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| | Contra o patriotismo - abaixo as fronteiras nacionais! Por Humanaesfera 16/11/2012 às 17:35 Nação é puro mito. Tudo que é "nacional" (tradição, língua, cultura...) é apenas resultado da concorrência (militar e comercial) encarniçada e sangrenta entre as diversas classes dominantes por demarcar territórios e instaurar seus Estados, submetendo a população por toda parte para usá-la como bucha de canhão nas guerras empresariais e bélicas que as próprias classes dominantes travam entre si. A língua, a cultura, a tradição e a história que parecem hoje "dados da natureza" que demarcam os povos em diferentes nações, na realidade foram impostos pela força bruta. São puras artificialidades. Pertencer a uma pátria ou nação parece ser algo natural, dado. As pátrias ou nacões supostamente surgiram como reconhecimento do fato "óbvio" de que o mundo é naturalmente dividido em diferentes povos que compartilham, cada um, uma mesma história, tradição, língua, cultura ou religião desde tempos imemoriais.
No entanto, isto é puro mito. A história nos mostra amplamente e sem sombra de dúvidas que todas as características nacionais ( história, tradição, língua, cultura ou religião) estão longe de serem algo "natural". Elas nada mais foram do que o resultado da concorrência (militar e comercial) encarniçada e sangrenta entre as diversas classes dominantes por demarcar territórios e instaurar seus Estados, submetendo a população por toda parte para usá-la como bucha de canhão nas guerras empresariais e bélicas que as próprias classes dominantes travam entre si. A língua, a cultura, a tradição e a história que parecem hoje "dados da natureza" que demarcam os povos em diferentes nações, na realidade foram impostos pela força bruta. São puras artificialidades.
ACUMULAÇÃO DO CAPITAL É ACUMULAÇÃO DA FORÇA BRUTA: ASSIM SURGIRAM AS NAÇÕES
Antes dos Estados-nações, os Estados se limitavam ao tamanho de cidades, isto é, eram cidades-Estados, sempre vizinhas de outras com uma miríade de línguas e culturas. Os impérios (como o império romano, chinês e egípcio) em geral nada mais eram do que um reino de uma cidade-Estado que cobrava tributos dos reinos de outras cidades-Estados por eles submetidas pela força bruta. As vezes, uma cidade-Estado imperial conseguia impor uma única língua e cultura sobre outras cidades-Estados. Por exemplo, o latim dos romanos foi imposto a quase todas as cidades do sul da Europa (latim que, de tanto ser falado "errado" após a queda do império, deu origem ao português, francês, italiano...). Porém, não havia ainda nações propriamente falando.
A necessidade de instituir Estados tão poderosos que eram como que entidades abstratas capazes de impor um poder armado sobre territórios que abrangiam não só mais de uma cidade, como também tendiam a se expandir indefinidamente para regiões cada vez mais amplas do mundo decorreu do surgimento de um novo tipo de classe dominante que não identifica mais seu poder com uma cidade ou reino específico. Essa nova classe se identifica pela necessidade de expansão sem restrição da acumulação do capital pelo planeta inteiro - o que implicava a necessidade de uma correspondente ampliação e monopolização do poder armado (Estado) como nunca antes visto, sobre territórios cada vez maiores e independentemente de cidades específicas. O Estado-nação foi criado pelas necessidades de acumulação da classe capitalista.
O primeiro e mais primitivo ensaio de Estado-nação, os reinos-impérios multicontinentais de Espanha e Portugal (século XVI), foi impulsionado e financiado pela necessidade dos capitalistas comerciais das cidades-Estados italianas (Gênova, por exemplo) por proteção e poder armado para impor negociações em mercados cada vez mais lucrativos e mais amplos (abrangendo potencialmente o mundo inteiro), com o fito de vencer a concorrência com seus pares de classe, de modo a garantir para si lucros cada vez maiores.
Mas como o motor da acumulação do capital é a competição, logo a seguir (século XVII) surgiu outra nação concorrente, as Províncias Unidas (Holanda), que reunindo um monopólio de poder armado marítimo nunca antes visto na história, conseguiu vencer a guerra contra a Espanha e conquistar o controle de rotas comerciais muito mais lucrativas (Ásia) do que seu concorrente.
