| Estudantes de Geografia da PUC-SP paralisam o curso! 09/08/2010 às 23:23 Em assembléia geral ocorrida dia 03 de agosto, os estudantes de geografia da PUC-SP decidiram paralisar o curso para se contraporem a diversas medidas tomadas pela direção da universidade: professores com contratos temporários impossibilitando a continuidade do curso, ausência de contratação de professores para complementar a grade horária, falta de estrutura de laboratórios fundamentais para o curso, abertura de edital de bolsas, redução das mensalidades, entre outras questões estruturais que ferem a qualidade de educação. Ainda, reivindicam que nenhum estudante participante da mobilização seja punido. Diversas entidades estudantis estão apoiando o movimento, como os centros acadêmicos de direito, jornalismo e comunicação, psicologia, serviço social, e ciências sociais, além do centro acadêmico de geografia da USP e o diretório de humanidades da Faculdade Santo André. Mais informações No início do ano a geografia da PUC-SP iniciou seu curso com uma defasagem na grade horaria. Para suprir a falta de professores, o departamento de Geografia elaborou três editais para a contratação de novos docentes. Após a elaboração do concurso, a PUC-SP, juntamente com a Fundação São Paulo, mantenedora da universidade, relutou na contratação requerida pelo departamento o que ocasionou o envio de uma carta, por parte dos estudantes, ao CONSAD (Conselho Administrativo), enfatizando a necessidade das contratações. Na reunião do mesmo conselho, foram aprovadas aproximadamente 46 contratações por tempo determinado, incluindo os 3 professores de geografia requisitados. O fato surpreendente foi que, na última reunião do CONSAD no primeiro semestre, já em período de recesso, decidiu-se por demitir todos os professores contratados por tempo determinado. Após as férias de Julho, porem, os mesmos docentes receberam a proposta de recontratação. Dá-se aqui a atitude antiética por parte da PUC-SP de demitir os professores apenas no período de recesso, afim de não remunerar o respectivo mês. Do Departamento de Geografia, um professor recusou a recontratação diante da postura da PUC-SP e do contrato salarial de R$ 17,00 hora/aula. Na tentativa dos outros dois professores se recontratarem, um desistiu perante o mal tratamento do RH da universidade, restando, assim, apenas uma professora que retornou ao Departamento. Agravando tal situação, na primeira reunião departamental do semestre, a chefe de Departamento pediu demissão por não se identificar mais com a universidade. Diante de tais acontecimentos e da defasagem na grade horária do curso, deu-se a paralisação total das aulas, por parte dos estudantes.
>>Adicione um comentário Eu vi uma matéria falando do ranking mundial da USP, PUC e todas as outras melhores universidades de país e se não me engano desceram mais de 80 colocações no ranking.
Parece que a USP era antigamente a 54ª melhor e em 2005 já estava em 196ª posição e caindo..
Eu sei que não tem nada a ver com a greve dos macon.. ops dos estudantes da geografia, mas coloquei aqui tb n sei pq. Afinal de contas o que importa é fazer barulho, fazer a revolução, encher o buxo do povo de ração e o estudo que se foda. Todo apoio à paralização na Geografia. Parabéns aos militantes e estudantes que estão a realizar esta ação. Como anda a reflexão teórica sobre a mesma? E sobre o ensino superior privado, sobre o ensino, sobre a sociedade, etc? É um momento ímpar para propor uma reflexão totalizante da realidade, e de funda, se se buscar bem e com vontade, se encontrará o capitalismo... Eis nosso inimigo... Parabens aos colegas da PUC/SP pela coragem de dar um basta a este modelo de universidade que tem se realizado por lá e sim, parar. Cruzar os braços. Qual o problema? Ou devemos nos conformar com a precaridade? Parar sim, para refletir sobre o curso, sobre a universidade, o mercado e a vida. Talvez, se tivéssemos mais coragem e tesão com a vida, pararíamos tudo... Alguém escreveu:
"Eu vi uma matéria falando do ranking mundial da USP, PUC e todas as outras melhores universidades de país e se não me engano desceram mais de 80 colocações no ranking.
Parece que a USP era antigamente a 54ª melhor e em 2005 já estava em 196ª posição e caindo.. "
Será que não passou pela mentezinha dele que essa queda na qualidade de ensino seria um problema de má gestão nas reitorias das universidades?
Será que não passou pela mentezinha dele que esse protesto (e outros havidos antes no meio estudantil) seria uma tentativa de se mudar esse estado de coisas?
