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| | É Possível Reduzir a Pobreza sem Aumentar a Riqueza? Por Regis Vaz 31/10/2012 às 15:28 O crescimento econômico é uma condição necessária para a redução da pobreza? Imagine uma sociedade com uma determinada quantidade de riqueza, a qual se encontra bastante concentrada nas mãos de um punhado de parasitas sociais.
Se, em vez dessa riqueza ficar concentrada nas mãos desse punhado de parasitas sociais, unicamente em razão de seus odiosos privilégios, ela fosse distribuída com base no mérito e no esforço de cada membro da sociedade, essa sociedade ficaria mais rica, ficaria menos rica ou continuaria tão rica quanto anteriormente?
Eu acho que a sociedade não ficará mais rica imediatamente, mas ela ficaria menos pobre. E ficando menos pobre, a demanda efetiva aumentaria, e esse aumento da demanda efetiva alavancaria os investimentos produtivos e o aumento da riqueza.
Já o crescimento econômico não contribui, necessariamente, para reduzir a pobreza e, dessa forma, melhorar as condições objetivas de vida da população. Foi o que deu a entender o Deputado Federal Delfim Netto em artigo recente publicado na Carta Capital. Disse o Deputado no citado artigo:
"Outro aspecto significativo foi a autorização para o aumento das dívidas de 17 estados, cujas condições financeiras e administrativas são adequadas para acelerar suas próprias obras de infraestrutura: mobilidade urbana em suas capitais, estradas, saneamento básico e habitação, importante não apenas para ajudar a estimular o crescimento econômico, mas também melhorar as condições objetivas de vida de suas populações."
Assim, a redução das desigualdades sociais através de uma melhor distribuição da renda e da riqueza contribui muito mais para a redução da pobreza e para o crescimento da economia do que o crescimento da economia contribui para a redução da pobreza e das desigualdades sociais.
>>Denuncie abusos na política editorial >>Complemente esta matéria Existe um proverbio universal de que para dois comer, um pelo menos tem que trabalhar, e isso serve tanto em sistema capitalista quanto para o socialismo. No capitalismo quem trabalha mais e poupa, acaba um dia tento mais do que o que não trabalha e nem pouca, o que o incentiva a trabalhar mais e poupar, ja no socialismo o que trabalha menos e não poupa é o que acaba ganhando mais, pois tem o tempo todo para bajular os donos do poder tipo a familia imperial de Cuba e toda sua dinastia, que retiram do que trabalha para que o bajulador tenha o maximo, o que desentimula o que trabalha, a tambem não trabalhar e tudo acaba em uma cuba, em que precisa de esmolas dos paises não comunistas para que o povo não morra de fome, pois os trabalhadores cansaram de carregar nas costas os reais parasitas sociais, digo os comunas. Por isso que se constroem muros nos sistema comunista, para evitar que os trabalhadores fujam, pois os parasitas sociais precisam comer mas de preferencia sem trabalhar.  | Se a riqueza está concentrada nas mãos de uns poucos privilegiados, então esses privilegiados são como uns gulosos que pegaram para si a maior parte dos bombons de uma caixa, deixando poucos bombons para os outros. Portanto, se tomássemos os bombons que eles pegaram a mais, e os distribuíssemos pelos que ficaram com menos, no fim todos teriam a mesma quantidade de bombons, o que é justo. Certo?
