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| | Pré-sal: Ideias para um novo modelo desse negocio Por X redentor 05/11/2012 às 00:07 O petróleo é nosso, sim, é um chavão anacrônico que retornou na boca dos brasileiros, embora, na pratica pode-se traduzir em: "O lucro do petróleo é nosso" ou na pior das hipóteses "O risco do petróleo é nosso", e são esses riscos imponderáveis que fazem com que o primeiro desses chavões reconquiste a simpatia da nação. Com o fim do monopólio do petróleo dezenas de empresas nacionais e estrangeiras se tornaram concorrentes da Petrobras, a descoberta de imensas reservas no pré-sal despertou a cobiça internacional e nacional pela valiosa e lucrativa fonte de energia, no âmbito nacional o debate gira em torno da repartição dos royalties entre estados não-confrontantes e estados confrontantes, grosso modo, aqueles cujos poços se encontram, ou não, num limite imaginário estabelecido pela projeção das suas linhas de fronteira da terra firme até o alto-mar.
A discussão sobre o novo regime de partilha está na reta final, e estabelecerá de que modo o lucro será dividido entre estados e municípios, superada essa fase se definirá quais serão os novos blocos de extração poderão ser concedidos às empresas (players), cabe ressaltar que a estatal brasileira deterá 30% do custo e da produção em parceria com outras petrolíferas em cada um dos poços.
O petróleo é tanto que em breve assistiremos a criação na pratica de uma nova estatal que se encarregará da do gerenciamento e comercialização da parcela de petróleo extraído pelas empresas concessionarias que será entregue diretamente a União, ou seja, além da partilha entre as unidades da federação, existe também uma partilha entre os produtores e a União, isso vale para os blocos já licitados, e para os futuros a serem leiloados, estima-se entre 160 e 170 blocos, podemos portanto entender os conflitos e cobiças despertados.
Serão muitos poços e os riscos serão proporcionais, e não apenas ecológicos, mas também, sociais, geológicos, e até geopolíticos, é ainda cedo pra gritarmos "estamos ricos", a mídia tradicional nos enchem os olhos com noticias que tratam os dividendos, mas pouco se fala sobre o fator custos e riscos, salvo quando a casa já tenha vindo abaixo, como no caso do acidente no campo de Frade, na bacia de Campos, pode até ser que nesse caso o mal mais uma vez venha para o bem com a fiscalização que se tornará mais rígida e por consequência as petrolíferas tenderão a investir mais em segurança.
Mas nem tudo aqui é fato consumado, as dinâmicas da politica não obedecem logicas férreas, tudo pode mudar para adaptar-se a novas circunstancias, embora, o tempo reduza a nossa margem de manobra, ainda podemos esperar numa maior atenção aos interesses vitais da nação, que são principalmente aqueles relacionados aos riscos enunciados no paragrafo anterior.
Chama a minha atenção a ausência dos movimentos sociais organizados que parecem muito afastados da questão, mas, que por sua natureza deveria ser tão preocupante quanto os transgênicos, a gestão das águas e outros direitos ameaçados, parece que o tema seja de um porte muito elevado para se afrontado, ou talvez seja muita confiança na competência da nossa Presidenta Dilma Rouseff.
Qual seria a solução criativa para não deixar que aquele chavão (um pouco ambíguo) citado no inicio do texto caia definitivamente em desuso, uma alternativa seria conceder p direito para que os futuros players pagassem apenas pelo o que efetivamente levassem embora, ou seja, encham seus navios petroleiros e levem do nosso petróleo para as suas refinarias, ou para seus clientes, claro que isso implicaria um redimensionamento dos negócios a curto prazo, mas também, proporcionalmente comportaria uma redução de todos os riscos inerentes ao caso, contudo, seria irrealístico pensar que as varias empresas nacionais e internacionais já em campo aceitariam de bom grado mudanças nas regras com jogo já em curso, todavia, pode-se repensar o modelo atual antes que o próximo leilão seja iniciado em meados de 2013.