Desde o primitivo sucesso lucrativo de ensaio de Estado-nação, o capital financiou o surgimento de nações, isto é, acumulações abstratas de poder armado, inicialmente por toda a Europa, e depois no mundo inteiro, sempre na expectativa, a cada momento, de fazer surgir melhores possibilidades de maximilizar a acumulação do seu capital de modo a vencer a concorrência com outros capitais já estabelecidos. Assim, enchendo o mundo de fronteiras, foi estabelecido o mercado mundial.
A guerra generalizada passou a ser rotina periódica, plasmando a cada convulsão bélica as fronteiras entre nações até chegar às fronteiras que existem atualmente no mundo inteiro e até chegar a uma mesma e homogênea língua ou cultura imposta sobre a população dos respectivos territórios nacionais.
"SE A CORJA VIL CHEIA DE GALAS NOS QUER À FORÇA CANIBAIS, LOGO VERÃO QUE AS NOSSAS BALAS SÃO PARA OS NOSSOS GENERAIS" (trecho de A Internacional)
Em suma, não há absolutamente nenhum argumento honesto que justifique que defendamos qualquer nação ou pátria. Muito pelo contrário: defender a pátria, qualquer que seja, sempre e em qualquer caso, é sacrificarmo-nos para defender nossos próprios opressores (é ser bucha de canhão deles, que nunca vão eles mesmos à carnificina dos campos de batalha), e pior ainda, é trair e assassinar nossos irmãos de classe do outro lado das fronteiras estabelecidas pelos mesmos opressores.
A solidariedade é nossa única arma. Sem ela somos sempre perdedores diante da classe dominante, que nos divide dentro de empresas e nações em concorrência, fazendo-nos sujeitar a seus ditames. Todo proletário em luta contra seus opressores, em qualquer lugar, é um aliado. O proletariado não tem pátria. Isso se chama "internacionalismo proletário".
Só é possível parar de sermos perdedores quando, em todos os lugares, nos solidarizamos e estabelecemos relações sociais que ultrapassam e minam toda divisão em empresas e todas as fronteiras nacionais. Ou seja, nem mais nem menos do que estabelecer a associação livre dos indivíduos em escala mundial, isto é, o comunismo, a sociedade sem classes, sem hierarquia, sem Estado. Trata-se de instaurar a comunidade mundial que, suprimindo a propriedade privada e as fronteiras, liberta os meios de produção e de vida e disponibiliza-os gratuitamente para a população em livre associação usá-los na expressão e desenvolvimento universal de seus sentidos, desejos e aptidões: artísticas, culinárias, arquitetônicas, urbanistas, amorosas, racionais, nômades, técnicas, numa conflituosidade lúdica generalizada que supera e torna impossível a velha e suicida concorrência bélica e capitalista.
O nacionalismo continua a enganar os despossuídos porque qualquer outra perspectiva que não a defesa de sua própria exploração (a união com seus próprios patrões contra outros despossuídos) ainda lhes parece irrealista (utópica) e vazia. Concorrendo entre si para serem explorados por seus patrões (na esperança de um dia eles mesmos ascenderem como patrões), eles identificam outros explorados concorrentes como se fossem a causa de sua própria exploração e desemprego, e se tornam presa fácil de ideologias de ódios étnico e xenofobia que faz deles um rebanho facilmente manipulável pelos proprietários (que, bastando quererem, lançá-los-ão ao matadouro da guerra na primeira oportunidade). Enquanto não romperem com isso, enquanto não identificarem o verdadeiro inimigo (a classe dominante de seu próprio país tanto como a de todos os países), e enquanto não se solidarizarem e se associarem além das empresas e fronteiras para lutar contra eles, sua exploração e condições de vida vão sempre inevitavelmente se agravar a cada dia.
Humanaesfera, 15/11/2012
URL:: http://humanaesfera.blogspot.com.br/2012/11/contra-o-patriotismo-abaixo-as.html >>Denuncie abusos na política editorial >>Complemente esta matéria Esta conversa toda me lembra o personagem Jacques de "Os Tibeault". Era parte de uma geração francesa de jovens anarquistas saídos da "Belle Époque", comunistas, vanguardistas, Quartier Latin e estas coisas, que eram contra a guerra, as nações, o capital e por aí vai. Mas ao primeiro sinal da guerra com a Alemanha lá estava ele voluntário, alistado, lutando e morrendo por sua pátria francesa.