Só que a imagem da caixa de bombons que eu citei acima não passa de uma metáfora, tal como o bolo que o Delfim Neto dizia lá pelos anos setenta que tinha que crescer ante de ser dividido. Riqueza não é um ítem material acabado, em quantidade fixa, que não é criado nem destruído, só distribuído. Riqueza é todo um processo produtivo. A idéia de "dividir melhor a riqueza" parte do pressuposto ingênuo de que o faturamento do patrão seria equivalente ao salário do empregado, e tal como este, poderia ser prontamente convertido em arroz, feijão, roupa, aluguel, caderno escolar, remédio, etc. Esquecem-se que o patrão não consome em sua pessoa física todo o faturamento da empresa, que vocês chamam de mais-valia. Se ele quiser que a empresa continue operando, a mais-valia tem que ser direcionada a um sem número de gastos e investimentos: suprimentos, energia, impostos, salários, novas máquinas, cursos, viagens de negócios, etc. Bom, é claro que uma fração dessa mais-valia vira charuto importado, whisky importado e casa na praia, mas se esse total fosse dividido por centenas de operários, ia dar para comprar uma garrafa de cachaça para cada um, se tanto!
Vocês raciocinam assim: se a fábrica fosse gerida pelos trabalhadores, a mais-valia ficaria com eles, ao invés de ficar com o patrão, então esse acréscimo poderia ser convertido no arroz, no feijão, no aluguel, no material escolar e nos remédios que lhe faltam. Falso! Se os empregados quiserem que a fábrica continue operando, eles terão que direcionar a maior parte dessa mais-valia aos mesmos gastos e investimentos a que o patrão direciona. Quando se diz que 90% das riquezas do país estão nas mãos de 10% da população, o que se quer dizer é que o valor somado das propriedades desses 10% correspondem a 90% da riqueza total do país. Mas eles não consomem em suas pessoas físicas esses 90%. Eles não comem 10 bois por semana e deixam todo o bairro passando fome, nem moram em casas do tamanho de cidades e deixam o resto dos habitantes sem teto, nem gastam mil galões de combustível com semana e deixam o resto do povo sem transporte. Eles administram esse patrimônio que corresponde a 90% da riqueza total do país.
Então, se a riqueza for "dividida", o que isso significa, estritamente falando? Significa que os atuais assalariados que detêm apenas 10% da riqueza total estariam assumindo o encargo de gerir empresas cujo valor corresponde aos 90% restantes. Ou seja, eles seriam os novos "parasitas", que é como vocês definem a função de gerir os meios de produção, função essa atualmente exercida pelos burgueses. A pergunta: será que a gestão dos trabalhadores seria mais eficiente que a gestão burguesa, a ponto de produzir em quantidade suficiente o arroz, o feijão, a casa, a roupa, o remédio e tudo o mais que realmente importa para o trabalhador?
Pode-se afirmar que sim, ingenuamente, pois os trabalhadores fariam sua gestão tendo em mente as suas necessidades, ao contrário do patrão, que só pensa em seu charuto, seu whisky e sua casa na praia. Mas vocês se esquecem que o patrão, para ter tudo isso, precisa vender suas produção - e quem compra sua produção, no mais das vezes, não são outros burgueses, e sim trabalhadores, pois há muito mais trabalhadores do que burgueses na sociedade. Para faturar, ele precisa curvar-se aos ditames do mercado, que encarna o Desejo Coletivo das massas. Portanto, o patrão não tem interesse nenhum em limitar o consumo das massas - ao contrário, quanto mais ele vende, mais ele fatura, mais ele bebe whisky, mais ele compra carros esporte, etc. Se o patrão não consegue produzir o suficiente para proporcionar um padrão de consumo satisfatório a todos, isso se deve a motivos alheios a sua vontade, geralmente ligados a uma SUPER-ESTRUTURA FÍSICA - limitações da capacidade produtiva de suas máquinas, limitações da quantidade de matéria-prima e energia disponíveis, limitações do meio-ambiente, da infra-estrutura, etc.
Essa super-estrutura física independe do regime político e do sistema econômico - ela continua existindo, mesmo se o patrão é expropriado. Quem assumir a gestão das empresas, portanto, terá que lidar com essas limitações, e dificilmente poderá manter o ritmo de produção anterior, mesmo porque não possui a experiência do antigo patrão. O máximo que poderá fazer será organizar um esquema de racionamento, a fim de distribuir em quantidades iguais os poucos ítens produzidos. Mas isso é insatisfatório. Quando os trabalhadores se revoltam, o que eles desejam é aumentar seu nível pessoal de vida, não que o nível de vida dos ricos seja reduzido até ficar igual ao deles!
