COMO O "FIM DO MUNDO" NÃO OCORREU OBAMA SERÁ REELEITO POR ACORDO DA ELITE IANQUE

Em meados de 2008 em pleno ápice da crise financeira norte-americana, com a falência do Lehman Brothers e o estouro da bolha imobiliária, um importante debate veio à tona nas fileiras da esquerda mundial. A esmagadora maioria das correntes políticas que reivindicavam o marxismo, e em particular com mais ênfase as revisionistas, afirmaram que a economia capitalista sucumbiria em poucos meses em função do fulminante esgotamento do imperialismo ianque. Naquela ocasião se desenhava um horizonte de falência de grandes corporações transnacionais, com destaque na gigante automobilística General Motors. Formava-se um "caldo de cultura" bastante fecundo para o surgimento das teorias marxianas "catastrofistas", embaladas pelo espetáculo da mídia "murdochiana" que não inocentemente espalhava o pânico do "armagedon" com objetivo de uma intervenção estatal do tipo keynesiana. Nós da LBI sustentamos, muito isolados no interior da esquerda, a impossibilidade de um autocolapso do modo de produção capitalista por piores que fossem os níveis da crise econômica planetária e, na contramão da correnteza "catastrofista", prognosticamos que na ausência da revolução socialista o império norte-americano iria lentamente se recuperar do crash financeiro, injetando uma enorme massa de capital estatal para alavancar os setores privados que amargaram enormes perdas no cassino de Wall Street. Os leninistas estávamos nos baseando na teoria científica das "ondas largas" de crescimento econômico capitalista (muito bem detalhada na obra de Ernest Mandel), que são entrecortadas por crises cíclicas de retração do mercado consumidor de mercadorias. Como Marx já havia apontado há mais de um século só existe uma única maneira do rompimento desta lógica de "pressurização" da economia capitalista, é a ação independente da classe operária apresentando um novo projeto histórico de sociedade. Desgraçadamente, a esquerda revisionista estava muito longe de apostar na ação revolucionária do proletariado, optando por profecias ufanistas do "fim do mundo" (onde previam o crescimento exponencial de suas organizações que nunca ocorreu) deixando a burguesia imperialista de "mãos livres" para operar de forma lenta e segura a recuperação econômica no "coração do monstro".

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