| FALTOU RAZÃO, SOBROU EMOÇÃO Por Soares 12/11/2012 às 17:08 O governador do Rio não foi capaz de avaliar que muito antes do sentimento de gratidão da Presidência a um governador fiel, está a necessidade de garantir intacta a fidelidade da base aliada no Congresso. Dilma até que tentou falar grosso (...) Como resposta, ouviu uma sonora vaia.  FALTOU RAZÃO, SOBROU EMOÇÃO O choro do governador do Rio, Sérgio Cabral, é compreensível, em face das reais perdas do Estado com a aprovação do novo regime de distribuição dos royalties e da participação especial do petróleo, conforme aprovado na última semana na Câmara dos Deputados. Por outro lado, é revelador da total incapacidade do chefe do executivo fluminense em negociar uma solução que não fosse tão danosa ao Estado que governa. Cabral radicalizou a sua posição, e numa tentativa de não perder nada, acabou perdendo muito.
Desde que o presidente Lula, na euforia da descoberta dos reservatórios do pré-sal, propôs uma repartição ?mais justa? dos benefícios advindos da exploração do petróleo, Cabral adormeceu acreditando que a sua alegada amizade com o presidente e a sua reconhecida fidelidade ao Planalto seriam suficientes para evitar que a idéia vingasse, ficando preservadas as conquistas dos estados produtores.
O governador do Rio não foi capaz de avaliar que muito antes do sentimento de gratidão da Presidência a um governador fiel, está a necessidade de garantir intacta a fidelidade da base aliada no Congresso. Dilma até que tentou falar grosso ao dizer, num discurso a representantes de municípios, em Brasília, que as os direitos dos estados produtores seriam preservados, e que novas regras somente valeriam para futuras licitações. Como resposta, ouviu uma sonora vaia.
Portanto, fica difícil imaginar que a presidente teria a ousadia política de, vetando o projeto, desagradar a 25 entes federados ?incluindo o DF- para agradar a apenas dois, mesmo que os argumentos destes sejam razoáveis, pois baseados no preceito constitucional que assegura aos municípios e estados produtores uma compensação direta por possíveis danos ambientais das empresas exploradoras. Os demais estados entendem que essa compensação deve ser estendida a todos na mesma proporção.
?Argumentos razoáveis ? foi o que menos prevaleceu nessa autêntica batalha federativa. A perspectiva de abarrotar, já em 2013, os cofres de municípios e de estados com novos e vultuosos recursos, assanhou os deputados.De pronto, a maioria rejeitou o substitutivo do deputado petista Carlos Zarattini, que propunha a transição de modo gradual e destinava 100% dos recursos arrecadados com royalties do petróleo para a educação. Foi aprovado o texto do Senado, draconiano em relação aos municípios e estados produtores, e sem compromisso quanto à aplicação dos recursos em educação.
Uma questão fundamental para o equilíbrio federativo, e que, por isso mesmo, deveria ter sido alvo de exaustivas negociações, sempre sob a liderança e mediação da Presidência , se transformou numa disputa em que prevaleceu a emoção e faltou a razão. Estados e municípios festejarão sobre o choro do Rio de janeiro e do Espírito Santo, Sergio Cabral perde capital político, a presidente Dilma sai desse imbróglio como Pôncio Pilatos, e a federação, certamente, mais enfraquecida. 12112012
URL:: http://blogdofasoares.blogspot.com >>Denuncie abusos na política editorial >>Complemente esta matéria Próximas etapas:
-Dividir os lucros dos minérios de MG com toda a federação.
-Dividir os lucros da extração da madeira da Amazônia.
-Dividir os lucros das hidroelétricas de Itaipú, Tucuruí.
E por aí vai...
Indo assim,seguindo a lógica inaugurada com esta nova divisão de recurso naturais, o RJ logo logo recupera tudo o que perdeu com o petróleo.
Ou melhor, ide ao STF. Em um julgamento justo esta nova lei cai, com certeza. Tem muitas contradições e incongruência jurídicas, é movida apenas pela cobiça que o grande grupo impõe aos menores. Se a Dilma não tiver a coragem de vetar, vai causar um monte de dores de cabeça no futuro. Nenhuma riqueza será mais de ninguém com segurança. Basta reunir um grupinho mais forte, espoliar a riqueza de um indivíduo e alegar o "bem comum" segundo precedente da lei de 2012 de todos os estados contra o RJ...
Será que a ganância deste Congresso é tanta que ficaram totalmente cegos e ninguém mais vê isto... Isto é uma aberração legal. Cedo ou tarde vai ser contestado e cair por terra.  | Por acaso o Rio é um país soberano? Ou o Pará? Os recursos minerais e naturais são DE TODOS, pertendem a todo país.
O governador do Rio chorou porque assim teria menos dinheiro para ele ROUBAR! O sujeito teve a cara-de-pau de afirmar que sem os recursos do petróleo não haveria olimpíadas! Ora, vai se fuder! Quer dizer que só teria eventos se descobrissem o pré-sal?
É por causa de cretinos assim que o país está uma merda!  | Então cadê a minha parte, ou a parte do meu estado, dos royalties que a Vale paga para MG? Não venha me dizer que eu, morando no Amapá, tenho alguma vantagem com estes recursos.
Se os recursos são legalmente da União, o que eu acho errado também, caberia a União decidir, pois teoricamente é a única isenta e não alguns senadores gananciosos querendo puxar a brasa para o seus estados.
Entendi, você não gosta do governador, portanto não apoia que o RJ ganhe.
Eu também não gosto, nem gosto muito do RJ, mas esta não é uma questão pessoal, mas de princípios. É por sua causa e pelo Congresso, pelas suas ideias oportunistas e míopes, que o país é assim. Ganancioso oportunista! Na hora do seu estado perder você muda de opinião. Aqui no Sertão plantamos mandioca... a sua está reservada para você guardar no seu furico onde o sol não bate. Vamos dividir os royalties da mandioca enfiando uma no seu cu. O Arminio deve ser do tipo de gente avarenta que caga e fica na dúvida se dá descarga.
Oh, troço egoista do caralho.
Cai no pranto e chora lágrimas de crocodilo junto com o Cabral fábrica de marginal e seu secretário de segurança quebrador de ovos para fazer omeletes.
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