Ação Urgente: experimentos em cães na USP de Bauru (odontologia)

O Jornal da Cidade (Bauru) de 27.10.2012 nos informa, conforme texto abaixo, sobre os experimentos cruéis que o professor Carlos dos Reis Pereira de Araújo pretende continuar fazendo na Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo (FOB/USP).
O professor (vivissector) Carlos dos Reis Pereira de Araújo já vem matando cães desde 2007 (o que prova que seus experimentos em cães foram inconclusivos e inúteis). Ele já assassinou 12 cães em nome da ciência e quer continuar seu estudo macabro que inclui a tortura por meses de cães e posterior sacrifício. Alguém teria coragem de ser trado pelo professor Carlos dos Reis Pereira Araújo, sabendo de sua falta de compaixão e sua insensibilidade diante do sofrimento e dor de animais¿
O professor em questão é realmente uma pessoa fria e insensível: quer pegar animais abandonados que foram recolhidos pela ?carrocinha? para realizar seus experimentos macabros. A USP (Faculdade de Odontologia ?FOB ? Bauru) parece que não chegou à modernidade do século 21 ainda e prefere usar experimentos em animais sendo que há métodos mais modernos e eficientes de pesquisa e ensino. O professor chegou a pedir cães abandonados para os CCZs (Centro de Controles de Zoonoses ou ?carrocinha?) da Prefeitura de Bauru e da vizinha cidade de Lençois Paulista.
A vivissecção (experimentos em animais) é uma fraude científica que sido condenada em todo o mundo. O professor Carlos dos Reis Pereira de Araújo não está preocupado em questões éticas (direitos dos animais) e quer apenas aparecer na mídia ou fazer pirotecnismo para se destacar indevidamente no mundo acadêmico para tentar ocultar sua falta de talento para pesquisar preferindo matar cães em nome da ciência.
Vale lembrar que (de um modo geral) muitos experimentos realizados em animais foram mortais em seres humanos. Uma prova disto é o medicamento talidomida que foi testado em animais, mas foi uma tragédia mortal para humanos.
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Ação urgente:
Vamos enviar mensagens de protesto solicitando que a USP de Bauru pare imediatamente com experimentos em animais, sejam quais forem. Vamos escrever também para as Prefeituras de Bauru e Lençóis Paulista (SP) para que os CCZs (Centro de Controles de Zoonoses) destas cidades não forneçam animais para experimentos.
Se você não concorda com estes tipos de experimentos cruéis e ineficientes em animais, ajude a protestar. Para reforçar seus argumentos vejam estes sites:
-  http://www.1rnet.org/ (InterNiche Brasil)
-  http://www.fbav.org.br/ (Frente Brasileira para a Abolição da Vivissecção)
PROTESTE:
Enviem mensagens para os prefeitos de Bauru e Lençois Paulista solicitando que não doem animais para experimentos:
-Prefeitura de Bauru: Preencham um formulário em  http://www.bauru.sp.gov.br/contato.aspx
-Prefeitura de Lençois Paulista: preencham um formulário em  http://187.85.31.242/falacidadao
Enviem mensagens de protesto também para a ouvidoria da USP em Bauru preenchendo um formulário em  http://www.bauru.usp.br/?page_id=136
Escrevam uma mensagem para o Jornal da Cidade de Bauru:  cartas@jcnet.com.br cartas arroba jcnet.com.br
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27/10/12 03:15 - Geral
Impasse trava pesquisa odontológica que requer cachorros
Professor da FOB/USP desenvolve estudo utilizando cães; implante resulta na eutanásia dos animais
Marcele Tonelli
Um grupo coordenado por um professor da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo (FOB/USP) vive um dilema para o desenvolvimento de uma pesquisa que estuda o comportamento dos ossos da arcada dentária ao redor dos implantes odontológicos. Como o experimento utiliza cães e termina com os animais eutanasiados, instituições que auxiliavam no apoio à pesquisa interromperam as doações e o grupo está à procura de ajuda.

Conforme explica o professor responsável pelo estudo, Carlos dos Reis Pereira de Araújo, apesar de envolver a questão polêmica da morte dos cães, o projeto, que possui fomento de entidades governamentais como a Capes, Fapesp e CNPQ, visa diminuir o tempo e minimizar os procedimentos cirúrgicos na área de implantes odontológicos.

A pesquisa teve início em 2007 e até hoje dois estudos foram concluídos, um em 2009 e outro em 2011 com a utilização de 12 cachorros. Os experimentos resultaram, segundo o professor, na publicação de 12 trabalhos científicos e alguns ainda em confecção.

?Algumas descobertas mudaram o cenário da odontologia no mundo e uma série de condutas clínicas. Viajei por 20 países divulgando esses trabalhos?, ressalta o pesquisador.

A negativa de doação de animais pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Bauru e a interrupção no fornecimento pelo CCZ de Lençóis Paulista, entretanto, tornaram a continuidade do estudo inviável por falta de cobaias. Atualmente, a ala dos cachorros no biotério da universidade está vazia e a pesquisa praticamente estacionada.


Benefícios

De acordo com Araújo, há cinco anos, ao quebrar um dente, o paciente recebia uma ponte provisória até a cicatrização. Após outra cirurgia para a colocação do implante, a pessoa precisava aguardar no mínimo três meses pela cicatrização. Após isso, uma terceira cirurgia era realizada para a recolocação do dente.

