Mesmo com a retirada de mais de 1.500 toneladas de solo contaminado, osmoradores foram obrigados a beber água contaminada até a Embasa isolar os poços artesianos e instalar água encanada nas casas. Em consequencia disso estavam apresentando sintomas como: febre, enjoos, tonturas, vômitos, formigamento nas mãos e nos pés, cansaço contínuo, dores de cabeça, problemas respiratórios, desmaios e caroços pelo corpo. Mas somente dois meses após despejo é que a Secretaria de Saúde de Camaçari fez a coleta de sangue, fezes e urina da comunidade para confirmar a intoxicação. O único médico clínico que havia prestado atendimento na época receitava medicamentos para verminoses. Em janeiro de 2007 uma das moradoras do loteamento - que residia a 150m do local do derrame -, morreu após cair e bater a cabeça por causa de intensa vertigem, mesmo assim não foi feita a necropsia que comprovaria sua contaminação, a segunda morte foi de um técnico da Defesa Civil de Camaçari, que teve contato direto com as substâncias tóxicas, fato negado pelo coordenador do orgão, que afirma que ele já estava doente. Ainda no mês de outubro daquele ano foi preciso protestar também para receber o resultado completo dos exames, na época, um dos clínicos que atendiam as frequentes queixas das pessoas contaminadas chegou a sugerir a uma delas que procurasse ajuda psicológica.

A garantia de atendimento médico especializado e tratamento só foi conseguida no ano seguinte, quando, em janeiro de 2008, os moradores permaneceram semanas acampados - alguns deles acorrentados - na entrada do Ministério Público em Salvador. Mas a morosidade da prefeitura os levou a, no mês seguinte, passarem duas semanas em frente ao Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (Cofic) para cobrar das empresas do Polo ajuda financeira e atendimento médico para as vítimas da contaminação. Mas o Cofic negava a responsabilidade das empresas e nada foi acordado. Em 22 de fevereiro, a Justiça acatou o pedido do MP e determinou que a prefeitura de Camaçari prestasse assistência médica aos moradores em 30 dias. Em maio, a obrigação de assistência foi ampliada para o estado e a União. Ainda assim, a comunidade não foi atendida plenamente após determinação e no final de maio os manifestantes voltaram a protestar no MP.

Em 2009 a manifestação foi na prefeitura de Camaçari que ainda não havia cumprido a determinação da Justiça. Após serem recebidos por uma comissão dos representantes da prefeitura resolveram suspender a manifestação.

E em 2010, a ocupação da Cetrel, que já dura três semanas e continua e longe de uma solução apesar de um inicio de conversação entre Empresa e Associação das Vitimas no dia 12/05.