| COMO O "FIM DO MUNDO" NÃO OCORREU OBAMA SERÁ REELEITO POR ACORDO DA ELITE IANQUE Por Liga Bolchevique Internacionalista 04/11/2012 às 12:45 Leia este artigo na íntegra no BLOG político da LBI COMO O "FIM DO MUNDO" NÃO OCORREU OBAMA SERÁ REELEITO POR ACORDO DA ELITE IANQUE Em meados de 2008 em pleno ápice da crise financeira norte-americana, com a falência do Lehman Brothers e o estouro da bolha imobiliária, um importante debate veio à tona nas fileiras da esquerda mundial. A esmagadora maioria das correntes políticas que reivindicavam o marxismo, e em particular com mais ênfase as revisionistas, afirmaram que a economia capitalista sucumbiria em poucos meses em função do fulminante esgotamento do imperialismo ianque. Naquela ocasião se desenhava um horizonte de falência de grandes corporações transnacionais, com destaque na gigante automobilística General Motors. Formava-se um "caldo de cultura" bastante fecundo para o surgimento das teorias marxianas "catastrofistas", embaladas pelo espetáculo da mídia "murdochiana" que não inocentemente espalhava o pânico do "armagedon" com objetivo de uma intervenção estatal do tipo keynesiana. Nós da LBI sustentamos, muito isolados no interior da esquerda, a impossibilidade de um autocolapso do modo de produção capitalista por piores que fossem os níveis da crise econômica planetária e, na contramão da correnteza "catastrofista", prognosticamos que na ausência da revolução socialista o império norte-americano iria lentamente se recuperar do crash financeiro, injetando uma enorme massa de capital estatal para alavancar os setores privados que amargaram enormes perdas no cassino de Wall Street. Os leninistas estávamos nos baseando na teoria científica das "ondas largas" de crescimento econômico capitalista (muito bem detalhada na obra de Ernest Mandel), que são entrecortadas por crises cíclicas de retração do mercado consumidor de mercadorias. Como Marx já havia apontado há mais de um século só existe uma única maneira do rompimento desta lógica de "pressurização" da economia capitalista, é a ação independente da classe operária apresentando um novo projeto histórico de sociedade. Desgraçadamente, a esquerda revisionista estava muito longe de apostar na ação revolucionária do proletariado, optando por profecias ufanistas do "fim do mundo" (onde previam o crescimento exponencial de suas organizações que nunca ocorreu) deixando a burguesia imperialista de "mãos livres" para operar de forma lenta e segura a recuperação econômica no "coração do monstro". Leia este artigo na íntegra no BLOG político da LBI: http://lbi-qi.blogspot.com.br/ Siga-nos no TWITTER: http://twitter.com/LBIQI
URL:: http://lbi-qi.blogspot.com/ >>Denuncie abusos na política editorial >>Complemente esta matéria Enquanto o capitalismo vai se reconstruindo de ciclos em ciclos, o socialismo já morreu e foi enterrado, não passa de um fantasma que não consegue assombrar mais ninguém. Nem tudo está perdido!
Bolsa&aVida está admitindo que pisou na bola com a sua histeria na época do chrash. Nada do que foi previsto pelos catastrofistas aconteceu.E agora?
Então só resta ser esperto e torcer pelo menos pior, o Obama antes do Tea Party Mórmon. Pelo menos o neguito é menos inclinados a guerras. Sem guerras o mundo se ajeita.
 | Falar em recuperação das economias avançadas é complicado. Em fevereiro de 2011 o Pedro Mundim disse: "Não se fala mais em crise. Deve ser porque a crise passou. Que pena, né?" http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2011/02/486867.shtml No Manifesto do Partido Comunista Marx e Engels escreveram: "Como triunfa a burguesia das crises? Por um lado, pela destruição violenta não só de um grande volume de produtos fabricados mas também de grande quantidade de forças produtivas criadas; de outro lado, pela conquista de novos mercados e pala exploração mais intensa dos antigos." Dizem ainda os dois Comunistas que: "Impelida pela necessidade de mercados sempre novos, a burguesia invade todo o globo. Necessita estabelecer-se em toda parte, explorar em toda parte, criar vínculos em toda parte." A burguesia não destruiu nem parte da produção nem parte das forças produtivas suficientes para superar a crise; também não conquistou novos mercados, porque não há mais mercados novos a serem conquistados, nem aumentou a intensidade de exploração dos mercados antigos. Tentou superar sua crise socializando seus prejuízos através da injeção de recursos públicos na iniciativa privada falida e estatizando empresas e bancos falidos, saneando-os com os recursos dos contribuintes e devolvendo-os para a iniciativa privada. Com essas medidas, não só não resolveu o problema dos mercados como contaminou os estados, levando-os a aumentar seus déficits e dívidas públicas, o que acarretou na política de austeridade fiscal, que está aumentando o índice de desemprego, baixando salários, aumentando a idade mínima de aposentadoria, aumentando a jornada de trabalho, etc. Espanha, Grécia e Itália, entre outros países, estão com a corda no pescoço. Nos EUA as coisas não estão bem. Parece não estarem tão ruins porque as pessoas que desistem de procurar emprego não entram no índice de desempregados. Em sendo assim, que recuperação é essa?  | O Obama é menos inclinado a guerras? Pois é, se o Obama representasse a si mesmo na Presidência dos EUA talvez ele não declarasse guerra a países fracos militarmente e ricos em recursos naturais. Mas não é assim que as coisas funcionam. O Obama é só um testa de ferro do complexo industrial-militar, é só uma marionete.
Sem guerras o mundo se ajeita? Como, se do ponto de vista da burguesia, a possibilidade de investimentos lucrativos depende da destruição de parte dos produtos e das forças produtivas, já que o mercado mundial está saturado?
Se o mundo se 'ajeitar', não haverá mais guerras.
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