingidos pelo incêndio, muitos ambulantes e outros são proibidos pela guarda municipal e prefeitura de manter suas vendas ali na passagem onde estão os escombros do camelódromo. Sabe-se também que pretendem em seguida demolir o terminal Américo Fontenelle para reformá-lo, assim estão expulsando também os camelôs e ambulantes que ali trabalham. Claro que diante de toda essa covardia, Eduardo Paes não teria a decência de dar satisfação aos camelôs. Só lhe resta a vergonhha...
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