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| | A Super-acumulação de Capital e o Superconsumo dos Ricos Por Ravena Medeiros 30/07/2010 às 12:16 Embora o consumo dos industriais seja controlado, o consumo dos latifundiários é perdulário, pois a sua fonte de renda é a terra e o trabalho alheio. Assim, sua renda está sujeita a riscos mínimos, diferentemente do lucro do industrial, que poderá falir, interrompendo sua acumulação de capital, se as coisas desandarem. Em um artigo de título "Um Programa de Transição Anti Capitalista", publicado nesta página, o Raymundo Araújo Filho escreveu, entre outras coisas, que "...10% (apenas 18 Milhões dos mais ricos), continuam a consumir 50% de tudo o que existe no país e os 10% mais pobres apenas 3%". Na tentativa de justificar as desigualdades sociais e salvar a pele do capitalismo, o Mundim destacou tal afirmativa e disse: "Não adianta espremer o bagaço da laranja Pedro Mundim 13/07/2010 12:44 "...10% (apenas 18 Milhões dos mais ricos), continuam a consumir 50% de tudo o que existe no país e os 10% mais pobres apenas 3%" Olha a sutil escolha da palavra: consumir. Os 10% mais ricos não consomem 50% de tudo o que existe no país, não é isso. Os 10% mais ricos detêm os meios de produção que, avaliados, correspondem a 50% da riqueza nacional. Mas do jeito que a frase foi construída, fica parecendo que os ricos comem 10 bois por semana e moram em mansões do tamanho de um bairro inteiro, deixando o resto da população com fome e sem teto. Não é o consumo excessivo dos ricos a causa do baixo consumo dos pobres, rico não consome mais, rico consome melhor. Os ricos são, simplesmente, os gestores da economia, pois na posição de proprietários dos meios de produção, cabe-lhes tomar decisões executivas e gerenciais. Eliminar os ricos não fará se materializar nas prateleiras, por encanto, tudo aquilo que os pobres necessitam. Eliminar os ricos significa, simplesmente, substituí-los por outros no papel de gestores da economia. Mas esses outros vão conduzir os meios de produção de modo a fazê-los produzir tudo aquilo que falta aos pobres? A experiência mundial (Cuba, ex-URSS) mostra que não. O máximo que eles conseguem fazer é instituir um esquema de racionamento que distribua de forma mais ou menos igual os poucos ítens disponíveis. Isso porque a causa da pobreza não é a ganância dos ricos, mas a insuficiência dos meios de produção existentes nos países pobres, que geram pouca riqueza a custa de muito trabalho. Mobilizações populares e outras formas de pressão política nada mais são do que espremer o bagaço da laranja: sai uma ou duas gotas, e mais nada. Nem pode ser diferente: o governo não produz riqueza, o governo cobra impostos. Em outras palavras, o governo não pode dar ao povo nada que não tenha dele antes tirado. O governo só pode prover bons serviços quando é rico, e o governo só é rico quando são ricos os cidadãos e empresas privados que pagam impostos. O mais é conversa fiada. Sobre a sugestão de votar nulo, repito aqui o provérbio: "AQUELES QUE TÊM NOJO À POLÍTICA SÃO GOVERNADOS PELOS QUE NÃO TÊM"". http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2010/07/474528.shtml O Pedro Mundim tem certa dose de razão em relação ao consumo do industrial. De fato, 10% dos capitalistas não consomem 50% da riqueza, mas essa estúpida concentração da mesma reduz ao mínimo possível o consumo de grande parte da população brasileira, pois, devido ao fato de os salários integrarem os custos de produção, os burgueses contratam o menor número possível de operários, pagando-lhes o menor salário possível e impondo-lhes a mais extensa jornada de trabalho possível e extrema intensificação do trabalho. Em sendo assim, os empregados consomem apenas o suficiente para continuarem trabalhando os desempregados não consomem quase nada. Se os meios de produção forem socializados, os atuais empregados trabalharão menos e consumirão mais, enquanto os atualmente desempregados conseguirão emprego e terão suas necessidades satisfeitas. O aumento da produtividade do trabalho servirá para, combinadamente, reduzir a jornada de trabalho e elevar o consumo dos trabalhadores, em vez de servir para demitir parte deles, o que acontece no capitalismo. Caso haja superprodução de riqueza, essa