Se veste igual a uma puta e pensa igual a uma freira
Publicado por: Imaculada Virgínia em: 12/02/2008

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Imaculada Virgínia e Carlos Wellington
Certa vez, num grupo de terapia, o experiente psicoterapeuta José Ângelo Gaiarsa se defrontou com uma jovem de belos seios, que sabia muito bem disto ? e os usava ao máximo. O recorte do decote era enorme e a posição do seu tronco ? sentada no chão ? era tal que seus seios eram literalmente jogados na cara de quem estivesse na sua frente! Porém, um palmo e meio acima desta maravilha havia a maior cara-de-pau da paróquia! O contraste era tão fragrante que o extrovertido e radical experiente psicoterapeuta, em certo momento disse o seguinte pra jovem deliciosamente decotada: ?Não sei se me atento aos anseios do teu peito ou à face de pedra que está logo acima dele!?

Seria preciso dizer que a jovem se sentiu ofendidíssima? Em outra situação foi dado ao experiente psicoterapeuta a oportunidade de generalizar essa tese. O Gaiarsa estava no saguão de entrada de uma universidade. E o mesmo diz que se espantava ver como todas as moças usavam ao máximo seus dotes físicos, cada uma acentuando o mais que podia sua prenda mais jeitosa; calças apertadíssimas, blusas aperatadíssimas ou transparentes, tudo numa incrível insinuação de nudez.

No entanto a cara de nenhuma delas estava aí. Ele diz que Todas elas olhavam o mundo meio distraidamente, por cima e quase todas com um jeito que dizia: ?Não sei por que que você está tão espantado com o que está vendo.? De acordo com o Gaiarsa, as moças não se davam conta do contraste violento entre a expressão do rosto delas e o restante do corpo.

Podia-se dizer que no rosto estava o povo vendo as ?rainhas? vestidas e que do pescoço pra baixo o que se via realmente era as ?rainhas? nuas.

Arrumavam-se com muito cuidado para serem olhadas, e quando eram muito olhadas faziam como se ninguém estivesse olhando ? ou como se elas não tivessem o menor interesse em serem olhadas!

E diz o experiente psicoterapeuta que estas dissociações tão cômicas de se ver, certamente tem repercussões internas bem negativas.

Agora, cabe perguntarmos: esses ridículos acontecimentos descritos acima não fazem parte diariamente do nosso cotidiano? E o mais triste é que, se sairmos do espaço da terapia de grupo e da entrada da Universidade, nos locais sócio-economicamente mais desprivilegiados vamos encontrar os mesmos decotes (até maiores!), as mesmas calças apertadas (até mais apertadas!), as mesmas super exposição de cinturinhas com os mesmos tristes e bizarros comportamentos.

Caberia perguntarmos pros homens:

Não te irrita ver umas mocinhas de perninha de fora, de decotão quase saindo os peitos, como se estivessem prontas para achar um belo gatinho pra meter gostoso, mas você vai ver não é nada daquilo? Bom, às vezes, se você é homem, você gosta de ficar só olhando o festival de pernas de fora, de bundas em calças apertadinhas, de peitos em blusinhas apertadinhas. Tá bom, pelo menos você não é gay, hehehehe. Mas se você pudesse não ficar só na vontade era bem melhor, né?

O nosso amigo psicoterapeuta de 87 aninhos, no livro O que é Pênis coloca o seguinte pros homens: ?Você acha, meu amigo, que as primeiras regras sociais sobre sexualidade foram feitas para conter a fúria do macho ? não é? Errado. Foram feitas para conter a fúria feminina. E quem põe as regras na cabeça da moça é a mãe ? no começo. Depois o pai ajuda ? às vezes muito. Principalmente quando ele começa a cobiçar o broto que nasceu do seu pau??

