Na última segunda-feira, antes das 5 horas da manhã, cerca de 150 camponeses fecharam a ponte sobre o rio Jaru exigindo a suspensão imediata do despejo da área Canaã, ordenado pelo juiz José Augusto Alves Martins, de Ariquemes. Estenderam faixas, empunharam bandeiras vermelhas, gritaram palavras de ordem, queimaram pneus. As mulheres e crianças estavam presentes na linha de frente, pois serão as mais prejudicadas se o despejo ocorrer. As ferramentas de trabalho e uma pequena amostra da produção camponesa exposta na estrada deixavam claro que era um protesto de trabalhadores.

A maioria dos manifestantes eram das áreas vizinhas Canaã e Raio do Sol. Alguns camponeses de outros lugares que estavam em Jaru também somaram-se ao protesto, assim como os caminhoneiros, trabalhadores ecomerciantes da cidade, jornalistas honestos e pessoas de todo estado que escreveramcomentários de apoio na internet.

A BR ficou interditada por mais de 10 horas, causando um engarrafamento de mais de 15 quilômetros . Ao final do protesto, os produtos camponeses foram distribuídos para a população.

A principal conquista dos camponeses foi adivulgação da injustiça que estão sofrendo por parte do velho Estado.

Durante o protesto, o Ouvidor Agrário Nacional Gercino da Silva ameaçou pessoalmente os camponeses por mensagemeletrônica e por telefone: "(?) se os trabalhadores rurais sem-terras não liberarem imediatamente o quilômetro 423 da BR-364, no município de Ariquemes, não haverá a reunião com os proprietários dafazenda Arrobas/Só Cacau, no dia 20 de março de 2012, e, em consequência,haverá o cumprimento da reintegração de posse com o 'despejo' dos trabalhadores rurais sem-terras que ocupam a mencionada propriedade rural." Quando é para defender um direito dos camponeses o Sr. Ouvidor Agrário só ouve e diz que não pode fazer nada além de ofícios inúteis. Mas quando é para combater um protesto justo das famílias ele tem poder de despejar as famílias! Na reunião de terça-feira com Flávio Ribeiro, novo superintendente do Incra, os camponeses não conseguiram nada de novo nem de concreto, só promessas. Ele chegou a propor que os camponeses saíssem das terras e aguardassem uma solução, absurdo que as famílias já tinham rejeitado veementemente outras vezes.

Mais dois exemplos de como o governo Dilma (PT) é contra o justo e sagradodireito dos camponeses pobres terem uma terra para trabalhar.

Juiz José Martins ordena também o despejo dos camponeses da área Raio do Sol

O juiz de Ariquemes José Martins também ordenou o despejo da Área Raio do Sol apartir do dia 26 de março. Lá vivem quase 40 famílias desde 2005. O estranho é que ? Galhardi, que se diz dona da área, está em São Paulo tratando da saúde do filho e seu nome não aparece como solicitante deste despejo. O mesmo ocorreu na última ordem contra o Canaã onde não aparece o nome de João ArnaldoTucci, que se diz o dono da área. É como se o juiz José Martins estivesse movimentando sozinho os processos. O que ele estaria ganhando em troca?

Tudo leva a crer que a Sra. Ângela Semeghini estápor trás de tudo. O nome dela não aparece em nenhum processo do Canaã ou Raio do Sol, mas ela é quem está à frente de todo o tormento contra os camponeses.Ângela Semeghini é dona de cartório em Ji-Paraná e todos sabem a máfia que existe em Rondônia envolvendo latifundiários e donos de cartórios. É gente deste tipo que o juiz José Martins está protegendo.

"Quem gosta de nós somos nós e aqueles que vêm nos ajudar"

Os camponeses não têm mais ilusão com a justiça nem com a Ouvidoria Agrária e Incra, órgãos da gerência Dilma (PT). As famílias estão certas de que não conquistarão suas terras sem luta combativa. Sabem que só podem contar com elas mesmas, comos camponeses pobres de todo estado e com quem ajuda sem interesse. Por isso, mais uma vez conclamam o apoio ativo dos camponeses, estudantes, trabalhadores e comerciantes da cidade e democratas.


Fim imediato dos despejos das áreas Canaã e Raio do Sol!
O povo quer terra, não repressão!
Terra pra quem nela vive e trabalha!





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