DIREITONA ARGENTINA LEVA MEIO MILHÃO DE PESSOAS ÀS RUAS CONTRA CFK, REVISIONISMO PEDE SEU INGRESSO NESTE BLOCO REACIONÁRIO!

A Argentina voltou a ser palco neste dia 08 de novembro de manifestações contra o governo de Cristina Fernandez Kirchner (CFK), impulsionadas por setores de direita com o apoio de parte dos meios de comunicação como o arquirreacionário Clarín e La Nación. Os protestos foram maiores que os "cacerolazos" de 13 de setembro, o que demonstra que está avançando a campanha pelo desgaste do governo que se diz "nacional e popular", acusado de copiar medidas "autoritárias" adotadas pelo chavismo na Venezuela. Os revisionistas do trotskismo mais descarados, como a Izquierda Socialista, participaram entusiasticamente do protesto enquanto seus sócios na FIT (PO e PTS) chamaram um apoio envergonhado ao "cacerolazo" que tomou às ruas de Buenos Aires e outras cidades do país, buscando um passaporte com coloração mais "à esquerda" para ingressar neste bloco reacionário. Os eixos políticos da manifestação foram uma clara resposta da direita à aprovação da "Ley de Medios" marcada para entrar em vigor em 7 de dezembro. Tanto que entre os cartazes erguidos por alinhadas senhoras portenhas podia-se ler "liberdade", "imprensa livre", "respeito", "não à corrupção", "Cristina renuncie já", "Abaixo a ditadura K", ou seja, demandas políticas próprias da alta classe média insuflada por setores burgueses que não estão satisfeitos com o governo de Cristina e suas iniciativas populistas, principalmente devido às medidas como a estatização da YPF, um maior controle institucional dos meios de comunicação, o controle do câmbio e a aprovação da revisão constitucional que permitiu o voto opcional aos dezesseis anos. A demonstração de força da direita, que colocou meio milhão nas ruas e agrupou um amplo espectro político (Macri e sua coalizão direitista - PRO, De la Sota, De Narváez, ou mesmo a UCR, grupos neonazistas, Igreja conservadora, "sojeros" da Sociedade Rural e da Federação Agrária...) em muito se assemelha às "marchas da família com Deus pela liberdade" ocorridas no Brasil contra o governo de João Goulart em 1964... Qualquer semelhança não é mera coincidência!

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