| Joaquim Barbosa, negro ladino Por Fábio de Oliveira Ribeiro 07/11/2012 às 20:54 Este artigo já foi censurado por ser considerado racista pelos imbecis que nem sempre entendem o que lêem.  Hoje repetiu-se um daqueles desagradáveis bate-bocas no STF, envolvendo Joaquim Barbosa. Quando ele confrontou Gilmar Mendes, então Presidente do STF, fiquei publicamente ao lado dele. Não posso mais fazer isto. O excesso de rigor punitivo de Joaquim Barbosa em relação aos réus do Mensalão, para atender os reclamos vingativos da mídia de direita, não o permite.
Não sou devoto de Nietzsche, nem grande fã de sua filosofia. Mas há ao menos um fragmento escrito por ele que sempre me deixa fascinado. Reproduzo-o abaixo porque me parece bem apropriado para analisar o comportamento do atual presidente do STF:
2"E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: "Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência - e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez, e tu com ela, poeirinha da poeira!". Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasses assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderías: "Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!" Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse: a pergunta diante de tudo e de cada coisa: "Quero isto ainda uma vez e inúmeras vezes?" pesaria como o mais pesado dos pesos sobre o teu agir! Ou, então, como terias de ficar de bem contigo e mesmo com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?"
A ferocidade com que Joaquim Barbosa, julga, condena e impõe pena aos réus do Mensalão pode ter um antecedente histórico bastante infame. Um dos aspectos mais brutais do antigo sistema escravagista brasileiro era a utilização de negros ?ladinos? (que já sabiam como as coisas funcionavam) para disciplinar, espancar, chicotear e até caçar negros ?boçais? (que haviam chegado recentemente ao Brasil). Este papel era desempenhado com fervor por ?ladinos? em razão do sadismo, do desprezo por negros de etnias consideradas inferiores em África ou por causa dos pequenos privilégios que passavam a gozar.
O tempo passou, a escravidão acabou, políticas afirmativas são adotadas para corrigir os erros do passado e os negros avançam, com mérito, nos cargos públicos e na estrutura do Estado. Mas isto não significa necessariamente uma libertação do passado. No caso de Joaquim Barbosa parece atuar o nietzschiano demônio do eterno retorno. A conclusão é minha, é triste e pode ser contestada por quem que tenha mais competência intelectual.
Email:: sithan@ig.com.br >>Denuncie abusos na política editorial >>Complemente esta matéria O Joaquim Barbosa tem um notável saber jurídico tanto quanto o homem que sabia javanês tinha notável saber de sua área respectiva.
O Vestal JB diz que apenas traduziu a realidade que está nos autos. Nos autos não há qualquer prova de que Dirceu e Genoino estavam envolvidos com as transações pelas quais foram condenados.
Traduttore, traditore. Há coisas que são intraduzíveis. Mas o homem que sabia javanês traduzia o que não existia... e ganhou fama, prestígio e sinecuras por suas traduções falsas. Qualquer semelhança com o Vestal Joaquim não é mera coincidência. Caro Fábio,
Por acaso você tem competência intelectual ???
Naquilo que você cola (Ctrl C e Ctrl V), tem sim competência, mas quando você discorre com as suas palavras, verificamos que você tem menos neurônios que uma minhoca. Ficou implícito o racismo do autor nesse texto ridículo!
Acionem o MP!!! Quando você abandonar o anonimato, conversaremos. Antes disto, resigne-se a se esconder da Justiça como um "tucano privataria" ou como um "torturador aposentado" com medo de ser processado e condenado.  | Este texto já foi enviado para o CNJ via Twitter. Se alguém quiser me processar, responderei ao processo como um cidadão que defende seus direitos à liberdade de consciência e de expressão com tranquilidade. Discutir história e a exagerada ferocidade punitiva de um Juiz não é crime, chamar um negro de negro também não é. Racismo, mesmo, é aquele praticado pelos anônimos que querem marcar os "petistas" como criminosos ou derrubar presidentes eleitos pelo povo, enquanto defendem a impunidade de tucanos que compraram votos para ter novos mandatos (FHC), que enriqueceram nas patifarias privatistas (José Serra) ou que iniciaram as práticas Mensalistas (Azeredo). A diferença entre os pusilânimes anônimos do CMI e eu é que eu assumo a autoria dos meus textos e não tenho medo de responder processos.  O que ficou patente foi a parcialidade e a inequidistância no julgamento do mensalão. O mensalão tucano é mais antigo e ainda não foi julgado e o Roberto Gurgel pediu votos para a oposição. Gente, quem defende Dirceu, Genoíno, Delúbio e outros mensaleiros, com condenação definida no STF, boa coisa não é.
