O monopólio das comunicações ataca os operários e os chama de vândalos. Mas apesar de todo o silêncio e contrainformação sobre a revolta operários nas obras do PAC, a greve e a resistência dos trabalhadores comprovam que o governo e as empreiteiras não atenderam as justas reivindicações levantadas pelos grevistas desde março do ano passado.
A nova rebelião da madrugada de 3 de abril demonstra que o "acordo" anunciado pela empreiteira é extremamente insuficiente e a massa de operários não está satisfeita e não "aceitou" termos de compromisso que incluem: a antecipação de R$ 220 de cesta básica e 7% de reajuste para quem ganha até R$ 1.500,00 no salário base. Para os que recebem acima desse valor ficou acordado que eles receberiam R$ 200 de Cesta Básica e 5% de reajuste.
A Força Nacional, Polícia Militar e cães de guarda da patronal estão mobilizados, a mando do gerenciamento Rousseff e das empreiteiras para reprimir a luta. Durante a última semana foi cogitado o envio do exército para reprimir os operários em luta.
Belo Monte: Operários em greve enfrentam a polícia
No dia 2 de abril, houve confronto entre operários e policiais militares em Belo Monte, Pará. Os funcionários das obras da usina hidrelétrica de Belo Monte continuam de braços cruzados. Ontem, durante o quinto dia da greve, um trabalhador foi preso pela PM e dois teriam sido atendidos no hospital da cidade devido ao gás de pimenta usado pela repressão. Cerca de 8,3 mil trabalhadores estão em greve.
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