Querer que as fronteiras nacionais desapareçam todo mundo quer, tornar isto realidade são outros quinhentos. Existem forças maiores irresistíveis que nos levam a isto inexorávelmente, não é só a classe dominante que quer. Aliás, a classe empresarial de hoje quer livre comércio e eliminação de barreiras.
Vai levar milênios até que brasileiros e argentinos, mesmo os sujeitos comumns, se abracem fraternalmente. Até lá, não entrando em guerra já tá bom.
Veja o caso da UE, cujo objetivo era justamente eliminar diferenças nacionais: Ao primeiro sinal de problemas, lá estão os Gregos bradando contra os "nazistas" Alemães para que paguem suas contas...
Você é a favorável a eliminação das pátrias, mas garanto que você é contra a Globalização, não é?  | A rivalidade franco-alemão é coisa do passado. E Brasil e Argentina nunca foram inimigos. Isso é coisa de basbaque da Globo com as estultices de Galvão Bueno no futebol que talvez o tenha influenciado.
As fronteiras nacionais vão cair, e mais rápido do que você imagina. A União Europeia é um exemplo.  | A velocidade das transformações infelizmente ocorrem em relação direta com o incomodo gerado no cotidiano vivido e real. É surpreendente o que acontece quando as pessoas são tiradas da zona de conforto, como na Europa de hoje.
Não existe nenhum mecanismo que automaticamente produza as transformações sociais ou que leve á necessária revolução social. Existem entretanto contradições que levam a crises que a ideologia burguesa gosta de dividir em econômicas, sociais e políticas, mas que são uma só e única coisa ligada a crise ideológica, cultural e etc... em suma a crise revolucionária.
Estas crises entretanto podem levar a destruição total das pessoas por meio do reforço das ideologias do nacionalismo, xenofobia, racismo e todo tipo de manifestações reacionárias. (Reação ao presente pelo retorno a um obscurantismo ainda maior). Temos sim que nos preparar e ao máximo de pessoas possível para as próximas crises que de certo virão mais catastróficas.
Inocentes são os democratas pseudo-revolucionários, que serão pegos de surpresa quando pensavam que estavam gradualmente construindo um mundo melhor e que acabarão por fim percebendo que estavam cavando sua própria sepultura*.
*Como sempre acontece a cada golpe de Estado que num eterno retorno desemboca em novas reivindicações democráticas. Ad infinitum...  | Esquerda infantil, inexperientes, incultos e desinformados sempre interpretam o mundo como eles querem que seja e não como realmente é. É a melhor maneira de nunca mudar nada. Parem de ser sacerdotes, isto é somente o desejo de vocês, meninos.Ide a Argentina e vide.
"Todos devem se abraçar e se amar... Buááá, não está acontecendo... então nego a informação e não brinco mais, que se exploda!"
Pelo menos um deles teve um breve momento de lucidez(logo esquecido) e deixou uma frase interessante:
"Não existe nenhum mecanismo que automaticamente produza as transformações sociais ou que leve á necessária revolução social."
Ou seja, dialética, necessária revolução social... nada disto tem a menor comprovação científica, histórica ou real. Destinos manifestos e Deuses controladores da história não existem. Aleatório é o caminho. Isto vale também para as esquerdas. Na real, eu acredito que só há um mecanismo que muda radicalmente e rapidamente os caminhos da humanidade:
A EVOLUÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA. A grande questão é que é "random walk", ninguém sabe onde acontecerá, nem quando nem o sentido da mudança. Basta ver que ela está até permitindo que babaquinhas como vocês e por que não dizer, eu também, expressem suas opiniões e escrevam suas bobagens aqui.
O cara que inventou o mouse causou mais mudanças efetivas na sociedade do que Lênin e seus escritos. Mesmo assim não foi embalsamado, mas seus seguidores deveriam ser, mesmo vivos.
 | A relação entre o técnico, econômico, social e etc tem fundamentação teórica que escapa a ignorância de quem até hoje cita Lenin. Acaso houve alguma revolução social no caso da URSS ou mesmo da China de hoje. A China está sujeita as mesmas contradições do restante da humanidade. Para quem não trabalha, nunca ouviu falar de gestão, justin time e etc, tecnologia é ficção. Ficção científica. O mundo da tecnologia é o mundo real da luta de classes, dos homens hora, da rentabilidade, do emprego e do desemprego. Esta sua técnica imaginária é coisa de vagabundo elitista que nunca produziu tecnologia, conhece só de ouvir falar.
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