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ATENÇÃO! Milícia Armada de ex-Deputado Federal assassina militante do MST no Pará
Por MST 05/09/2010 às 22:55

O Movimento dos Trabalhadores Ruarais Sem Terra (MST) vem por meio deste denunciar:

1- A ação de Milícia armada do fazendeiro e ex-Deputado Federal Josué Bengstson (PTB) que renunciou ao mandato para fugir da cassação por envolvimento na Máfia das Sanguessugas resultaram na morte do trabalhador rural e militante do MST José Valmeristo Soares conhecido como Caribé. Por volta de 09:00h da manhã dois trabalhadores rurais João Batista Galdino de Souza e José Valmeristo o Caribé se dirigiam a cidade de Santa Luzia do Pará quando foram abordados por um grupo de três pistoleiro armados no ramal do Pitoró que os obrigaram a entrar em um carro onde foram espancados e torturados. Após seção de torturas foram obrigados a descer no Ramal do Cacual próximo à cidade de Bragança com a promessa de que iriam acertar as contas. João Batista Galdino conseguiu escapar para a mata e ouviu sete disparos.

2- Chegando à cidade de Santa Luzia João Batista denunciou à polícia que afirmou não poder ir por ser noite e dificilmente achariam o corpo. A Direção do MST denunciou à Secretaria de Segurança Pública do Pará através de Eduardo Ciso que afirmou mandar um grupo de policiais ao local e que conversaria com o Delegado do Interior para tomar providências. Nada foi feito e por volta de 10:00h da manhã de hoje (04/09/2010) os trabalhadores rurais encontraram o corpo de José Valmeristo Soares.

3- Os trabalhadores Rurais Sem Terra estão acampados às proximidades da Fazenda Cambará e a reivindicam para criar um assentamento de reforma agrária. A Fazenda Cambará faz parte de uma gleba federal chamada Pau de remo e possui 6.886 há de terras públicas. O fazendeiro e ex-deputado Federal Josué Bengstson possui somente 1.800 há com títulos e a Promotora de Justiça Ana Maria Magalhães já denunciou varias vezes que se trata de terras públicas. Os trabalhadores já haviam denunciado na ouvidoria agrária do INCRA, Ouvidoria Agrária Nacional do MDA, Delegacia Regional do MDA, Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Pará e Secretaria de Segurança Pública do Pará as várias ameaças de morte sofridas pelos jagunço e pela própria polícia de Santa Luzia e Capitão Poço sem que nenhuma providência tenha sido tomada.

4- Denunciamos ao conjunto da sociedade brasileira mais esse vergonhoso ato de omissão e conluio da Polícia do Pará com os fazendeiros do Estado, bem como a incompetência da Secretaria de Segurança Pública do Pará e do Governo do Estado em resolver as graves violações dos direitos humanos no campo que fazem o Estado do Pará atingir o triste posto de campeão nacional de violência no campo. Denunciamos também a inoperância do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA, bem como o Programa Terra Legal do Governo Federal que não tem resolvido os problemas fundiários mesmo aqueles que chegam ao conhecimento público.

5- Exigimos a prisão imediata dos pistoleiros que assassinaram o trabalhador José Valmeristo Soares, bem como dos mandantes Josué Bengstson e seu Filho Marcos Bengstson.

6- Exigimos também a desapropriação imediata da fazenda Cambará para o assentamento imediato das famílias acampadas no acampamento Quintino Lira.

Belém, 04 de setembro de 2010

Direção Estadual do MST - Pará

Reforma Agrária. Por justiça social e soberania popular!

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Comentários


Meus pêsames
Leandro 08/09/2010 17:36

Kra, acho isso tudo algo extremamente absurdo. Se não houvesse o nome de um deputado no meio, podem ter certeza que eu acharia essa história uma viagem emocional de outro Sem Ter o que Fazer criativo. Mas vejam bem: Eu acredito em vocês.
Políticos SÃO perigosos pois eles trabalham como a MÁFIA. Se tiver pau grande, vai lá e mexe, mas esses kras matam de verdade.
Espero que descubram o que aconteceu de verdade e que o caso seja solucionado sem mais sacanagens políticas. Boa sorte kras, façam pressão!

Mas algo também devo dizer:
Arrumem um emprego e COMPREM suas terras, não roubem de ninguém.


Comprar terras
anonimo 08/09/2010 20:29

Muito fácil dizer "comprem suas terras" sem fazer uma ánalise histórica de como os latifúndios foram adquiridos.

Enfim, eu digo como:

Quem comprava a terra a preço de banana era AMIGO DO REI, simples. A terra nem precisava ser ocupada, ou mesmo que fosse exercido trabalho sobre ela (segundo os próprios critérios de Locke), era só cercar com o aval do Estado.

Os latifundiários de hoje são os herdeiros desse roubo!


Usar o cérebro? Jamais!
Esse não usa mesmo 08/09/2010 21:51

Tem um tal aí que acusa sem terras de roubar terras. Verdade: os latifundiários, grileiros e afins que dominam a terra no interior do Brasil compraram honestamente suas terras. Nenhum grilou terras de posseiros, índios e quilombolas, nenhum matou famílias inteiras pra lhes roubar as terras, nenhum destrói a natureza nem nos vende comida cara e cheia de agrotóxico. Todos compraram honestamente.
É nisso que dá não estudar.


Se fossem as laranjeiras da Cutrale
Morte e Vida Severida 09/09/2010 19:34

Se fossem laranjeiras da grileira C utrale, a imprensa burguesa tava com a boca no trombone.

Mas são apenas sem terras.


o risco que corre o pau corre o machado
b 10/09/2010 00:04

O risco que corre o pau corre o machado
não há o que temer
aqueles que mandam matar também
podem morrer