Os ventos que vem de Osasco para o CMI tem odor de ovo podre ou de enxofre...  | Pois é, caríssimo Fábio, a questão do eterno retorno, vulgarmente conhecida como reencarnação (no meu entendimento) poderia, com um esforço sobre humano e além do espírito das ovelhas, colaborar para o entendimento dessa reprodução secular da barbárie e da ignorância. O escritor Franz Fanon fez a análise da mentalidade das vítimas do racismo e as consequencias em sua psicologia. É o mesmo trauma originado pelas guerras. Quanto às discussões, é um teatro do absurdo em um jardim de infância localizado no inferno, puro teatro, um faz de conta que revela o nível de inteligência dos meninos que agora posam de heróis nacionais. Todavia, veremos se o mesmo tom será usado quanto às denúncias feitas por cidadãos comuns, invisíveis e assassinados com requintes de perversidade, va-ga-ro-sa-mente e impunemente pelo judiciário, os senhores da vida e da morte, os carcereiros do tempo, as reencarnações (o eterno retorno) do espírito da inquisição.  | Com tanta carga em cima do Joaquim Barbosa, eu estava esperando que viesse a primeira diatribe racialista com um daqueles termos tradicionalmente usados para insultar os negros. Agora não tenho que esperar mais.
O termo dessa vez foi: ladino. Era usado antigamente para denominar os escravos que já sabiam falar português, em oposição aos "boçais", que ainda não tinham aprendido a língua da terra. Os escravos sádicos e lambe-botas mencionados pelo autor do post realmente existiam, mas eles não eram chamados de ladinos, e se havia uma denominação para eles, esta se perdeu. Os ladinos, ao contrário, eram até propensos a ser rebeldes e fujões, já que tinham um bom conhecimento da terra, enquanto os boçais, coitados, nem sabiam para onde fugir (é bom lembrar que o desconhecimento da língua da terra os impossibilitava não só de se comunicar com o brancos, mas também com os escravos de outras etnias). Não foi à toa que a palavra "ladino" ganhou forte carga pejorativa, sinônimo de "espertalhão".
Mas agora, mais uma vez confesso que estou espantado com a essa carga toda em cima dos juízes que condenaram os mensaleiros. Eu estava crente que vocês tinham o PT na mesma conta que os demais partidos burgueses não-revolucionários e pouco estavam se lixando para o destino dos mensaleiros, e até se alegrariam com a sua condenação, mas penso que no fundo vocês todos são uns petistas enrustidos, quiçá doidos para arrumar uma boquinha aqui ou ali... Na realidade, não devo espantar-me, pois o combate à corrupção, no Brasil, sempre foi uma bandeira mais da direita, que a esquerda ironizava e chamava de "udenismo". Faz sentido: por que motivo um esquerdista realmente consciente de sua ideologia deveria condenar a corrupção, se ao fazê-lo, estará defendendo uma moral burguesa? Pois a proibição de roubar é um tabu que deriva da inviolabilidade da propridade privada. Se o esquerdista não reconhece a propriedade privada, por que haveria ele de condenar ladrões, pobres ou ricos?  | 1) No Brasil Colonial quase todos (colonos, negros, mulatos, cafuzos, caboclos) falavam a língua geral. Apenas uma pequena parcela da população, a aristocracia colonial, falava português, mas no trato com o povo até os aristocratas falavam a língua geral.
2) Ladino era a forma de referir-se ao negro que conhecia o sistema colonial. Boçal era aquele que havia chegado a pouco na colônia, mais propensos às fugas. Ladinos serviram sim de verdugos, caçadores de negros fugidos e até nas Bandeiras Punitivas eles atuaram como soldados e guias.
3) Este cretino chamado Pedro Mundin nunca exige rigor e severidade do STF na punição dos criminosos da Ditadura que moeram de pancadas, choques, pauladas e tiros presos políticos, nem tampouco pede cadeia para os aliados políticos deles tão ou mais corrompidos que os petistas (tucanos mensaleiros como Azeredo e privatariados como Serra). Portanto, Mundin, vá meter o dedo no cu e rasgar, porque você não tem isenção para me julgar.
