Na terça-feira, dia 8, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal se reunião com o presidente da Funai, Márcio Meira, que afirmou estar do lado dos indígenas e que a saída mais rápida para a questão é com o Governo do Distrito Federal, pois se o GDF fizer um acordo com as empreiteiras, a Funai reconhece a área. Acontece que o Governo Agnelo/Filipeli demonstra que só tem um interesse, defender a destruição do Cerrado, da memória indígena em Brasília, e do único espaço espiritual de tradição nativa das Américas na capital do Brasil. Essa capital onde todas as religiões cristãs tem seu espaço garantido, assim como também as religiões muçulmanas, e o judaísmo, vê o poder público insistentemente negar os espaços de religiões de matriz africana e indígena. O governo Agnelo/Filipeli defende empresas que compraram terrenos em área sub-júdice num processo cheio de irregularidades levado a cabo no governo corrupto de José Roberto Arruda, respaldando todas as arbitrariedades do processo de instalação do Setor Noroeste. Insistem em dizer que a área do Santuário é uma área de apenas 4 hectares, o que é feito sem embasamento técnico nenhum, já que os funcionários da Terracap só foram na área uma vez, para destruir a casa do indígena Claudio Fulni-o, causando enorme transtorno psicológico na sua filha que na época tinha cerca de quatro anos.

Diante desse quadro de atuação do Poder "Público" do Distrito Federal, em que nitidamente usa-se as instituições públicas para assegurar os interesses privados de empresas financiadoras da campanha de Agnelo, resta a população do DF fazer valer seus direitos por meio da ação direta, direito garantido no parágrafo primeiro do art. 1 da Constituição Federal. Todxs aquelxs que desejam demonstrar sua insatisfação com o modo em que o GDF trata a natureza e a cultura indígena devem se dirigir ao Santuário dos Pajés para reforçar a resistência e mais uma vez impedir que a ilegalidade institucional faça mais uma limpeza étnica em baixo dos nossos narizes.