não será destruída, como é de praxe na sociedade burguesa, mas distribuída, já que na sociedade socialista o objetivo da produção é a satisfação das necessidades sociais e não a obtenção de lucro e a acumulação de capital. Diz o Pedro Mundim que "a causa da pobreza não é a ganância dos ricos, mas a insuficiência dos meios de produção existentes nos países pobres, que geram pouca riqueza a custa de muito trabalho." Realmente, não é a ganância dos ricos a causa da pobreza mas também a causa da mencionada pobreza não é a insuficiência dos meios de produção, que geram pouca riqueza à custa de muito trabalho. O Mundim se esqueceu que, na sociedade burguesa, o que causa a miséria é a superprodução e o que causa a superprodução é o aumento da produtividade do trabalho sem a correspondente redução da jornada de trabalho. Paradoxalmente, é o crescimento das forças produtivas que causa a pobreza da sociedade burguesa. Numa sociedade baseada na cooperação, e não na competição, na qual os meios de produção sejam propriedade da coletividade e não de particulares, o aumento dos referidos meios de produção significarão maior riqueza, e não o crescimento da miséria. Embora o consumo dos industriais seja controlado, o consumo dos latifundiários é perdulário, pois a sua fonte de renda é a terra e o trabalho alheio. Assim, sua renda está sujeita a riscos mínimos, diferentemente do lucro do industrial, que poderá falir, interrompendo sua acumulação de capital, se as coisas desandarem. É o que Marx constatou nos Manuscritos Econômicos-Filosóficos: "Há uma espécie de riqueza que é inativa, pródiga e devotada ao prazer, cujo beneficiário se comporta como um indivíduo efêmero, de atividade sem propósito, que encara o trabalho escravo dos outros, o sangue e o suor humanos, como a presa de sua cupidez e vê a humanidade, e a si mesmo, como um ser supérfluo e votado ao sacrifício. Assim, ele adquire um desprezo pela humanidade, expresso na forma de arrogância e de malbaratamento de recursos que poderiam sustentar cem vidas humanas, e também na forma da ilusão infame de que sua extravagância irrefreada e seu interminável consumo improdutivo é condição indispensável ao trabalho e à subsistência de outros. Ele vê a realização dos poderes essenciais do homem apenas como a realização de sua própria vida desordenada, de seus caprichos e de suas idéias inconstantes e bizarras. Tal riqueza, contudo, que vê a riqueza somente como um meio, como algo a ser consumido, e que é, portanto, tanto senhora como escrava, generosa como mesquinha, caprichosa, presunçosa, vaidosa, refinada, culta e espirituosa, ainda não descobriu a riqueza como uma força inteiramente estranha, mas vê nela seu próprio poder e fruição antes que riqueza. . . meta final. . . .. e a fulgente ilusão acerca da natureza da riqueza, produzida por sua estonteante aparência física, é defrontada pelo industrial trabalhador, sóbrio, econômico e prosaico, que está esclarecido a respeito da natureza da riqueza e que, embora incrementando a amplitude da vida regalada do outro e lisonjeando-o com seus produtos (pois seus produtos são outros tantos ignóbeis mimos para os apetites do perdulário), sabe como apropriar para si mesmo, da única maneira útil, os poderes decadentes do outro. Malgrado, portanto, a riqueza industrial pareça à primeira vista ser o produto de riqueza pródiga e fantástica, não obstante despoja o último de maneira ativa por seu próprio desenvolvimento. A queda da taxa de juros é uma conseqüência necessária da evolução industrial. Assim, os recursos do arrendatário esbanjador minguam proporcionalmente ao aumento dos meios e oportunidades de divertimento. Ele se vê obrigado, seja a consumir seu capital e arruinar-se, seja a tornar-se ele próprio um industrial. . . Por outro lado, há um aumento constante da renda da terra no decorrer do progresso industrial, mas consoante já vimos deve chegar uma hora em que a propriedade imobiliária, como qualquer outra forma de propriedade, recai na categoria de capital que se reproduz por meio do lucro - e isso é resultado do mesmo progresso industrial. Assim, o perdulário proprietário de terras tem de entregar seu capital e arruinar-se, ou então tornar-se um rendeiro de sua própria propriedade - um industrial