?Com esses estudos, conseguimos criar um protocolo em que o dente condenado ou contaminado por infecção é retirado e o implante colocado no mesmo dia. Para pacientes hipertensos, cardíacos, hemofílicos e diabéticos, por exemplo, que acabam correndo até risco de morte ao realizar mais de uma cirurgia, isso é uma grande vantagem?, enfatiza.

Com a pesquisa, o professor explica que o grupo, que possui parceiros na Itália, Califórnia, Los Angeles e Atlanta, também busca desenvolver ainda mais o projeto de um implante dentário que dura ao menos 40 anos intactos, em vista do implante tradicional, que utiliza a mecânica de parafusos e começa a apresentar sinais de degaste com menos de 10 anos de uso.

Além disso, a pesquisa visa melhorar as técnicas de enxerto e substituição óssea com materiais sintéticos para pacientes vítimas de acidentes, por exemplo.



Professor defende a importância do estudo

A pesquisa com os cachorros acontece por um período de oito meses, em média. Primeiramente, os cães recebem alimentação e cuidados para tornarem-se resistentes. Para essas tarefas, é realizada a contratação de um veterinário particular que atenda os cães em regime especial.

Após três ou quatro meses, têm início as cirurgias de implante dentário. Durante este período, os animais recebem uma alimentação especial com alimentos triturados. Ao longo da experimentação é verificada a condição dos implantes, com foco na velocidade de cicatrização da cirurgia em uma única etapa.

Com o término da aplicação prática, os animais são submetidos à eutanásia para que não sofram com a remoção da mandíbula, bloco de osso onde encontram-se os implantes. Assim, os resultados são obtidos por meio de análises da histologia do procedimento em exames microscópicos.

?Não dá para remover a mandíbula e deixar que o cão continue vivendo, afinal, ele não vai se alimentar e nem respirar direito. O procedimento que realizamos é extremamente humano, usamos doses altas de analgésicos e uma anestesia letal, que não provoca sofrimento no animal?, defende o professor Carlos dos Reis de Araújo, dizendo que o estudo não proporciona maus tratos aos bichos.

Ainda de acordo com ele, o sacrifício dos cães, em virtude do estudo, além de beneficiar os seres humanos, auxiliaria no tratamento dentário da própria espécie e de animais que acabam condenados com a perda dos dentes. ?No zoológico isso acontece muito. Quando uma onça perde o canino, por exemplo, se não for substituído, ela acaba morrendo?, lembra Araújo.



Por que cachorros?

De acordo com o pesquisador da FOB, existem diversos estudos odontológicos que utilizam coelhos e outros animais como cobaias, mas como a pesquisa em questão visa fornecer uma estatística mais confiável em relação a comparações, o cachorro foi o animal escolhido por sua dentição congruente à dos seres humanos.

?O tamanho da boca, dos dentes e da gengiva tornam o cão um animal perfeito para esse estudo, infelizmente?, frisa Carlos dos Reis de Araújo Araújo. Segundo ele, além do cachorro, também existia a possibilidade de realizar o experimento com carneiros e ovelhas, no entanto, a opção foi descartada porque os animais estragavam facilmente a prótese.

Outro animal que estaria em fase de análise para a pesquisa seria o porco, mas a dentição é menor que a dos seres humanos e o grau de reposta pode ser diferenciado.

Por aplicação, o experimento utiliza ao todo seis cachorros. Além do fornecimento feito pelas instituições, os animais também podem ser doados por populares, bastando a formalização documental.

Antes de ser liberado, o projeto é submetido a um Comitê de Ética e a justificativa para a utilização dos cachorros deve estar mais do que explicada, sendo que cada animal deve apresentar mais de um motivo científico para ser utilizado.

?Hoje, alguns dentistas acabam testando os procedimentos em seus pacientes. Queremos que os profissionais trabalhem com a certeza?, finaliza o professor, lembrando de um caso conhecido na odontologia em que um antibiótico, testado em seres humanos, acabou provocando uma série de problemas nos ossos da boca de milhares de pessoas nos anos 60.



Animais estão à disposição, dizem CCZs

Sobre a negativa alegada pelo pesquisador Carlos dos Reis de Araújo Araújo, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Lençóis Paulista, por meio de seu coordenador José Aparecido dos Santos, informou que os animais estão à disposição do estudo, bastando para a liberação o envio de um documento que oficialize o pedido pela instituição e a autorização emitida pela Associação Protetora dos Animais da cidade.

Ainda de acordo com ele, a interrupção do fornecimento teria ocorrido por conta de um surto recente de leishmaniose em cães na cidade. O JC tentou entrar em contato com a associação em questão, por um telefone repassado pelo CCZ, mas não obteve êxito.

Quanto ao CCZ de Bauru, a assessoria de imprensa da prefeitura informou que a instituição não fornece mais animais vivos para pesquisas. Em conversa com o chefe da sessão de controle de zoonoses, José Rodrigues Neto, a reportagem foi informada de que não existe nenhum impedimento legal quanto ao uso dos animais, mas o projeto deve ser apresentado ao órgão pela Comissão de Ética formada na universidade em questão. ?Eles apresentam e se responsabilizam pelo uso correto desses animais?, afirma Neto.

Em sua composição, a comissão deve apresentar, além de pesquisadores da área, veterinários, biólogos e representantes da associação de proteção aos animais.

Fonte:  http://www.jcnet.com.br/Geral/2012/10/impasse-trava-pesquisa-odontologica-que-requer-cachorros.html