Pro psicoterapeuta José Ângelo Gaiarsa a educação anti-sexual que as moças recebem tem um formato de um caixãozinho de cristal, que são os preconceitos anti-sexuais, evidentemente; atuando sobre jovens decotadas, vestidas em calças apertadíssimas, cinturinhas expostas à Brisa Matinal, porém sexualmente dóceis (Risos risos risos?) e temerosas (covardes). E essa pedagogia anti-sexual é tão forte que faz com que as moças e marmanjas até esqueçam que tem essa coisa perigosa entre as pernas.

Como vemos, o psicológico (ou o social, ou preconceito) tem bastante força para causar atrofia até de músculos importantíssimos pra alegria de viver. Com isso se forma nas mocinhas e nas marmanjas exibicionistas impertinentes todo um conjunto de contrações de medo e de raiva, paralisando aos poucos toda a vitalidade ao transformá-la em rotina, obrigação, hábito ? inconsciência.

A mulher, hoje e na maior parte das civilizações conhecidas, tem sido muito mais cuidadosamente alienada, controlada, manipulada, enganada, idiotizada, infantilizada do que os homens, pelos poderosos dessas sociedades. Isso pra nós parece uma primeira prova de que as mulheres são muito mais quentes do que se pensa.

E em cima dessa opressão, desse resfriamento vaginal da mulher, que se instalou a estupidez, a insensibilidade, a alienação e a grosseria das opressões coletivas. E assim se instalou todos os sistemas sociais opressivos que, apesar de terem mil faces culturais, todos exigem respeito pela família: que subtende-se alta valorização do casamento e condenação coletiva de relações extraconjugais. O casamento foi atrelado à economia. A sexualidade (o corpo) da mulher foi atrelada à economia. E com todo o avanço que se deu no século XX essa idéia de atrelar o sexo (o corpo) a casamento, à economia permanece seja no inconsciente (?) ou na Má Fé (Na Cara de pau!) das mocinhas e das marmanjas decotadas, super apertadinhas em calças e expositoras de cinturinhas. Tudo isso no intuito de CA$AR. Mas é preciso que se dê uma ruptura com isso pra que seja possível todos fazermos muito sexozinho alegre e gostoso.

Só pedimos um pouco de bom senso pras mocinhas e marmanjas exibicionistas pra que seja possível que todos nós possamos meter gostoso, trepar gostoso, chupar gostoso, beijar gostoso, acariciar gostoso. Como diz o filósofo oriental Osho no seu livro Uma Nova Visão da Liberação da Mulher: ?A mulher tem que criar uma tal graça e beleza à volta de si, que o homem terá também que criar uma individualidade mais bela e um caráter mais gracioso. E as uniões não deveriam ser mais através do casamento, e sim somente uma união de amigos. No dia em que o casamento desaparecer, a vida de ambos, homens e mulheres, ficará mais saudável e certamente mais longa do que se possa imaginar. Você pode não perceber a relação que isso tem com o casamento. Devido ao casamento ser uma espécie de ir contra a vida mutante e criar algo permanente, ambos ficam entediados e apáticos; a vida perde o interesse. Na verdade, os cônjuges precisam destruir o seu interesse cada um, do contrário há um conflito constante. O marido não pode se interessar por nenhuma outra mulher, a mulher não pode se interessar por nenhum outro homem, e eles se tornam prisioneiros um do outro; a vida se torna um tédio e uma rotina.?

Osho defende que a vida deveria ser mais fluída. ?Uma mulher entrando em contato com muitos amigos, um homem entrando em contato com muitas mulheres, essa deveria simplesmente ser a regra. Mas isso é possível somente se o sexo for tomado como uma brincadeira. Ele não é pecado, ele é uma brincadeira. E desde o surgimento da pílula anticoncepcional, agora não existe o temor de se engravidar. As pessoas ainda não estão cientes de todas as possibilidades sexuais graças a pílula.?

