| Nota em repúdio à violência sexual ocorrida na festa "Highway to IEL" do dia 25/ Por Coletivo Autônomo de Campinas 10/11/2012 às 22:39 Nota em repúdio à violência sexual ocorrida na festa "Highway to IEL" do dia 25/10 na Unicamp Acreditamos que as festas simbolizam um importante espaço de sociabilidade e resistência política dentro deste modelo de universidade que individualiza, segrega e poda a autonomia dxs estudantes. Dessa forma, por entendermos tais espaços como microcosmos de ruptura, não nos omitiremos diante de agressões e violências de quaisquer natureza. A seguir um relato da violência sexual ocorrida na festa "HIGHWAY TO IEL" no dia 25/10. "ISSO É UM ABSURDO! NÃO PODEMOS DEIXAR ISSO PASSAR. Acabo de voltar de uma festa no Teatro de Arena, espaço de convivência e integração dos estudantes, fundamental para a nossa formação humanistica e também política. UMA MULHER PEGOU NO MICROFONE. Sim, uma estudante, rompeu o som de uma banda de homens e disse: ACABEI DE LEVAR DEDADAS EM MEU ANUS E EM MINHA VAGINA, NO MEIO DE UMA RODA PUNK. Explicou que gosta de rodinha punk, havia percebido que era a única mulher na rodinha, seu amigo lhe convidou para subir nos ombros, os homens da rodinha punk começaram a enfiar seus dedos no corpo dela.Se fosse um homem, enfiariam o dedo nele?? NÓS, FEMINISTAS, NÃO ESTAMOS EXAGERANDO PORRA!!!Ela desceu e não teve dúvida: foi até o palco, pegou o microfone e fez a denuncia. Quantas de nós teríamos esta coragem? Naquele momento me senti absolutamente contemplada por aquela menina, feliz por ela existir no mundo como exemplo para todas nós. O PIOR FOI O VOCALISTA DA BANDA PEGAR NO MICROFONE LOGO EM SEGUIDA PRA DIZER: 'É, RODINHA PUNK É FODA, JÁ LEVEI VÁRIAS COTOVELADAS..."QUIS EQUIPARAR AS COTOVELADAS QUE SOFREU COM AS DEDADAS NA VAGINA DE UMA MULHER???????????? depois ainda disse: 'GALERA, VAMO DAR UMA 'LEVE MANEIRADA".LEVE????????????? MANEIRADA?????????EU QUERO QUE O MACHISMO SEJA EXCLUIDO DA SOCIEDADE E NÃO 'AMENIZADO'.dai venho voltando pra casa com uma amiga e escuto um cara dizer "nossa, duas mulheres lindas voltando sozinhas pra casa?".NÃO AGUENTO MAIS TANTA OPRESSÃO!!!" Nós do Coletivo Autônomo de Campinas e do Coletivo Rizoma - Tendência Libertária Autônoma sabemos que não se trata de um fato isolado, sendo que diversas outras violências e agressões de caráter heterossexista aconteceram e acontecem dentro desses espaços, mas foram e são , em sua maior parte, invisibilizadas e/ou veladas. Não devemos naturalizar esta violação sexual que caracteriza um estupro (SIM,foi um estupro que ocorreu dentro de uma universidade dita plural e democrática). Numa sociedade patriarcal, machista e misógina mulheres são objetificadas e tudo que é identificado ao feminimo é desvalorizado. A universidade não foge à regra, nela ocorre a reprodução dessas práticas de opressão e dominação, as quais sufocam e limitam a autonomia da mulher sobre seu próprio corpo. Reivindicando esse preceito, a garota fugiu ao padrão estabelecido socialmente de mulher ao entrar numa ?roda punk?(circuito extremamente masculino e masculinizante) e os homens se sentiram no direito de violá-la. São esses espaços de sociabilidade que queremos? Será que esses ambientes são entendidos da mesma forma por homens e mulheres? Legitimaremos este espaço de supremacia masculina? Manifestamos nosso repúdio diante do silêncio dxs organizadorxs. Quem não se posiciona é conivente! Por isso procuraremos xs sujeitxs e coletivos envolvidxs, a fim de colocar em questão as práticas heterossexistas e desenvolver, coletivamente, um compromisso real e efetivo com a criação de sociabilidade livre de opressão. Não deixaremos que mais um caso de violência a uma companheira seja abafado. Coletivo Autônomo de Campinas Contato: coletivoautonomocampinas@riseup.net Rizoma - Tendência Libertária Autônoma Contato: rizoma@riseup.net
Email:: coletivoautonomocampinas@riseup.net - rizoma@riseup.net >>Denuncie abusos na política editorial >>Complemente esta matéria Com todo respeito,
me solidarizando com quem levou o que não havia solicitado e de quem não solicitou, peço que não me tome como misógino, machista ou qualquer ista, eu não quero ser implicante aqui, mas há uma pergunta: quem se sentiu "contemplada por aquela menina, feliz por ela existir no mundo", você ou o coletivo, "naquele momento"?