agrícola. O declínio da taxa de juros (que Proudhon considera como abolição do capital e uma tendência para a socialização do capital) é, pois, antes um sintoma direto da vitória completa do capital ativo sobre a riqueza pródiga, i. é, a transformação de toda propriedade privada em capital industrial. É a vitória completa da propriedade privada sobre suas qualidades aparentemente humanas, e a submissão total do dono da propriedade à essência da propriedade privada - o trabalho. É evidente que o capitalista industrial também tem seus prazeres. Ele não retorna absolutamente a uma simplicidade antinatural em suas necessidades, mas sua fruição é somente questão secundária; é recreação subordinada à produção, e, assim, um divertimento calculado, econômico, pois ele anota seus prazeres como um desembolso de capital e o que esbanja não deve ser mais do que pode ser substituído com lucros pela reprodução do capital. Destarte, o divertimento fica subordinado ao capital e o indivíduo amante de prazeres e sujeito ao acumulador de capital, enquanto outrora ocorria o contrário." http://www.marxists.org/portugues/marx/1844/manuscritos/cap05.htm O Mundim tem repetido ad nauseaam que do lucro do empresário apenas uma pequena parte é consumida improdutivamente por ele, que o grosso do seu lucro se torna capital e é reinvestido na economia, gerando emprego e riqueza. Ora, de que adianta à classe despossuída essa super-acumulação de capital e esse reinvestimento se tudo desemboca na superprodução e no aumento da miséria social? De nada adianta a frugalidade dos ricos se a riqueza não é distribuída.
>>Adicione um comentário Eu às vezes me surpreendo ao ler aqui a reprodução de post's antigos de minha autoria, dos quais eu nem me lembrava mais, mas que ficaram na memória de meus interlocutores. Isso mostra o quanto eles foram perturbadores para quem os leu. Essas pessoas obviamente não vão admitir, mas perceberam a coerência de minha argumentação, e ficaram com aquilo na cabeça atormentando-os por meses a fio enquanto procuravam reunir argumentos para refutar-me. Mas quando tentam fazê-lo, fica parecendo que estão totalmente confusos e dando tiros em todas as direções. O post acima é um bom exemplo do curto-circuito mental que eu provoco na mente de meus interlocutores, pessoas que muitas vezes são até inteligentes, mas que se acostumaram a repetir esquematismos ideológicos ao invés de raciocinar. Muito do que é dito no post acima é verdade, mas auto-contraditório. Por exemplo:
"De fato, 10% dos capitalistas não consomem 50% da riqueza, mas essa estúpida concentração da mesma reduz ao mínimo possível o consumo de grande parte da população brasileira, pois, devido ao fato de os salários integrarem os custos de produção, os burgueses contratam o menor número possível de operários, pagando-lhes o menor salário possível e impondo-lhes a mais extensa jornada de trabalho possível e extrema intensificação do trabalho"
Falsa lógica: o SE não conduz ao ENTÃO. Os salários integram, sim, os custos de produção, mas o valor dos salários, o número de funcionários e a extensão da jornada não são decididas unilateralmente pelos burgueses, mas pactuadas entre contratantes (donos dos meios de produção) e contratados (donos de sua força de trabalho), dentro daquilo que chamamos o mercado de trabalho. Se o resultado desse pacto é um salário baixo, um pequeno número de contratados e uma jornada exaustiva, não é por acaso que isso acontece: trata-se da síndrome de um modo de produção pouco eficiente, que gera pouca riqueza à custa de muito trabalho. É inclusive contraditório afirmar que o número de contratados será pequeno nessas circunstâncias, pois se o trabalho rende pouco, a solução é o patrão contratar muita gente e baixar ainda mais os salários. Se a argumentação original fosse verdadeira, então os patrões do primeiro mundo seriam mais pobres do que os patrões do terceiro mundo, pois lá eles pagam salários bem maiores e têm muito menos empregados devido ao alto grau de automação. Mas lá o faturamento também é maior, pois a alta tecnologia agregada a seus modos de produção permite a geração de muita riqueza a custa de pouco trabalho. Por esse motivo, os patrões do primeiro mundo são mais ricos que os patrões do terceiro mundo.
