Estou muito indignado com a industria dos concursos. O concurso para professor de inglês do município do Rio de Janeiro realizou sua prova oral (2a. etapa do concurso publico) no dia 22 e 23/05 mas apenas no dia 28/05 foi divulgada a listagem dos aprovados. Observa-se que tanto teve notas 100 como teve uma nota 4 (o,4?). Será que uma professora habilitada que passou na prova escrita não seria capaz de acertar uma palavra em inglês, já que tirou menos que 10? Em março, soube na escola e na Internet foi divulgado que:
?No Cultura Inglesa, ouvimos falar que a Cultura Inglesa deve fechar contrato com a prefeitura para fornecer fornecer os livros da sua editora, Learning Factory." Já que parece que o foco das aulas seria conversação... Que coincidência, visto que os avaliadores eram do curso citado acima.
E foi divulgado que 400 professores seriam convocados. Como? Se nem todos que passaram na prova escrita foram convocados para a prova oral, apenas uma porcentagem em cima das vagas. E ainda desses convocados, muitos não passaram na oral. E o pior, a prova oral é eliminatória, ou seja, quem não passou na prova oral, não terá seus títulos avaliados (que já foram entregues no dia da prova oral) e já estamos fora do concurso. Professores experientes, muitos que conheço foram ao exterior, professores de curso de outros cursos de inglês também não passaram nesta prova oral em que os avaliadores foram professores de um curso, o Cultura Inglesa. Estranho...Acrescentando que divulgou-se que seria para lecionar para o 1o. segmento do Ensino Fundamental (antigo CA à 4a. série). Somos professores e queremos apenas Justiça!
Pois fere com o príncipio da Isonomia. Votei no Eduardo Paes e não esperava que ele fizesse este papel com seus eleitores, na gestão anterior, o senhor César Maia realizou alguns concursos com total transparência. É uma vergonha!
Na prova oral, não apresentamos nenhum documento de identidade e qualquer pessoa podia ser passar pela outra. Não assinamos nenhuma lista de presença, a não ser quem entregou seus títulos. O candidato que faltou também pode exigir suas notas, já que nada comprova. Pois só assinou quem entregou seus títulos.
Como podem cobrar fluência oral dos candidatos, se na própria faculdade não nos deixa apto para o mesmo? Sem contar, que fluência oral não era pré-requisito no edital do concurso e sim apenas formado em letras-língua portuguesa-língua inglesa. E o fato de no mês de março ser divulgado na internet e em outros meios que a prefeitura compraria livros do cultura inglesa? E por coincidência, os avaliadores eram deste mesmo curso. Exigimos como cidadãos apuração dos fatos e providencias. Esta prova oral foi extremamente ilegal! Queremos sua anulação. Contamos apenas com a mídia para apurar e denunciar este desrespeito com os professores e cidadãos.. Por favor, olhe por nós, professores! Os concursos estão virando "máquina de dinheiro" . Acrescentando que as provas NÃO vieram lacradas e NÃO foram gravadas. Já denunciamos e até agora nada... Aonde vai parar esta impunidade????