Como dito anteriormente, o novo modelo aqui cogitado propõe um novo perfil para os sócios da União na exploração petrolífera na área pré-sal, de tal modo que seriam privilegiados os negócios com empresas com um portfólio diferente das nossas estatais do setor, seriam empresas mais voltadas para o transporte, refino e comercio varejista, deixando assim, nas mãos e mentes da Petrobrás e PPSA todo o percurso de produção, desde a prospecção até a extração, obviamente, a estatais poderiam eventualmente contratar serviços externos segundo às necessidades, a lógica dessa proposta, é fazer com que novas empresas e principalmente empresas de países que não possuam especificas tecnologias para extração possam ser protagonistas no mercado, ao invés, de entregarmos as melhores oportunidades para grandes empresas concorrentes e pouco propensas ao respeito do nosso meio ambiente.
Os mais competentes leitores, irão objetar, pois sabem que a nossa estatal petrolífera já se encontra em dificuldades (calculadas) para conseguir financiar despesas de produção nos seus 30% que atualmente detém em cada um dos poços ativos na área do pré-sal, ademais, é notório que o mercado petrolífero é essencialmente agressivo e as vezes belicoso, no sentido de que não concede nada sem uma substanciosa contrapartida, nesse quadro, a nossa estatal está se vendo na necessidade de vender as jóias de família para captar recursos, mas os potenciais compradores, por sua vez, procuraram obter o menor preço possível forçando a empresa brasileira a estudar alternativas o que pode acarretar um aumento nos preços de combustíveis, e suas lógicas consequências.
Dando por verdadeiro que a definição de um novo modelo produtivo dependa apenas de vontade política, passemos a concentrarmos nas disputas internas, que tange a repartição dos royalties, a equação parece simples, somos uma Federação, e cabe a União estabelecer como empregar o orçamento e dividir receitas, nessa lógica é natural que cada estado tenha direito a uma honesta parcela nas riquezas da nação, mas é aqui que surgem os contrastes, o principal argumento que se opõe ao plano de partilha nacional é, em primeiro lugar, a alegação de que em casos de desastres, como os já ocorridos, seriam os estados ditos produtores a sofrerem com os danos ambientais, e também, alegam que as operações nos portos e estradas os afetariam diretamente, diga-se de passagem, são argumentos que parecem mais pretextos do que protestos, são portanto facilmente contornáveis se o Governo Federal assim o quiser, criando ou inflando, se já existente, um fundo de emergência para ser empregado em casos de acidentes ou obras emergenciais, é dever do União assumir toda a responsabilidade pela racionalização da infraestrutura em portos e estradas e também a fiscalização para prevenção de desastres.
Uma vez superada a polêmica, o importante seria estabelecer um programa para converter os recursos em favor dos habitantes deste imenso território com investimentos consistentes na área de educação, saúde, transporte e moradias, e também, não menos importante, na defesa e segurança, no apoio a pequenas empresas, em infraestrutura e pesquisa cientifica e tecnológica. Notemos por fim, que com a intensificação da produção e consumo de petróleo em cinquenta anos o pré-sal exauriria, portanto é fácil entender que o nosso país segue pela contra-mão do progresso, é importante que se estabeleça uma agenda ecossocioeconomica que leve em conta as presentes e futuras alternativas aos combustíveis fósseis, ou nadaremos em vão e morreremos na pátria.
>>Denuncie abusos na política editorial >>Complemente esta matéria Sinceramente, não sei quais seriam as soluções alternativas, mas eu já alertei neste mesmo espaço e torno a avisar:
- Os EUA estão em franco caminho para se tornarem auto-suficientes em petróleo. Se isto se confirmar, o preço mundial do barril vai a menos de $30.0. Já está acontecendo, no últimos meses o barril passou de mais de $100 para $85.
- A este preço o Brasil estará sentado em cima de grandes reservas que não valem a pena ser exploradas. O petróleo do pré-sal sai a custo elevadíssimo, só é rentávela preço muito alto.