"Se os meios de produção forem socializados, os atuais empregados trabalharão menos e consumirão mais..."
Isso só será verdade se os meios de produção permitirem uma maior geração de riqueza, o que dificilmente ocorre sob regime socialista, que como não tem concorrência entre as empresas, não fomenta o incremento tecnológico e organizacional.
"Ora, de que adianta à classe despossuída essa super-acumulação de capital e esse reinvestimento se tudo desemboca na superprodução e no aumento da miséria social"
A superprodução é igual ao desperdício, que é conseqüência da falha nos mecanismos reguladores da economia. É notório que, no socialismo, os mecanismos reguladores são muito menos eficientes do que no capitalismo, haja visto a escassez dos mais elementares bens de consumo e o constante racionamento, carcterístico de todo regime socialista através da História. Você acha que aí não há desperdício?
"De nada adianta a frugalidade dos ricos se a riqueza não é distribuída"
Deu dez voltas e retornou ao ponto de partida: continua concebendo "riqueza" como os ovos em uma cesta, onde quem pega muitos deixa poucos para os outros.  | O mais certo é que eu tivesse escrito "os ricos detém 50% de tudo que existe no país (inclusive o consumo, certamente, basta ir nestas churrascarias e restaurantes de luxo para constatar, além dos índices de consumo per capta no país, mas classificado por faixa econômica)".
No mais, Pedro Mundin está na berlinda mais uma vez, e terá de "esquecer" o assunto.  | Os salários são mais baixos na periferia do capitalismo do que no centro porque o movimento operário da periferia é mais fraco do que o do centro e porque no terceiro mundo a oferta de mão-de-obra é muito maior do que a demanda. Não é á toa que as empresas do terceiro mundo migram para o terceiro mundo (outsourcing). No terceiro mundo se gera muita riqueza à custa de pouco salário. Outro total desconhecimento do Pedro Mundim é afirmar que quanto mais os patrções contratam operários mais os salários destes diminuem. Não é assim que funciona a lei da oferta e da procura. Não sou eu que concebo a riqueza como os ovos em uma cesta, onde quem pega muitos deixa poucos para os outros. É você que concebe a riqueza como uma cesta, onde quem subrai todos os ovos não prejudica o dono da cesta. Em "Salário, Preço e Lucro", Marx escreveu: "O cidadão Weston ilustrou a sua teoria dizendo-nos que se uma terrina contém determinada quantidade de sopa, destinada a determinado número de pessoas, a quantidade de sopa não aumentará se se aumentar o tamanho das colheres. Seja-me permitido considerar este exemplo pouco substancioso. Ele me faz lembrar um pouco aquele apólogo de que se valeu Menênio Agripa. Quando a plebe romana entrou em luta contra os patrícios, o patrício Agripa disse-lhes que a pança patrícia é que alimentava os membros plebeus do organismo político. Mas Agripa não conseguiu demonstrar como se ali mentam os membros de um homem quando se enche a barriga de outro. O cidadão Weston, por sua vez, se esquece de que a terrina da qual comem os operários, contém todo o produto do trabalho nacional, e o que os impede de tirar dela uma ração maior não é nem o tamanho reduzido da terrina, nem a escassez do seu conteúdo, mas unicamente a pequena dimensão de suas colheres." http://www.marxists.org/portugues/marx/1865/salario/cap01.htm#i1  | 19% da população ser dona de 50% da riqueza produzida pela Nação. Isso é o bagaço da laranja?
