"É um absurdo ser processado pelo maior empresário de Brasília por conta de uma suposta quebra de dois vasinhos de planta, que não representam nada no orçamento dele. E o pior é a exigência de ter de se retratar publicamente por algo que não pratiquei. O processo todo é motivado por interesses políticos, já que o movimento foi vital na derrubada do ex- governador. Isso é parte do trabalho de criminalizar os movimentos sociais. Não vamos nos amedrontar com essa atitude", pontua David, que se mantém na UnB graças à assistência estudantil, por possuir baixa renda familiar e estar desempregado.

O estudante está sendo assessorado por advogados que atuam no Movimento Fora Arruda, Gilson dos Santos e Márcio Freitas Filho. "Na verdade, a empresa não queria construir acordo nenhum. As exigências deles são estapafúrdias. A ação contra o David tem uma série de falhas, e talvez a maior delas seja a de imputar a uma só pessoa coisas que aconteceram durante um ato com vários e vários militantes. Além de não haver flagrante, as testemunhas arroladas por eles trabalham todas na empresa, estando contratualmente impedidas de falar contra a companhia", detalha Gilson.

A audiência terminou sem acordo entre as partes, de forma que a disputa será levada a julgamento.