- A Petrobrás está sistematicamente fracassando nas suas projeções. Ao invés de aumentar estamos diminuindo a produção. Tá demorando demais. Não estou dizendo para entregar para eles, absolutamente, mas uma multi tipo a Shell já estaria fazendo jorrar dólares.
- As empresas alternativas nacionais tipo OGX e HRT se revelaram empresas virtuais, mais interessadas em fazer IPOs e ganhar dinheiro na bolsa do que extrair petróleo. Armadilhas financeiras para pegar investidores ingênuos. Fracasso em cima de fracasso, mentira em cima de mentira, mancham a imagem do país lá fora. Chamadas de PICARETAS tipicamente brasileiras. A Petrobrás também colhe os frutos tem sua credibilidade abalada e suas ações despencam.
- Enquanto o país continua com este espírito infantil de achar que o mundo faria qualquer coisa pelo nosso petróleo e complica cada vez mais a exploração, a oportunidade se esvai entre os dedos. Não temos um mar de petróleo facilmente extraível assim para tanta SOBERBA, a maioria dos países produtores tem muito mais e produzem muito mais. Acordem brasileiros, O PETRÓLEO QUE É NOSSO CORRE O RISCO DE NÃO NOS SER ÚTIL. Têm que haver alguém mais adulto lá em cima, por que aqui em baixo...  | Esqueçam pré-sal, esqueçam petróleo, esqueçam combustíveis fósseis. A pré-história energética da humanidade está com seus dias contados. O artigo é realista, propõe alternativa para não ficarmos a mercê de mega-empresas que levariam embora 2/3 dos lucros para os cofres deles, se controlássemos o pré-sal e racionalizássemos a extração, manteríamos o preço elevado por não saturar o mercado, lembre-se que o petróleo do pré-sal é de ótima qualidade e poucos países poderiam concorrer com ele, teremos assim mercado para mais de 40 anos.
Qualquer outra alternativa energética que substitua por completo o petróleo será factível em não menos de 40 ou 50 anos, fusão a frio quando e se tornará realidade produzirá energia elétrica, mas não substituirá o petróleo em muitas outra aplicações, além do mais na medida em que Europa ou EUA diminuírem o consumo outros tantos países aumentarão, e os níveis de poluição se manterão iguais aos atuais ou talvez, se reduzirão graças às novas tecnologias.  | " Os EUA estão em franco caminho para se tornarem auto-suficientes em petróleo. Se isto se confirmar, o preço mundial do barril vai a menos de $30.0. Já está acontecendo, no últimos meses o barril passou de mais de $100 para $85".
Os EUA auto-suficientes em petróleo? Quando? Como? Por que? Aonde estão esses dados?  | Se você é um inculto que não acompanha as notícias internacionais não é minha culpa. Já escreví sobre isto, apontei fontes, mas pelo jeito você não sabe ler. Imbecil! Não acompanhou o primeiro debate Obama/Romney e as perspectivas de autosuficiência até 2020? Não tá sabendo do que está havendo com o gas natural deles e as enormes reservas de Xisto? Não sabe sobre as novas técnicas(fracturing e lateral drilling) de extração que estão fazendo jorrar petróleo de poços antes dados como secos? Não tá sabendo que eles passaram a produzir mais de 50% dos eu consumo? Não está sabendo que o consumo de petróleo deles está estacionando e o de gasolina vem diminuindo? Não está sabendo que os americanos estão num frenesí de exploração(drill, drill...) com o intuito de se tornarem independentes do petróleo externo. Até a Petrobrás foi convidada e perfurou com sucesso novos poços no Golfo. Pesquise nos sites internacionais. Se não sabe ler em inglês, peça para alguém traduzir. Um bom começo é estes sites daí: http://online.wsj.com/home-page?mod=WSJ_topnav_home_main e este http://www.cnbc.com/ onde estão sempre debatendo estes assuntos. O artigo não é realista. É ufanista, emocional, tipo o petróleo é nosso e os gringos querem nos roubar além de invadir a Amazonia. Este artigo tá mais para "petroleiro" semi-analfabeto dos sindicatos da Petrobrás que no fundo o que querem é "verbinhas" e "casquinhas". Coisa de funcionário público semi-corrupto. E é destes que esperamos o bom trabalho na Petrobrás?  | Se os EUA tivessem de verdade quase auto-suficientes de petróleo, eles já teriam desocupado o Afeganistão, o Iraque, não teriam invadido a Líbia e não estariam perseguindo a Síria e o Irã.