Quem espreme o bagaço da laranja é 90% da população, ao dividir entre si 50% da riqueza nacional. 10% da população concentrar a metade da riqueza nacional é não apenas espremer a própria laranja nem ser dona da laranjeira, mas do laranjal. Os burgueses brasileiros são tão ou mais ricos do que os burgueses do primeiro mundo. O Brasil é mais pobre do que os países do primeiro mundo, apesar da possuir abundância de recursos naturais e humanos, justamente porque a sua riqueza é mal distribuída. O que empobrece o Brasil são as desigualdades sociais.
 | O Pedro Mundim tem razão ao afirmar que o valor dos salários, a duração da jornada de trabalho e o número de trabalhadores empregados não depende do patrão (nem do empregado).
Eis o que Marx escreveu nos Manuscritos Econômicos-filosóficos, em 1844:
"Ricardo in his book [On the Principles of Political Economy and Taxation] (rent of land): Nations are merely production-shops; man is a machine for consuming and producing; human life is a kind of capital; economic laws blindly rule the world. For Ricardo men are nothing, the product everything. In the 26th chapter of the French translation it says:
"To an individual with a capital of £20,000 whose profits were £2,000 per annum, it would be a matter quite indifferent whether his capital would employ a hundred or a thousand men.... Is not the real interest of the nation similar? Provided its net real income, its rent and profits be the same, it is of no importance whether the nation consists of ten or twelve millions of inhabitants." - [t. II, pp. 194, 195.] "In fact, says M. Sismondi ([Nouveaux principes diconomie politique,] t. II, p. 331), nothing remains to be desired but that the King, living quite alone on the island, should by continuously turning a crank cause automatons to do all the work of England."[13]
"The master who buys the worker's labour at such a low price that it scarcely suffices for the worker's most pressing needs is responsible neither for the inadequacy of the wage nor for the excessive duration of the labour: he himself has to submit to the law which he imposes.... Poverty is not so much caused by men as by the power of things." (Buret, op. cit., p. 82.)"  | De acordo com o Mundim, eliminar os ricos não fará se materializar nas prateleiras, por encanto, tudo aquilo que os pobres necessitam.
Claro. Primeiramente, não se deve eliminar os capitalistas, mas o capitalismo. E a eliminação do capitalismo, por si só, não materializrá nas prateleiras os produtos para satisfação da necessidades sociais. O socialismo, principalmente em sociedades feudais como eram a Rússia, Cuba, a China, etc. não fará, como que por encanto, os produtos aprecerem do nada. Mas, quando há crises de superprodução, os capitalistas fazem os produtos do trabalho desaparecem das prateleiras, queimando o "excedente" da produção, inobstante os trabalhadores estejam passando fome e frio.
 | De acordo com as análises do Pedro Mundim, os salários dos brasileiros são baixos por causa da baixa eficiência do modo de produção, que gera pouca riqueza à custa de muito trabalho.
Nada mais contrário à realidade econômica do que tal análise. O aumento da produtividade do trabalho não faz os salários se elevarem, ao contrário, pressionam-nos para baixo.
Quanto mais a mesma quantidade de riqueza seja produzida por um número menor de trabalhadores, mais aumentará a demissão destes, aumentando a concorrência entre eles e reduzindo seus salários.
"The more the division of labor and the application of machinery extend, the more does competition extend among the workers, the more do their wages shrink together." Karl Marx  | Quando o inimogo não tem mais munição, pode-se atirar em todas as direções.
A produtividade do trabalhador do terceiro mundo equivale á produtividade do trabalhador do primeiro mundo, principalmente após a globalização da economia. A produtividade de um funcionário da Volkswagen no Brasil não difere da produtividade de um operário dq referida empresa na Alemanha, por exemplo. Aliás, a produtividade e portanto a produção do emrpegado brasileiro é até maior do que a do europeu, já que aqui a jornada de trabalho é mais alta do que lá.