Penso que a única maneira de incrementar o padrão de vida geral é alterar essa super-estrutura física, de modo a aumentar a capacidade de produção. Isso significa incrementar a infra-estrutura, construir usinas, estradas, linhas de transmissão, adqurir novas tecnologias, capacitar a mão-de-obra, etc. Essas coisa só acontecem quando há crescimento da economia. Por esse motivo eu concluo: o crescimento econômico é, sim, uma condição sine-qua-non para a redução da pobreza.  | O Mundim parte de premissas falsas, portanto, suas conclusões estão comprometidas, por contradizerem os fatos.
Em primeiro lugar, ele parte da premissa falsa de que o lucro é gerado, e não apenas realizado na circulação da riqueza. O lucro é trabalho não pago, e quanto maior o tempo de trabalho não pago, maior o excedente da produção e menor a circulação da riqueza, eis que o poder aquisitivo do trabalhador fica muito abaixo da quantidade de riqueza ofertada no mercado. Assim, mqis baixos o salários, menor a realização dos lucros; por outro lado, quanto elevados os salários, mais baixa a taxa de lucro.
"O mais a produção capitalista se desenvolve, o mais ela tem que produzir numa escala que não tem nada ver com a demanda imediata mas que depende duma expansão constante do mercado mundial. Ricardo utiliza a afirmação de Say segundo a qual os capitalistas não produzem para o lucro, para a mais-valia, mas que produzem valores de uso diretamente para o consumo - para seu próprio consumo. Ele não toma em conta o fato de que as mercadorias devem ser convertidas em dinheiro. O consumo dos operários não basta, porque o lucro provem precisamente do fato que o consumo dos operários é inferior ao valor do seu produto e que ele (o lucro) é tão grande quanto o consumo é relativamente pequeno. O consumo dos próprios capitalistas também é insuficiente." Marx
A gestão dos trabalhadores não precisa ser mais eficiente do que a gestão dos burgueses. O problema da burguesia não é a produção, é a super-produção. A escassez era um problema nos modos de produção pré-capitalista.
Uma gestão proletária da produção reduzirá a jornada de trabalho à medida em que aumentar a produtividade do trabalho. Na sociedade burguesa, à medida em que a produtividade do trabalho aumenta, maior o desemprego e quanto maior o desemprego menores os salários, em razão do aumento do contigente do exército industrial de reserva.  | O Pedro Mundim diz que:
"Quando os trabalhadores se revoltam, o que eles desejam é aumentar seu nível pessoal de vida, não que o nível de vida dos ricos seja reduzido até ficar igual ao deles!"
Essa afirmativa é falsa. Quando a riqueza é repartida igualitariamente entre todos, o nível de vida dos mais pobres se aproxima mais do nível de vida dos mais ricos do que o nível de vida destes se aproxima do nível de vida daqueles.
Imaginemos um grupo composto de 6 pessoas. A primeira pessoa tem 1 laranja, a segunda pessoa tem 2 laranjas, a terceira pessoa tem 3 laranjas, a quarta pessoa tem 4 laranjas, a quinta pessoa tem 5 laranjas e a sexta pessoa tem 6 laranjas. Sem entrar no mérito se a pessoa que tem 6 laranjas é a que menos trabalha e a que mais consome e que mais desperdiça, e a que tem uma laranja é a que mais trabalha e a que menos consome, se a quantidade de laranjas for dividida igualmente entre as seis pessoas do grupo, cada pessoa vai ganhar 3,5 laranjas. Portanto a pessoa que tinha 1 laranja se aproximou muito mais da que tinha 6 laranjas do que esta daquela.