Essa ultradireita...  | Vingador , sinceramente confesso que tenho sérias dificuldades em acreditar que alguém , alfabetizado e com mais de 14 aninhos , escreva tanta besteira de forma séria , ou seja , que voce realmente acredita neste monte de asneiras que publica . Mas aí, penso no tipo de lesado que usaria um nick infantilóide como o teu e po, concluo que voce realmente é isso mesmo, patético, beirando ao psicótico, e piro , se achando a bala revolucionária , rs . Tapir , falando em mentezinha , por acaso mudou algo na administração da USP os ultimos tempos ? Não né . Afinal , voce mesmo concorda com isto . E por acaso a USP é administrada por algum tipo de viés "ultradireitista" ( que tosco criança ) ? Então , que tal voce fazer algo de diferente , pensar um pouco ( não liga pro mau cheiro ) e quiça concluir , que tipo de orientação ideologico, que tipo de grupos ideologico , que tipo de atuação ideologica dominam a USP nos ultimos 20 anos ???
 | A situação reflete um problema experimentado pelo país: a educação não é prioridade nem do poder público, nem das entidades privadas. Há muito tempo as licenciaturas e os cursos a elas vinculados estão padecendo frente aos cursos "da moda" e/ou ditados pelo "mercado". São poucos os "heróis" e idealistas que ainda pensam em cursar Geografia, História etc. frente aos cursos tecnológicos, por exemplo. Além dos ridículos salários pagos aos professores (como no caso do Estado do RS, onde a governadora sequer paga o piso federal) o desrespeito pelo profissional é notório tanto em sala de aula quanto fora dela. Seja como for, parabéns aos alunos da PUC-SP pela ousadia e pela determinação.  | Concordo na parte que se refere ao pouco estímulo seja financeiro , seja motivacional para as carreiras do magistério Paulo . Some-se a falta de um critério nacional para o ensino basico e médio envolvendo conteudo , material e metodologia . A educação basica e média tem sido posta em um plano secundário há decadas . No caso específico das universidades publicas , ainda ha o problema dos altissimos custos administrativos , bem como a resistencia a trabahos de cooperação com empresas privadas que poderiam render uma renda adicional e as consequencias da ideologização das carreiras de humanas . . Definitivamente é um tema complexo .  | Acho muito valido e fundamental as pessoas lutarem e reivindicarem os seus direitos em qualquer que seja o contexto, ensino/educação (este caso), saúde, salários, etc. Entretanto, acho no mínimo curiosa a forma de reivindicação e protesto neste caso estabelecida. Estamos aqui falando de uma instituição de características privadas, ou seja, os alunos (corpo discente), pagam mensalidade e pagam MUITO. Nunca vi neste contexto, fazer uma reivindicação com uma greve e depois disso ainda ter que arcar com o ônus de reposição de aulas e é claro continuar pagamento a mensalidade durante todo este período de paralisação. Fazendo uma comparação: Seria o mesmo de que eu protestar contra coisas que sou contrário em meu trabalho, dizendo que não quero receber portanto o meu salário. POR FAVOR...Recusem-se a pagar a mensalidade por exemplo, seria um pouco mais sensato, ou então, meia mensalidade para um ensino de meia qualidade. Quero só ver...nem que isso vá depois para uma ação judicial, que é o que se faz quando contratamos um serviço e não o recebemos! Vamos trabalhar, vamos crescer molecada!!!!!!!!!!!  | Esse tema eh complexo demais. Por isso o pingo de M eh tao simplista. No caso das faculdades publicas fala em "altissimos custos administrativos" (devemos entender "funcionarios publicos", classe que o pinguinho detesta?). Como se a iniciativa privada fosse a panaceia universal.
Naum podia faltar tambem uma mençao a "consequencias da ideologização das carreiras de humanas". Esse cara veio de mesmo outro planeta. Ele acha que estudantes ter ideologia politica (de esquerda, claro. Se fossem estudantes de direita o pinguinho de gente naum reclamava) estraga o ensino!
Claro que a "educação basica e média tem sido posta em um plano secundário há decadas". Principalmente pelos desgovernos do PSDB, partido que o pingoloide defende com amor no CMI. A sordida aprovaçao automatica foi o golpe de misericordia no ensino publico. E o parvo fala em "ideologização das carreiras de humanas"...
Burrice demais eh falta de educaçao. Vai estudar pingo de m!  | A divergência ideológica promove o diálogo, mas argumentem com idéias e fatos e não lancem ofensas contra os argumentadores, e mais, se mantenham livres de generalizações, isso não é justo.
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