Durante os anos de chumbo, os heróis brasileiros eram golpistas sequestradore, torturadores, matadores e ocultadores de cadáveres. Depois o heroísmo militar se transformou em vilania. O novo herói do povo brasileiro emergiu caçando marajás no Projac. Seu heroismo durou pouco, sua vilania se eternizou. O caçador foi cassado e caçado.

O próximo herói da lista foi aquele que chamou os aposentados de vagabudos e comprou um pênis de borracha com o cartão corporativo. Hoje vive aposentado, no ostracismo.

Um novo herói destronou o FHC: o Delator Roberto Jefférson, pego com a boca na botija. O Delator foi destronado pela Xuxa, aquela Cadelinha que salvou uma criança recém-nascida.

O Reinado da Xuxa durou pouco. Seu verdadeiro heroísmo foi ofuscado pelo brilho reluzente do Relator Joaquim Barbosa, que, como pessoa pura, ilibada, sem qualquer mancha atirou pedras em Dirceu e Genoino, mesmo não tendo nenhuma prova dos fatos pelos quais os apedrejou.

Ai daquela adúltera que foi flagrada e trazida para pôr à prova Jesus Cristo. Se o Barbosa e o Gilmar Danta$ estivessem lá, teriam apedrejado a pobrecita.

Ah, ia esquecendo da Eliana Calmon. Teve seus 15 minutos de fama.

E de heróis descartáveis em heróis descartáveis, o Brasil se segue se arrastando.