Aqui, sem querer, você comete o ato falho - por meio da linguagem - que expõe a chaga oculta de grande parte dos coletivos, o grande fetiche da representatividade, pelo qual alguns por aí são capazes de pisar no pescoço da mão; "não sou eu quem falo, somos nós". Escondido sob o manto do coletivo, pode-se dizer o que bem entender, é só encaixar dentro de um discurso que esteja coerente com o estrutura discursiva da luta, inserindo uma ou duas palavras de ordem, pode-se tanto fazer um ato de desagravo contra aquela garota que lhe humilhou e hoje está em situação de poder quanto inserir em um contexto de relevância alguém que quer se levar para cama.
A coletividade é construída e estimulada para ser privatizada por alguém. Então, sob uma causa coletiva mantém um blog onde faz seus desabafos. Blindada pelo "povo".
E também, como já vi, caluniar e injuriar alguém, desacreditá-lo com as acusações mais torpes, censurar o seu trabalho ("não permitimos que 'nossa' imagem seja usada em seu filme"), assinando ainda "nós', "nós do coletivo blá blá - pois essa pessoa, talvez tenha sido convidada a trair o coletivo e se recusou ou uma das causas das quais a militância tem em comum e lutam junto, tornando-se "perigosa", sabendo demais, melhor desacreditá-la logo, jogar calúnias mais cabeludas, fazer a informação passar, injuriar (as vezes não são fatos tão graves, como "vender um movimento" ao inimigo, pode ser coisa pequena, alguém morar em Ipanema, se passando por suburbano, ter casa no lago sul e esconder passado e conta bancária, burgueses, por vezes, revelam vergonha de si mesmos), então com medo que essa "terrível verdade" se exponha à luz, expurgam, caluniam, injuriam a tal ponto que a fala da pessoa vira tabu, um monstro, uma coisa, a sua palavra não tem menor validade, porém, para não se queimar, a pessoa escreve "nós", "nós, os indígenas", "nós, os operários", "nós, as mulheres". E, então, "vai encarar??"
E é covarde, porque geralmente se escora em pessoas que o "denunciado" quer bem, o caluniado, muitas vezes não parte para briga por covardia, parte por ver as coisas das quais acredita e as pessoas de quem gosta e quer bem sendo manipulada por gente mesquinha e covarde que se faz de guerreira - e você, que já se isolou de tanto nojo (pois acredita realmente naquilo porque luta) não irá voltar só para brigar, pois, as pessoas com as quais lutou junto, hoje iludias ou por conveniência estarão do lado deles, "defendendo a honra e o nome do movimento", então deixa estar - nem vale a pena.
E È CLARO QUE NÃO É CASO, É SÓ UM COMENTÁRIO SOBRE UM ATO FALHO, não é nada - mas revela algo que, não apenas o coletivo de campinas, é comum em várias lutas, sei que não é o caso, é claro, mas é bom atentar. Então, muita força, esperando que outros falem também no coletivo, com certeza que todos estão na luta, abraço, bom dia
Bom dia..  | O que o comportamento sexual agressivo tem a ver com machismo? Um cara que assalta é anarquista?
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