A única coisa que difere um operário do primeiro mundo de um operário do terceiro mundo é o salário. Se os operários dos países do primeiro mundo produzissem muita riqueza á custa de pouco trabalho, as fábricas dos referidos países não migrariam para o terceiro mundo, por mais que os salários do terceiro mundo fossem baixos.  | De acordo com o Mundim, eliminar os ricos não fará se materializar nas prateleiras, por encanto, tudo aquilo que os pobres necessitam.
Conforme Karl Marx, numa futura sociedade, na qual tiver terminado o antagonismo de classe, na qual não haverá classes, o uso já não será determinado pelo tempo mínimo de produção; mas o tempo de produção devotado a um artigo será determinado pelo grau da sua utilidade social.
Em sendo assim, a eliminação do capitalismo fará as necessidades dos trabalhadores serem facilmente satisfeiras.
"El precio de los víveres ha ido subiendo casi constantemente, mientras que el precio de los objetos manufacturados y de lujo ha ido bajando casi de continuo. Tomemos incluso la agricultura: los productos más indispensables, como el trigo, la carne, etc., suben de precio, en tanto que el algodón, el azúcar, el café, etc., bajan sin cesar en una proporción sorprendente. Y hasta entre los comestibles propiamente dichos, los artículos de lujo, tales como las alcachofas, los espárragos, etc., son hoy relativamente más baratos que los productos alimenticios de primera necesidad. En nuestra época, lo superfluo es más fácil de producir que lo necesario. Por último, en diferentes épocas históricas, las relaciones reciprocas de los precios no sólo son diferentes, sino opuestas. En toda la Edad Media, los productos agrícolas eran relativamente mas baratos que los artículos manufacturados; en los tiempos modernos están en razón inversa. ¿Se deduce de ello que la utilidad de los productos agrícolas haya disminuido después de la Edad Media?
El uso de los productos se determina por las condiciones sociales en que se encuentran los consumidores, y estas condiciones reposan en el antagonismo de clases.
El algodón, la patata y el aguardiente son artículos del uso más común. La patata ha dado origen a la escrófula; el algodón ha desplazado en gran parte el lino y la lana, a pesar de que la lana y el lino son, en muchos casos, mas útiles aunque sólo sea desde el punto de vista de la higiene; por último, el aguardiente se ha impuesto a la cerveza y al vino, pese a que el aguardiente, empleado en calidad de producto alimenticio, este considerado generalmente como un veneno. Durante todo un siglo, los gobiernos lucharon en vano contra este opio europeo; la economía prevaleció dictando sus leyes al consumo.
¿Por qué, pues, el algodón, las patatas y el aguardiente son la piedra angular de la sociedad burguesa? Porque su producción requiere la menor cantidad de trabajo y, por consiguiente, tienen el más bajo precio. ¿Por qué el mínimo de precio determina el máximo de consumo? ¿Será tal vez a causa de la utilidad absoluta de estos artículos, de su utilidad intrínseca, de su utilidad en el sentido de que satisfacen de la manera mejor las necesidades del obrero como hombre y no del hombre como obrero? No, es porque, en una sociedad basada en la miseria, los productos más miserables tienen la prerrogativa fatal de servir para el consumo de las grandes masas.
Decir que, puesto que las cosas que menos cuestan son las de mayor consumo, deben ser las de mayor utilidad, equivale a decir que el uso tan extendido del aguardiente, determinado por su bajo coste de producción, es la prueba mas concluyente de su utilidad; equivale a decir al proletario que las patatas son para él más saludables que la carne; equivale a aceptar el estado de cosas vigente; equivale, en fin, a hacer con el señor Proudhon la apología de una sociedad sin comprenderla.
En una sociedad futura, donde habrá cesado el antagonismo de clases y donde no habrá clases, el consumo no será ya determinado por el mínimo de tiempo necesario para la producción; al contrario, la cantidad de tiempo que ha de consagrarse a la producción de los diferentes objetos será, determinada por el grado de utilidad social de cada uno de ellos."
Karl Marx, Miséria de la Filosofia
 | BURROS CHICOTEATORES FALACIOSOS ESQUERDISTAS DO CARALHO!!!!!!!!!!!
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