Como assediar legalmente um brasileiro no Brasil

6 de novembro de 2012

Se você imagina que o brasileiro somente é maltratado pelas organizações governamentais fora de nosso País está enganado. Dependendo da situação o cidadão nacional se vê as voltas com ações ignóbeis praticadas por conterrâneos que não se intimidam em descumprir a lei e desrespeitar a Constituição com o objetivo condenável de proteger crimes e improbidades perpetradas por autoridades que deveriam dar o exemplo, mas, em contrapartida, são criminosos protegidos pelo Estado.

A técnica é bem simples.

A autoridade incomodada procura outras autoridades (subservientes) e solicita a estas que persigam a pessoa que lhe está sendo incômoda utilizando para tal o aparato repressor à disposição da administração. Daí aquele que incomoda a autoridade poderosa passa a ser vítima de uma série de ações ilegais com finalidade intimidatória e objetivando ?convencer? o cidadão incomodativo a parar, a ?baixar a cabeça?, a capitular de seus direitos e, finalmente, fazer aquilo que o mandatário deseja ? o silêncio.

Se aquele que se prontificou a denunciar a autoridade ?intocável? não aquiescer outros são convocados. E, pasmem, se propõe a arriscar a própria carreira para fazer favores que se viessem a público certamente os levaria ao descrédito, à chacota e até à cadeia. Para isso se utilizam de um artifício fabuloso ? o segredo. Se ninguém sabe o que fazem, ninguém os condena. E como é fácil criar uma história fictícia quando a outra parte não pode se defender ou descortinar a verdade esfumaçada e vilipendiada acreditam que vencerão.

A luta continua.

Como a batalha de David contra Golias, o cidadão comum tem que buscar nas próprias entranhas a força hercúlea para não desistir. Até porque na maioria das vezes precisa combater solitariamente.

Ao serem pedidas informações para a defesa se constata que os responsáveis por dá-las constroem certidões que nada dizem ou, às vezes, eivadas de falsos ideológicos que têm como finalidade atrapalhar o esclarecimento da verdade. Requer-se documentos e as autoridades amigas do colega marginal não deferem os pedidos, pior, classificam-nos como protelatórios ou desnecessários ? querem ganhar pelo cansaço.

Por outro lado, a autoridade acusada, ao ser compelida a apresentar explicações daquilo que fez errado desconversa, aponta situações e condições que nada tem a ver com o esclarecimento, mas esses absurdos ?sem pé ou cabeça? são imediatamente aceitos por parceiros sempre prontos a compreender as aberrações como se fossem flores em botão ? perfeitas, lindas e cheirosas.
Mas se o brasileiro continua e se recusa a desistir de resistir, se é perseverante e busca as instâncias superioras, quando os que assediam não têm mais como atrapalhar o avanço, a estratégia é modificada.

Arquivam com facilidade aquilo que não está mais sendo interessante e instauram novos procedimentos atentatórios à liberdade, aos direitos civis, às garantias fundamentais e tudo começa novamente.

O segredo para não esmorecer sob ataques acanalhados é alimentar a esperança que em algum momento os recursos haverão de chegar às mãos de um patriota, alguém que não esteja disposto a rasgar a Lei Mater para salvaguardar atuações delituosas praticadas por quem deveria agir como baluarte da legalidade, da honra e da ética, que na realidade atua nos subterrâneos da Lei desrespeitando os mais comezinhos critérios da honorabilidade enquanto falsamente propagandeia lisura e credibilidade.

O que importa é ter em mente que a Pátria é pura. Que cada um brasileiro deve exigir o cumprimento das leis e que o fato de existirem alguns impuros não quer dizer que nosso País está corrompido. É dever de cada um de nós buscar a presteza do serviço público, mesmo que para isso tenhamos que sacrificar nossa liberdade em prol da liberdade do restante de nosso concidadãos.

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