Ou você acha que o Tio Sam está preocupado com o destinos dos povos do Oriente Médio?  | Procure um dos meus últimos posts sobre petróleo. Alí eu transcreví as últimas estatísticas comprovadas sobre petróleo EUA/Brasil que eu achei em vários sites de confiança.
Se quiser contestar reuna outros dados confiáveis de que a produção deles não está crescendo, que está diminuindo.
Se os EUA temessem um desabastecimento por parte de qualquer um destes paisecos teria feito um embargo ao Irã que cortou sua produção em 70%? Logo o Irã, o terceiro maior produtor mundial. Pois fez, bancou, mesmo assim o preço baixou e comprovou-se de uma vez por todas, que nenhum destes paises fanfarrões tem qualquer importancia maior individualmente, tem qualquer poder de afetar o resto do mundo. A era da chantagem com petróleo acabou, não tem mais efeito. Agora vem um inculto imbecíl sugerir que o Brasil use desta mesma arma...
É difícil engolir uma realidade que vai contra as nossas fantasias infantis, não é? Crescer é isto aí, no fim as pessoas inteligentes aceitam o mundo como é e não como queriam que fosse, se quiserem promver mudanças. A minha função aquí é só abrir o seus olhos com a verdade, na porrada se preciso for. Eu não sou estúpido de argumentar com mentiras conscientes, por que sei que é bola nas costas, cedo ou tarde. Mas me recuso a ter que provar o beabá novamente, embora pudesse. Parto do pressuposto de que as pessoas com quem debato tem um nível mínimo de cultura e estão conscientes do que está acontecendo no mundo. Está me parecendo que todos estes que escreveram aí não tem conhecimento da realidade mundial. Tão falando lugares comuns sobre o que não conhecem. Falta cultura, têm que ler mais. Jornais, sites de notícias, sites estrangeiros. Vamos lá pessoal, tá na hora de usar esta ferramenta incrível que é a Internet.  | Sr. Arminio você argumenta como se suas opiniões significassem o fim da historia, embora, tudo o que tenha dito não confuta absolutamente o que na matéria acima escrevi.
Não tem nada de extraordinário se os EUA se tornassem auto-suficientes, outros países não se tornariam, a propósito de argumentos imbecis, é de conhecimento publico que as empresas estadunidenses lucram com o petróleo do Iraque, lucram com petróleo da Asia central, da Africa e de todas as regiões onde possuem bases e tropas, então, quando alguém diz que atacam e invadem países pelo o petróleo não se quer dizer que necessariamente levam esse petróleo pra casa, os EUA possuem muitos interesses econômicos e estratégicos na Europa, e os oleodutos que passam pelo Afeganistão desembocam no Indico e em navios o petróleo segue para os EUA e Europa, oleodutos que saem do Mar Cáspio chegam no Mediterrâneo passando bem próximo da Síria, o embargo contra o Irã favorece empresas ocidentais, o petróleo da Líbia é cobiçado pela Europa, ou seja, os EUA/OTAN fazem guerras por petróleo, por gás, por ouro e também por democracia porém, almejam exporta-la apenas como um meio para se atingir os seus verdadeiros intentos sem precisar pagar o preço das riquezas alheias com o sangue dos próprios soldados.
Não sou jornalista profissional, escrevo de forma divulgativa e procuro dar subsídios a quem quiser aprofundar sobre o assunto, talvez você ainda não tenha entendido a função desse espaço, as pessoas que buscam essa mídia o fazem porque não creem nas mídias comerciais, que você nos aconselha como se fossem a chave para iluminação, aqui fazemos informação alternATIVA, escrevemos e lemos com senso critico procurando absorver conhecimentos compartilhados, não estamos aqui procurando a verdade.
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