O Sal da Terra Beto Guedes
Anda, quero te dizer nenhum segredo Falo nesse chão da nossa casa Vem que tá na hora de arrumar
Tempo, quero viver mais duzentos anos Quero não ferir meu semelhante Nem por isso quero me ferir
Vamos precisar de todo mundo Pra banir do mundo a opressão Para construir a vida nova Vamos precisar de muito amor A felicidade mora ao lado E quem não é tolo pode ver A paz da terra, amor, o pé na terra A paz na terra, amor, o sal da terra
És o mais bonito dos planetas Tão te maltratando por dinheiro Tu que és a nave nossa irmã Canta, leva tua vida em harmonia E nos alimenta com seus frutos Tu que és do homem a maçã Vamos precisar de todo mundo Um mais um é sempre mais que dois Pra melhor juntar as nossas forças É só repartir melhor o pão Recriar o paraíso agora Para merecer quem vem depois
Deixa nascer o amor, deixa fluir o amor Deixa crescer o amor, deixa viver o amor O Sal da Terra  | Realmente, riqueza não é um ítem material acabado, em quantidade fixa, que não é criado nem destruído, só distribuído. Ela é um item material acabado e também um item imaterial, como os direitos autorais de uma música, por exemplo, em quantidade fixa, já que os recursos são finitos, que é criada, destruída (nas crises de super-produção, pouco distribuída e altamente acumulada. Riqueza também é força produtiva e não apenas mercadorias e serviços. O crescimento da economia é CAUSA ou EFEITO do incremento da infra-estrutura, da construção de usinas, estradas, linhas de transmissão, da aquisição de novas tecnologias, da capacitação de mão-de-obra entre outras coisas?  | Prestem atenção, é uma simples comparação que dentro das devidas proporções pode explicar o fato em questão:
tinham 3 amigos num bar. a conta deu 30 reais... agora acompanhe comigo! cada amigo deu 10 reais! total de 30 o garçom deu um desconto de 5 reais... entao sobrou 5 reais de TROCO! entao vamos lá. se sobrou cinco reais de troco, nao podemos dividir igualmente para os tres. entao vamos dar 1 real pra cada um e os outros dois, vamos dar ao garçom! VAMOS A CONTA
cada um deu 10 reais, menos 1 real eles pagaram 9 reais cada um correto? continuando sobrou 2 reais que eles deram para o GARÇOM entao vamos lá
9 reais de cada um, é o mesmo que! 9x3 (3 pessoas a mesa) 9x3 = 27 + 2 = 29
agora me diz! CADE O 1 REAL QUE FALTA???
lembre-se, cada um pagou 9 reais por receberem 1 real de volta, multiplicando deu 27 somando os dois reais do GARÇOM 29.  | Para que dois comam não é necessariamente necessário que pelo menos um deles trabalhe. É que o trabalho é o pai da riqueza e a natureza é mãe. A terra dá muitos frutos e é perfeitamente possível duas pessoas comerem sem que nenhum deles trabalhe. Robinson Crusoé e Sexta Feira.
Sabe aquela passagem de Rousseau sobre o verdadeiro fundador da sociedade civil?
Estareis perdidos se esquecerdes que a terra é de todos e os frutos, de ninguém.  | É lógico que quando os trabalhadores se revoltam, o que eles desejam é aumentar seu nível pessoal de vida, não que o nível de vida dos ricos seja reduzido até ficar igual ao deles! Claro que não tem lógica se revoltar para nivelar as coisas por baixo. Só faz sentido uma revolta que nivele, no mínimo, pela média o padrão de vida da sociedade. Uma revolta igualitária nivelarias o padrão de vida acima da média.