O experiente psicoterapeuta (de só 87 aninhos!) José Ângelo Gaiarsa, nos alerta de que : ?uma das repressões fundamentais exigidas pela vida civilizada, é justamente o distanciamento físico entre as pessoas, a limitação drástica de todo contato corporal.? E assim não dá pra fazer gostoso, pra meter gostoso, pra chupar gostoso, pra mexer no corpo gostoso, pra trepar gostoso. ?Gosto de repetir um fórmula que me impressionou desde a primeira vez que me surgiu na mente. Somos todos educados, ensinados e treinados a tratar o próximo como se ele fosse leproso, isto é, devemos evitar com todo cuidado qualquer espécie de contato com ele. Temos limites invisíveis muito poderosos.? Assim pra gozar realmente fica muito difícil, vocês não acham?

A roupa que muita mocinha com um corpinho um pouco mais bonitinho adora é de puta atrás de programa. Ela tem que ter cuidado quando estiver sozinha na rua de noite, que vão perguntar quanto ela cobra. Mas a cabecinha é igualzinho à daquelas mulheres de antigamente que casavam novinhas, virgens, viviam pra casa, pro marido e pros filhos, eram alienadas de fazer dó e transavam vestidas com o marido. Vai na igreja, mais falha do que vai, mas vai. O 8 de março ela adora, até aproveita pra passar uma babaquice femista pelo e-mail, mas nem sabe porque existe. Ela consegue ler uma revista feminina que parece feita por machões que acham que mulher tem que saber cozinhar, cuidar dos filhos sozinha e não precisa gozar e não ficar revoltada. Ela consegue ver uma revista com uma mulher com corpinho bonito na capa e falando de dieta, como se mulher fosse só corpo, e ainda comprar a revista.

O hábito de se vestir ficando toda gostosinha para não fazer nada, de se vestir de um jeito e agir de outro, de se seguir a mediocridade da moralzinha sexual cristã, é uma maneira de ajudar os poderosos a impedir que cada um de nós se reconheça nas suas autênticas paixões, nos nossos reais desejos de vida autêntica (o inverso dos desejos criados por essa economia burguesa que transforma a sexualidade e o corpo da mulher em comércio).

Qualquer forma provocante de se vestir que não conduza a boquetes, metidas, trepadas, gozadas, chupadas? é conversa fiada, mera tagarelagem, uma forma de reproduzir esse cotidiano medíocre, entediante, mesmeiro. Qualquer exposição de cinturinhas, de seios decotados, de pernas enfiadas em calças apertadinhas que não conduzam à melhoria da vida sexual de cada um de nós, não faz mais do que reforçar a sua opressão; pois desfile de narcisistas (coquetes) não melhora as nossas vidas, mas reforçam o sistema capitalista mercantil que transforma o corpo das mulheres em uma coisa à serviço da instituição do casamento.

Não é que as mulheres podem dar igual doidas por aí. Tem muito homem por aí que realmente não vale a pena. Mas a bela mocinha dos peitos grandes no sutiã debaixo da blusa transparente na hora de mostrar como ela é liberada, só dá pro namoradinho e olhe lá. E ainda tem orgulho de dar só pro namorado. Se um homem fala um ?gostosa? com ela, ela apela, quer respeito, quer barraco, quer até polícia às vezes. Ela prefere ver um rato morto a ver uma revista de sexo. Desce o pau na Cláudia que namorava o João e um dia estava conversando com o Paulo na frente da casa dele, achando que ela está dando pra ele e fora ele metade dos homens da cidade. Qualquer namoro mais firme, engravida (pra ela filho é fruto do amor). Se mulher adúltera ainda morresse apedrejada, já teria ajudado a apedrejar uma. Se aluga um filme pornô, é pra fazer programa ou pra assistir com o namoradinho. O corpo pode estar de tomara que caia e minissaia que deixa aparecer a calcinha, mas a cabeça é de uma freira de convento tirando onda de puta, quando não é só de freira de convento mesmo.

E depois elas acham que ser diretora de empresa, topless na praia e produção independente é a liberação da mulher.