4) Quem me acusa de racista pode e deve me processar na Justiça, lá me defenderei e serei julgado (mas não serei condenado pelos imbecis autoritários que querem me calar).  | Condenar o Dirceu e o Genoino sem provas, só porque são petistas e o PT é igual aos demais partidos?
Se o PT é igual aos demais partidos, porque recebe tratamento diferenciado do STF?  | O P.T, surgiu como um baluarte da moral e da ética, arregimentou mentes, militância, e até aqueles não esquerdistas, mas que acreditavam que ali estava uma visão de moralidade nos negócios públicos no Brasil. Ledo engano, alçaram o poder após muita e valorosa luta, arrumaram alianças, quando viram que sem elas não poderiam chegar ao poder. Chegaram lá, e o que fizeram algumas de suas maiores lideranças. De certa forma traíram todos aqueles que esperavam reais mudanças nesse Brasil, jogando na lama sonhos e esperanças de melhoras. O julgamento do Mensalão pelo STF, e na contestada postura de um juiz de notável saber, por parte de uma militância que se nega a enxergar a realidade dos fatos, expõe a público sua cegueira, quando agride esse senhor de forma vil por ser ele Negro. A Lei de Ação e Ração em prova, a esquerda tomou para si a moralidade e a ética, e a defesa dos desfavorecidos, e hoje sofre as consequências de sua postura, e ou melhor de suas mentiras. Se valeu de causas nobres e justas, mas com intuitos inconfessáveis para o grande público. Deu no que deu.
 | O Joaquim está sob ataque não é por sua negritude, é por sua pilantragem. Ou você acha que o Gilmar Mendes também vive sob ataque porque é negro e não porque é corrupto?
Ao afirmar que o Joaquim Barbosa está sob ataque por ser negro, e não por ser parcial e injusto, o Marcador está se utilizando da falácia denominada homem de palha, a qual consiste em substituir o ponto de vista do seu interlocutor por um ponto de vista falso, facilmente refutável. Se o STF estivesse julgando os tucanos sob as mesmas circunstâncias estariam todos louvando o Joaquim Barbosa e o STF como exemplos de instituições "republicanas".
Vocês não querem justiça, querem fazer politicalha!!!
Se o Fábio é um racista e ESCRAVISTA [sic] da pior espécie, por querer dar aos negros a liberdade de pensarem exatamente igual a ele próprio, o Ministro Joaquim Barbosa é muito mais racista e escravagista do que o Fábio, pois não admite que os outros Ministros divirjam do seu ponto de vista. Já agrediu quase todos os Ministros porque não pensam como ele. Por último, chamou todos de salafrários em contrapoisção a ele, que é o único vestal, o tradutor da realidade dos autos. Se o STF estivesse julgando os tucanos sob as mesmas circunstâncias que estão julgando os petistas, vocês direitolos estariam todos atirando pedras no Joaquim Barbosa e no STF como exemplos de instituições "decadentes".  | Fábio, os navios negreiros não tinham curso intensivo da língua geral da Terra Brasilis. Os escravos chegavam ignorantes e aprendiam a língua na marra, aos poucos. Até que aprendessem, eram considerados estúpidos, e acredito que não fossem muitos propensos a fugir, pois não saberiam nem para onde ir (ao contrário dos índios, que conheciam a terra melhor que os brancos). O termo boçal ganhou conotação pejorativa, passando a denotar extrema estupidez.
Os ladinos eram aqueles que já sabiam falar. Mas como o termo ladino ganhou forte conotação pejorativa, passando a ser sinônimo de espertalhão, eu deduzo que os escravos ladinos não eram tão lambe-botas assim. Possivelmente eles usavam o maior conhecimento da língua e dos costumes da terra para aplicar golpes e fugir.
Mas passada uma geração, a distinção entre boçal e ladino deixava de existir: os escravos nascidos na terra eram denominados crioulos (cria da terra). Acredito que os escravos carrascos e capitães do mato eram recrutados preferencialmente entre os crioulos, pois aí já não tinham mais nenhum vínculo com sua etnia de origem, almejavam integrar a sociedade colonial e achavam mais jogo puxar o saco do dono para ver se conseguiam uma alforria.
O STF deveria punir os crimes da ditadura? Você se esqueceu que a função do juiz é aplicar a lei, e não fazer a lei. Se a lei diz que esses crimes foram anistiados, então o STF não pode fazer nada. No estado democrático de direito, todos os poderes tem limitaçòes, inclusive o judiciário.
| | | | | © Copyleft http://www.midiaindependente.org: É livre a reprodução para fins não comerciais,
desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.
| |