Vamos pensar um pouco. Imagine uma sociedade composta de 7 pessoas. Suponhamos que a sétima pessoa, que possui 7 maçãs, seja riquíssima; a sexta pessoa, que possui 6 maçãs, seja menos rica do que a sétima pessoa; a quinta pessoa, que possui 5 maçãs, é rica; a quarta pessoa, que possui 4 maçãs, não é rica nem é pobre; a terceira pessoa, que possui 3 maçãs, é pobre; a segunda pessoa, que possui 2 maçãs, é mais pobre ainda, e a primeira pessoa, que possui apenas uma maçã, é paupérrima.
A metade de 7 é 3,5. Parece lógico que se a quantidade total de maçãs fosse dividida igualmente entre as 7 pessoas, cada uma delas ganharia 3 e meia maçãs. Mas se essa divisão igualitária for efetuada, cada pessoa ficará com 4 maçãs, e não com 3,5 maçãs.
Sem contar que o índice de criminalidade de uma sociedade é tanto menor quanto maior sua igualdade.
Uma melhor distribuição da riqueza seria melhor não só para os pobres mas principalmente para os ricos, pois o que perdessem em materialidade seria ganho em paz e tranquilidade social, em harmonia, em concórdia, etc.
 | 1 2 3
25 reais +3 reais (que foram devolvidos aos 3 amigos) +2 reais (que ficou de gorjeta para o garçon) é igual a quanto?
Hein?
 | O lucro é trabalho não pago...
Ocorre que o custo do trabalho é apenas um dos muitos ítens da planilha de custo do patrão. Não foi o trabalho do operário da linha de montagem que pagou a instalação das máquinas, por exemplo, isso foi um investimento anterior. Se os operários querem que o faturamento bruto seja rateado entre eles, sem recolhimento de mais-valia, então devem comprar uma quota e se tornarem sócios do patrão. Muitos já fizeram isso.
...e quanto maior o tempo de trabalho não pago, maior o excedente da produção...
Só há excedente se o ítem produzido não for vendido. Computar simplesmente o tempo de trabalho não permite tirar conclusão nenhuma quanto a isso. O patrão só saberá se houve excedente depois que ele tentar vender e não conseguir
...e menor a circulação da riqueza, eis que o poder aquisitivo do trabalhador fica muito abaixo da quantidade de riqueza ofertada no mercado...
Se o patrão não consegue vender o excedente, ou seja, não consegue fazer a riqueza circular, isso não afeta o poder aquisitivo do trabalhador: ele será pago do mesmo jeito. O trabalhador só teria prejuízo se ele fosse sócio do patrão.
...mais baixos o salários, menor a realização dos lucros; por outro lado, quanto elevados os salários, mais baixa a taxa de lucro...
É óbvio que quanto menor forem os salários, maior será o lucro. Mas o valor do salário não depende da vontade do patrão. Depende do mercado do trabalho. Assim como o preço da mercadoria que ele vende tampouco depende da vontade dele, mas do mercado.
"O mais a produção capitalista se desenvolve, o mais ela tem que produzir numa escala que não tem nada ver com a demanda imediata mas que depende duma expansão constante do mercado mundial"
Sim, mas o mercado tem mecanismos de auto-regulação. Se o patrão produzir em uma escala superior à demanda imediata, ele terá prejuízo, e se a demanda futura não aumentar, o prejuízo ficará cada vez maior, até que o patrão se veja obrigado a diminuir a escala.
"A gestão dos trabalhadores não precisa ser mais eficiente do que a gestão dos burgueses. O problema da burguesia não é a produção, é a super-produção"
Se há super-produção, há prejuízo. Nenhum patrão produz ítens invendáveis por muito tempo.
Uma gestão proletária da produção reduzirá a jornada de trabalho à medida em que aumentar a produtividade do trabalho...
Muito bonito, mas o que fará a produtividade do trabalho aumentar? Novas tecnologias? É possível, mas se isso acontecer, provavelmente a jornada de trabalho não diminuirá, pois as pessoas querem consumir cada vez mais, e se o aumento da produtividade for contrabalançado pela diminição da jornada, não haverá nenhum ganho em quantidade produzida.
