Ressaltamos que, como de costume, todo o espaço fora vistoriado no dia anterior, antes de seu fechamento e que tudo se encontrava devidamente normal.
Estranhamente (no final da tarde do dia anterior) foi observado por funcionários e estudantes a presença de vigilantes da empresa EVIK e Policiais à paisana, nos arredores do sindicato.
A sabotagem foi registrada em BO ? boletim de ocorrência na Central de Segurança da USP e no 93º Distrito Policial, Jaguaré.
A Diretoria do Sintusp encaminhou oficio a reitoria da universidade comunicando os fatos. É importante ressaltar que os cadeados e fechaduras do sindicato não foram arrombados.
Lembramos que tudo isto acontecesse depois de:
Dia 6 Uma estudante grávida ter sido agredida (por 'agentes' da guarda universitária na presença de policiais militares) e depois acompanhada, por diretor do sindicato, ao 91º Distrito Policial para registro de boletim de ocorrência e exame de corpo de delito.
Dia 9 A intervenção de diretores do Sintusp (no caso Nicolas - estudante da USP espancado pelo sargento PM André Ferreira, no espaço do DCE/USP) e acirrada discussão com os policiais e guardas universitários, evitando a continuidade das atrocidades.
Dia 9 Publicação na Revista Fórum (jan/2012) sobre espionagem na USP. Com apresentação de documentos que a Revista teve acesso, como, relatórios de agentes infiltrados em reuniões da diretoria do sindicato, da Associação dos Docentes da USP, reuniões e assembleias de estudantes e funcionários, além do monitoramento de médicos e funcionários do Hospital Universitário e até Diretores de Unidades da Universidade.
Dia 10 entrevista coletiva do estudante Nicolas a diversas emissoras de TV, falando sobre a agressão e ação policial e de ?membros? da guarda universitária. Gravação sugerida e organizada por diretores do Sintusp.
Até o momento não constatamos a perda ou furto de nenhum documento ou objeto de valor, o que evidencia que esta atitude criminosa que colocou em risco a vida dos funcionários, dos diretores e estudantes que freqüentam o espaço só pode ser explicada por motivações políticas.
Este é o último capitulo de uma tragédia anunciada pela assinatura de um convênio que perpetua a PM em nossa universidade, como parte de uma verdadeira ofensiva repressiva feita por parte da reitoria e do governo, que se da através de processos administrativos, criminais e ações de espionagem contra os diretores e ativistas do sindicato e estudantes que lutam em defesa de uma educação pública, gratuita e de qualidade para todos.
Assim, denunciamos esta criminosa atitude de ataque ao Sintusp e responsabilizamos a reitoria e o governo pela integridade física de todos.
Finalmente, pedimos as entidades sindicais, populares, estudantis, intelectuais e parlamentares a manifestarem repudio a mais essa ação criminosa e devida apuração dos fatos, conseqüentemente, a responsabilização de seus autores, encaminhando esses pedidos para:
Secretaria Estadual de Segurança Pública/SP
seguranca@sp.gov.br
secretário Antônio Ferreira Pinto
Reitoria da Universidade de São Paulo
gr@usp.br
reitor João Grandino Rodas
Ministério Público do Estado São Paulo
pgj@mp.sp.gov.br
procurador-geral de justiça Fernando Grella Vieira
Presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo
barrossmunhoz@yahoo.com.br
deputado Barros Munhoz
com cópia para o
Sintusp - Sindicato dos Trabalhadores da USP
sintusp@sintusp.org.br
