Comentando a matéria intitulada ""Julgamento não acabou", escreve José Dirceu", a qual foi publicada no site da Revista Carta Capital o comentarista de nome Helcio postou o seguinte:

"Jose Dirceu carregou e carrega sua cruz com classe e sem direitos. De acordo com a minha santíssima ignorância, leis também são monopólios de meia dúzia, de 3 pessoas. Seria bom que as leis "pegassem", fossem praticadas por todos nós, principalmente os analfabetos políticos, justiceiros. Mas como todos sabem, os excessos produzem o contrário. Todas essas bobagens que escrevemos e lemos todos os dias na internet, na mídia, na tv são possíveis graças a lutas de pessoas como o José Dirceu, Genoino, senão estaríamos em conventos, praticando a hipócrita perfeição ou batendo continência até para manequim fardado. Os donos da liberdade de expressão do Brasil estão frente a frente com o fato de ter que lidar com o raciocínio, com a inteligência. Com a internet livre (ainda)."

Outro comentarista de nome Gilberto Allesina disse:

"Um verdadeiro democrata e cultor do estado de direito acataria em silêncio o julgamento. Ele não teve direito ao contraditório?"

 http://www.cartacapital.com.br/politica/julgamento-nao-acabou-escreve-jose-dirceu/#todos-comentarios

Ora, o exercício do contraditório não é suficiente nem necessário para que haja justiça num julgamento. Quem não conhece ou já ouviu falar de réus inocentes que não foram condenados, mesmo sendo revéis?

Por outro lado, quem não conhece réus que exerceram o contraditório e a ampla defesa e que foram condenados mesmo não se tendo conseguido provar suas culpas?

Assim, o Sr. Alberto Allesina está equivocado ao achar que o fato de não ser cerceado o direito ao contraditório é motivo suficiente para que o resultado de um julgamento seja justo.