Na sociedade burguesa, à medida em que a produtividade do trabalho aumenta, maior o desemprego e quanto maior o desemprego menores os salários...
Ocorre que o aumento da produtividade acarreta maiores lucros para o patrão, o que significa que ele terá capital para fazer novos investimentos, e isso acarretará a geração de novos empregos em substituição às vagas que foram suprimidas pela automação. Esse ciclo, repetido muitas vezes, dá origem ao fenômeno da mutação dos empregos: desaparecem tarefas cansativas e repetitivas, e aparecem tarefas mais criativas e bem pagas. Nos países do primeiro mundo os trabalhadores ganham bem porque lá o grau de automação é alto, de modo que esse ciclo de mutação dos empregos já se repetiu muitas vezes.
Imaginemos um grupo composto de 6 pessoas. A primeira pessoa tem 1 laranja, a segunda pessoa tem 2 laranjas, a terceira pessoa tem 3 laranjas...
Riqueza não tem existência material finita, como os bombons em uma caixa ou as laranjas do seu exemplo. Você está confundindo produto com produção. Riqueza não é o produto final, mas a capacidade de produzí-lo (ou os meios de produção). O produto final pode nem ter existência física, se ao invés de bem, for um serviço (por exemplo, como se divide uma consulta médica em trinta partes iguais?) Trata-se, de fato, de um gigantesco e complexo esquema de divisão de trabalho, onde os trabalhadores exercem funções diferentes e são mais ou menos aquinhoados conforme seu poder de barganha. Basicamente há dirigentes e executores. Os dirigentes se chamam patrões no regime capitalista, comissários no regime comunista ou membros do conselho no regime de auto-gestão, mas sempre ganham mais que os outros.  | R$ 28,00 divido por 3 amigos é igual a R$ 9,33.
3 (amigos cervejeiros) X R$ 9,33 é igual a R$ 27,99
R$ 30,00 menos R$ 27,99 é igual a R$ 2,01.
Caiu a ficha ou precisa desenhar, JBS?
Bem, se riqueza não é o produto final, então os automóveis da Ferrari, por exemplo, não se constituem em riqueza, a riqueza da Ferrari se constitui apenas das suas instalações, máquinas e equipamentos.
Significa que eu posso entrar no pátio da Ferrari e escolher quantos automóveis eu quiser. Não foi o trabalho do operário da linha de montagem que pagou a instalação das máquinas nem foi a instalação das máquinas que pagou o salário do operário.
O operário não só repõe o que lhe é repassado a título de salário como aind produz excedente. Não sei porque o Mundim perde tempo discutindo com estes jumentos petistas... Se o lucro fosse extraído na circulação da riqueza, e não na sua produção, os capitalistas mais ricos seriam aqueles que vendessem mais barato. Porque alguns capitalistas teimam em vender mais caro do que outros?
Ora, por causa dos custos de produção. Se o capitalista vender abaixo dos custos de produção ele quebra, e se seus custos de produção forem mais elevados do que os custos de produção de seu concorrente, ele quebra igualmente.
O que o capitalista faz para minimizar seus custos e, dessa forma, maximizar seus lucros? É só aumentar a taxa de exploração de seus empregados. Se os empregados de um capitalista ganham tanto quanto os empregados do seu concorrente mais produzem mais na mesma unidde de tempo, seus custos de produção são menores do que os custos de produção de seus concorrentes. É por isso que ele vende mais barato.  | O que foi que fez o Brasil se tornar a sexta economia do mundo, tomando o lugar da Inglaterra, se ele tem crescido abaixo da taxa média mundial?
O problema não foi a Inglaterra que desacelerou, foi o Brasil que dividiu um pouquinho melhor a riqueza. Se as políticas redistributivas fossem mais aprofundadas, o Brasil avançaria muito mais rapidamente.
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